quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Um sinal de esperança?

A situação do Jornal da Madeira é uma vergonha para a democracia e deve ofender aqueles que dizem defender o estado democrático no país. O DN / Madeira tem tido um papel muito relevante na denuncia desta matéria e, do meu ponto de vista, prova que é possível colocar em discussão pública os atropelos sistemáticos ao estado de direito que se pratica regularmente na Madeira por um poder perverso. Era bom que este posicionamento da ERC tivesse consequências e que servisse de exemplo a outras entidades com elevadas responsabilidades no país para colocar um ponto final neste clima de medo, perseguição e falta de democracia que se vive na Madeira.

A preparação do ano parlamentar

Depois de dois dias de trabalho onde foi possível equacionar o posicionamento estratégico do grupo parlamentar do PS Madeira julgo que no quadro da ALRAM estaremos bem preparados para um combate duro mas que espero positivo para a mudança de regime. O grupo parlamentar do PS Madeira tem demonstrado que está à altura dos desafios e que responde de forma adequada aos anseios do partido no que respeita à demonstração clara e inequívoca de uma alternativa ao regime.



segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A convergência

Um dos aspectos mais importantes para o relançamento da economia regional e, ao mesmo tempo, para ajudar os orçamentos familiares cada vez mais "apertados" é encontrar uma solução para a situação dos transportes maritimos na Madeira. Os custos que as familias e empresas madeirenses têm de pagar são exorbitantes e incompativeis com uma economia ultra-periférica. A convergência é o único caminho para que, pelo menos, as propostas para resolver problemas concretos tenham a visibilidade necessária e a credibiidade certa para serem apoiadas pela sociedade. A proposta do PS Madeira de retirar o seu diploma e avançar com a recolha de contributos até obter consenso é o caminho que me parece adequado para construir a convergência na acção.

domingo, 12 de setembro de 2010

A esperança pode vencer o medo!

Quando Lula entrou para o Governo havia um medo enorme que a governação de esquerda num contexto de América Latina atirasse o país para um desgoverno e para o marasmo económico. Não foi nada assim: Lula conseguiu colocar o Brasil entre as grandes potências económicas do mundo e ao mesmo tempo foi capaz de uma politica social nunca vista. Por isso, a "esperança vencia o medo", slogan utilizado depois da vitória de Lula.
Lembrei-me disto ao ler um artigo sobre o assunto e a propósito da Plataforma Democrática. Considero que a esperança se for sentida, convicta e consciente pode vencer o medo e assim unir e convergir em prol de uma solução comum que conduza à mudança!

Não é surpreendente mas não pode deixar ninguém indiferente...

A entrevista da Dra. Violante Matos hoje no DN Madeira é de arrepiar: fica demonstrado o que mais temíamos, o PSD e o Governo não está a usar os recursos disponíveis da lei de meios para reconfigurar o panorama de ocupação dos solos que potenciou a tragédia de 20 de Fevereiro. Não estou surpreendido mas fica hoje muito claro que aqueles que defenderam a avaliação de responsabilidades e a implementção de um modelo de reconstrução multidisciplinar associando uma forte dose de planeamento e competência cientifica tinham razão para estes cuidados. Infelizmente a ausência completa de avaliação de responsabilidades deu espaço para este "amadorismo assassino"!

sábado, 11 de setembro de 2010

Uma homenagem ao Dr. Alivar Cardoso


Hoje estarei no Clube Naval numa festa e numa justa homenagem ao Dr. Alivar Cardoso. Por iso apetece-me recordar o que escrevi aquando a sua morte

O médico

Emil Cioran escreveu que “a morte é a coisa mais segura e firme que a vida inventou até agora”. Mas Emil não conhecia o médico, não conhecia a sua força, não conhecia o prazer que transmitia por estar vivo, nunca falou com ele, jamais sentiu a sua indisfarçável vitalidade e energia. Se assim fosse, Emil teria dúvidas, tal como eu tive, mesmo sem ter passado horas e horas de conversa e convívio. Mas, não era preciso. Com um pensamento apaixonado, verdadeiro e sereno, sobretudo sereno, parecia sentir horror do conflito e da desordem bruta, violenta e insensata. A calma e o bom senso eram marcas do seu comportamento. Uma calma contagiante que todos aproveitávamos em nosso próprio benefício. Era interessado sem ser intrometido, preocupava-se sem a euforia dos histéricos ou a complacência dos desleixados. Compreendia sem limites, ria-se sem crueldade, dava opinião convicta sem obstinação. Nada disto estava escondido, era visível, ao olhar, ao cheiro ao tacto, bastava a sua presença. Todos sentíamos, não discutíamos, apenas apreciávamos, sem perder a oportunidade de desfrutarmos.
  
