terça-feira, 23 de março de 2010
Esta foi a intervenção que não cheguei a fazer porque o PSD ia almoçar com o Paulo Rangel. É possível acreditar nisto?
O PSD impediu que fizesse uma intervenção na discussão da conta da RAM
Mais um episódio, mais uma machadada na democracia mais uma insólita gestão do regimento da discussão da conta que levou a que o PS Madeira não tivesse tido possibilidade de fazer a sua intervenção intercalar hoje no plenário da ALRAM. Tudo isto aconteceu à vista de todos, incluindo de jornalistas mas nada mudou!
Ora, o líder parlamentar do PSD engendrou o esquema, com o apoio inequívoco da mesa da ALRAM, e conseguiu anular as intervenções intercalares e passar de imedidato para as conclusões. Para o PSD e para a mesa o regimento este ano é diferente do ano passado e por isso, os deputados tinham de fazer uma inscrição. Este disparate viola um principio básico porque a intervenção é do grupo e não do deputado. Cabe à mesa solicitar ao grupo parlamentar quem usará da palavra. A mesa, convenientemente fez um intervalo e saltou para a conclusão. Não solicitou nada aos grupos. Uma estrondosa demonstração de má fé. Uma clara imagem de que o PSD quer ganhar na Secretaria. Um jogo de "pequenos" guerrilhas ganindo pelo fim das criticas. Ninguém se indignou verdadeiramente. Andamos nisto fingindo que estamos em democracia e que somos respeitados. Não é um bom caminho. Uma ALRAM que se quer digna e respeitada não pode usar artificios regimentais para acabar com o debate. É um sinal perigoso da forma como encaramos a vivência em democracia. Mas é assim, quase sempre, e com muita regularidade. Não tarda nada outro episódio quase tão grave como este fará que esqueçamos, mais uma vez, que somos verdadeiros bonecos usados para branquear este regime PODRE! Estou, obviamente, INDIGNADO
Outra vez o programa do cais da cidade um suposto prós e contras transformado em prós e prós.
O que vi e ouvi ontem no programa da RTP foi mau de mais para ter acontecido. Aquilo, como disse um amigo meu, não foi um debate, foi um relato com lugares comuns feito pelas pessoas habituais. Já se sabiamos tudo o que ouvimos e era desnecessário a bajulação sistemática ao regime, sobretudo, num programa supostamente de discussão de diferentes pontos de vista (cois aque não existiu!). Não houve debate foi uma verdadeira palhaçada e, contrariamente ao que disse a estrela da companhia, Fátima Campos Ferreira a sociedade madeirense não estava toda representada. Eu não me senti representado como, estou certo, milhares de madeirenses também não. Se a Senhora FCF queria fazer uma exaltação à Madeira fazia uma festa não um programa de debate. Mais ainda. Ninguém com dois palmos de testa percebeu verdadeiramente o figurino do programa, ou seja, qual o objectivo: debater a reconstrução, avaliar e discutir responsabilidades, debater o (des)ordenamento da Madeira. Nada disto. A ideia foi uns convites aos senhores do costume (uma plateia curiosa -altamente suspeita- e incapaz de impor a critica e a discordância).
Resta uma nota para os senhores responsáveis pela RTP Madeira que já andam em bicos de pés tentando dizer que a RTP Madeira é melhor. É óbvio que aquilo atingiu os minimos da RTP Madeira mas é preciso não esquecer que aquelas personalidades apareceram pela mão de alguém e esse alguém não é do continente, como parece óbvio. Não é verdade? Portanto todo o figurino do programa atingiu uma patetice sem limites, roçando a palhaçada!
segunda-feira, 22 de março de 2010
A parcialidade de Fátiam C. Ferreira
Para esta estrela do jornalismo nacional os empresário podem estar a aproveitar da situação para se reestruturarem. Mas essa pergunta ainda por cima feita a António Henriques (uma ousadia infeliz) é completamente anormal quando esta senhora não pergunta ao governo se não há oportunismo com a tragédia! Claro que não pergunta.
Os prós do Jardinismo...
O prós e contras de hoje não é um debate é uma tentativa de homenagem ao Jardinismo no lugar errado com protagonistas deslocados. Se Fátima Campos Ferreira queria bajular Jardim fosse ao Chão da Lagoa. O que se está a passar na RTP pública é uma vergonha que deve corar os responsáveis pela televisão pública.
Não oiço debate, polémica e caminhos para o futuro. Apercebo-me de uma preocupação insólita de FCF de exaltar o pensamento do regime Jardinista. Uma verdadeira patetice!
Patético
Acabo de ouvir uma declaração insólita de Jardim com aquele ar decidido a afirmar que as empresas devem ir para os parques empresariais. Fantástica tirada de Jardim. Por acaso são os mesmo parques da Vice Presidência que estão desertos! Isto é o quê? OPORTUNISMO MISERÁVEL!
A RTP: a Judite e a Fátima nas mãos de Jardim
Afinal eu tinha razão quando no parlamento denunciei o escândalo óbvio da luta pelo poder no PSD ter sido discutida em plena tragédia de 20 de Fevereiro, numa miserável atitude de oportunismo. Houve quem mesmo sem ter dúvidas desta constactação quisesse desviar as atenções. Mas, se dúvidas existissem, esta novela insólita (quase infantil mas dramática!) entre Albuquerque e Cunha no prós e prós, em que um não vai se outro for, prova o sentido de estado destes senhores. E agora, quem são os abutres? Deve-se ou não denunciar esta podridão instalada nos corredores do poder? Ou será que esta incompatibilidade sistemática não afecta, sistemáticamente, a normalidade governativa? E já agora dignissima Fátima Campos Ferreira, o que acha de um programa que esconde a oposição da Madeira de forma deliberada e, sobretudo, quando dá todo o espaço ao PSD para abordar um tema com óbvio alcance politico?
