sexta-feira, 19 de março de 2010

Albuquerque recorre às sugestões dos "teóricos de café"

O Presidente da CMF anda desvairado numa tentativa patética de por um lado querer passar por homem e politico  responsável mas por outro esquece-se (?) que para isso tem de pedir desculpa àqueles que foram vitimas do temporal decorrente dos seus erros.
Ou seja, é bonito observar a ponderação de Albuquerque nas opções de reconstrução das zonas altas, mas a questão que merece ser colocada a esse Senhor é se foi preciso morrer tanta gente para dar ouvidos a todos aqueles que criticaram duramente e durante muito tempo os perigos do desordenamento das zonas altas. Há quanto tempo, politicos e técnicos alertam para esse fenómeno? Nessa altura Albuquerque insultava-os; ainda recentemente, dias depois da tragédia, Albuquerque chamava esses criticos de "teóricos de café". Enfim, mais uma vez há para aí muita gente com memória curtissima e alguns destes nossos governantes aproveitam para fugir com o "rabo à seringa" da sua responsabilidade!

RTP Madeira: uma reflexão

O alinhamento do telejornal da Madeira assume contornos inexplicáveis. É dificil perceber que num regime democrático a oposição seja atirada para o final do programa numa espécie de parente pobre da informação. É dificil entender que os responsáveis pela RTP Madeira nunca considerem que as inicitivas da oposição mereçam destaque de abertura ou relevância para uma discussão mais alargada. É dificil aceitar que as intervenções políticas fora da esfera do poder tenham relevância menor, sobretudo, numa sociedade democrática (?) onde o debate político é essencial e imprescindivel para a necessária alternância. Pelo contrário, este órgão de comunicação porta-se de uma forma atipica para uma democracia, mas próximo de uma espécie de regime autocrático. Esta forma de alinhar a informação não é saudável para o aprofundamento da democracia. É antes um contributo para o branqueamento de um regime...  

Porque sobe o desemprego na Madeira?

Depois da análise da conta da região de 2008 qualquer pessoa com o mínimo de bom senso tem de ficar com os cabelos em pé e, sobretudo, aqueles que vivem na Madeira devem ter medo do que anda a fazer este governo. Por isso, deixo apenas algumas notas que merecem reflexão:


Os 15 000 desempregados não é obra do acaso. Estamos perante um modelo que retira riqueza e emprego e, por isso, caso nada se altere, o crescimento do desemprego não deverá parar ao longo do presente ano.
Há vários problemas que sustentam estas observações e os mesmos podem ser comprovados com a análise da conta de 2008 que demonstra um regabofe na utilização dos dinheiros públicos:
1. A despesa global cresce sistematicamente e em 2008 foi de 16%, com a agravante da despesa corrente ter contribuído com 12,1%;
2. a despesa corrente cresceu entre 2006 e 2008 mais de 380 milhões de euros;
3. os subsídios em alturas de dificuldade aumentaram mais de 237%, sobretudo para empresas públicas;
4. ao mesmo tempo, a dívida da Região está em perfeito descontrole atingindo seriamente as bases de intervenção do governo com medidas anti-cíclicas que possam garantir a competitividade empresarial e a garantia de emprego (a divida em todas as suas componentes ultrapassa largamente os 5 000 milhões de euros, um valor superior ao PIB da RAM, ou seja a toda a produção de riqueza);
5. desta divida vale a pena sublinhar o desastre da operação das sociedades de desenvolvimento e dos parques empresariais. Em 2008 o passivo destas entidades ascendia já a 652 milhões de euros. Mais grave ainda é que estas entidades estão todas tecnicamente falidas, ostentando capitais próprios negativos e acumulando ano após ano resultados negativos (em 2008 foi de 36 milhões);
6. o passivo do Sector Público Empresarial da Região (SPERAM) é uma locomitiva a alta velocidade e em perfeito descontrole. Em 2008 o passivo rondava os 2 872 milhões;
7. como se não bastasse, ainda é de acrescentar o passivo das Entidades públicas empresariais que ascende a 584 milhões;
8. da análise do SPE e das Entidades Públicas Empresariais, os resultados líquidos em 2008 foram de 70 milhões (em 2007 era de 46 milhões);
9. como se não bastasse, a RAM paga mal e muito atrasada dificultando o bom funcionamento do tecido económico e contribuindo decisivamente para o aumento de falências e desemprego. Em 2008 eram quase 400 milhões de euros de divida administrativa e com um prazo médio de pagmentos superior a 350 dias;
10. o estado, através do Programa Pagar a Tempo e Horas, contribuiu para a regularização de parte do problema com 256 milhões. Infelizmente o GR deu mais uma machada na economia e usou esse dinheiro para pagar primeiro a Via Litoral e Expresso e depois a Tâmega e Avelino Farina e Agrela. Todos juntos estas entidades usaram 70% do apoio concedido;
11. Hoje, em 2010, os EANP ou seja a divida administrativa já ascende outra vez a 200 milhões que se fossem injectados urgentemente na economia resolviam problemas sérios às empresas e impediria o aumento do desemprego;   
12. das questões de endividamento é de realçar ainda as responsabilidades plurianuais do orçamento que atingem os 300 milhões por ano;
13. Os encargos e juros da divida directa e da divida administrativa foi em 2008 de 85 milhões, um crescimento de 30% face a 2007.
14. nas receita é preciso referir que as receitas correntes crescem à custa dos impostos sobre as famílias e as empresas. Em 2008 cresceram 9,2% as receitas de IRS e 7,2% as receitas de IRC. Isto significa que todo este regabofe é sustentado com o nosso contributo. Nos Açores cada açoriano paga, em média, menos 700 euros.
15. considerando que o IRC é manifestamente mais elevado que nos Açores compreende-se porque razão as falências ocorrem com mais frequência na RAM. 
Assim, em resumo, as medidas anti-competitividade da RAM, através do GR, designadamente o peso da carga fiscal, o peso do custo dos transportes, a ausência de estratégia e meios para promover a internacionalização, a falta de transparência nos processos, a má utilização dos fundos europeus, a lentidão na injecção de dinheiro junto dos empresários orientando-os para novos negócios com base na inovação e conhecimento; o desacerto na educação e os custos de contexto, conduz à consolidação do aumento do desemprego.      
 





