A dívida da Região assume contornos assustadores: a dívida directa aumentará em 2008 10%, fixando-se em 528 milhões de euros; a dívida indirecta (avales) ascendia, em 2005, a 816 milhões, as dívidas a fornecedores, em 2006 ultrapassava os 490 milhões (incluindo os 150 milhões da titularização); de forma encapuçada, podemos considerar a dívida (os passivos expurgados dos avales) do Sector Público Empresarial que anda pelas ruas da amargura (ou falência, se preferirem) que rondava em 2006 os 1 300 milhões de euros. Tudo somado, sem probabilidade muito elevada de erro, estamos perante uma dívida total superior a 3 000 milhões de euros, cerca de 75% do PIB. Tendo presente que, por outro lado, a Madeira nem sequer contribui para o financiamento das despesas gerais da República (órgãos de soberania, justiça, forças armadas, forças de segurança, embaixadas e relações externas, contribuições para as organizações internacionais, a começar pela ONU e pela UE, etc.), para além de o Estado continuar a financiar os importantes serviços públicos nacionais existentes nas regiões (tribunais, por exemplo...) este valor é muito preocupante e demonstra o descalabro desta gestão do PSD.
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domingo, 18 de novembro de 2007
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