Na minha opinião a edição deste suposto prós e contras é um claro desacerto que penaliza o rigor que uma televisão pública deve ter. Aliás, mais do que isso, a tragédia na Madeira demonstrou que algumas estrelas da televisão pública estão mal preparadas (no que respeita à realidade madeirense foi desastroso!) e fazem da bajulação a Jardim o seu único ponto forte. Foi assim com Judite Sousa, veremos como será com Fátima Campos Ferreira.
Concordo com "cortar direita"
Concordo com o essencial desta opinião e sublinho que um dos objectivos principais da estrutura de reconstrução que apresentamos é precisamente garantir três questões essenciais que me pareceu preocupar legitimamente o o blogue "cortar direita", designadamente:mais debate para encontrar as melhores opções, decisões correctas do ponto de vista técnico-cientifico e rigor na utilização dos dinheiros. Também concordo que infelizmente a sociedade civil está-se nas tintas para este enorme desafio e este "encolher de ombros habitual dificulta a procura das melhores soluções para todos.
Quanto à proposta do PS Madeira, não pretende ser panaceia nem sequer a solução de todos os males mas, sobretudo, contribuir para a necessária reflexão e debate sobre o caminho a seguir. Estamos, nesta matéria, disponíveis para discutir e chegar a um processo comum de reconstrução, sem oportunismo.
domingo, 21 de março de 2010
André Escórcio coloca o dedo na ferida
O líder parlamentar do PS Madeira coloca o dedo na ferida na sequência de um post meu sobre o agora Prós e Prós. Na verdade o que pretende Fátima Campos Ferreira? Não é altura de olhar o futuro e discutir de forma séria, envolvendo os políticos de todos os quadrantes, o futuro das opções de reconstrução. A análise técnica há muito que está feita, já para não referir que há técnicos e técnicos!
Uma tentação...
Esta ideia de Miguel Fonseca é uma tentação. Apetece ter isto no Funchal. Mas o que isto significa é que o debate e o apoio técnico capaz e competente pode gerar soluções fortes, seguras e bastante agradáveis do ponto de vista estético. É preciso caminhar num modelo de recuperação envolvendo todos e garantindo soluções técnicamente viáveis e financeiramente equilibradas. É esse o caminho proposto pelo PS Madeira, através da Entidade Independente para a Reconstrução (EIR)
Prós e Prós...
O programa Prós e Contras ameaça transformar-se numa espécie de prós e prós. Esta noticia faz-me pensar que os convites feitos até ao momento não têm pés nem cabeça. Ou seja, se Fátima Campos Ferreira não quer politica não convida politicos, fica-se pelos técnicos. Se convida membros do governo e das câmaras está, obviamente, a convidar politicos e, nessa altura, a bem da pluralidade, tem de convidar a oposição. Parece óbvio.
Além disso, é vergonhoso (para não dizer patético e ofensivo!) a briga permanente dentro do PSD onde figuras relevantes do poder regional pura e simplesmente não se suportam: um exemplo de poder podre e contrário aos interesses dos madeirenses. Numa altura em que este PSD tanto falava em sentido de estado relativamente ao Primeiro Ministro é impressionante que nem entre eles são capazes de demonstrar esse tal sentido de estado numa altura de tamanha gravidade.
Ainda acontecerá que a trapalhada da organização do programa não será o facto de se excluir toda a oposição, num claro rombo a pressupostos óbvios de pluralidade, mas à briga dos convites ao PSD. Um mundo ao contrário, um desacerto da RTP!
sábado, 20 de março de 2010
Uma solução para a reconstrução...
Agrada-me mas...
Acabo de ouvir Santos Costa sugerir a ideia de um pontão para atracar cruzeiros junto da Avenida do Mar. É uma ideia que me agrada. Do ponto de vista estético parece-me agradável e pode dar uma outra dimensão à cidade. Contudo, é uma matéria que tem de ser validada pelos técnicos e avaliada do ponto de vista de uma anáise financeira. As opções devem ser tomadas de forma sustentável e atendendo às prioridades efectivas.
sexta-feira, 19 de março de 2010
Albuquerque recorre às sugestões dos "teóricos de café"
O Presidente da CMF anda desvairado numa tentativa patética de por um lado querer passar por homem e politico responsável mas por outro esquece-se (?) que para isso tem de pedir desculpa àqueles que foram vitimas do temporal decorrente dos seus erros.
Ou seja, é bonito observar a ponderação de Albuquerque nas opções de reconstrução das zonas altas, mas a questão que merece ser colocada a esse Senhor é se foi preciso morrer tanta gente para dar ouvidos a todos aqueles que criticaram duramente e durante muito tempo os perigos do desordenamento das zonas altas. Há quanto tempo, politicos e técnicos alertam para esse fenómeno? Nessa altura Albuquerque insultava-os; ainda recentemente, dias depois da tragédia, Albuquerque chamava esses criticos de "teóricos de café". Enfim, mais uma vez há para aí muita gente com memória curtissima e alguns destes nossos governantes aproveitam para fugir com o "rabo à seringa" da sua responsabilidade!
