segunda-feira, 4 de agosto de 2008

LFM sem emenda!...


LFM não tem emenda, apesar das evidências continua a fazer o seu papel habitual de esconder o essencial da questão: a maioria PSD na Madeira já não é solução, é um problema, conforme demonstram os resultados do INE. Lembro que nem precisava fazer muitas contas (nomeadamente sobre o PIB real!) porque na verdade em 2006 e 2007 o PIB da Madeira (mesmo nominal!) cresceu menos que os Açores, mesmo com as imputações anómalas da Zona Franca!
Eu sei que a verdade dói e que é difícil discutir argumentos e não pessoas. O Senhor LFM continua, de forma primária, a em linha do pior do PSD (nem todos fazem isto!) a discutir pessoas e a conduzir um debate sério e urgente sobre o estado da Madeira para o foro pessoal. Comigo está bem arranjado! Pode dissertar o que quiser sobre mim, escrever as barbaridades que lhe convir, dizer uma coisa hoje e outra amanhã, fazer a política barata do estilo: "este até é bonzinho mas aquele, meu Deus, não presta" que não me comove nem me demove. A minha intervenção não mudou, nem vai mudar. Sei do que falo e, garanto-lhe, que sei que estou certo. Também sei que lhe incomoda o facto de saber que estou certo. Lamento mas existem remédios para isso...
Já agora quando o Senhor LFM papagueia (para não dizer re-escreve) os resultados do país (todos temos o prazer de estar actualizados com o seu esforço no seu ultraperiferias!) e procura demonstrar quanto mal está a economia e a sociedade portuguesa (usando para o efeito adjectivos bastante negativos) isso quer dizer que está satisfeito. Isso quer dizer que não é patriota? Isso quer dizer que está feliz pelos portugueses viverem menos bem? Isso quer dizer que quanto pior melhor para V. Exa.? Pois, tenha juízo e não diga asneiras...
Já agora, deixe-me lhe perguntar quantas vezes foi a votos? Quantas vezes teve a coragem
mesmo que no PSD seja bastante mais fácil, bastando um "tronco de bananeira" para ganhar eleições. É óbvio que o mérito é do PSD mas não me parece que seja seu!!??) de dar a cara por um projecto? Quantas vezes se sujeitou a um desafio cívico? Pois é, por isso volto a dizer não diga o que não tem legitimidade para "pensar"!?

2 comentários:

Anónimo disse...

o malheiro levou forte e feio do carlos pereira. papagaios há muitos...

Carlos Sousa disse...

O Sr. LFM, tem uma "camisa", é laranja e fá-lo bem defendê-la. É-lhe reconhecido um exercício crítico às suas hostes -(algo inusual entre os seus correlegionários) - mas por vezes, parece teimoso e intelectualmente desonesto. Todos sabemos que o PS-M e restante oposição tem levado banhadas eleitorais. Até poderíamos aprofundar essas razões (que a história encarregar-se-á de explicar), mas também não menos verdade é o facto de o Sr. LFM, nunca se ter submetido ao sufrágio universal. Por isso pessoalizar e particularizar pessoas, é completamente descabido e constitui sobretudo uma ridicularização da discussão essencial.
Não vale a pena esconder o sol com a peneira.
A estratégia adoptada pelo executivo madeirense nos últimos anos foi e é desastrosa, por muito e expressivamente legitimada que tenha sido a sua votação (com a ajuda de elefantes normais e doutros brancos). Para além dos argumentos políticos, há os números e os factos. Essa simples constatação e evidência não transporta qualquer deleite masoquista. Infelizmente é assim.
Apesar do Sr. Jardim invocar os tempos de colonia e subjugação dos madeirenses (no tão desgastado quadro da Madeira Velha) com os ingleses e "cubanos" a ditarem os destinos dos insulares, o certo é que ele permitiu que uma nata de "novos-ricos" (de apelidos bem portugueses) enriquecessem meteoricamente à custa do erário público e do desregramento da atribuição de fundos comunitários. Os tais malditos de Lisboa confiaram 80% de um fundo nacional, para que os "fazedores de obra regionais", pagassem e honrassem os seus compromissos com os fornecedores.
Os madeirenses perante a Europa, através dos números empolados pelo Governo Regional evoluíram, mas na realidade 1/4 da sua população é pobre.
O Sr. Jardim sairá de cena pela porta estreita. Certamente nem concluirá o seu mandato de "pneu-recauchutado". Abandonará esta nau condenada, apinhada de quase 300 mil almas hipotecadas até à quinta geração. Os tais neo-ricos das mesmas concessões, adjudicações e dos tablóides sociais - esses -, estarão já bem longe, nas geografias mais tropicais dos offshores e das comendas a metro.