terça-feira, 11 de maio de 2010

Parecer do PS M sobre a "Lei de Meios"


A lei de meios representa o sinal claro e objectivo que nos momentos difíceis o  Partido Socialista está sempre com os madeirenses, mesmo que para isso tenha de apresentar medidas excepcionais, como o presente projecto que agora damos parecer. Por isso, esta lei, e designadamente a sua considerável expressão pecuniária, é a tradução do esforço e determinação do partido que suporta o governo na república, para garantir as condições financeiras adequadas de modo a repor a total normalidade na vida dos madeirenses que foram directa e indirectamente afectados pela tragédia de 20 de Fevereiro.
Neste contexto, o Grupo Parlamentar do PS Madeira dá um parecer globalmente positivo ao resultado das negociações que decorreram no quadro da Comissão Paritária, fazendo particular referência ao esforço de solidariedade financeira da república que esta lei encerra.
É útil referir que os montantes em causa, da responsabilidade do Governo do PS, e que serão transferidos para os madeirenses, representa mais do que todas as verbas que a Região tem direito no quadro do QREN 2007-2013. Naturalmente que para isso também concorre a incompetência do PSD M, demonstrada aquando a última negociação junto da UE que levou à perda de 500 milhões de euros de fundos europeus.  Uma matéria ainda por esclarecer.
Todavia, que fique muito claro que é uma enorme honra para o PS Madeira o facto de ter sido uma parte da solução relativa à necessidade de meios financeiros adequados para ajudar à reconstrução da Madeira e devolver a esperança a muitos madeirenses.
Mas, a nossa inequívoca aprovação na generalidade não significa um cheque em branco a esta lei mas, principalmente, ao governo do PSD Madeira.
Repetimos e sublinhamos o que temos vindo a dizer: os financiamentos a serem disponibilizados pela “lei de meios” devem servir os madeirenses e a nossa reconstrução e não levantar dos escombros um governo já  moribundo e fora de prazo. Foi por isso que em hora oportuna apresentamos na ALRAM uma proposta de criação de uma Entidade Independente para a Reconstrução que assegurasse estas preocupações.
Sendo assim, não estamos disponíveis para entregar facilmente e levianamente todo o nosso esforço junto do governo do PS em prol de uma agenda oculta que reforça a mediocridade governativa na Madeira, aprofunda a falta de transparência e  atrasa, ainda mais, o nosso desenvolvimento.
 Assim, o parecer positivo À lei em causa é acompanhado de algumas sérias reservas a seis níveis:
1.     Em primeiro lugar, a lei de meios não contempla qualquer mecanismo que assegure um efectivo cumprimento dos objectivos para o qual foi criada. A lei não prevê nenhum instrumento de acompanhamento e controle. Lembro que o PS Madeira defendeu, e continua a defender, a criação de uma Entidade Independente que garanta essa boa utilização dos meios em prol da reconstrução, do apoio às empresas e do suporte às famílias atingidas pelo temporal. A lei de meios contém, apenas, como se pode ler na exposição de motivos “... as normas específicas necessárias para regular as fontes de financiamento propostas pela Comissão Paritária.”. Ora, o PS Madeira conhece a realidade da região e os tropeções e intenções governativas que resvalam, quase sempre, para o oportunismo político. Por isso, não deixaremos de contribuir, com todos os instrumentos disponíveis, para assegurar que se introduzam mecanismos de controlo e acompanhamento que garantam 3 aspectos essenciais: em primeiro lugar uma reconstrução assente em pressupostos técnicos claros, longe do amadorismo da decisão, típica neste governo PSD; em segundo lugar, que famílias e empresas conheçam bem as regras de apoio e sejam tratadas de forma transparente, justa e longe da habitual pressão política; em terceiro, uma reconstrução de facto, que garanta uma Madeira recuperada da tragédia e não uma tábua de salvação política para Jardim e o PSD.
2.     Em segundo lugar, temos reservas sobre a transparência dos actos decorrentes da reconstrução, na sequência do que refere o capítulo IV, artigos 15, 16 e 19. Se é óbvio que concordamos, e até defendemos, a facilitação de processos de contratação, deixá-los totalmente ao livre arbítrio de um governo pouco transparente, onde  roça a sistemática violação da lei, é um perigo muito grande e, sobretudo, é deixar à mercê de um pequeno numero de interesses privados (que se misturam sistematicamente e obscuramente com os interesses públicos) a utilização dos milhões que serão transferidos. Aliás, neste plano, seria útil que também estivesse previsto a obrigatoriedade de envolvimento das PME’s da RAM no esforço de reconstrução com base na lei de meios, na medida em que o seu envolvimento contribuiria para ajudá-las a sair da crise em que se encontram, diminuindo o desemprego. Ora, a facilitação pouco prudente prevista na lei de meios impede esta situação e, reforça de forma incondicional, a má na utilização dos dinheiros públicos, conforme tem sido prática  na RAM.
3.     Em terceiro lugar, Verifica-se uma lamentável vazio no que respeita à comparticipação do Orçamento Regional na Lei de Meios, de acordo com o artigo 8º. Não se conhece efectivamente de onde virão os 340 milhões (a única coisa certa é a candidatura à UE pode corresponder a 40 milhões). De resto, ouvimos dizer que serão transferidos dos fundos da UE já afectos à RAM e de outras rubricas(?), como seguros e donativos privados. Tudo muito superficial. Ora, esta lacuna é de uma gravidade sem precedentes porque pode significar duas coisas: 1)uma fuga do Governo Regional em assegurar a sua participação; 2)ou, a machadada que faltava no necessário investimento na educação, na cultura, na inovação e desenvolvimento,e na criação do ambiente empresarial competitivo, na medida em que as verbas serão transferidas desses sectores a favor da construção e obras públicas. Este efectivo vazio na “lei de meios” pode conduzir ao fim definitivo da necessária diversificação da economia (nunca conseguida!) e à melhoria do investimento na educação, na inovação e nas questões sociais.
4.     Em quarto lugar, afigura-se inadmissível uma subordinação tão descarada dos municípios da RAM ao poder regional nesta matéria, conforme prevê o artigo 9º. A lei de meios dá indicações tímidas à necessidade do envolvimento dos municípios e deixa nas mãos de Jardim, mas a ser executado por João Cunha e Silva, o Senhor Vice Presidente, a possibilidade de financiamentos  às autarquias, através de contratos programas. Isto é, o financiamento dos projectos dos municípios dependem exclusivamente da boa vontade do Senhor Vice Presidente do Governo do PSD. Um sério contratempo para a autonomia local e um sinal de uma centralização deliberada mas, quase sempre, ineficaz.
5.     Em quinto lugar, de modo a assegurar a efectiva boa utilização dos meios, quer evitando aproveitamento políticos, quer garantindo uma reconstrução tecnicamente imbatível, era indispensável assegurar uma relação directa entre os planos de reconstrução e a disponibilidade efectiva dos financiamentos. Este governo do PSD não é de confiança, sabemos por simples análise empírica, e a lei em causa é insuficiente na necessária garantia que os dinheiros têm um fim excepcional e pré-definido. Infelizmente, até hoje não conhecemos nada do plano de reconstrução da ajuda às empresas e às famílias. 
6.     Finalmente,  em sexto lugar, apesar de pouco ou nada poder ter a ver com a presente lei de meios, é particularmente preocupante entregar toda a utilização dos fundos a disponibilizar nas mãos do Senhor Vice Presidente. O seu passado governativo e os diversos falhanços na utilização de dinheiros públicos deviam assegurar que este governante se manteria afastado da utilização de dinheiro público. Os resultados da operação das Sociedades de Desenvolvimento, só para dar um exemplo: falência técnica, endividamento, e projectos obtusos e irrealistas, mereciam por si só mais cuidado e ponderação nesta matéria. Também aqui, pela ausência de alternativas neste governo do PSD, a Entidade Independente para a reconstrução com acompanhamento pela ALRAM seria ao caminho mais consistente, conforme já propusemos no Parlamento Regional.
Funchal 10 de Maio de 2010

O PSD esconde a crise da Madeira por detrás da tragédia de 20 de Fevereiro

O Conselho de Opinião reage ao "caso RTP Madeira"

O Conselho de opinião da RTP, de acordo com o Público, deu razão às preocupações do grupo parlamentar do PS Madeira. Na verdade a escandaleira é tanta que seria impossível que este importante orgão para a promoção da pluralidade e isenção ficasse indiferente aos recentes "arranjinhos" na Madeira. Parece cada vez mais óbvio a fragilidade da Administração da RTP perante as evidências de encontrar soluções à medida de interesses ocultos.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

O "caso RTP Madeira" ainda vai dar que falar...