RTP Madeira: uma reflexão
O alinhamento do telejornal da Madeira assume contornos inexplicáveis. É dificil perceber que num regime democrático a oposição seja atirada para o final do programa numa espécie de parente pobre da informação. É dificil entender que os responsáveis pela RTP Madeira nunca considerem que as inicitivas da oposição mereçam destaque de abertura ou relevância para uma discussão mais alargada. É dificil aceitar que as intervenções políticas fora da esfera do poder tenham relevância menor, sobretudo, numa sociedade democrática (?) onde o debate político é essencial e imprescindivel para a necessária alternância. Pelo contrário, este órgão de comunicação porta-se de uma forma atipica para uma democracia, mas próximo de uma espécie de regime autocrático. Esta forma de alinhar a informação não é saudável para o aprofundamento da democracia. É antes um contributo para o branqueamento de um regime...
Porque sobe o desemprego na Madeira?
Depois da análise da conta da região de 2008 qualquer pessoa com o mínimo de bom senso tem de ficar com os cabelos em pé e, sobretudo, aqueles que vivem na Madeira devem ter medo do que anda a fazer este governo. Por isso, deixo apenas algumas notas que merecem reflexão:
quinta-feira, 18 de março de 2010
Tem graça...Ou talvez nem por isso!
O dossier de imprensa hoje está muito preocupado com os dinheiros que são mal gastos e pelos privilégios de alguns, sempre na perspectiva do Continente. A pergunta que me ocorre é não conhecem nada disso na Madeira, pois não?
Mais, porque não discutir as propostas de impostos especiais apresentadas pelo PS MAdeira que permite, no essencial, tirar a quem ganha muito (concessões que funcionam em regime de monopólio e que auferem lucros obscenos e empresas de extracção de inertes) para entregar aos mais desfavorecidos. Das duas uma: ou não conhecem as propostas ou estão pouco interessados em discutir a Madeira. Qualquer uma delas grave...
Mas ainda há mais. Alguns dos interveninete sabe que pagamo, em média mais 700 euros que os açorianos? Não valerá a pena discutir este assunto. Reflectir porque razão temos um PIB mais elevado mas mais pobreza, mais impostos, menos salários, reformas mais baixas...
Dossier de Imprensa: obviamente que vou mudar de canal porque se a ideia é discutir a república existem melhores opções!
Estou a ouvir o dossier de imprensa e é muito curioso que alguns dos intervenientes não consigam encontrar nenhum tema que possam destacar da realidade regional, orientando toda a sua fúria opinativa para Lisboa e o governo da república. Tudo isto na semana onde o MP acusa a direcção regional de assuntos fiscais de não cumprir o seu papel, no dia em que o desemprego da Madeira dispara, na altura em que as falências na região registam valores elevadíssimos, no momento em que o turismo vive a maior crise de sempre, no momento em que o governo regional não apresenta uma única medida para contrariar a crise...Enfim esquisitices!
Mas, como se não bastasse o pivot do programa considera determinante, para um programa de cariz regional (se não é essa a ideia é melhor acabar com ele, porque...), lançar um debate sobre o PEC e não sobre o estrangulamento que o Governo Regional provoca na Madeira, esse sim, para o interesse regional, um verdadeiro PEC que todos gostam de ocultar!
Mais fiscalização à Direcção Regional de Assuntos Fiscais
Como habitualmente a ALRAM, por imposição do PSD, evita fiscalizar a governação. É por isso que situações desta gravidade ocorrem com frequência e só parece não ocorrer mais porque, honestamente, o PSD anda, como é habitual, a esconder tudo o que pode. Razão tinha eu próprio quando critiquei a regionalização das finanças. Neste regime é muito perigoso e parece que todos percebem porquê. Mais razão ainda tem o grupo parlamentar com a apresentação de uma proposta (já entregue na ALRAM) que obriga a Direcção Regional de Assuntos Fiscais a apresentar na ALRAM os termos da sua actuação. Veremos se o PSD volta a votar contra a fiscalização do povo à actividade do GR.
Medidas de apoio social: desviar recursos de quem tem mais para os mais necessitados.
O PS Madeira entregou na ALRAM três instrumentos fiscais que permitem financiar o Instituto para o Roteiro Social (uma entidade proposta pelo PS Madeira) de modo a acudir às situações de pobreza e pobreza extrema na RAM. Além disso, na sequência da tragédia de 20 de Fevereiro, é fundamental avançar com medidas urgentes e imediatas e por isso o plano de intervenção desta entidade deve previligiar as situações prementes do aluvião.
Esta entidade deve ser financiada pelas receitas dos impostos especiais sobre as concessões, dos impostos sobre os inertes e de 50% da receita do imposto sobre os produtos petrolíferos.
O que fica claro é que a Região tem condições para intervir de imediato. Não fazer nada, conforme parece ser a estratégia do PSD, é demonstrar incapacidade, falta de responsabilidade e, sobretudo, insensibilidade para com os madeirenses.
Sejamos realistas...
