Será verdade que se mantém a ideia (absurda e inaceitável) de fazer uma feira no porto do Funchal? Bruno Pereira veio dizer que esta deverá encerrar às 24 horas. Será que este Senhor ainda não percebeu que não é, apenas, uma questão de ruído!? Parece mentira que alguém com seu passado profissional, ligado ao turismo, não tenha aprendido nada.
Deus nos valha!
sábado, 10 de novembro de 2007
A feira da discórdia
Efeitos da campanha III
Tenho ouvido e lido ameaças de retaliação. Não me admira, não me mete medo. Aliás, já me constou que este contra-ataque do PSD não se resumirá a cartazes mas usará a comunicação social de modo a criar a habitual nebulosa sobre o essencial da questão. Estou habituado. Infelizmente, sei do que falo. Nesta terra, com este regime, as represálias são um meio, sem limites, ao serviço do poder. Esta campanha não lança acusações. Esta campanha é um meio de exigir respostas. É o nosso dever. Esta campanha não tem objectivos de ataque pessoal. Se existe dúvidas o melhor é questionar os jornalistas que escreveram as frases que sustentam as mensagens. Manteremos o nosso caminho: queremos respostas e não admitimos que a culpa morra solteira. Os eleitores esperam isso de nós.
Que venham as retaliações, que apareça a técnica do costume de dar eco à propaganda demagógica que tudo isto é um monte de nada, no fundo que se desvie as atenções de modo a descredibilizar aqueles que falam de forma clara do que consideram errado...Estamos à espera. Vamos manter o nosso rumo.
Nós ainda não esgotamos a nossa abordagem sobre o assunto...
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Efeitos da campanha II
O meu companheiro da blogosfera também não gostou da campanha. Segundo LFM trata-se de um ajuste de contas ou um acto criminoso. Pelo menos assim entendi. É preciso ser claro nesta matéria: quem tem responsabilidades políticas, como Miguel Albuquerque (MA) ,tem o dever de esclarecer as dúvidas em cima da mesa sobre o dossier das "negociatas". Este comportamento é o mínimo que se espera de um governante competente, corajoso e sério. Mais. A forma como o PSD e o MA tem lidado com este assunto é escandalosa. Mas até se compreende: o PSD sabe que quanto menos falar melhor e, para isso, conta com a complacência de muitos. Mas não contará com a nossa. Não é razoável e lamento dizer, Senhor LFM, este assunto ultrapassa muito as questões de ordem pessoal, como acredito que compreende.
Aliás permita que lhe diga o seguinte, sem afirmar nenhuma confidência: quando decidi não recorrer na questão da minha perda de mandato, a segunda reunião que tive ( a primeira foi com JCG) foi com Miguel Albuquerque e, nessa ocasião disse-lhe cara a cara e olhos nos olhos o que achava do seu comportamento e da sua gestão. Reafirmei-lhe que nenhuma questão pessoal me movia e que esperava que compreendesse, mas que não abdicaria das minhas convicções e considerava que ele não era o melhor para o Funchal. Não revelarei por razões óbvias o que me respondeu Albuquerque mas parece claro que este tipo de comportamento demonstra qual o meu papel neste desafio de intervenção cívica: contribuir para que se altere o modo de governação na CMF e ajudar a garantir o fim dos escândalos inadmissíveis que lá se passam. É claro que poucos compreendem esta postura. Sei que LFM compreenderá e da análise fina e cuidada que faz dos fenómenos e das pessoas já deverá ter entendido que eu estou-me nas tintas para as lógicas partidárias. Eu tenho convicções e vou lutar por elas. É óbvio que aqueles que demonstram solidariedade e que acreditam no que eu acredito terão da minha parte o mesmo comportamento.
Efeitos da campanha
A "campanha de esclarecimento" sobre as "negociatas do Funchal", como seria de esperar, não deixa ninguém indiferente. Mas permitam-me que sublinhe alguns reacções mais alarmadas e radicais: ontem, o Senhor jornalista António Jorge Pinto (AJP), num programa que participa regularmente na RTP Madeira, disse o seguinte "...se esta gente faz isto o que não fará se for governo...".
