quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Postura de estado?


No programa da RTP Madeira "Tem a Palavra" fica cada vez mais evidente que Guilherme Silva está tão obcecado em defender o indefensável que não se apercebe do ridículo das suas afirmações. É só pérolas. Segundo ele os insultos de Jardim são pontuais e ao primeiro ministro compete ignorar estas afrontas excessivas e grosseiras e ser um chefe de estado com a postura adequada (na versão Guilherme Silva: de cordeirinho encaixando sem qualquer reacção todas as ofensas sistemáticas de AJJ às instituições e pessoas!?).

Segundo Guilherme Silva, AJJ foi um grande negociador com a república porque o resultado está à vista mas agora não lhe deixam. Porque será?

Este Senhor deputado também disse ser amigo de Luís Amado mas compreendia que AJJ não tivesse ido à última cerimónia oficial de encerramento da presidência Europeia porque tinha compromissos de Natal (imagino quais!?). Bom sobre isto posso dizer que é bem feito para Luís Amado: é o que dá ter postura de estado como defende Guilherme Silva.

4 comentários:

Anónimo disse...

Guilherme Silva tem de defender o patrão. Segundo o PÚBLICO de hoje, em 2006, "sem concurso foram contratados os serviços forenses do deputado e advogado Guilherme Silva, que só das duas secretarias auditadas, e numa amostra de um quarto dos pagamentos efectuados pela tesouraria do governo, recebeu mais de 150 mil euros, sendo 114 mil euros do Equipamento Social e 42 mil do Plano e Finanças".
"O Governo Regional da Madeira gastou, em 2006, cerca de 17 milhões de euros na aquisição de estudos, pareceres e projectos de consultadoria, mas metade desse montante ficou por pagar às entidades prestadores dos serviços".
Também é importante esta parte da referida notícia:
"Relativamente à aquisição dos serviços de organização da polémica operação de titularização de créditos relativos a dívidas a empreiteiros (ocultadas pelo governo regional e que levaram o Ministério das Finanças à retenção de transferências para a Madeira por ter ultrapassado os limites de endividamento), o TC considera insuficientes as razões invocadas pelo executivo para fundamentar a contratação de tais serviços, que envolveu o pagamento de uma comissão de 0,2 por cento a incidir sobre o total da transacção, cifrada em 150 milhões.
Relativamente a este mesmo processo, o TC conclui que não ficou demonstrada a legalidade e justificação do pagamento dos serviços específicos de assessoria financeira pelos quais o governo, apesar de ter declarado tratar-se de uma iniciativa dos credores, pagou 65 mil euros (sem IVA) à sociedade de advogados Vieira de Almeida pelos serviços consultadoria legal e 120 mil euros à empresa KPMG & Associados, escolhida pelas instituições financeiras contratantes para os serviços de auditoria".

Alexandro Pestana disse...

É preciso ter muita lata... hehe. A Madeira tem recebido tanto dinheiro da U.E. e o presidente do governo regional não desmarcou os encontros com o pai natal para ir ao evento da U.E. na sua "propria casa"!

Estas são atitudes proprias de quem se está já a marimbar para a Madeira e para os Madeirenses porque já tem o papo cheio!

amsf disse...

E eu a pensar que o AJJ não teria ido por terem servido um vinho Madeira de 10 anos e não de 50!

Anónimo disse...

O DN-Lisboa, a SIC, a Lusa, a RTP-Madeira, etc reduziram para metade (8,6 milhões) o total gasto pelo governo regional em pareceres e estudos (17 milhões). Jardim agradece-lhe o desconto de 50 por cento...