A Madeira registou, em Fevereiro, o segundo maior aumento de desemprego do país, só atrás do Algarve, e neste momento já regista 14 984 desempregados. Nos Açores o desemprego baixa 2,5% e pouco passa dos 6 000 individuos. É a autonomia a favor das pessoas com atenção no bem estar e não na propaganda miserável como faz o PSD da Madeira que suporta o governo que ficará para a história como o que PRODUZIU mais desemprego...
quarta-feira, 17 de março de 2010
O Bispo do Funchal
Estou certo que se impõe uma reflexão depois de ler este depoimento . A igreja não pode ser um apendice do PSD!
Sabem lá...
Os senhores de lá quando quiserem aprender como se violam regras essenciais da democracia só precisam conhecer um bocadinho melhor as práticas do PSD Madeira, como explica bem o jornalista Tolentino no Público.
Os abutres e a avestruz
Toda a verdade segundo o Chefe de Gabinete
Embora não seja nenhuma novidade não deixa de ser relevante que o militante do Dr. Jardim e que nas horas vagas é também Chefe de Gabinete da ALRAM venha sublinhar aqui que Passos Coelho está afrontar o seu estimado AJJ para ganhar votos junto das bases nacionais. Ou seja, o Chefe de Gabinete reconhece que em Lisboa, junto do PSD, ninguém quer saber de AJJ e, portanto, quem o afronta sai beneficiado. Boa análise. Um bocadinho contraditório ao seu pensamento mas mais honesta do que habitual!
segunda-feira, 15 de março de 2010
Durão defende Sócrates
Para Durão Barroso o documento relativo ao PEC apresentado pelo PS é credível e deve ter o apoio de todos.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Na Madeira é assim e alguns senhores ainda querem contenção. À custa de quê?
É assim o governo do PSD Madeira. Aproveita logo a desgraça dos madeirenses, não para arrepiar caminho às suas sofríveis opções de política económico-social mas para dar mais uma machada ao bem estar das populações. Pois é, temos o PIB mais elevado do país, só somos ultrapassados por Lisboa, mas vivemos bastante pior que a maioria dos portugueses. Ora, já para não falar nos os açorianos, um arquipélago ultraperiférico, com autonomia e um governo próprio que têm um PIB mais baixo mas, pasmem-se, têm susbsidio de insularida de 5% (na Madeira é de 2% e vai acabar) pagam menos 700 euros de impostos, os reformados têm complemento de reforma, os passes dos estudantes são altamente subsidiados, as deslocações inter-ilhas dos jovens custam 1 euro, têm transporte marítimos mais baixos, entre outras benesses. Tudo isto sem praticamente divida pública. MILAGRE? Não responsabilidade e ponderação na utilização dos dinheiros públicos.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Olha o desplante!
As perguntas que ningém faz...
Quantas e quais as medidas da responsabilidade do Governo Regional que já foram implementadas para acudir à tragédia de 20 de Fevereiro?
Quais as alterações de prioridades em termos de investimentos e quais as alterações ao Orçamento sabendo que este foi feito num contexto totalmente diferente?
terça-feira, 9 de março de 2010
O Governo Regional a meter água
A situação do turismo na Madeira é GRAVÍSSIMA. Já o era antes de 20 de Fevereiro e agora piorou de forma substantiva. Ora, sendo esta a realidade como todos sabem, como se admite a Senhora Secretária, responsável pelo Turismo na Madeia diga que os hoteis estão cheios para a festa da flor. Ou seja, esta forma dissimulada de fazer política, mentido para o mercado e criando expectativas é perversa e não contribui para io estabelecimento de medidas adequadas para a recuperação do sector. Esperavam-se medidas extraordinárias do GRegional mas, lamentavelmente, apenas existem discursos ocos de oportunidade e consistência. Lembro que esta senhora é a mesma que disse, no inicio de 2009, que o turismo da Madeira iria passar ao lado da crise. Ninguém sabe com que fundamento mas também já percebemos que com este governo do PSD nada tem de ser justificado. O que sabemos é que 2009 foi um dos piores anos do turismo da Madeira...
E o Governo Regional?
Todos os dias, e numa cadência impressionante, o Governo da República anuncia medidas de apoio aos madeirenses decorrente da tragédia de 20 de Fevereiro. Por exemplo, ainda hoje tomei conhecimento que o apoio ao abate de automóveis para a Madeira irá triplicar (3 000 euros em sede de imposto) para viaturas com qualquer idade (novas, velhas, assim-assim).
Ora, urge perguntar, com toda a clareza, o seguinte: temos ou não temos governo próprio? Temos ou não temos um orçamento da Região? Sendo assim, a ser positiva a resposta às perguntas anteriores, como parece óbvio, porque razão o Governo Regional ainda não apresentou uma única medida da sua autoria para apoiar a recontrução. Mais grave. Porque razão o Governo Regional ainda não propôs uma óbvia alteração do plano e orçamento de modo a contemplar a ajuda à calamidade que estamos a enfrentar?
Ou será que a CONTENÇÃO que o PSD advoga não é por consideração às vitimas mas antes para garantir que ninguém se lembre que eles existem e, por isso, ninguém lhes pede o óbvio: Mudanças nas Políticas e Alterações nas Prioridades!
sexta-feira, 5 de março de 2010
Muito cuidadinho: tenham medo do futuro. Da minha parte, sempre que tiver oportunidade peço responsabilidades.