O Grupo Parlamentar do PS Madeira  deixou claro a sua posição sobre as alterações efectuadas na RTP e RDP Madeira. Fê-lo de forma convicta, directa e consciente dos riscos que corria ao denunciar sem reservas os "arranjinhos" que os sociais democratas da Madeira tanto gostam de engendrar com a cumplicidade da própria administração da RTP. É evidente que esta novela tem enredos de surrealismo e os alinhamentos dos telejornais denunciam isso mesmo. Ora, perante isto o PSD chumbou (ilegalmente) a vinda do director da RTP Madeira à ALRAM para cumprimento da audiência prevista na lei. Mas esta violação (mais uma ) tem a vantagem de colocar a nu todo o processo de reestruturação da RTP Madeira e demonstrar a insegurança dos próprios protagonistas, por isso aguardamos, com serenidade, o resultado das nossas diligências (que poderão ser mais duras ainda) com a certeza que não abandonaremos este caso, típico de uma sociedade refém de um regime autocrático e persecutório.

Tenha mas é vergonha e esteja calado!

Concordo com AJJ: nesta altura (como noutras, diga-se em abono da verdade) deve ser cortado tudo o que é inutil. Contudo eu tenho uma legitimidade para dizer isto que AJJ está longe de poder ter. Este senhor é governo na RAM, porventura uma das regiões do país que mais desperdiça e estoira dinheiro público de forma impoderada e quase criminosa. Os madeirenses tropeçam, todos os dias e a toda a hora, em inutilidades deste governo do PSD, por isso, se tivesse (e devia ter) vergonha na cara estava mas é caladinho!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Lei de Meios

A aprovação da lei de meios está-me a parecer uma verdadeira trapalhada...

UM ERRO GRAVE, UM ATENTADO AOS INTERESSES DOS MADEIRENSES

A entrega da aplicação do conteúdo financeiro da lei da Meios ao Senhor Vice Presidente é a maior afronta aos madeirenses dos últimos tempos. 
Não é compreensível que o rosto do desperdício do falhanço na aplicação de recursos públicos, do governante, porventura, com o maior contributo para o aumento das responsabilidades públicas da RAM, do falhanço claro das sociedades de desenvolvimento levando-as (todas) à falência técnica, seja agora, ele próprio, o responsável pela utilização de mais de 1000 milhões de euros. Pessoas assim, que concerteza têm outras virtudes (e sabemos que JCS tem) deviam ser probidas de mexer em dinheiro. Era a única atitude a tomar a bem do bem estar público.
Contudo, também é bom dizer que estamos numa espécie de "mato sem cachorro": neste governo não existe um governante de confiança, que assegure a boa utilização dos dinheiros com responsabilidade e ponderação. Por isso, é determinante a instauração de um mecanismo que acompanhe tudo isto de forma independente. Não seguir este caminho, será, e reafirmo, o passo para mais uns anos de regabofe. O habitual!

Os interesses ocultos, o PSD Madeira e o caso RTP Madeira


Tenho estado fora da Madeira mas, por razões óbvias, tento acompanhar o que vai acontecendo na RAM, sobretudo no plano político. Por isso é sem surpresa que observo o descarado suporte do PSD Madeira aos acontecimentos do" caso RTP Madeira" e à tentativa patética, primária e reveladora do rabo preso do regime àquela pouca vergonha que são as alterações na RTP Madeira.
O último episódio de recusar a presença do director da RTP Madeira é reveladora da podridão do PSD mas também da cumplicidade de um regime (que ultrapassa o próprio PSD) aparentemente insuspeito mas catalizador de agendas próprias e de interesses obscuros e distantes dos madeirenses. 
Da minha parte, enquanto cidadão, não me conforme com esta situação e tenho poucos graus de liberdade para encolher os ombros ao descaramento. Alguns dirão que é mau feitio. Eu digo que é convicção!

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Mas anda tudo louco!

Ouvi e não acredito. Pior, ouvi aquilo que julgo que muitos outros ouviram mas acredito ainda menos na passividade com que se dá noticias desta natureza, esquecendo a desfaçatez do protagonista. Refiro-me ao convite de Albuquerque a Pedro Passos Coelho para o dia da cidade. Então esta comemoração institucional que já é uma verdaderia sem vergonhice onde fala Albuquerque, AJJ e ninguém mais (nem sequer quem devia que é o Presidente da Assembleia Municipal) agora vai contar com a presença de um líder partidário. Nada mais do que o líder do PSD. E ninguém se indigna? E vão o Senhor onde? Em que cadeira de honra? Sinceramente esta terra, com o PSD, transformou-se numa espécie de história da carochinha!

Gato escondido com rabo de fora...

Como não podia deixar de ser o Grupo Parlamentar do PS M tem sérias dúvidas sobre tudo aquilo que considero ser uma trapalhada sem limites, ilegal e perversa para os principios de uma rádio e televisão pública.
Mais grave, não compreendo (e acho até inconcebível, demonstradora de total falta de profissionalismo e coerência) a postura do Conselho de Administração da RTP que, como se vê, por esta noticia meteu os pés pelas mãos com objectivos que, por enquanto, são obscuros. Como é óbvio esperemos serenamente pelas respostas...

quinta-feira, 29 de abril de 2010

A pertinência do comentário

Muito pertinente o comentário de Miguel Guarda, no dossier de imprensa, sobre a diminuição de empresas e o número de insolvências (138% a mais!)  na Madeira que assume proporções superiores ao resto do país! Pode ser uma surpresa para quem anda distraído, para mim nem por isso!

Caso "televisão da Madeira"

O Público denuncia hoje a miserável promiscuidade entre interesses económicos e políticos traduzidos no miserável regime de excepção criado pelo CA da RTP para a Madeira. Mais, alerta também, com base nas cartas do Grupo Parlamentar do PS Madeira, para as contradições e ilegalidades do processo assim como pelos atropelos entre Conseho de opinião e Comissão de aconselhamento, estrutura completamente "inventada" pela CA à margemd e qualquer enquadramento legal, além de violar principios básicos de isenção e pluralidade.
Assim, aguardo com expectativa a reacção dos grupos parlamentares na AR que ficam histéricos com um caso chamado PT/TVI e que ao pé deste escândalo  é uma brincadeira de crianças.

A proposta que se impõe

A situação do turismo é dramática e, tendo em conta a degradação das suas prinicipais variáveis de análise, designadamente, a taxa de ocupação e o revpar importa tomar decisões consistentes e objectivas. O Grupo Paralamentar estuda a hipotese de propor uma moratória à abertura de novas camas enquanto os indicadores de rendimento e ocupação não atingirem valores razoáveis para um destino que se quer de qualidade e de nicho...

quarta-feira, 28 de abril de 2010

A Mentira tem perna curta!

Segundo o INE, a Madeira desceu 8 lugares no índice de desenvolvimento regional, é a agora a 26ª em 30 regiões. Pior, em termos de coesão (portanto desigualdades sociais) a situação ainda é mais negra, ocupa a ante-penúltima posição em 30 regiões. Nada disto deve surpreender quem conhece a realidade dos indicadores da RAM e não a informação panfletária que o Jardinismo, com arte, engenho, recursos, pressão e medo, tem vindo a distribuir!

Pontos nos i's...

