domingo, 6 de janeiro de 2008

Exemplo de Lisboa

Lisboa vive uma turbulência sem precedentes mas, felizmente para os lisboetas, o actual Presidente está a por ordem na casa: a sindicância identificou ilegalidades, irregularidades, promiscuidades intoleráveis e, segundo parece, os principais culpados serão despedidos. Além disso, alguns actos podem ser considerados nulos, a bem do bem público. Podem ser decisões difíceis mas indispensáveis para a normalidade governativa e confiança dos munícipes.
No Funchal, as ilegalidades estão mais que provados mas, contrariamente a Lisboa, o seu responsável principal é o próprio Presidente da Câmara. Assim, dificilmente mudará alguma coisa. A não ser que a justiça cumpra o seu papel.

5 comentários:

amsf disse...

O tribunal de Contas parece que sempre vai investigar alguma coisa em relação ao Relatório da CMF...

Anónimo disse...

Afinal descobriram em Lisboa o remédio para a "formiga branca" que Raimundo Quintal falava existir também na Câmara do Funchal. Será que o Sr. Presidente da CMF desconhece esse remédio? Ou será que não quer conhecer porque tem medo que o remédio respingue para cima dele.
Se não tivesse medo, com aquilo que se sabe e depois de um ex-vereador da sua equipa ter dito o que disse, já teria pedido uma sindicência como fez António Costa...

Alexandro Pestana disse...

Aqui no continente as coisas funcionam bem porque também a oposição é respeitada e ouvida com atenção pelo poder judicial coisa que não acontece na Madeira, onde quem faz aldrabice ainda é premiado e protegido pelo regime e a oposição ainda é processada quando diz umas verdades...

Eu ca não sei onde isso vai parar mas pra 2009 espero votar pela primeira vez e vai ser no PS e vou ver as eleições mais renhidas de sempre nas câmaras da Madeira. Bastará apenas algumas câmaras ganhas pelo PS para por a descoberto toda a aldrabice do pe-pe-deia e enfraquecer brualmente o regime...

Toda a oposição tem de dar muito gás ate lá,senão... Vamos continuar a caminhar pro abismo.

João Câmara disse...

Lisboa está a mil quilómetros do Funchal e apresenta outras distâncias não mensuráveis de uma vivência democrática "diferente".
António Costa solicitou uma auditoria numa perspectiva de "limpeza" da sua casa. Houve resultados e acções.
Por outro lado, nos tais mil quilómetros de distanciamento e na maioria confortável "encarneirada", Albuquerque solicitou uma auditoria num tom retórico de reacção de menino mimado e inconsequente. Azar dele e da sua ingenuidade. Cunha e Silva pegou-lhe no isco e a "caixa de Pandora" soltou aquilo que todos sabíamos, mas que faltavam evidências.
A sorte do autarca auto-vitimizado é que a qualidade da justiça da Madeira é "aquela" que conhecemos.
O argumento da utilização da justiça para conseguir dividendos políticos, é por si só um factor adicional de condicionamento da acção da justiça de que Albuquerque tanto se queixa.
O argumento de decidir politicamente num ambiente de maioria, não é por si só um "cheque em branco" passado pelos funchalenses. A isso o dicionário chama de usurpação.
O Funchal é de facto um exemplo...

Anónimo disse...

Ãtenção, não foi Carmona Rodrigues a pedir a sindicancia?

João Catilina