Assisto atónito a uma consolidação da pouca vergonha que é o regime da Madeira liderado pelo governo do PSD: falta de transparência, impunidade, desgoverno, regabofe e ausência de orientação estratégica para o desenvolvimento da RAM. Como diz o meu amigo Paulo Barata, parafraseando o povo: uma desgraça nunca vem só. De facto, não bastou a tragédia de 20 de Fevereiro que levou consigo dezenas de madeirenses, vitimas da incuria e da prevaricação sistemática de governo e autarquias, além de ter destruído parcialmente algumas infraestruturas da ilha, em particular no Funchal e Ribeira Brava.
Mas, agora, é essa mesma tragédia que serve de argumento, sabiamente usado e abusado pelo poder jardinista, com a complacência de muitos (??), com destaque para alguma comunicação social e algumas estruturas da sociedade civil, para justificar tudo o que pode vir a contribuir para enterrar ainda mais a esperança de podermos viver numa terra com democraica saudável garantindo principios básicos da população e assegurando uma governação em prol de um desenvolvimento a favor das pessoas. Em vez disso, a tragédia serve de argumento para:
1. a manutenção e REFORÇO dos interesses do regime, principalmente o lobie da construção civil que agora conta com a ausência de qualquer controle e fiscalização pelo tribunal de contas, numa lógica desprovida de critério, para permitir decidir em cima do joelho e a favor do interesse mais indicado;
2. a aprovação imediata de obras sem prévios estudos e racionalidade custo/beneficio garantida (como se as grandes obras não tivessem de ser repensadas de modo a minimizar riscos futuros);
3. manter e reforçar a perseguição, a todos os níveis, de todos aqueles que se opõem à gestão catastrófica dos recursos públicos e, ainda mais, ao reforço de procedimentos errados e discutiveis no quadro do contexto em que nos encontramos;
4. evitar falar dos custos do mau governo dos últimos anos;
5. esconder o drama do endividamento galopante e irresponsável;
6.ocultar as responsabilidades pelo crescimento do desemprego e pelo estado desolador do tecido empresarial regional face a um ambiente económico regional frágil, decorrente da incompetência desses mesmos governantes;
7.impedir a solicitação de responsabilidades, como se fosse esse o acto criminoso e não as consequências da tragédia cujas causas queremos e devemos avaliar;
8. retirar toda a responsabilidade do orçamento regional para com as pessoas afectadas: as medidas em curso são todas do Governo da República, demonstrando que a autonomia Jardinista é o maior bluff da política contemporânea. Na verdade, sem a república AJJ não passa de um governador e os madeirenses perdem mais com ele do sem ele!
Resta-me dizer que da minha parte não embarco em melodramas virtuais à custa da tragédia de seres humanos que lamentavelmente servem de arma de arremesso do PSD e do Governo para colocar no terreno a mais nojenta e atípica estratégia de reconstrução alguma vez assistida.
Uma estratégia sem mobilização assente em principios desonestos, sem humildade, com prevaricação à custa de interesses ocultos (veja-se que no dia a seguir à tragédia Santos Costa reuniu-se com três empresas de Construção a saber: AFA, Tecnovia e Tâmega - que têm a particuaridade de terem o envolvimento e interesse do líder parlamentar do PSD - e serão elas as responsáveis directas pela utilização do dinheiro da reconstrução confirmou o Senhor Santos Costa, os outros serão meros subcontratados) e com muito dinheiro cuja origem (legitima diga-se) é a mesma que supostamente queria mal aos madeirenses!?
Por isso, tenham mas é VERGONHA porque não só demonstraram não estar à altura dos acontecimentos durante a tragédia (o GR só falou à população às 17 horas, quando toda a gente já estava no terreno; as conferências de imprensa serviram para a luta politica interna no PSD; a preocupação de AJJ foi pensar em garantir milhões (para ele até eram biliões) através de um comportamento "regabofiano" onde o valor dos prejuízos tem versões a mais e rigor a menos; as bocas entre responsáveis pelo poder do PSD degladiam-se na praça público num teatro lamentável mas demonstrador de um poder sem condições para levar este barco a bom porto), como comprovam que não aprenderam nada com a tragédia e não estão disponíveis para evoluir em direcção a um tempo novo. A demissão desta gente era o único caminho numa democracia minimamente madura onde o escrutínio seria contínuo e sistemático.
A pouca vergonha convive com os senhores do governo do PSD e o oportunismo miserável é a imagem de marca de um partido que ameaça transformar-se numa sociedade de malfeitores, sem escrúpulos, sem alma, sem sentimento, sem consciência!
Regabofe
De acordo com o DN Madeira de hoje o Senhor Secretário Regional das Finanças considera que não é preciso orçamento rectificativo. Ora bem, vamos lá ver se nos entendemos. Em primeiro lugar o que é que "obriga" à apresentação de um orçamento desta natureza? Basta existirem alterações relevantes nas receitas e nas despesas. Por isso, como todos sabemos, é obvio que existirão. Aliás iriam existir, antes de 20 de Fevereiro, com a alteração à LFR e, neste momento essas alterações no quadro das despesas e receitas ainda serão mais significativas. Por isso é óbvio que num registo de seriedade, planeamento adequado era exigível um orçamento rectificativo. Compreendo que o Secretário em causa, que tem demonstrado uma total falta de preparação para o cargo, tenha instruções para tornar tudo obscuro e oculto. O habitual. Contudo era bom que não se confundisse a opinião deste Senhor Secretário com a realidade...
quinta-feira, 4 de março de 2010
Tenho dúvidas
A reconstrução da Madeira pós a tragédia de 20 de Fevereiro carece de planeamento e prudência. Isto não é um argumento com intenção política, é o único caminho sério para uma reconstrução competente que permita a utilização de recusros públicos de forma ponderada e transparente. Não estou certo que o Governo do PSD esteja disponível e preparado para este desafio. Receio que tudo ficará como dantes e ainda pior! Contudo, é do mais elementar bom senso que seja dado o beneficio da dúvida se bem que o tempo escasseia para que o PSD demonstre saber como cumprir este objectivo a bem dos madeirenses e não dos interesses partidários (beneficiando outros interesses privados), como tem sido habitual.