Leio esta noticia e estas melodiosas declarações que serve apenas para "Inglês ver"! Na verdade é preciso saber qual a estratégia do GR para a atracção de Investimento Directo Estrangeiro e que objectivos foram colocados à SDM nesta matéria: que sectores, que sub-sectores, que países, que empresas,...Ou será que deixar a SDM encenar umas deslocações internacionais onde promove o planemanento fiscal já pode ser considerado uma etratégia de capatação de IDE? Pelo amor de Deus não brinquem com coisas sérias. A SDM é um projecto privado bem sucedido mas um FALHANÇO redondo do ponto de vista público, designadamente no seu objectivo de desenvolvimento regional...

terça-feira, 27 de abril de 2010

As prioridades do Jardinismo

Há cerca de dois anos o Governo do PSD decidiu acabar com a liberalização dos combustiveis na Madeira e passou, ele próprio, através de portaria a fixar os preços. Ora, na base desta decisão esteve um alegado roubo das gasolineiras aos madeirenses, justificou na altura AJJ. Hoje passado todo este tempo as diferenças face aos Açores continuam significativas e os preços de combustiveis muito elevados. O quadro seguinte demonstra as diferenças com os Açores e permite reflectir nas opções de uma e outra Região Autónoma. Enquanto nos Açores o Governo tem atenção á qualidade de vida das pessoas, mantendo combustiveis a preços mais reduzidos, diminuindo a carga fiscal e aumento salários minimos e pensões para os mais idosos. na Madeira as prioridades são outras penalizando a nossa qualidade de vida. Ora, na minha opinião, a autonomia deve ser utilizada para servir as pessoas não interesses que escapam ao interesse público. A manutenção de preços de combustiveis elevados na Madeira acontece porque o Governo não quer prescindir dos milhões do ISP que utiliza para financiar a RAMED - estradas da Madeira. Esta continua a ser a prioridade de AJJ.


Produtos petrolíferos e energéticos
Preço de venda ao Público nos Açores
Preço de venda ao Público na Madeira
Variação Madeira versus Açores
Gasolina S/Ch 95 (€/litro)
1,230 €
1,313 €
+7%
Gasolina S/Ch 98 (€/litro)
1,290 €
1,458 €
+16%
Gasóleo rodoviário (€/litro)
1,040 €
1,088 €
+5%
Gasóleo agrícola (€/litro)
0,640 €
0,724 €
+13%
Gasóleo pescas (€/litro)
0,500 €
-

Gás Butano no Revendedor (€/litro)
1,050 €
1,631 €
+55%
Fuel 380 (€/litro)
0,380 €
-

Basta!

O que pretendem os responsáveis pela RTP Madeira? Será que ainda não perceberam que têm responsabilidades de serviço público mas sobretudo de isenção e pluralidade. Que fique claro: a anterior direcção não cumpria o essencial destas questões, nem sequer os minimos, por isso sempre reagimos à forma tendenciosa e perversa (para a democracia e pluralidade informativa) como era alinhada toda a informação, quer fosse no telejornal, quer  ao nível de alguns programas de informação. Hoje temos uma nova direcção com um novo e exótico modelo de gestão. Até agora, infelizmente, parece que segue o mesmo registo da anterior e ainda com mais força, favorecendo interesses ocultos e inadmissiveis. Nã pensem que retirando tempo e oportunidade ao grupo Parlamentar do PS Madeira calaremo-nos à procura de um branqueamento desta vergonha sem limites que se passa na RTP Madeira. Não tenham dúvidas: enquanto considerar que não estão cumpridos os minimos tolerados em democracia, não me calarei. Já agora, uma palavra final para todos os jornalistas que, estou certo, se indignam com toda esta palhaçada perigosa e indesculpável que se passa ao nível do Centro Regional da RTP M.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Uma televisão alinhada

A RTP Madeira mantém um desacerto absoluto no alinhamento editorial da sua informação. Há poucas justificações para a manutenção de prioridades que não são as do interesse público. Os responsáveis por esta situação demonstram não querer informar de forma adequada mas, antes, promover uma propaganda que já nem é discreta. É descarada! Estamos perante uma RTP que está muito longe de cumprir o essencial do serviço público mas muito próximo de contribuir para a consolidação de um poder miseravelmente anti-democrático e irresponsável.

Manuela Ferreira Leite na Comissão de inquérito: "Acho lastimável que um conselho de administração tome decisões com base no que diz o PSD"


O descalabro!

Afinal a situação é a mesma que em 2005: o Funchal é uma das autarquias mais endividadas do país, é a sétima em mais de 300!!!! Contudo nada disto se sabe, nada disto se discute. A propaganda encarrega-se de falar dos rodriguinhos habituais. Reponsabilidades? Nhaaaa! Isso o que é? Interessa é discutir o futuro (embora ninguém sabe bem qual e o quê?!)

domingo, 25 de abril de 2010

"A revolução da palavra"

O líder do PS Madeira apela à "revolução da palavra". Na verdade, a democracia na Madeira é uma espécie de um ensaio democrático de segunda categoria. Mas tudo poderia mudar se a sociedade madeirense abandonasse definitivamente o seu desporto preferido: a autocensura! Ao reagir sem medo e com coragem às vicissitudes de uma governação medíocre teríamos mais democraica e melhor governação. Sem liberdade não há verdade. É preciso conquistar a liberdade na Madeira para conhecer toda a verdade...

Vice-Presidente da ALRAM indicado pela oposição é apenas a ponta do iceberg

Há gente que finge não perceber que a irregularidade da mesa da ALRAM é só a ponta do iceberg do rombo democrático que se vive na Madeira, provocado deliberadamente pelo PSD. Ora, é evidente que o PS Madeira tem responsabilidade e já demonstrou estar disponível para contribuir para a solução. Contudo cabe ao PSD dar garantias que os episódios infelizes que se arrastam há anos no parlamento regional serão ultrapassados de uma vez por todas e não se repetirão. E, na minha modéstia opinião, não passa por conversinhas com partidos, muito menos com o PSD. Cada um que assuma a sua responsabilidade. A composição da mesa e a presença de um vice indicado pelo maior partido da oposição está previsa no estatuto politico administrativo, por isso, cada qual que assuma a sua responsabilidade e cumpra aquilo que aprovou. Assim esta noticia gera alguma expectativa porque levanta a questão de como se comportarão os partidos na ALRAM e, em particular, o PSD. Quanto à posição do grupo parlamentar do PS M, esta será apresentada brevemente.

sábado, 24 de abril de 2010

Negociatas

Foi o tema quente das eleições autárquicas de 2005. Nessa altura era óbvio que a gestão da autarquia estava gravemente ferida de irregularidades, ilegalidades e incompetência. Não era uma situação pontual, era a regra! Passaram mais de 5 anos e o caso ainda anda nos tribunais demonstrando a fragilidade da justiça e os efeitos desta inoperância na transparência e responsabilização daqueles que prevaricam. Hoje o DN M dá conta que o caso sempre vai a julgamento (?!) mas nem uma palavra sobre o seguinte:
1- responsabilidades politicas
2 - responsabilidade do Presidente (o mesmo há 15 anos mas sempre à margem de tudo!?)
3 - quantas auditorias foram feitas pela tutela depois das negociatas?
Enfim nada de novo. Tudo se encaminha para mais um branqueamento do regime....

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Aí vamos nós para mais uma farsa consentida por (quase) todos e útil para o PSD

Tenho assistido com enorme preocupação a tentação do poder regional de colocar fora da agenda politica problemas tão graves como o aumento do desemprego, a degradação da competitividade do nosso ambiente empresarial regional, o aumento das bolsas de pobreza, a degradação da situação financeira regional. Tudo feito com a capa da reconstrução. Este é agora o bode expiatório do GR para esconder as suas fragilidades...

Alguém sabe o que vai fazer o PSD-M relativamente ao PEC?