Este velejador sabia bem o papel da âncora que o prendia a uma forma singular de viver: descomprometido com a sociedade, preso aos valores que acreditava e seguro nos sentimentos com os seus familiares e amigos, muitos amigos…
Na verdade, os que o conheceram, bem melhor que eu, sabem que era fácil compreendê-lo e, sobretudo, um prazer aceitá-lo. Todos, acredito, reconhecem ter sido um privilégio partilhar alguma coisa com este caçador de coisas simples, de sonhos fáceis, de momentos felizes.
O médico nunca parou, não queria descansar e desatava a juntar amigos aqui e acolá. Tudo podia ser pretexto para uma amizade genuína: a caça, a pesca, a serra, a profissão, os laços familiares, as viagens, o barco, a casa. Desconfio que nunca hesitou viver o prazer da amizade. Tenho a sensação que nunca se arrependeu do que construiu à sua volta: um mar de respeito e admiração que enche de orgulho e satisfação aqueles que com ele viveram diariamente.
O médico era incansável e desconcertante: não passava um dia sem lembrar o quanto apreciava aqueles que o rodeavam. O prazer deste carinho e consideração eram suficientes para que o olhar meigo e elegante do médico reflectisse a admiração dos filhos, da mulher dos amigos, dos outros.


Em boa verdade, a vida está cheia de pessoas comuns mas tem falta de pessoas simples. É por isso que este homem destemido com a vida, era especial: vivia com gosto, gostava de tudo com prazer e partilhava, tudo isto, com alegria e sem complexos. Gostávamos dele por ser grande, responsável, dedicado, seguro e competente. Mas adorávamos, ainda mais, por ser jovem, aventureiro, alegre e bondoso. Podemos nos esforçar mas não é possível escolher o que mais gostava. Da mesma forma que apreciava o mar, o barco, deslumbrava-se com a serra e em particular com o seu Ribeiro Frio. Mas, não era verdadeiramente surpreendente divertir-se com o cinema, com um jantar, com uma festa, com uma conversa à volta de um “gin” e um charuto. Coisa simples, atitudes sábias neste mundo de manias e paranóias.
O médico levou com ele o que mais gostávamos: tudo o que ele era. Por isso, a dimensão da sua morte, a dificuldade de a compreender é o resultado da imensidão e intensidade da sua vida. Não tem explicação e todos esperávamos mais, muito mais. Infelizmente, Emil Cioran tinha razão…


O descalabro do turismo da Madeira

É preciso uma mudança urgente  de modelo de desenvolvimento onde o turismo possa potenciar toda a sua capacidade de criação de valor. O resultados do turismo da Madeira e as dificuldades em sair da crise profunda que se encontra são a expressão do falhanço das opções económicas do Governo Regional do PSD

O caminho da mudança

A convergência de todos numa plataforma democrática é a proposta mais consistente dos últimos anos para tranquilizar e devolver a esperança àqueles que anseiam por uma mudança de regime. É a proposta certa para podermos acreditar que a democracia na Madeira oferece alternativas de poder. É um desafio cheio de obstáculos, já o tínhamos dito, mas é, porventura, o único caminho possível num momento de erosão absoluta do regime e do governo do PSD. É por isso que o PSD utiliza todos os mecanismos da sua máquina destrutiva de modo a atingir a estabilidade necessária às conquistas já obtidas. Foi isso que observamos no histerismo intriguista habitual de um tal chefe de gabinete. Conheço bem o estilo e a forma. Fui e sou, aliás, vitima sistemática desse comportamento miserável. Por isso precisamos ainda de mais laços de união, de continuar a reforçar a consistência da convergência.  Vale a pena continuar , vale a pena manter a confiança e, sobretudo, a serenidade e ponderação necessária à construção dos caminhos que nos podem levar à MUDANÇA desejada.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Ao ponto que isto chegou!?

