segunda-feira, 3 de março de 2008

Horror...


É arrepiante o artigo de Lilia Bernardes sobre o crescimento do consumo de droga. Imaginem crianças de 10 anos dependentes de heroína na nossa Região. Imaginem cercad e 2000 pessoas dependentes de heroína, pelo menos em acompanhamento, fora as outras! O que fez o Governo Regional. Onde pára o programa de luta contra a droga 2005-2008?

É um drama com o governo a ver passar e apenas a PJ mostra preocupação!?


Leiam o artigo da Lília. Vale a pena. Na minha opinião é preciso requerer ao GR um debate urgente sobre isto e sobre os resultados do programa de 2005...Andam todos a brincar e a colcoar em causa toda a sociedade. Não tenhamos dúvidas que este drama atravessa toda a sociedade. As consequências poderão ser catastróficas...



"É normal uma criança ter hábitos de consumo em família toxicodependente"
Sentados na berma da estrada, maldormidos, de olhar perdido, esperam junto ao Centro de Atendimento de Toxicodependentes (CAT) do Funchal, Madeira. As portas abrem-se e partem para o aconchego de uma casa sem condições físicas para um atendimento ideal. As escadas estreitas, os gabinetes reduzidos, a sala de espera minúscula, são ultrapassados pelo sorriso e empenho dos técnicos e da directora, Manuela Parente, psicóloga clínica nascida no Porto e com experiência dos CAT do Norte. Vizinho do Liceu Jaime Moniz e de duas escolas profissionais, o CAT do Funchal atende 1800 heroinodependentes. Um número em crescendo quando comparado com os 1300 de 2006. Os últimos dados da PJ do Funchal revelam, também, que em 2007 a apreensão de heroína sofreu um aumento de 700%. E se é notório que a procura acompanha a oferta, o drama chega através de uma nova realidade: as crianças."Temos miúdos cada vez mais novos a iniciar-se na heroína. Miúdos que vêm de meios sociais muito degradados onde a heroína já é um hábito", disse ao DN Manuela Parente. Explica que há alguns anos era normal uma criança de dez anos ter hábitos alcoólicos numa família de alcoólicos. Hoje passou a ser "normal uma criança de 11 anos ser heroinodependente numa família de heroinodependentes. Não há muitos casos, por enquanto, mas os poucos que aparecem são suficientemente preocupantes para me deixar angustiada", afirma. Esta situação implica encontrar soluções, pois o centro "nos moldes em que está não é adequado para receber estas crianças. Não me interessa nada que digam que lá fora elas andam com adultos! Eles são demasiados novos, nem sequer são adolescentes. Vamos ter de encontrar espaço e estratégias próprias", reitera.

1 comentário:

Unknown disse...

Em 2006 o PS solicitou o ajendamento de um debate sobre o plano de combate à toxicodependência anterior (2000-2004) com base nos relatórios de avaliação.

Fui o responsável por essa iniciativa e o debate correu muito bem porque ficou para todos evidente o pouco que se estava a fazer.
Para todos os problemas a resposta era sempre o novo plano de combate vai resolver...

O Centro de Santiago faz relatórios anuais. Recomendo-te que os solicites à Secretaria Regional dos Assuntos Sociais. Tem informações preciosas sobre as acções preventivas e de tratamento.

Curiosamente o actual secretário não abriu a boca durante esse debate...