O PS Madeira já definiu o seu posicionamento face ao PEC. Para nós este Programa é inevitável mas na Madeira devem ser tomadas iniciativas que minimizem os seus efeitos junto da população mais desfavorecida. O PS Madeira apresentou uma proposta na ALRAM que, a ser aprovada, permite analisar os efeitos do PEC na Madeira e implementar estabilizadores (instrumentos de vária índole, ao alcance da autonomia) que permitam contrariar os efeitos negativos do PEC junto de sectores mais desprotegidos da sociedade Madeirense.
Mas vale a pena perguntar o que vai fazer o PSD? Que medidas tem e como encara esta situação. 
Assim, mais uma vez o PS Madeira demonstra saber o que quer, como quer e como deve proteger os madeirenses. Mas, mesmo perante estas evidências alguém coloca esta questão na agenda mediática? Claro que não. A RDP e RTP estão preocupados com a Revisão da Constituição e, imaginem, em potenciar aquilo que AJJ mais lhe dá jeito: a reconstrução num registo de propaganda!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Só Deus pode ajudar. O Governo Regional fecha os olhos a este drama e foge ao debate

A Madeira é a segunda região do país onde o desemprego mais cresce. O mês de Março volta a ser assim. A Madeira já tem mais de 15 000 desempregados. Nada de surpreendente e até expectável, conforme já referi aqui neste blogue várias vezes. Na verdade não seria de esperar outra evolução face às políticas implementadas ou mesmo pela apatia demonstrada pelo Governo do PSD. É mais um recorde do Jardinismo a par da pobreza e do endividamento. Um belíssimo quadro de honra. Em contrapartida, os Açores é a Região do país onde o desemprego tem se mantido estável e sempre o mais baixo das 7 regiões.
Perante este cenário catastrófico, o PSD não vê nenhuma urgência para o debate pedido pelo PS M sobre o fenómeno do desemprego na Madeira.

terça-feira, 20 de abril de 2010

RTP Madeira: Depois de 21 minutos aparece uma declaração do PS, totalmente desenquadrada e sem qualquer racionalidade editorial. A vergonha continua!


Olha o descaramento de Jardim: ele que castrou a Câmara de Machico, agora lança criticas rasteiras à gestão da autarquia pelo PS


RTP Madeira: já passou 20 minutos de telejornal e nem uma única noticia dissonante com o registo do PSD ou o Governo!


RTP Madeira: passaram 11 minutos do telejornal, foi um (longo) tempo para a propaganda PSD!


RTP Madeira: um fato à medida


Há na recente reorganização de serviços da RTP e RDP Madeira uma cortina de fumo descarada que  ameaça seriamente a idoneidade daqueles que lideraram e montaram toda aquela encenação exótica.
Nada disto é novo e muito menos me surpreende, mas o excesso de desfaçatez ao forjar um fato à medida de interesses distantes dos objectivos da rádio e televisão públicas deve merecer a indignação no tempo adequado.   
Enquanto muitos madeirenses andavam de cabeça às voltas com a tragédia de 20 de Fevereiro,  eis que alguns senhores congeminavam  com afinco para tentar vãmente “tornar coerente uma mudança incoerente”.  Para volver “adequada” uma alteração altamente “dissonante”.
Não se trata apenas da opção, talvez mais mediática, de uma comissão de aconselhamento. Refere-se, sobretudo, à transição efectuada para um modelo de gestão do serviço de rádio e televisão que não cumpre sequer objectivos de contenção de custos (a estrutura de gestão alarga-se) ou de aproveitamento dos recursos internos (envolve quadros externos à instituição) ou ainda de aprofundamento das especificidades e necessidades do serviço público na RAM. Mas, mais grave que tudo isto, esta mudança denuncia intenções e esclarece dúvidas: a alteração orgânica apenas tem lugar na Madeira. Não é uma estratégia da administração para os centros regionais. É um modelo para impingir aos madeirenses: sem reflexão, sem discussão, por detrás dos bastidores, mais uma vez no pressuposto e no desplante de considerar que os madeirenses hão-de aceitar aqui o que ninguém aceita nem no País e nem  na Europa. Pior. Discutido de restaurante em restaurante ou entre os intervalos de jogos de golfe. Uma  audácia sem limites de um cozinhado a cheirar a esturro e de uma tacada viciada!
Estaríamos perante o dilema do ovo e da galinha, duvidando de quem tinha chegado primeiro, se não fosse já descortinado parte do enredo. Se é verdade que o actual director de canais (?) não merece, em termos curriculares, qualquer dúvida - o parecer da ERC é objectivo e rigoroso e, pelo menos por enquanto, ainda é cedo para avaliar a sua capacidade de manter a isenção e independência -, o  mesmo já não é possível afirmar do director com responsabilidade de gestão que, aparentemente, ficou de fora do parecer da ERC, escapando à sua análise e juízo.  Resta a dúvida: se este é o modelo adequado para a Madeira, porque também não é o para os Açores? Pedro Bicudo pode acumular as funções de gestão e de informação. Porque razão Gil Rosa também não pode?  
Quanto ao Conselho de Aconselhamento, os seus objectivos merecem a minha mais elementar concordância, se falarmos no plano estrito dos princípios. Com uma sociedade civil castrada, um governo persecutório e totalitário, faz todo o sentido um órgão desta natureza que ajude à independência das decisões da instituição. E quanto à execução concreta desse princípio? Ora, é aqui que reside o problema. A Comissão apresentada é totalmente obtusa na sua forma e na sua constituição.
A RTP tem um conselho de opinião e a sua administração, a mesma que engendrou a solução da Madeira, sabe que é composto por membros indicados por associações, organizações não governamentais e outras entidades representativas dos diferentes sectores de opinião pública, incluindo o parlamento e as assembleias legislativas regionais.
Os seus membros são inteiramente independentes de quem os indica. Um conselho de aconselhamento criado desta forma teria o meu total apoio e regozijo. 
Mas esta imitação “low cost” do conselho de opinião da RTP não foi criado de forma adequada e a sua composição não traduz os interesses da sociedade civil. Infelizmente, a pluralidade de opinião e a isenção estão longe de estarem garantidas com um órgão desta natureza. Percebemos todos a “estratégia de paróquia”, convidando elementos vulgarmente conotados, agora ou no passado, com o PS M, numa espécie de “serviço mínimo do pluralismo”.  Mas não chega e muito menos  satisfaz o que simula cumprir: o pluralismo real e não encenado. A indicação de um conselho desta natureza ultrapassa as conotações partidárias e deve seguir uma forma consistente para não se tornar escandalosa!
Nada disto é neutro para a Democracia e a pluralidade. Receio que continuaremos numa situação em que não se separa o trigo do joio, ou melhor, separa-se - renegando o trigo e relevando publicamente  o joio.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

PS com enorme sentido de estado

É com orgulho que vejo o Partido Socialista a manifestar um sentido de estado a toda a prova e a brindar com uma luva branca aqueles que ao longo dos últimos anos têm sido os rostos da vergonha pela forma insultuosa e rasteira com que geriram os interesses dos madeirenses. O apoio à Madeira é totalmente legítimo e não merece qualquer reparo. Contudo, apenas passou uma fase do processo de reconstrução: o do financiamento. Este foi resolvido pelo governo de Sócrates. Veremos como utiliza AJJ e o PSD todo o dinheiro a disponibilizar. Aqui tenho, naturalmente, enormes reservas! 

domingo, 18 de abril de 2010

Patético

Politica é responsabilidade não oportunismo a roçar o miserável...Exijo aos governantes, em todos os momentos, sentido de estado, solidariedade e bom senso. Repugno aqueles que por qualquer visão maquiavélica (?!) traçam o caminho do oportunismo e envolvem-se numa certa visão obtusa do que é politica com responsabilidade.

Boys PSD escolhidos pelo PS

Li a noticia dos lugarzinhos da república que são ocupados por boys do PSD Madeira. Qual o espanto? O que é interessante é a blogosfera laranja da Madeira fazer acrobacias para comentar o os boys da república mas quanto aos da Madeira nem uma palavra. Podiam pelo menos dar a mão à palmatória e reconhecer que o PS M não trabalha por lugarzinhos mas sim para constituir alternativa. Dir-me-ão que nada disto interessa e que a sociedade valoriza os que usam influências para conquistar poder pessoal. Muito bem, se é assim estejam caladinhos com os boys da república. Fica claro que só o PS Madeira tem legitimidade para se manifestar incomodado com estas matérias. Mas enfim, a coerência é um valor de bolso desta gente social democrata.

