terça-feira, 2 de dezembro de 2008

O que anda a fazer o PSD Madeira. Alguém explica?

Da totalidade das mais de 50 propostas em discussão na ALRAM, o PSD (partido que suporta o Governo e portanto responsabilidades de governação) tem apenas duas e, ainda por cima, uma delas é a inconstitucionalidade da nacionalização do BPN, discutida hoje e que alguns deputados do PSD confundiram com a discussão da Comissão de Inquérito proposta pelo PS Madeira sobre os negócios do banco Efisa na Madeira.
Que fique claro que estas são as prioridades do PSD e, sobretudo, que todos percebam que é a prática do conflito institucional que move o PSD e não as soluções para os madeirenses. Se o PS Madeira fizesse como a líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, não apresentava ideias e soluções para minimizar os problemas dos madeirenses, na sequência da má governação do PSD. Contudo, o PS Madeira é diferente e não só não tem medo que o PSD copie as nossas ideias e soluções como faz questão que as implemente mesmo que depois acabe por cumprimentar com chapéu alheio. Ainda bem, ganham os madeirenses...

1 comentário:

Anónimo disse...

MAS QUE DROGA!

Confesso que não entendo esta estratégia de meter a cabeça na areia. Esta manhã, dos seis projectos discutidos na Assembleia, quatro versaram assuntos directa ou indirectamente relacionados com dramas sociais. Todos levaram chumbo por parte da maioria política. Desde logo, uma proposta do PS-M que visava a instituição do "Parlamento Aberto sobre a Toxicodependência". Um jornada, em suma, aberta a alunos e professores, técnicos de saúde, magistrados, representantes de instituições policiais e membros do governo; depois, uma proposta do Bloco de Esquerda no sentido da criação de uma "Comunidade Terapêutica", no âmbito da toxicodependência, capaz de dar resposta aos dramas que por aí andam. Novo chumbo! Nem com a argumentação das aterradoras estatísticas, nem com a notícia da apreensão, ainda ontem, no aeroporto do Funchal, de 75 kg de cocaína oriunda da Venezuela, nem com a narração do que se passa em alguns bairros sociais da Região, nem com aquilo que todos sentem que a droga avassala e com difícil controlo, a maioria não foi sensível e disse não, isto é, disse NÃO à necessidade de instalação de uma designada "Comunidade Terapêutica", sempre com o estafado argumento que o governo está atento.
Estou certo que quando acordarem será tarde. Na década de 90, apesar das denúncias, a maioria ignorou a droga e os estragos que começava a produzir na Madeira, nesta década continua a varrer para debaixo do tapete um problema muito grave, quando se sabe (e parece-me natural) que para apanhar ou desmantelar uma rede, certamente muitos quilogramas entram na Região sem possibilidades de controlo. Muito ainda fazem as polícias. Certo é que ela está aí, com milhares de seringas trocadas, com muitos dramas familiares e muito silêncio político. Pergunto: a quem servirá este silêncio? Aos traficantes?
Qualquer pessoa de bom senso não entende este comportamento da maioria política.

in http://comqueentao.blogspot.com