AJJ quer que Sócrates vá à CGD com ele de modo a garantir que o Senhor Primeiro Ministro mete uma cunha  para permitir que o Governo Regional  obtenha um empréstimo para pagar dividas. Neste momento os bancos cancelaram o factoring à Madeira e fecharam as torneiras do endividamento, só resta a boa vontade de José Sócrates!!! Uma loucura sem limites, um descalabro. AJJ conduziu a Madeira para o pior buraco financeiro que há memória na Região. O descrédito é total.

O turismo na Madeira está falido?


Depois da análise dos últimos resultados publicados pelo INE relativamente ao mês de Julho de 2010 e tendo em conta o histórico dos últimos 3 anos do sector na Madeira, o Grupo Parlamentar do PS Madeira conclui que o sector está praticamente falido:
-       Em 2009, no pior ano de sempre do turismo da Madeira, o Rev-par, que estabelece o rendimento médio por quarto disponível, foi de 30,8 euros. É com este valor que os hoteleiros pagaram salários, custos de amortização do capital, pequeno almoço e serviço aos hóspedes. Tendo em conta que 50% do total de alojamento da Madeira são hotéis de 4 e 5 estrelas fica claro que este valor conduz a acumulação de défices no sector e junto de cada empresa hoteleira
-       O Rev par de 2009 verificou face a 2008 uma descida de quase 17%, a maior descida do pais, cimentando a ideia que a Madeira passou a ser um destino priviligiado do “turista low cost”
-       Os dados de Julho, publicados na quarta feira pelo INE, reforçam o descalabro da qualidade do destino e da sua capacidade de gerar valor acrescentado: o rev-par da Madeira voltou a diminuir face ao mês homologo de 2009 cerca de 6%. Foi , aliás a única região do país a apresentar valores negativos.
-       Pior é que o rev-Par da Madeira é metade do Rev-par do Algarve no mês de Julho.  
-       Em 2009 a Madeira perdeu face a 2008 mais de 100 mil hóspedes e 800  mil dormidas.
-       Os dados conhecidos de 2010 ainda pioram a situação face a 2009. Tal como nos proveitos também nas dormidas, em Julho de 2010, a RAM foi a única região que apresenta valores negativos, menos 4%.    
Tendo em conta que os tombos das variáveis do turismo vêm desde o ano 2000, a situação agrava-se significativamente nos últimos 2,5 anos com o sector a passar por momentos de crise profunda e de indefinição estratégica total.
Entre 1998 a taxa de ocupação desceu 10pp e o Rev-par passou de valores normais entre 55 e 65 euros para 30 euros em 2009 e a descer mais ainda em 2010. Um sinal da catástrofe sectorial.
Estamos perante uma década “horribilis” sem qualquer sinal que exista capacidade e arrojo para alterar o rumo dos acontecimentos.
O Grupo Parlamentar do PS Madeira considera que não são apenas variáveis instrumentais que estão em jogo: como o caso dos transportes aéreos ou mesmo da promoção do destino.
Cometeram-se e cometem-se erros muito graves nestas variáveis indispensáveis para catapultar o destino para os níveis desejados.
Contudo, esses erros cometem-se porque a intervenção nessas variáveis é arbitrária, ocorre aos soluços e aos solavancos. Não parte de uma estratégia pensada onde se define claramente qual o objectivo do destino Madeira. Que futuro para o turismo na RAM? Nada disso está estabelecido.
Por isso, há low-cost, com novas rotas e mais aviões mas sobram lugares;
 por isso, há turistas  mas são cada vez mais de baixo custo;
 por isso há decisões de promoção tomadas imponderadamente e apenas com objectivo de encher aviões e hotéis custe o que custar, conduzindo ao assassinato claro das potencialidades do destino Madeira.
Hoje vai custar bastante muito mais recuperar a marca Madeira e a ideia de destino de qualidade.
Mas é preciso operar uma revolução na condução da politica de turismo da RAM sob pena de já não ser possível atrair empresas e empresários para este sector na RAM. O estado das empresas do sector, caso nada se faça, pode conduzir a curto prazo a mais desemprego e a verdadeiros dramas empresariais.   
O Grupo Parlamentar do PS Madeira lembra que desde 2007 tem procurado introduzir propostas alternativas de politica do turismo que tenham efeito no destino, designadamente na procura e oferta. Tudo o que apresentamos foi chumbado e não foram apresentadas alternativas.
É altura do Governo do PSD assumir responsabilidades e explicar as suas soluções para este problema que ameaça seriamente o futuro da RAM.