Turismo da Madeira: Há que mudar

Um bom trabalho de Miguel Torres Cunha, no DN M de hoje, comprova o que tenho vindo a alertar há muito tempo: verifica-se uma clara e objectiva degradação do destino Madeira, traduzido pela queda dos precos médios.
O sector de turismo na Madeira goza de um insólito abandono estratégico vivendo numa obsessiva vontade de crescer na oferta e ignorar a importância das condições da procura e, sobretudo a definição da procura. A liberalização do transporte agudizou este problema porque, na verdade, apenas facilitou e apressou essa degradação. Por exemplo, o low cost para um destino como Paris não prejudica um destino que já é de excelência. Agora para um destino, como a Madeira, que se encontra numa fase de indefinição e onde os preços de quarto já são muito baixos os resultados acabam por ser desastrosos, porque a procura passa a ser de nível mais baixo. Para Paris podemos pagar menos de avião mas sabemos bem os precos dos hoteis e de tudo o resto, verificando-se uma descriminação positiva pelo preço...  

Até as vitimas são escondidas!

Esta questão da ocultação das vitimas do temporal e de toda a polémica ocorrida durante os dias a seguir à tragédia não é apenas falta de jeito ou incompetência ou mesmo trapalhice. É o estilo deste governo e deste PSD M que não tem nenhum problema em esconder tudo o que lhe incomoda.  Até mortos, vitimas do desacerto das suas opções!
Nada disto é estranho e passa-se de forma igual na ocultação dos números do desemprego, na ocultação da situação do turismo da Madeira (sempre que o GR fala sobre esta matéria estamos sempre muito bem, contrariando a opinião dos empresários!); na ocultação da probreza e da sua dimensão; na ocultação da riqueza da Região; na ocultação da divida da RAM; na ocultação da origem dos dinheiros para as prestrações sociais; na ocultação das responsabilidades na corrupção ao nível da adminstração pública...Por isso, não me surpreende. Para eles não há limites à manutenção do poder!

sábado, 17 de abril de 2010

A teia de interesses na RTP Madeira numa promiscuidade bombástica entre politica e interesses económicos!


É evidente que André Escórcio tem razão e, sem surpresa, verifico que o descaramento das elites (?) do regime deixou de ter limites. 

Nada acontece por acaso e, na verdade, colocar um Senhor Empresário como o Luis Miguel de Sousa à frente de uma tal comissão de aconselhamento (que tenho sérias dúvidas que cumpra as regras minimas da lei da televisão) é a escandaleira que faltava. Lembro que este indivíduo que gere negócios na Madeira em regime de monopólio, sem risco e com a protecção do governo e do PSD já controla a ACIF por isso é bom que tenham medo ou, em alternativa, como habitualmente, encolham os ombros e fiquem à espera que alguém faça alguma coisa pela reposição da pluralidade e da democracia. A autocensura começa a ser o maior flagelo da nossa sociedade. 
 Não é normal o que se passa na televisão e rádio da Madeira, apenas justificável num regime de medo e de sentido persecutório revelando a fragilidade da nossa democracia. Estou perplexo com o desplante e reafirmo que, da minha parte, partilho da indignação do líder parlamentar do PS Madeira e estou disponível para denunciar as manobras rasteiras, interesseiras e suspeitas de todos os que permitam que tudo isto aconteça. 



Repito. TODOS, incluindo aqueles que têm elevadas responsabilidades na garantia da insenção do serviço público de rádio e televisão.

Os impostos com efeitos sociais propostos pelo Grupo Parlamentar do PS Madeira

1 - Contribuição especial sobre o património mobiliário das concessões de serviços públicos. Se observarmos que em 2008 só a Via Expresso teve cerca de 13 milhões de euros de lucros e a Via Litoral mais de 5 milhões compreende-se que é preciso transferir recursos para os que ficaram à margem do desenvolvimento do PSD Madeira. Até porque estes negócios não têm nenhum risco!
2 - Contribuição especial sobre a extracção de inertes. Tendo em conta as externalidades negativas desta actividade é fácild e compreender que esses custos que são suportados pela sociedade devem ser internalizados nas empresas daquele sector. Assim, consignando 5 euros por tonelada extraída de inertes aos problemas sociais o PS Madeira demosntra que é possível fazer bastante mais pelo combate à pobreza.
3 - Finalmente, a última proposta desta trilogia é a transferência de 50% da contribuição do serviço rodoviário para o Instituto para o Roteiro Social que financiaria as entidades de solidariedade na RAM (mais de 70).

Quem será a tia de Louçã?


Depois de quase 2 meses da tragédia de 20 de Fevereiro, o Governo Regional da Madeira não foi capaz de apresentar um orçamento rectificativo de modo a integrar as novas prioridades (?) e reflectir o aumento de receitas e os diferentes tipos de despesas. Limitou-se a estender a mão!


sexta-feira, 16 de abril de 2010

RTP Madeira: até agora só há motivos de enorme preocupação

A rádio e televisão pública na Madeira precisa de ser refundada. É preciso uma outra orientação editorial e outro sentido de responsabilidade de serviço público. Nos últimos dias fiquei com a sensação que o caminho que seguia desastroso no sentido da pluralidade, credibilidade e isenção. Veremos as mudanças que esta nova direcção implementará...

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Branqueamento

Pensava que era só na ALRAM que (através do PSD) se a promovia a distracção e não a discussão oportuna e consistente. Afinal outros também pensam que a revisão da constituição é um tema para discutir na Madeira!

Essa é boa...

Há agora a culpa das zonas altas são das pessoas que lá vivem (mesmo sabendo que existem associações promovidas pela CMF que promovem a contrução clandestina em períodos de eleições)? Pelo amor de Deus, será que é dificil de perceber que com planeamento e fiscalização e, sobretudo, com alternativas de habitação, as zonas altas não eram o desastre urbanistico que vemos. Quanto a culpas a origem é o Professor Virgilio Pereira e a sentença final foi dada por Miguel Albuquerque!

Estou a ouvir e não acredito: aquele senhor não faz de pivot nem de jornalista. Faz de militante do PSD!

Será só distracção?

Será que os responsáveis pela informação a RTP e RDP da Madeira não se aperceberam que foram discutidos três projectos de decretos legislativos regionais que pela sua inovação mereceriam ser debatidos num plano mais alargado, foram da ALRAM, por tudo aquilo que significavam, até do ponto de vista ideológico? Desde a alteração do financiamento da RAMED Mad transferindo parte da contribuição de serviço rodoviário para as necessidades sociais, até a contribuição especial na extração de inertes, acabando num imposto sobre o património mobiliário das concessões públicas, esta trilogia permitia transferir vários milhões de euros para um fundo de apoio social.  Estes três projectos apresentados pelo PS M possibilitaram, pela primeira vez desde 1998 (altura em que a RAM passou a poder criar impostos, dentro de certos limites), discutir a criaçao de impostos pela RAM. Além disso, são três projectos que tinham objectivos sociais e de redistribuição de rendimento e, finalmente, mas não menos importante, eram iniciativas que garantiam resolver opções do governo regional totalmente desastradas (pelo prejuízo que provoca à sociedade) no quadro da utilização dos recursos públicos. 
Ora, a política faz-se de propostas, de rupturas, de criatividade e de iniciativas que permitam resolver problemas das pessoas. As propostas apresentadas tinham todos esses ingredientes e tiveram a concordância de toda a oposição. Enfim, este distanciamento da comunicação social de serviço público não é um bom sinal.  Fica assim claro que desta forma é muito dificil demonstrar que o PS M tem propostas coerentes, arrojadas e adequadas aos interesses dos madeirenses. Era bom que cada qual passasse a assumir a sua responsabilidade pelo rombo democrático que vivemos e pelo estado económico-social da RAM. Esta indiferença não é neutra à manutenção do status quo.

