sábado, 13 de outubro de 2007

Corrupção VI


Segunda Feira, dia 15 de Outubro, os partidos da oposição na Assembleia Municipal da CMF apresentam um pedido de Assembleia Extraordinária de modo a discutir o assunto das negociatas. Quem disse que este assunto tinha morrido? Eu próprio já tinha alertado para esta possibilidade. http://apontamentossemnome.blogspot.com/2007/10/fraude-do-psd-no-funhal-eu-disse.html. Vai ser interessante verificar como vai Albuquerque descalçar esta bota: usou o tribunal de contas como argumento, foi desmascarado. E agora?

2 comentários:

gambozino disse...

Essa questão das "negociatas" vai muito mais para além da simples "picardia" política. Albuquerque está profundamente comprometido com um enormíssimo rol de ilegalidades. Esse período a que se refere a inspecção administrativa é uma simples amostra estatística. Há fortes indícios de corrupção continuada muito para além desse espaço temporal, a montante e a jusante desse período.
Albuquerque mantém chefias sem qualquer crédito, a troco de teias de favorecimento político e de "telhados-de-vidro". É vergonhoso assistir-se a inúmeros casos de verdadeiros "clãs familiares" com preponderância nos cargos de chefia que trabalham na autarquia. Uma espécie de autênticas "economias familiares" cheias de um peculiar virtuosismo que irradiam competência, que talvez constituam óptimos modelos de eficiente desempenho. Enumerá-los dá trabalho. Muitos desses iluminados vêem renovadas as respectivas comissões-de-serviço sem terem a mínima competência, emperrando ainda mais a pesada "máquina" anacrónica com evidente prejuízo dos munícipes e do Concelho. Ser "chefe" na CMF não é sinónimo de competência, é antes uma "tradição nobiliárquica" que se perpetua...
Esse imobilismo generalizado das chefias "perpétuas" é potenciador e galvanizador de deformidades e vícios.

Helio disse...

Essa questão proposta pelo comentador anterior é bastante pertinente. É precisamente a questão da "formiga-branca" levantada por um ex-vereador. Seria interessante observar os meandros dessa "praga" que se apoderou dos centros de decisão autárquicos em que determinados técnicos e chefias agem como partes interessadas em negócios paralelos...
Não é uma simples questão de "demérito" ou incompetência, é também uma acção concertada de tirar vantagens decorrentes do lugar que ocupam. Certamente não poderemos generalizar, mas exemplos não faltam.
Esta maratona de ilicitudes é passivamente observada por um determinado elenco de decisores políticos que adjudicam e autorizam determinados negócios despuradamente. Talvez os "presentes" e "oferendas" do Natal (que aí vem), justifiquem essas práticas.