Onde param os apoios do Orçamento Regional às vitimas? Onde andam os governantes regionais que deviam dar esperança neste tempo novo com opções de politica mais consistente? Não contem comigo para branquear a pouca vergonha do PSD:a solidariedade sentida não é compatível com oportunismo! Em respeito pelas vitimas exige-se responsabilidades
Sindicatos na Madeira: branco mais branco não há!
Estes sindicatos na Madeira não têm ponta por onde se pegue: então desconvocaram a greve em solidariedade ao Governo Regional???Nem vou discutir a bondade ou não desta greve, não é isso que quero subinhar. O que me parece relevante perguntar a esses senhores do sindicato na Madeira é que raio de argumento é este? Solidariedade ao Governo Regional em quê? Ao governo que procedeu de forma incompetente violando leis que acabou por se revelar fatal para várias dezenas de conterrâneos. Um governo que não governa ou que governa mal que endivida os madeirenses, que retira riqueza aos madeirenses? Está tudo dito, com estas intervenções apetece reagir de forma clara sugerindo que o melhor mesmo é acabar com sindicatos (peo menos os desta espécie!) na Madeira até porque em vez de actuarem em prol dos trabalhadores fazem-no a favor do governo. Um descalabro. Uma vergonha. Uma atitude miserável e a merecer explicações consistentes!
quarta-feira, 3 de março de 2010
O Chefe de Gabinete
terça-feira, 2 de março de 2010
Desfaçatez...
Acham normal que o chefe de gabinete do Presidente (um funcionário com elevadas responsabilidadas) da ALRAM faça títulos desta natureza.
O empolamento do Orçamento da Madeira
Com este nem pensar!
O deputado Guilherme congratulou-se com a maturidade do governo da república (penso que também do seu AJJ). O mesmo já não se pode dizer dele que em pleno momento de negociação e contenção entre governos, este Senhor provoca ostensivamente o Ministro da Finanças, dando mostras de uma baixaria cretina.
O governo da república faz o seu papel, mas não chega. Veremos como se comporta o governo do PSD
Do meu ponto de vista é insuficiente a comissão paritária criada pelo governo da república. Embora no curto-prazo a comissão resolva um dos problemas que já tinha alertado (neste mesmo blogue) que é a falta de rigor no levantamento dos prejuízos. Contudo, considero que toda a reconstrução devia ser entregue a uma entidade, com um plano pré-definido e aprovado por uma comissão técnico-cientifica e com o acompanhamento consistente (i.e. com uma comissão com poderes de acompanhamento e fiscalização a sério!). Não sendo assim, o risco de usar mal os dinheiros públicos, de falta de transparência e de desorientação no quadro das opções futuras de reconstrução são muito elevados.
segunda-feira, 1 de março de 2010
ALERTA
O problema da Madeira após o 20 de Fevereiro não é apenas uma questão de recursos financeiros. Preocupa-me seriamente a utilização dos recursos, o planeamento da recontrução, a ompetência nas opções de reconstrução, a transparência na utilização do dinheiro e o oportunismo político tão habitual com o poder Jardinista. Contudo, há formas de minimizar este ENORME problema, desde que haja seriedade e bom senso e não um aproveitamento miserável da tragédia, numa espécie de filme de uma qualquer série B em torno da intriga política, conformo temos assistido, embora ainda timidamente!
Como pensar na reconstrução?
Considero se do mais elementar bom-senso que a reconstrução (absolutamente necessária) seja um processo integrado num modelo desenvolvimento (que ninguém conhece porque pura e simplesmente não existe modelo mas opções arbitrárias e até contraditórias). Mais importante, a reconstrução deve ser acompanhada por todos e, sobretudo, deve ser paralela ao Orçamento da Região para evitar oportunismos, baralhadas e confusões com os dinheiros que devem ser orientados e afectos aos objectivos para os quais foram obtidos.
RTP Madeira: muito mal, sobretudo pelo que não faz!
Alguém entende porque razão a RTP Madeira ainda não realizou um programa de informação para análise da situação referente à tragédia de 20 Fevereiro? Metereologistas, geólogos, ambientalistas, urbanistas, arquitectos... Afinal os responsáveis da RTP Madeira o que é que acham relevante: esclarecer, discutir para evitar futuras situações desta dimensão ou BRANQUEAR, ESCONDER!?
domingo, 28 de fevereiro de 2010
A minha preferência
Gostava muito que a escolha para o Banco de Portugal fosse a Dra. Teodora Cardoso. Uma mulher com uma grande reputação, com qualidade técnica e experiência.