O telejornal da RTP M vai de mal a pior: desde conteúdos de oportunidade duvidosa passando por um alinhamento editorial obtuso e parcial, acabando no insólito e surpreendente acarinhamento dos artigos de opinião de AJJ no Jornal da Madeira, dando um eco que não concede a outros...


terça-feira, 13 de abril de 2010

O PSD votou contra a proposta do PS M que garantia dezenas de milhões de euros para a luta contra a pobreza. É assim o PSD!


Uma atitude contra os madeirenses. O habitual!

O grupo parlamentar do PSD já não sabe o que diz, o que faz ou o que inventa para travar as evidências da capacidade parlamentar do PS M. Hoje (ontem já tinha sido assim!) assistiu-se a um delirio vergonhoso de um deputado daquela bancada que na ausência de justificação sólida para votar contra a proposta do PS M que pretendia implementar a contribuição especial para a extração de inertes de modo a apoiar os mais desfavorecidos, usou, como lhe é habitual, o caminho mais fácil mas também mais demagógico e insultuoso, procurando (de forma quase desesperada) falhas técnicas nos projectos de decreto de modo a fugir ao essencial do problema: o PSD não quer apoiar as mais de 73 instituições de solidariedade social que existem na Madeira. Pelo menos não quer tirar dos que ganham à custa de recursos públicos (oferecidos ao desbarato) de forma obscena para entregar àqueles que asseguram que milhares de madeirenses não ficam à margem do desenvolvimento. Uma actuação desoladora mas adequada ao estilo de um grupo parlamentar à imagem e semelhança do seu líder. 

Non sense...

A RTP Madeira resolveu (e bem!) voltar a realizar o programa Parlamento e, imaginem, o tema para discussão desta semana é a REVISÃO da CONSTITUIÇÃO. Ora, isto só pode ser uma distração grosseira. Sinceramente, não acredito que perante o que se tem discutido no parlamento regional e o estado económico-social da RAM, os responsáveis da informação na RTP M estejam convictos da relevância, actualidade e oportunidade deste tema. Um mau recomeço!

domingo, 11 de abril de 2010

Estado da Região: assustador

O estado económico-social da RAM é muito preocupante. Contudo, olhando para uma certa opinião publicada, até parece que as únicas preocupações esgotam-se na reconstrução dos danos de 20 de Fevereiro. Alguma imprensa embarcou neste logro (mais um) de AJJ,  ainda por cima, à custa do sofrimento de muitas vitimas de erros do próprio governo e autarquias do PSD. Na verdade, a vida antes da tragédia do temporal aproximava-se de uma calamidade económico-social, sobretudo, pela incapacidade que o governo vinha demonstrando para alterar o rumo catastrófico dos acontecimentos. 
Ora, agora, o que me preocupa não é apenas o branqueamento deliberado de uma governação insustentável e a roçar a mediocridade, cujos resultados não deixam margem para dúvidas. O que me assusta é que a manter-se tudo como está e a caminharmos no caminho obtuso que AJJ e o PSD nos leva corremos o risco de ficarmos bastante piores do que antes de 20 de Fevereiro. Acreditem que sei do que falo! 

quinta-feira, 8 de abril de 2010

PSD defende a continuidade de lucros obscenos das concessões e não aprova proposta do PS M para dar parte desse lucro aos menos favorecidos

O PSD demonstrou hoje que não respeita a democracia, não respeita o parlamento e, sobretudo, não respeita as opções diferentes dos partidos da oposição. Mais grave ainda, o grupo parlamentar do PSD deu provas concretas que entre o discurso de apoio aos mais desfavorecidos e a prática governativa vai uma diferença muito grande. O Grupo Paralamentar do PS M apresentou um projecto de decreto legilativo que pretendia diminuir os lucros obscenos de algumas concessões (30 milhões em 2008 só em 5 empresas) para desviar para a resolução de problemas sociais. Ora, perante esta medida totalmente justa o que faz o PSD? Apresenta argumentos de paróquia tentado encontrar incoerências no preâmbulo da proposta e relegando para segundo plano a filososfia do projecto: tirar de quem tem muito para dar a quem ficou à margem de um desenvolvimento desigual.
Este chumbo numa proposta tão relevante do ponto de vista social e com forte contributo para a melhor de distribuição de rendimento revela o estado caótico, confuso e descredibilizante que se encontra o PSD. Além disso, demonstra uma tamanha insensibilidade que encerra níveis de preocupação com o futuro.  

quarta-feira, 7 de abril de 2010

O beneficio da dúvida ao CDS/PP

Não ouvi o debate entre os deputados da república mas acabei de saber, de fonte segura, que José Manuel Rodrigues manifestou dúvidas sobre a eficácia da Entidade Independente para a Reconstrução proposta pelo PS Madeira. Ora, vou dar o beneficio da dúvida a este deputado da república porque, estou certo, não conhece a iniciativa.
Contudo, não deixa de ser dificil de compreender que José Manuel Rodrigues considere que o Governo Regional, o tal que acusa de despesismo, regabofe e prioridades erradas na utilização dos recursos públicos, tem condições e legitimidade para, sem este tipo de estrutura, ou outra do género, garantir aos madeirenses uma reconstrução a favor de todos. Estou certo que o reponsável pelo CDS PP não pensou bem no assunto ou estava bastante distraído. Ou então, tenta de forma miserável colar-se ao PSD contribuindo para impedir, mais uma vez, a alternativa politica na Madeira. É assim o regime: não é apenas o PSD que garante uma visão única que impede a alternância, também alguma oposição dá o seu considerável contributo. Contudo, ainda vou dar o beneficio da dúvida. Veremos.

Ps Madeira propõe uma avaliação exaustiva do sector da saúde , através da comissão especializada na ALRAM

Onde fica a América Latina?

Rio de Janeiro (cidade onde o turismo tem um grande importância), 10 milhões de habitantes, temporal provoca cerca de 100 mortos em virtude das inundações e aluiamentos de terras. Perfeito da cidade declara estado de calamidade pública e Lula da Silva, o Presidente do Brasil, alerta para as más opções de construção exigindo responsabilidades.

Madeira, região com um sector do turismo importante, 250 000 habitantes, temporal provoca pelo menos 50 mortos. Governo não declara calamidade pública nem quer ouvir falar em responsabilidades ou alertar para a correcção dos erros que potenciaram os efeitos do temporal.
Resta perguntar: Onde fica a América Latina?

ONDE PÁRA A RESPONSABILIDADE POLÍTICA?

SOBRE ISTO VALE A PENA PERGUNTAR ONDE ANDAVAM OS RESPONSÁVEIS POLÍTICOS? ONDE ANDAVA O PRESIDENTE E VEREADORES DA CMF? O QUE É QUE FIZERAM PARA IMPEDIR QUE ISTO ACONTECESSE? O QUE SABIAM? É PRECISO SABER SE ESTÁVAMOS (OU ESTAMOS?) PERANTE UMA AUTARQUIA SEM RUMO, ONDE TUDO PODE ACONTECER DEBAIXO DOS OLHOS DOS PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS, COM PRESIDENTE DA CMF (O MESMO HÁ 12 ANOS) EM PRIMEIRO LUGAR.
A GESTÃO DA AUTARQUIA DO FUNCHAL, A FAZER FÉ NAS AUDITORIAS CONHECIDAS, MESMO SENDO ALEATÓRIAS E NÃO EXAUSTIVAS, É UM CASO DE POLICIA, ALÉM DE UM TREMENDO DESACERTO EM TERMOS DE GOVERNO AUTÁRQUICO. MAS, PELOS VISTOS, MAIS UMA VEZ, NINGUÉM SE RESPONSABILIZARÁ. MAIS UM CONTRIBUTO PARA A FALTA DE CONFIANÇA NA POLITICA E NA JUSTIÇA!

SEM DEBATE NÃO HÁ SERENIDADE. SEM DEBATE NÃO HÁ OPÇÕES ALTERNATIVAS. SEM DEBATE NÃO HÁ DEMOCRACIA


sábado, 3 de abril de 2010

AJJ vai uma vez por ano à ALRAM e, ainda por cima, foge ao debate. Há 30 anos que AJJ não se confronta com adversários directos.