Ora, este comentário demonstra uma enorme coerência do Senhor jornalista: embora já se soubesse, agora temos a certeza, AJP apresenta-se publicamente como defensor incontestável de Miguel Albuquerque. Que fique claro: para mim isto não tem mal nenhum. Aliás, para mim, assim é que deve ser: expressar de forma clara e sem margem para dúvidas as suas orientações políticas e, neste caso, politico/pessoais. É nesta perspectiva, de uma linha anglo-saxónica, que se devia posicionar a imprensa regional. Aliás, se outros acompanhassem este comportamento deixaria de haver dúvidas sobre as razões de algumas coisas que vamos lendo, ouvindo e vendo na nossa imprensa regional. Agora só falta o Tribuna esclarecer os seus leitores se este posicionamento deliberado afecta ou não a sua linha editorial. Será que é por isso que Albuquerque nunca desceu no elevador da tribuna? Pode ser. Na verdade, assim é fácil compreender que para o Tribuna a postura do Presidente da CMF tem sido tão exemplar que não faz nenhum sentido ser criticado!!
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
BASTA
Campanha VI
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Campanha - agora
O prosseguimento desta abordagem enquadra-se naquilo que são os deveres do maior partido da oposição na CMF: esclarecer e exigir respostas.
Tudo faremos para contribuir para o esclarecimento do que se passou e, de alguma forma ainda se passa, na maior autarquia da Madeira. É fundamental garantir que este processo não sofre o habitual branqueamento, típico da nossa Região onde a pressão do regime, assente no clima de medo e auto-censura, misturado com uma espécie de brando temperamento dos madeirenses, leva a um atípico comportamento de convivência absurda e inqualificável com fenómenos desta gravidade. Mais. Esta situação, aparentemente, nem choca grande parte da consciência cívica da Madeira, mesma algumas mais esclarecidas (se isto não é assim, quem é que me explica o silêncio em torno deste "escândalo"). O habitual é contribuir para passar uma "esponja" sobre o passado.
Não tenho nenhum problema em admitir que é um orgulho viver numa terra de brandos costumes, mas essa característica não pode ser confundida com tolerância sistemática a quem prevarica deliberadamente ou, quase tão grave, a quem foge ao esclarecimento cabal e integral dos acontecimentos, ou ainda, a quem usa os argumentos rasteiros e até indignos, num estado de direito, para defender o indefensável.
Na nossa opinião, nada pode voltar a ser como dantes: existem demasiadas evidências que o que se passou lesa o bem comum, prejudica a cidade e coloca em causa princípios básicos da democracia e de uma sociedade justa e equilibrada. Por isso, o povo, os funchalenses, têm de conhecer o que se passou. Têm de saber afinal qual o conteúdo essencial desse famigerado relatório da inspecção à actividade da CMF em 2003 e 2004.
Lembro ainda, a todos os que visitam este blogue, que as evidências da gravidade da situação têm sido oferecidas (de bandeja) à oposição pelo PSD na CMF. Por isso é bom recordar o que fez o PSD: recusaram, na vereação e na assembleia municipal, a extensão e aprofundamento da auditoria, votaram contra uma comissão de acompanhamento da implementação das recomendações do relatório, mentiram descaradamente na primeira Assembleia Extraordinária usando supostos relatórios do Tribunal de Contas que nunca existiram e, bastante mais grave, faltaram à reunião extraordinária que pretendia um aprofundamento dos esclarecimentos, tendo presente esta fraude detectada depois da primeira Assembleia Extraordinária.
Parece evidente que existe muita coisa no relatório que incomoda o PSD e cujas explicações são, no mínimo, bastante difíceis de apresentar.
Sendo assim, esta semana serão colocados 12 outdoors 8x3, na cidade do Funchal, onde se apresentam algumas das ilegalidades mais graves detectadas pelo relatório.
Já tinha dito e volto a repetir, isto não acabou não acaba nem acabará tão cedo. Teremos outras novidades...
A campanha - novidades hoje
Quem estiver interessado hoje, antes das 20 horas, colocarei uma informação sobre parte do que está previsto na campanha de esclarecimento anunciada...