Avaliação dos prejuízos deve ser feita com serenidade e rigor
Julgo ser do mais elementar bom senso criar um grupo de trabalho com peritos da Região e da República de modo a fazer o levantamento exaustivo dos prejuizos da tragédia de 20 de Fevereiro. Este trabalho independente é fundamental para que a solictação de ajuda necessária não se transforme numa espécie de paródia de mau gosto onde brotam números para todos os gostos e nas mais variadas dimensões. AJJ devia ter a noção que uma matéria tão séria deve ser apresentada com rigor e sustentação. Não é isso que se tem assistido e espero que nas próximas intervenções haja mais rigor e sustentação no balanço dos projuizos. E que não se verifiquem os atropelos que assistimos a semana passado que tornaram ridiculos os cálculos de Jardim. A começar por ele que passou de 1 000 milhões (que os senhores do GR continuam a achar que é 1 bilião) para 1,5 mil milhões em apenas 2 minutos e em directo.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
O oportunismo e as responsabilidades
Considero que está a chegar a altura para um balanço de responsabilidades. Por isso não tenho qualquer restrição de principio em afirmar que existem culpas políticas e civis, quer no plano do Governo Regional, onde AJJ é a figura principal, quer no quadro autárquico, onde Miguel Albuquerque é o seu mais óbvio representante.
Numa sociedade moderna, livre e com uma democracia madura estas constactações seriam levadas até às últimas consequências. Não apenas no plano político, mas também no plano criminal, quer pelas consequências geradas ao povo, quer, num quadro mais individual, pela circunstância de muitas pessoas terem perdido a vida por opções erradas e ilegais.
Além disso, e também muito relevante, considero que também não é possível ignorar que numa semana de sofrimento e tragédia, os principais protagonistas do poder regional demonstraram não estar à altura dos acontecimentos e, principalmente, provaram que na sua disputa interna de poder vale tudo, até levar ao extremo o oportunismo perverso e intolerável.
Na verdade, todos observamos o aproveitamento indigno da conjuntura de calamidade, numa autêntica representação teatral em busca de notoriedade pessoal, garantindo assim mais valias para futuros embates internos dentro do PSD. Só assim se compreende os atropelos das conferências de imprensa; os comunicados contraditórios; a insistência de AJJ que só há uma verdade oficial (que parece óbvio mas não deixa de ser estranho que Albuquerque tenha-a ignorado!); que os assessores do Vice Presidente tivessem andado que nem loucos a tentar "encomendar" entrevistas (de preferência no meio do teatro da tragédia) com João Cunha e Silva de forma a impedir o avanço de notoriedade (que fazia conf. de imprensa diárias) de outro Delfim, Miguel Albuquerque.
Tudo isto aconteceu na Madeira num dos piores momentos da sua história. Onde esperávamos contenção, coordenação, harmonia e discurso de mobilização entre todos. Tivemos, oportunismo, confusão, descoordenação e disputa de poder interno.
Urgente alterar
O apoio financeiro aos empresários já foi apresentado com a rapidez que se exigia. É da mais elementar justiça agradecer ao contributo do ministério da economia. Cabe agora ao Governo Regional implementar e pelo que já li sobre a matéria julgo indispensável facilitar algumas variáveis designadamente:
as dividas à segurança social e às finanças podiam ser pagas na sequência do apoio, isto resolvia muita coisa;
por outro lado, a situação liquida devia ser reportado aos três anos anteriores à crise.
Esta mudança fará toda a diferença. Agora espera-se que o IDE dê instruções claras aos bancos para criar uma linha verde para desbloquear estas situações. Do que conheço do procedimento da banca dos últimos tempos tem sido catastrófico!
Um conselho...
Um conselho aos governantes da Madeira que andam desenfriados a contar prejuizos demonstrando uma aparente (esperemos que só) falta de rigor: espreitem este post de Miguel Fonseca. Pode ajudar a não fazer figuras tristes!?
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Um governo que é uma verdadeira calamidade
A falta de rigor na contabilização dos prejuizos pode ser o principal obstáculo à boa negociação de apoios à reconstrução. Esta falta de rigor fica demonstrada com os números para todos os gostos apresentados pelas autarquias e sobretudo pela forma atabalhoada como AJJ apresentou o valor global das necessidades de reconstrução. Numa entrevista num canal nacional, AJJ passou de uma avaliação "rigorosa" (!!) de 1 000 milhões para 1500 milhões em menos de 2 minutos!!!! Enfim, é o habitual. Já nem comento a inadmissivel confusão entre bilião e mil milhões, constatada, mais uma vez hoje, na conf. de imprensa de hoje. Um desastre que demonstra a confusão deste governo.
Para impedir que os abutres fiquem com o que é para os Madeirenses!
Li no público e concordo:
Esta é uma opinião que partilho, até porque, como já disse planeamento e transparência são matérias que o governo do PSD não conhece e ignora-as deliberadamente por isso acho muito bem que se siga este caminho. É preciso garantir, para bem da Madeira, os aproveitamentos miseráveis ( e aqui si de abutres) desta calamidade face aos meios que estarão disponíveis.
Ainda AJJ e Judite na RTP: a ameaça
AJJ ensaiou, como é seu hábito, uma ameaça a quem pedisse responsabilidade pela tragédia na Madeira. Pois bem: Senhor Presidente, considero convictamente que V. Exa. e algumas autarquias, e em particular a do Funchal, têm ENORMES responsabilidades na dimensão da tragédia. As suas opções de desordenamento e as prevaricações sistemáticas ao PDM, além do vosso (governo e autarquia) total desprezo aos alertas dos especialistas (insultando-os e chamando-os abutres!!!) demonstram uma total falta de preparação apra o lugar que ocupam, além de terem de responder perante a tragédia que os madeirenses viveram.