PS M já deu entrada a projecto de decreto legislativo para criar instrumentos que minimizem os efeitos negativos do PEC na Madeira

A politica devia exigir coerência, mesmo na Madeira. Acabo de ouvir que o grupo parlamentar do CDS/PP critica o PS por causa do PEC. Ora, era bom um esclarecimento sobre esta matéria porque se há partido na Madeira que já apresentou soluções ao PEC que permite minimizar o efeito deste programa na nossa Região (é neste quadro que actuamos politicamente)  foi o PS Madeira. A semana passada deu entrada na ALRAM um projecto de decreto legislativo regional para criar os instrumentos (na RAM e com orçamento regional) que permita aliviar os efeitos do PEC, junto de empresas e familias. Na verdade, nesta região com parlamento próprio é indecoroso ficar-se pela critica inutil. É possível fazer mais do que dizer mal... 

A liderança da igreja na Madeira: um nó na garganta...

Em tempo de Páscoa vale a pena reflectir sobre a situação da igreja católica. Mas faz muito sentido para todos nós reflectir sobre a atitude e comportamento dos principais protagonistas da igreja na Madeira.
D. Teodoro foi, infelizmente, uma pálida imagem do que deve ser um homem da igreja cristã, na senda da vida de humildade, justiça e caridade de Jesus Cristo. Foi decepcionante, embora não surpreendente, vê-lo recentemente minimizar de forma ostensiva e até ridicula os crimes de pedofilia da igreja católica, sobretudo pelas suas já infelizes declarações aquando os polémicos crimes do Padre Frederico, um seu disciplo.

Mas se isto podia ser apenas restinhos do passado de uma igreja na região onde a sua liderança foi ostensivamente politizada, verifiquei com tristeza que hoje, o porta-voz do mais alto responsável da igreja católica na Madeira, o padre Marco, um jovem, uma esperança da igreja madeirense, porta-se de forma semelhante: por um lado, noutro plano, tem demonstrado parcialidade politica que fere gravemente aquilo que penso ser o papel e o posicionamento da igreja católica, por outro, refere-se com arrogância, numa defesa(?) a roçar do absurdo, usando até uma certa táctica tipica de actores políticos (altamente discutível!) o assunto da pedofilia na igreja católica. 
Mas, sinceramente, o que mais me chocou foi ouvi-lo comentar tudo isto sem a necessária humildade e ponderação no tratamento de uma matéria tão polémica quanto sensível, como é o caso da pedofilia. Ainda por cima, em contraste absoluto com a atitude de D. José Policarpo, conforme li aqui. Uma desilusão e uma machadada na esperança de um católico na Madeira!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Democracia sempre adiada...

Lido no DN Madeira

PS-M desafia Jardim para debate urgente

Socialistas querem debater o 'Estado da Região' no parlamento regional
Data: 02-04-2010 

O grupo parlamentar socialista quer pedir contas a Alberto João Jardim sobre o estado económico e social da Região. Nesse sentido, deu entrada na Mesa da Assembleia Legislativa um requerimento para realização de um debate parlamentar, com a presença do presidente do Governo Regional, para discutir diversas opções que o PS-M considera desastrosas e responsáveis pelo "colete-de-forças" em que se encontra a Região.

A presença de Jardim no parlamento - algo que a confirmar-se seria inédito na ALM - para discutir as políticas do GR é, segundo os socialistas, uma forma de exercer as competências de "fiscalização" da Assembleia.

No requerimento, assinado pelo deputado Carlos Pereira, é referido que um debate urgente sobre o 'Estado da Região' se justifica pela necessidade de "um confronto, natural em democracia, sobre medidas castradoras do desenvolvimento e bem estar".

O PS-M enumera diversas situações que pretende ver Governo Regional. Impostos elevados, tanto para empresas como para famílias, reformas mais baixas, salários mínimos menores que em outras regiões e custos de transportes muito elevados que penalizam "seriamente" a competitividade, são algumas questões a debater.

Carlos Pereira também faz referência a situações de "concorrência desleal do sector público às empresas", bem como atrasos nos pagamentos a fornecedores que provocam um "garrote" à sua actividade.

Jardim também deverá ser confrontado, se o debater vier a ser agendado, com o aumento "galopante" do endividamento público e com críticas a "investimentos absurdos" que agravam a situação económica da Região.

O pedido de debate surge num momento em que, refere o PS-M, é necessário "reconhecer os erros cometidos".

As presenças de Jardim no parlamento regional têm sido cada vez mais raras, nos últimos anos. A sua passagem pela Assembleia limita-se à abertura e encerramento do debate do orçamento da Região.

Uma situação que contrasta com a Assembleia da República, onde o primeiro-ministro se desloca, pelo menos, uma vez por mês.
Jorge Freitas Sousa

A culpa é do PSD...Obviamente

Tudo o que se passa na ALRAM tem a marca do PSD. Não é dificil perceber isto porque a maioria absolutissima do PSD e o traço de arrogância e de anti-democracia que caracteriza a prática deste partido na Madeira permite compreender o que de insólito ali se passa. Este desabafo de André Escórcio é só um pequeno aspecto deste drama parlamentar...

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Vejam só e façam o favor de admitir as diferenças!

O gestor do programa operacional da sociedade do conhecimento, um alto quadro do governo da república, por nomeação, chama-se Jaime Quesado e faz parte do inner circle de Passos Coelho tendo colaborado activamente com o novo líder do PSD. Alguém é capaz de imaginar isto na Madeira? 

O PS M e a reconstrução


Lido no DN nacional


PS/Madeira recusa proposta de consórcio bancário para apoiar reconstrução imediata. E exige mecanismos de fiscalização 

O PS/Madeira quer saber qual é o plano da reconstrução da região e como serão aplicadas as respectivas verbas. Um alerta dirigido ao Governo da República. Os socialistas entregam hoje no Parlamento um projecto de decreto legislativo regional no qual propõem a criação de uma entidade independente, com autonomia administrativa e financeira, uma comissão executiva mista (República e Governo Regional) e uma comissão técnico-científica.
Apesar de já ter sido chumbada pelo PSD, o PS insiste, ainda, na constituição de uma comissão de acompanhamento do processo por parte da Assembleia Legislativa, participada por todas as forças políticas. Carlos Pereira, deputado e autor da proposta, defende um controlo financeiro apertado para "não aumentar o ónus sobre os madeirenses de uma gestão financeira catastrófica", disse ao DN. Para o economista, "o maior problema não é ter o dinheiro disponível, o drama é garantir que o Governo Regional utiliza os meios que serão disponibilizados de forma responsável e ponderada. A prática diz-nos o contrário. É disso que tememos. E o sindicato financeiro, sugerido pelo deputado do PSD, Guilherme Silva (DN, 29 Março), não resolve esta questão, apenas entrega, sem controlo nenhum, o dinheiro público nas mãos de um governo despesista", reiterou.
De acordo com Carlos Pereira, a execução dos trabalhos de reconstrução deverá ser "ponderada e não apressada, por forma a que não se cometam os erros do passado. Há ainda muito trabalho a fazer antes de começar a gastar largos milhões de euros… trabalho esse que sinceramente não conhecemos", disse.
O PS defende um plano de reconstrução "coerente", "tecnicamente irrepreensível", mas, também, "evitar que a reconstrução seja a arma de arremesso do governo do PSD". Ou seja, que esta funcione como "chantagem aos madeirenses e, sobretudo, seja utilizada de forma oportunista no aproveitamento político para a conquista do poder" - numa referência explícita às eleições legislativas regionais de 2011.
No fundo, o PS teme que a canalização de fundos directos do Estado para o Orçamento Regional "seja o melhor corredor verde eleitoral para Alberto João Jardim", reiterou.



Entretanto, o PS Madeira entregará durante a próxima semana a proposta de Decreto Legislativo Regional que consubstancia a Entidade Independente para a Reconstrução - EIR, conforme a figura em cima estabelece.