sábado, 28 de agosto de 2010

O dilema legitimo do Dr. Raimundo

A entrevista do Dr. Raimundo Quintal merece reflexão, incluindo a circunstância de tratar-se de um ataque legitimo ao governo do PSD que subscrevo, mas é inconsequente porque não adianta uma solução, dado tratar-se de uma opinião pessoal, isolada e não integrada num projecto politico alternativo (única solução adequada num sistema democrático para termos uma mudança) O povo quer esperança e alternativas (ou pelo menos devia querer face à situação económico-social da RAM) e obviamente o Dr. Raimundo ficou a meio caminho não por culpa própria naturalmente mas porque ele própria é uma vitima desta sociedade persecutória...O Dr. Raimundo tem um dilema que todos compreendemos e, por isso, deambula entre comentador, técnico reconhecido e, por outro lado, o desejo óbvio e legitimo de intervir mais com mais consistência e dar o seu contributo executivo. É aqui que reside o busilis do Dr. Raimundo: onde, com quem e como?

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Não precisamos de mais lugares de avião...

Os resultados do turismo na Madeira têm revelado uma situação de crise estrutural. Não vale a pena, nesta altura, voltar a lembrar os factos que consubstanciam esta tese. Contudo, é relevante alertar que o problema do destino não se esgota nas questões do transporte aéreo. Não é este o problema de fundo da crise do turismo da Madeira. Recentemente num bom balanço das rotas que voam para a Madeira feito pelo DN Madeira (incluindo companhias de de low cost e outras) verificou-se existirem milhares de lugares vagos ajudando a demonstrar a tese que os graves problemas do turismo da nossa região ultrapassam a esfera dos transportes aéreos.
Aliás, aquando a discussão da liberalização do espaço aéreo e da dinamização do "low cost" alertei para os eventuais efeitos negativos que a promoção deste tipo de transporte poderia provocar num destino sem uma afirmação clara do seu perfil de turista e sem a consistência adequada de um destino de qualidade. Quando assim é,  o low cost pode apenas contribuir para reforçar e consolidar a decadência do destino suportada na "avalanche" de turistas "baixo rendimento", potenciando a baixa dos preços, conforme se veio a verificar. Coisa diferente seria se o destino Madeira ostentasse um destino de efectiva qualidade com capacidade par discriminar por si só aquele tipo de viajante ("baixo custo"), menos atraente para as aspirações de um destino de valor acrescentado. Digamos que um destino de qualidade encarregava-se de "filtrar" pelo valor proporcional dos serviços na Região os turistas "low cost". Nestas circunstâncias, as companhias low cost iriam transportar mais turistas "alto rendimento", únicos capazes de pagar o que se cobraria (num cenário hipotético e distante de vivermos num destino qualidade) na Madeira.
Posto isto, volto ao tema principal deste comentário, o destino Madeira precisa uma concentração absoluta na redefinição da sua estratégia enquanto destino. Isto significa uma análise profunda da procura e da oferta, definindo linhas de renovação destas variáveis de modo  devolver um equilibrio adequado e de maneira a assegurar o caminho para a criação de um destino de qualidade. Além disso importa evoluir sobre a relação do sector do turismo com o resto da actividade económica procurando estabelecer o conceito de cluster de forma a permitir obter mais valor e garantir uma consistência genuína no sector do turismo.  Nesta necessária reflexão torna-se critico enquanto variáveis instrumentais a reflexão sobre a estratégia dos transportes e da promoção (incluindo o envolvimento das novas tecnologias e da gestão da fidelização dos clientes).
A construção de um destino é uma tarefa que envolve todos os sectores e deve mobilizar a sociedade no geral. Ainda por cima se aspiramos a um destino de alta qualidade esse envolvimento não só é necessário como é indispensável.
Finalmente, sem vontade politica e competência governativa estes objectivos dificilmente serão obtidos...   