Dir-me-ão que não é tempo para acusar ninguém.
Concordo mas, seguramente, não é tempo para ameaçar aqueles que sentem e sentiram a ameaça decorrente de um governo irresponsável. O preço pago foi muito elevado e, na minha opinião, o apuramento de responsabilidade deve ser feito até às últimas consequências! Sobre esta matéria, no momento certo e no lugar certo não hesitarei. É uma convicção de cidadania!
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Dificil acreditar...
A entrevista de AJJ foi uma fantochada ofensiva. Sinceramente, nem Judite esteve à altura, demonstrando falta de preparação e ajudando ao branqueamento de um dos governantes mais ignorantes de Portugal. Mais. Não foi uma entrevista, foi um exercício de culto do seu próprio ego feito na primeira pessoa: eu,eu,eu, eu...
No fim de tudo isto, junta-se a angustia da tragédia à calamidade de termos um governo liderado por um egocêntrico esquizofrénico que ainda por cima de governação efectiva é uma miséria "franciscana". Resta-nos ter medo do futuro!
Triste:mais uma vez está lançada a confusão
Este comunicado do Presidente do GR é insuficiente para esclarecer as populações e a imprensa sobre qual é comunicação oficial. Não podem existir dúvidas em matérias tão relevantes. Sabemos que Miguel Albuquerque faz uma conferência de imprensa diária e que, de acordo com este comunicado, não deve ser considerada. Será assim? Ora está lançada, mais uma vez a confusão. Concordo e subscrevo a concentração de informação. Uma boa comunicação sem contradições é indispensável para manter a confiança e mobilizar pessoas. Contudo, este comunicado não resolve nada, só adensa a tremenda baralhada nas comunicações oficiais. AJJ tem de ser mais claro e explicito e garantir, como é o seu dever, um único fluxo de informação nesta altura de crise. Fica o enorme lamento, reconhecido pelo próprio Presidente do Governo, do aproveitamento politico de certos sectores do PSD!
"Planeamento e Inteligência para obter os recursos necessários"
Espero sinceramente que as autoridades regionais reflictam sobre estas sábias e ponderadas palavras do Presidente da República lidas hoje no DN Madeira:
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
CALAMIDADE PÚBLICA A FAVOR DOS MADEIRENSES
Sinceramente, não entendo a decisão do governo regional do PSD de não declarar a calamidade pública. Não me convence a ideia de protecção do turismo. As noticias e as imagens da tragédia da Madeira já correram o mundo, incluindo os principais mercados de turismo. Fazer de conta que nada se passou é uma afronta a todos nós. Para AJJ só morreu uma pessoa: o inglês!!!
Não admito, não aceito, não compreendo. O PSD brinca com os madeirenses e fá-lo deliberadamente em alturas dramáticas e sem sentido de responsabilidade.
Exigo, enquanto madeirense, a calamidade pública. Não aceito as justificações deste governo fantoche do PSD, Quero mais do que um político que só pensa em sacar dinheiro e não atende aos interesses dos cidadãos...Estou revoltado!
AJJ, outra vez sem convencer!
O que fez AJJ dizer: "a partir de agora passamos a ter um novo período político na Madeira. O que está para trás fica para trás!?"
AJJ: não se compreende!
AJJ diz que quem fala dos problemas das más construções feitas por ele é gente sem habilitações: um idiota é sempre um idiota!
Continuo a considerar que dá tempo para apurar responsabilidades, antes é preciso concentrar energias na recuperação da Madeira e no apoio às vitimas. Mas este tipo de comentário é política de baixo nível. É sacudir a água do capote de forma irresponsável. Não merece mais comentários!
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Drama e tragédia
Ainda escrevo com um nó na garganta. É duro encarar o drama que caiu sobre a nossa cidade e, sobretudo, aceitar a morte de dezenas de pessoas que pagaram caro de mais os efeitos desta tragédia sem nome!
Mas é altura para reflectir. É preciso garantir 4 questões essenciais:
1. o apoio incndicional às vitimas deste temporal de modo a minimizar o seu sofrimento;
2. a garantia do apoio de meios externos (da república e da UE) para recontruir a cidade tendo presente a calamidade pública que vivemos;
3. o apuramento de responsabilidades de modo a saber se a forte intervenção a que o Funchal foi sujeito nos últimos anos de forma descontrolada e as decisões de construção junto das ribeiras ou mesmo dentro delas foi ou não responsável pela gravidade dos factos. Esta questão é indispensável para salvaguardar o interesse comum e permitir actuar com responsabilidade. Face ao drama que vivemos se existem culpas elas devem ser apuradas e os seus actores responsabilizados.
4. preparação de uma carta geral de riscos construida de forma séria, de modo a garantir um futuro mais cauteloso face a fenómenos desta natureza. Esta deve ser uma prioridade absoluta, paralelamente à necessidade de estabelecer um plano de socorro da cidade. Apesar dos esforço das autoridades verificaram-se falhas e omissões lamentáveis que devem ser imputadas não a cada um dos intervenientes mas à ausência de uma estratégia séria e consolidada de defesa da cidade perante este tipo de fenómenos. Espero que agora todos percebam a importância desta matéria que há muito temos vindo a reclamar. Eu próprio enquanto vereador propus uma abordagem desta natureza que foi chumbada pelo executivo da autarquia do Funchal!










