segunda-feira, 30 de junho de 2008

Quem explica?

Alguém já conhece o novo dossier do governo regional sobre a liberalização dos transportes aéreos?
Alguém sabe porque razão o Governo Regional agora quer um modelo igual ao de Canárias?
Alguém pode explicar porque razão a grande novidade na discussão sobre o processo de liberalização é a proposta de envolver os bancos no pagamento do reembolsos dos subsídios quado esta situação já estava prevista no estudo do grupo de trabalho?
Alguém compreende o que quer o Governo sobre os transportes aéreos?
Alguém sabe qual a estratégia de negociação do Governo do PSD para resolver as asneiras cometidas no quadro da negociação anterior?
Alguém compreende porque razão o grupo parlamentar do PSD diz uma coisa e o Governo Regional do PSD diz outra, totalmente diferente, em matéria de liberalização?
Alguém explica porque foi a Secretária dos Transportes falar com a TAP numa matéria que já está legislada?
(...)

2 comentários:

Alexandro Pestana - www.miradouro.pt disse...

Se calhar há dinheirinho a saltar por debaixo da mesa... loool. Há muita coisa sem explicação neste assunto, mas o Madeirense é burro por natureza, por isso vão engolindo tudo o que a malta do laranjal faz... Depois gemem quando vão fazer uma reserva... hehe

Francisco Franclim disse...

Crítica construtiva - O que falhou nas Autárquicas de 2005:

"A candidate's name ID rating is criticaly important in the development of the campaign strategy. One of the few axioms in politics, all other things being equal, is that the candidate with the highest name ID rating will inevitably win."

"High name ID gives you credibility in the minds of the electorate. Until you have it they simply will not be receptive to your message."

Portanto não é de admirar que Miguel Albuquerque tenha ganho as eleições para a CMF. Toda a gente sabia quem era Miguel Albuquerque, mas poucos sabiam quem era Carlos Pereira.
A opinião de um (quase) desconhecido simplesmente não faz face à de um "famoso" cidadão. Aos olhos do povo equivale a calúnia. Assim qualquer tentativa de combate político estava condenada à nascença a ser rotulada de campanha negativa e a ser repudiada pelos eleitores.

E foi exactamente isso que aconteceu nas passadas autárquicas: após alguns "rounds" de troca de palavras entre si e Miguel Albuquerque você na qualidade de "ilustre desconhecido" foi imediatamente apelidado de "caluniador". A partir desse momento todas as suas propostas, por mais válidas que fossem, cairiam nos "ouvidos moucos" de um eleitorado que desliga o televisor ao menor indício de campanha do "bota-abaixo". Antes de começar morreu assim a sua candidatura.

Confio que após estas palavras concorde comigo quando lhe digo que a divulgação eficaz da imagem, feitos e, em particular do nome do candidato será seguramente uma das tarefas basilares de uma campanha, devendo ser efectuada antes de qualquer tipo de combate político ter tido lugar.

Se ainda não está convencido desafio-o a ir a ao site de qualquer um dos candidatos à presidência norte-americana (www.barackobama.com ou www.johnmccain.com - repare que até o endereço dos sites é utilizado para a divulgação do nome do candidato) e verificar se algum deles não inclui, em lugar de destaque um video/texto no qual o candidato é apresentado ao público. Como sabe os EUA são o berço da Democracia e da Campanha Política Moderna. O calor das suas eleições altamente competitivas não se compadece de estratégias ineficazes. O facto de eles as as utilizarem é por si só testemunho da sua importância e da sua eficácia.

Posto isto, peço-lhe que considere 3 coisas:

1. O tom crítico, sarcástico e por vezes agressivo como coloca algumas das questões neste blog (e por vezes nos seus artigos de opinião) acaba por, ao transmitir a noção de campanha negativista, anular qualquer validade que estas possam ter. Daqui até ser novamente rotulado como "caluniador" pelo seu adversário é um passo muito pequeno. Lembre-se que, em política pior do que ser desconhecido é ser conhecido como político do "bota-abaixo". Importa pois adoptar uma atitude mais serena, objectiva e positiva.

2. Alguns dos seus opositores mais conhecedores da Ciência Política (leia-se LFM) cientes do supra-exposto tentam deliberadamente fazê-lo "perder as estribeiras" com provocações baixas. Não caia nessa armadilha.

3. A sua recandidatura à CMF em 2009, porque confio plenamente na sua competetência e na sua visão para o Funchal.