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Mais um tema, mais um vazio de responsabilidades

A situação é de uma gravidade sem precedentes mas, como em quase tudo o que se passa na Madeira, não haverá avaliação de responsabilidades. Verão que não me engano e esperem pelos comunicados da Secretaria do Dr. António e ainda será o PS Madeira o culpado deste desnorte sem limites. Vejam aqui

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O que dirá Rocha da Silva?

Acabo de ler no Jornal de Negócios
"150.000 cabras-bombeiro vão andar a pastar em Portugal e Espanha. O projecto, de 50 milhões de euros, visa prevenir os incêndios e deverá criar mais de 500 empregos"

Onde estão os 300 milhões do Governo Regional do PSD para a reconstrução?

terça-feira, 24 de agosto de 2010

A Plataforma Democrática: a esperança na alternativa

A construção de uma nova solução política precisa de paciência, humildade e convicção. No contexto regional, onde o PSD assume um dominio tão grande e durante tantos anos, é natural que unir o que quase nunca esteve junto pode parecer impossível.
Contudo, quem deseja uma mudança, quem acredita em soluções alternativas, quem tem consciência da perversidade do regime e da sua incapacidade para encarar os novos e exigentes desafios, tem perfeita noção (estou certo disso) que é preciso algo que supere as esferas dos partidos isoladamente. Que ultrapasse as meras lógicas de coligação. Que atinja a sociedade civil, indo de encontro aos seus anseios e resolvendo os seus medos. É um dever dos partidos responsáveis.
A Madeira precisa de uma mudança política para desbloquear soluções urgentes para os problemas de todos. Só com uma união robusta e alargada que garanta o essencial das diferenças de todos e promova os pontos comuns, numa plataforma de ideias, de projectos, de soluções comuns e adequadas às nossas necessidades e adaptadas ao nosso contexto. Só assim parece-me possível alimentar a esperança de moralizar e tornar mais justa a região onde vivemos.
Esta é uma possibilidade oferecida a todos. Agora é connosco. Com todos nós. Com os partidos e a sociedade civil, mostrarmos que o que dizemos à "boca pequena" ou em entrevistas mais ou menos arrojadas é um desejo efectivo, sem complexos ou tabus.  
Mas que fique claro que a responsabilidade do falhanço deste projecto não é do PS Madeira. Foi o PS o seu criador mas a responsabilidade passou a ser de todos nós! Compreendo que alguns estejam já a cruxificar a iniciativa por alguma tentativa de defender o seu espaço. Mas vai parecer óbvio para o povo da Madeira que falhar esta tentativa de convergência, falhamos todos. Falha também a sociedade: as suas elites e as suas instituições.
A plataforma democrática nasceu sabendo que é preciso músculo social e político para enfrentar uma bem organizada máquina partidária com meios financeiros ilimitados e com métodos desadequados às sociedades verdadeiramente livres. Estamos perante um nova ideia de dialogo que precisa de contributos, boa-vontade, bom-senso e objectividade.  O principal objectivo deste desafio é o projecto de mudança que envolve partidos e sociedade civil. Um projecto que deve ultrapassar a esfera partidária e consagrar os movimentos civicos como grandes obreiros da mudança. Na verdade a evolução deste projecto pode devolver a esperança a todos os madeirenses que não se revêm neste regime.  É altura para acertar objectivos, principios e linhas de actuação estratégica. Há ainda neste projecto arrojado e ambicioso muitas perguntas que ainda não têm respostas. Depende de todos dar, ou não, a dimensão certa aos anseios de mudança. Se dermos o rumo certo a este desafio as respostas aparecerão naturalmente...A intervenção civica consequente é um valor acrescentado para a sociedade. Por isso,  parece-me óbvio que a participação num novo paradigma passa pela plataforma democrática!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A conspiração dos levadeiros



Não assumir responsabilidades e estar permanentemente à procura de bodes expiatórios é a imagem de marca deste PSD Madeira. Recentemente foram os fogos na Madeira e sobre isto já não vale a pena dizer o óbvio pelo absurdo que a governação se transformou. Ontem aconteceu outra tragédia, agora no Porto Santo. AJJ nem quer ouvir falar de responsabilidades. Mandou rezar! De facto viver na Madeira com estes governantes é um "puro acto de fé" 