Grupo Parlamentar apresenta soluções para aumentar rendimentos dos que ganham menos!

PS M quer uma análise da probreza de modo a serem aplicadas soluções adequadas

A ALRAM, o habitual

Pelo que observo, e pela circunstância do Grupo Parlamentar do PS M estar a demonstrar criatividade, consistência e oportunidade nas propostas submetidas na ALRAM,  está em marcha a próxima revisão do regimento. Segundo sei, um processo que envolve uma pareceira tanto activa como doentia entre altos funcionários da ALRAM e a quinta vigia... Enfim um entretenimento de páscoa para animar mentes perturbadas!

quarta-feira, 31 de março de 2010

Como se deve fazer a reconstrução...

O Sindicato bancário de Guilherme Silva é pouco consistente para os problemas efectivos e é mais do mesmo. Queremos, meios, mas também, planeamento, rigor e transparência. Tudo isso pode ser obtido com a Entidade Independente para a Reconstrução.

terça-feira, 30 de março de 2010

O que a Madeira (do PSD?) não quer debater

1. A proposta do PS M de um imposto sobre concessões que permite desviar dinheiro para questões sociais. Com esta proposta é a primeira vez que a ALRAM discute a possibilidade da utilização de um instrumento desta natureza (embora seja possível fazê-lo desde 1998) 

2. A proposta do PS M de um imposto sobre a extracção de inertes que permite desviar dinheiro para questões sociais. Matéria relevante pela dinâmica que este sector passará a ter...

3. A proposta do PS M de desviar parte das receitas do ISP para questões sociais 
(com estas três sugestões, os problemas sociais podem passar a contar com mais de 40 milhões de euros, este parece ser um tema de relevância extrema. Digo eu!)

4. A proposta do PS M para a harmonização das taxas aeroportuárias de modo a garantir a sua redução na Maderia e transformar o aeroporto numa infraestrutura mais competitiva;


5. A proposta do PS M para a necessidade de um orçamento rectificativo de modo a inverter prioridades e alterar opções;


6. A Madeira do PSD também não quer debater a proposta de uma arquitectura de reconstrução baseada numa entidade independente

7. Também não quer debater as medidas propostas pelo PS M para combater o efeito negativo do PEC na Madeira.

8. Também não quer saber da proposta do PS M de um novo modelo de educação para a Madeira;

9. Não quer saber da proposta que permite garantir 5% de majoração ao salário mínimo, de forma faseada, até 2012;

10. Além disso, não quer saber da necessidade de um reforço de fiscalização dos assuntos fiscais, apesar dos perigos que todos estamos conscientes com a ausência de fiscalização;

11. Tal como não quer saber das medidas de simplificação dos apoios às empresas

12. E, ainda, como não quer saber da necessidade de uma nova bateria de indicadores que meça o verdadeiro desenvolvimento da Madeira, como o PNB regionalizado....

Entre outras...
A alternativa faz-se com propostas concretas e diferenciadoras do status quo, em prol dos madeirenses. Só com muita injustiça é que poucos ousam admitir quem tem projecto estruturante para a RAM!

Medidas para minimizar os efeitos do PEC na RAM. Veremos o que faz o PSD!

Os ritmos da ALRAM dependem do PSD

Ricardo Oliveira é um jornalista frontal que tenho grande consideração e admiração. Neste comentário considero que não é justo não chamar os "bois pelos nomes". Na verdade, os deputados param porque o PSD não quer a ALRAM a funcionar (por vários motivos). E, sinceramente, acho que isto não é segredo para ninguém!

Obviamente que a maioria quer PARAR o parlamento. Agora imaginem se esta Assembleia fosse democrática!

Obviamente que não podia estar mais de acordo com o CDS PP sobre os trabalhos na ALRAM. É inadmissível que existindo muito trabalho parlamentar em curso, esta maioria PSD pare deliberadamente a ALRAM, evitando a discussão de temas relevantes (só o PS Madeira tem quase uma dezena de projectos de decretos e comissões além dos inúmeros debates pedidos e não concretizados). É fundamental que se comece a chamar os "bois pelos nomes" porque a paragem na ALRAM é da responsabilidade exclusiva do PSD e, jamais, o argumento que não há agenda pode, em consciência, ser invocado...É um mau serviço, além de muito injusto, meter tudo no mesmo saco.

Grupo paralamentar do PS M entrega hoje decreto legislativo regional onde estabelece os instrumentos que permitem amortizar os efeitos negativos do PEC


Queremos iniciativas na RAM que minimizem o efeito do PEC. É para isso que devia servir a autonomia


A Assembleia Legislativa da Madeira é o órgão representativo da população da Região Autónoma e exerce o poder legislativo e fiscalizador da acção governativa na REGIÃO.
A Assembleia Legislativa da Madeira, nos termos do Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma, exerce funções políticas (Artigo 36º), legislativas (Artigo 37º) e de fiscalização (Artigo 38º).
Sendo assim, os deputados na ALRAM devem cumprir em pleno e com esforço adequado as funções para os quais foram eleitos.
Consideramos que o desvio de atenções do trabalho parlamentar para outras esferas institucionais são perversas à consolidação da autonomia e, sobretudo, contrárias aos interesses dos madeirenses.
A ALRAM é o órgão principal da autonomia da Madeira e tem funções objectivas de fiscalização do Governo da Madeira. E apenas deste.
Compreendemos que o debate político não se esgota neste circulo regional, sobretudo pela dinâmica da integração Europeia e da globalização, mas o atropelo (porque nunca se trata ou tratará de uma substituição, como parece óbvio) às funções da Assembleia da República, ou de outra de outro nível, desvia o essencial dos problemas políticos da Região e, sobretudo, minimiza e limita a fiscalização ao Governo que compete ao Parlamento da Madeira.
Sendo assim, a ALRAM, como não podia deixar de ser, deve debater os condicionalismos impostos pela necessidades de equilíbrio financeiro e de contenção de gastos decorrentes da necessidade de solvabilidade do pais. Mas deve fazê-lo no quadro das responsabilidades do Governo Regional porque é nesse quadro que a ALRAM tem o dever de intervir.
No plano da análise do Programa de Estabilidade e Crescimento que o governo da república já apresentou, de modo a manter a sua credibilidade e a sua solvabilidade financeira nos mercados internacionais, torna-se indispensável que a ALRAM e, sobretudo o Governo Regional, demonstre uma atitude pro-activa às medidas impostas pelo PEC de modo a minimizar o seu efeito junto dos madeirenses.
É do mais elementar bom senso, além de politicamente relevante, garantir que o Governo Regional da Madeira aplique os naturais estabilizadores da autonomia perante o Programa de Estabilidade e Crescimento. Esta ideia, que não é verdadeiramente original, parte do pressuposto que o caminho da coesão económica e social  da RAM pode ser obtido pelos subsídios de insularidade, por uma política fiscal diferenciada, entre outros mecanismos disponíveis. Mas, a autonomia concedeu mais do que isto. Permite que a Região conceba e implemente todos os  instrumentos que permitem ao Governo amortecer os efeitos externos negativos às famílias e às empresas da nossa Região.
No limite, não existem razões substantivas que obriguem ao governo regional a aplicação cega de algumas medidas do PEC na RAM. Na verdade é para isso que as conquistas da autonomia servem: avaliar o que deve ou não ser implementado e, sobretudo, construir a melhor adaptação à realidade regional.
Naturalmente que muitas das iniciativas do PEC podem e devem ser automaticamente aplicadas. Mas outras devem ser ponderadas no quadro da capacidade governativa da RAM, e legislativa da ALRAM, e tendo presente a nossa especificidade económico-social. Este é o único caminho credibilizante das autonomias.
Em síntese, as medidas consideradas negativas do PEC, no quadro da nossa realidade, que a Madeira não está obrigada a aplicar não devem ser aplicadas. As outras, aquelas que o nível de integração política e administrativa assim o exigem, devem ser corrigidas com os tais estabilizadores da autonomia, que este diploma especificará, que permitem amortizar o seu efeito negativo.