quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Toda a verdade

Os vereadores do PS na CMF fizeram hoje uma conferência de imprensa sobre a "problemática do hotel CS" de modo a esclarecer todos os interessados sobre os contornos desta situação.
O meu colega Luís Vilhena preparou um excelente trabalho que não pode deixar margem para dúvidas a ninguém. Da minha parte, devo dizer que este caso tem todos os ingredientes de uma "negociata".
Quem quiser conhecer toda a verdade deixo o link onde pode ser descarregada todo o conteúdo da conferência de imprensa. http://members.netmadeira.com/lvilhena/FunchalParaTodos/FPT.html

7 comentários:

Rui Caetano disse...

Apenas quero informar que já iniciei em força o meu blogue Urbanidades. Agradecia que ajudasses a divulgá-lo.
um abraço,

Rui Caetano

Anónimo disse...

De que está à espera o Ministerio Publico para actuar? Que signfica todo este silêncio? Querem mais provas das ilegalidades? Só precisam de ler bem toda a bem documentada exposição do arquitecto Luis Vilhena.

Anónimo disse...

será um erro politico grave mistiurar politica e justiça, se é que o m.p. é justiça.

Anónimo disse...

há que felicitar o luis vilhena.

mas cuidado: não pensem que os tribunais podem julgar sem ninguem meter um processo judicial.

juto disse...

Anónimo:
O MP tem beneficiado da mistura que algumas pessoas fazem entre o MP e os Tribunais.
Quais os resultados da actividade do MP junto das câmaras? Lá e cá.

Queixar-se ao MP é muito diferente de pôr um processo judicial contra uma câmara!

Anónimo disse...

Números?

Quantas condenações é que o MP penal conseguiu contra autarcas lá e cá?

Quantas demolições é que o MP administrativo pediu aos juizes de lá e de cá?

Anónimo disse...

Do PÚBLICO de sexta-feira transcrevemos:
"Novo centro de congressos que invade
via pública gera polémica no Funchal

Tolentino de Nóbrega

PS critica câmara por não embargar obra que dirigente do PSD reconhece ser “vergonha intolerável”


A CS Resort Madeira está a construir parte de um centro de congressos, com capacidade para 1.800 pessoas e anexo ao hotel anteriormente designado por Hotel Crown Plaza, no sub-solo de um terreno público, inicialmente destinado a duas faixas de rodagem, por cedência imposta pela câmara do Funchal aos antigos proprietários.
A obra está em desconformidade com o projecto que, aprovado por unanimidade em sessão camarária de 7 de Novembro de 2006, propunha um centro de congressos construído a maior parte sob os jardins do hotel, áreas comerciais ao nível da Estrada Monumental e estacionamento em duas caves abaixo daquele centro. Apesar das insistências dos vereadores do PS, o embargo não foi decretado pela autarquia presidida por Miguel Albuquerque, ontem acusada de conduzir este “processo sinuoso” de “forma obscura”, optando por “assobiar para o ar como se nada de grave estivesse a ocorrer”.
Miguel Albuquerque considera que o projecto “cumpre a legalidade” e anunciou que o município está a negociar um protocolo com os seus promotores para a cedência da área pública que dará lugar a uma zona de restauração com esplanadas e boutiques. O autarca justifica ainda que a câmara abdicou do alargamento da via pública e optou por ampliar as áreas pedonais e criar o circuito de bicicletas, tendo já aprovado a ciclovia entre a rotunda do Infante e a Praia Formosa.
O vereador Luis Vilhena, arquitecto e vereador independente eleito pelo PS, insistiu ontem que a construção em desenvolvimento não respeita o projecto licenciado, apesar das garantias de cumprimento do projecto aprovado dadas em diferentes reuniões camarárias pelo vereador com o pelouro do urbanismo, conforme consta das respectivas actas, ao assegurar que a obra não invadia a faixa pública. Também Artur Andrade, vereador do PCP, considera ilegais as alterações em curso, sobre as quais não se pronuncia o vereador do CDS/PP, Ricardo Vieira, advogado da empresa promotora, liderada pelo empresário Carlos Saraiva.
Sobre esta construção que classifica de “vergonha intolerável”, o secretário-geral adjunto do PSD Filipe Malheiro confessou no seu blogue pessoal não entender “como é possível uma câmara municipal responsável alterar um projecto inicial de alargamento da via, de construção de estacionamentos e de uma rotunda para melhor fluidez do tráfego”, e “permita que se ande a construir uma aberração que nos devia envergonhar a todos, a começar pela câmara”.
Recordando as “guerras com o antigo proprietário do hotel, Alexandre Rebelo, que durante estes esteve sob pressão da edilidade, impedido de construir fosse o que fosse”, com “a recusa de emissão de licenças camarárias”, aquele dirigente social-democrata condena a construção de novas lojas numa zona onde encerrou um centro comercial “porque não era rentável” e outro funciona a “menos de 20 por cento da sua capacidade”. Lamenta ainda a existência de “instituições que prejudicam terceiros porque funcionam com base na vingança, no ajuste de contas”, “ mas para vergonhas destas estão sempre abertas e cooperantes”.
No mesmo hotel decorreram no início do ano, igualmente sem qualquer interferência da câmara apesar de não estarem licenciadas, obras de ampliação junto à plataforma marítima. O projecto só foi aprovado (com os votos do PSD e do PCP, contra do PS e escusa do CDS/PP) na véspera da inauguração que Alberto João Jardim adiou para 4 de Maio, último dia da campanha eleitoral das regionais".