"...Depois da trilateral, da maçonaria, dos sábios de Sião, do Bush, do grupo bilderberg, das testemunhas de Jeová, do Teixeira dos Santos, do Frei Bento,  dos traidores ambientalistas, agora são os levadeiros. Estes, de forma minuciosamente articulada, planearam com o recurso a GPS's; Iphone's última geração, telefones satélites, placas de internet sem fios e computadores portáteis com menos de 1kg, um ataque sem precedentes à floresta madeirense, deixando-a à mercê da sorte dos ventos e da intensidade do calor. Tudo foi feito em articulação fina por volta das 4 horas da manhã. Tudo foi pensado para ser concretizado (ateando fogo com um nano-fósforo, quase imperceptível)  a meio de montanhas impossíveis de atingir para o cidadão normal, mas não para este grupo possuidor de equipamento de última geração, como os "heli-fatos" de protecção anti-fogo, que permite trepar uma montanha enquanto o "diabo esfrega o olho"..."

sábado, 21 de agosto de 2010

Um dia para comemorar?

"Quando Virgílio Pereira, na renhida campanha eleitoral de 1993 contra o socialista André Escórcio, usou o lema "Funchal de alto a baixo", presumivelmente queria exprimir um propósito de harmonização do crescimento urbano. Mas os tubarões do cimentismo tomaram a palavra à letra e escaqueiraram a capital. De cima a baixo e dos Socorridos à Cancela. Resultado, 17 anos depois: um sufoco de construção na terra e no mar, praias-fantasma, trânsito enervante, desordem urbanística que dói."
Luis Calisto in DN Madeira

É claro que não é possível esquecer que o desordenamento do Funchal e em particular as zonas altas começou com Virgilio Pereiara. Mas vale a pena sublinhar que Miguel Albuquerque é o grande carrasco da cidade do Funchal: promoveu o desordenamento, permitiu uma promiscuidade sem precedentes com os tubarões do betão, foi negligente e foi cumplice (podia-se dizer mais mas...) com negociatas e desterrou os recursos dos munícipes do Funchal. Mais. Miguel Albuquerque não tem estratégia para a cidade e irá sair de Presidente da autarquia como o pior Presidente de todos os tempos pelos efeitos negativos que provocou na cidade. 
Vale a pena ler o artigo do jornalista Luis Calisto e compreender a dimensão dos danos! 

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

PS Madeira quer as forças vivas, incluindo partidos da oposição, a contribuir para a Mudança. A partir de agora cada um que assuma a responsabilidade

O líder do PS Madeira faz o que lhe compete: chama a si a necessidade de encontrar uma plataforma global de entendimento, detectando e aprofundando pontos e interesses comuns com objectivo claro de construir um alternativa credivel e sustentável para substituir esta maioria PSD. Conforme já referi noutras alturas, este é o único caminho adequado face ao nosso contexto e cada entidade, partidária ou não, está confrontada com esta responsabilidade de responder ao desafio imposto pelo maior partido da oposição. 
O problema da Madeira contemporânea é político. Por isso é preciso mudanças neste campo de modo a ser possível implementar uma nova geração de politicas adequadas às nosssas especificidades e necessidades. Veremos como responderão as forças vivas da RAM.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A confusão na moleirinha de um certo chefe de gabinete...

Só para esclarecer que o PS Madeira ainda não pediu nenhuma auditoria nem ao INE nem ao IEFP. O PS limitou-se a sugerir o óbvio: que o Governo contribuisse para o esclarecimento da disparidade entre os valores de desemprego do INE e do IEFP e, sobretudo, que expicasse, ou pedisse explicações, para a circunstância da Madeira ser a única região do país em que os valores do INE são inferiores aos do IEFP.
Ninguém no seu perfeito estado de sanidade mental, e consciente da dimensão do fenómeno do desemprego, compreende que para o governo o planeamento das medidas de combate ao desemprego e de criação de emprego tenham as mesmas caracteristicas, dimensão e profundidade quer tenhamos 15 000 desempregados ou 9 000. Ninguém admite esta insólita dúvida e muito menos fica indiferente à necessidade de explicações. Não entender isto e não querer clarificar é o sinal que faltava para a confirmação do desnorte nesta matéria!