A campanha vai começar
Na sequência do post anterior e de outros já aqui colocados informo os visitantes deste blogue que a campanha vai começar. O esclarecimento público sobre as "negociatas na CMF" terá início amanhã na cidade do Funchal e será visível a todos!
Garanto que ninguém ficará indiferente...
A fraude do PSD na CMF
Estou em viagem e fiquei agora mesmo a saber que, mais uma vez, o PSD boicotou a Assembleia Extraordinária. É impressionante esta forma de fazer política na Madeira! Como já disse antes, o PSD sabe o que faz. Sabe que ninguém exigirá publicamente este esclarecimento. Sabe que este comportamento anti-democrático e, que roça a provocação aos cidadãos da cidade, não tem consequências na accountability dos votos porque a sociedade civil pouco sabe desta situação, em virtude de uma censura eficaz e de uma comunicação social "adormecida" e "assustada".
Apesar de alguma comunicação social esclarecida e de alguma sociedade civil preocupada e responsável saber que é fundamental um esclarecimento adequado sobre as "negociatas" na CMF, saber que é indispensável aprofundar a investigação na CMF, tendo em conta a dimensão do problema, todos sabemos que as condições são propícias para que nada aconteça.
Mas, volto a repetir, mesmo neste difícil contexto farei tudo o que estiver ao meu alcance de modo a garantir um tratamento adequado a esta matéria.
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Orçamento RAM 2008 V
Sobre o hospital. Nem pensar, não virá à luz do dia nos próximos 4 anos. Ainda não existe modelo de financiamento. Segundo parece está tudo em aberto. Porquê?
Não existem muitos segredos em termos de financiamento. Existem muitas empresas experts no aconselhamento a esta matéria. Porque espera tanto o GR?
A solução só pode ser uma parceria público/privada (ppp)...Ou será que o Governo irá tentar uma daquelas parcerias ao género da Via Litoral em que o Governo irá construir, com dinheiros públicos, e a exploração passa a ser privada, na sequência de convites dirigidos?!
Pelo amor de Deus, tenham juízo!
Orçamento RAM 2008 IV
Solicitamos ao Senhor secretário a criação de um plano adequado de apoio ao investimento privado. Não apenas no quadro dos incentivos mas também no plano fiscal, quer na redução de taxas, quer no quadro dos benefícios fiscais, designadamente em termos de reserva fiscal de investimento. Esperemos que pelo menos nesta matéria a receptividade seja adequada. Não é possível continuar a fazer o discurso da atracção de investimento privado sem criar o necessário ambiente facilitador...
Orçamento RAM 2008 III
Na audição prévia falamos, como não podia deixar de ser, no turismo. A pergunta parecia-me óbvia: qual o reforço das verbas para a promoção do turismo? A resposta foi a seguinte: não diminui!!
Ora estamos a brincar com coisas sérias: o principal sector produtivo da RAM observa uma tendência decrescente na maior parte dos indicadores disponíveis. O Governo Regional faz um estudo e confirma que investimos 4 vezes menos em promoção externa do que devíamos. Perante isto, a resposta é, obviamente, inadequada: não diminuiu????
Mas estamos a falar de uns míseros 4,5 milhões de euros, comparados com os muitos milhões já afectos a estradas e túneis de prioridade altamente duvidosa. É esta ausência de prioridades adequadas que "mata" a credibilidade de qualquer orçamento...
Orçamento RAM 2008 II
A lista de investimentos não foi apresentada mas pela conversa foi possível verificar que nada muda: obras, betão, cimento, túneis , estradas. A resposta à pergunta apresente um exemplo de investimento público que indicie uma reorientação do modelo de desenvolvimento, a resposta foi inesperada(?): este ano ainda não pode ser, mas depois, aos poucos, logo veremos!!!???
Eu pergunto:depois, quando? Aos poucos, porquê? um novo modelo, onde?
Orçamento 2008
Depois da audiência prévia com o Senhor Secretário Regional da Finanças só me resta uma frase para caracterizar o orçamento regional 2008: vai mudar tudo, para ficar tudo exactamente na mesma.