quinta-feira, 18 de março de 2010

Tem graça...Ou talvez nem por isso!

O dossier de imprensa hoje está muito preocupado com os dinheiros que são mal gastos e pelos privilégios de alguns, sempre na perspectiva do Continente. A pergunta que me ocorre é não conhecem nada disso na Madeira, pois não? 
Mais, porque não discutir as propostas de impostos especiais apresentadas pelo PS MAdeira que permite, no essencial, tirar a quem ganha muito (concessões que funcionam em regime de monopólio e que auferem  lucros obscenos e empresas de extracção de inertes) para entregar aos mais desfavorecidos. Das duas uma: ou não conhecem as propostas ou estão pouco interessados em discutir a Madeira. Qualquer uma delas grave...
Mas ainda há mais. Alguns dos interveninete sabe que pagamo, em média mais 700 euros que os açorianos? Não valerá a pena discutir este assunto. Reflectir porque razão temos um PIB mais elevado mas mais pobreza, mais impostos, menos salários, reformas mais baixas...

Dossier de Imprensa: obviamente que vou mudar de canal porque se a ideia é discutir a república existem melhores opções!

Estou a ouvir o dossier de imprensa e é muito curioso que alguns dos intervenientes não consigam encontrar nenhum tema que possam destacar da realidade regional, orientando toda a sua fúria opinativa para Lisboa e o governo da república. Tudo isto na semana onde o MP acusa a direcção regional de assuntos fiscais de não cumprir o seu papel, no dia em que o desemprego da Madeira dispara, na altura em que as falências na região registam valores elevadíssimos, no momento em que o turismo vive a maior crise de sempre, no momento em que o governo regional não apresenta uma única medida para contrariar a crise...Enfim esquisitices!
Mas, como se não bastasse o pivot do programa considera determinante, para um programa de cariz regional (se não é essa a ideia é melhor acabar com ele, porque...), lançar um debate sobre o PEC e não sobre o estrangulamento que o Governo Regional provoca na Madeira, esse sim, para o interesse regional, um verdadeiro PEC que todos gostam de ocultar!

Mais fiscalização à Direcção Regional de Assuntos Fiscais

Como habitualmente a ALRAM, por imposição do PSD, evita fiscalizar a governação. É por isso que situações desta gravidade ocorrem com frequência e só parece não ocorrer mais porque, honestamente, o PSD anda, como é habitual, a esconder tudo o que pode. Razão tinha eu próprio quando critiquei a regionalização das finanças. Neste regime é muito perigoso e parece que todos percebem porquê. Mais razão ainda tem o grupo parlamentar com a apresentação de uma proposta (já entregue na ALRAM) que obriga a Direcção Regional de Assuntos Fiscais a apresentar na ALRAM os termos da sua actuação. Veremos se o PSD volta a votar contra a fiscalização do povo à actividade do GR.

Medidas de apoio social: desviar recursos de quem tem mais para os mais necessitados.

O PS Madeira entregou na ALRAM três instrumentos fiscais que permitem financiar o Instituto para o Roteiro Social (uma entidade proposta pelo PS Madeira) de modo a acudir às situações de pobreza e pobreza extrema na RAM. Além disso, na sequência da tragédia de 20 de Fevereiro, é fundamental avançar com medidas urgentes e imediatas e por isso o plano de intervenção desta entidade deve previligiar as situações prementes do aluvião. 
Esta entidade deve ser financiada pelas receitas dos impostos especiais sobre as concessões, dos impostos sobre os inertes e de 50% da receita do imposto sobre os produtos petrolíferos.
O que fica claro é que a Região tem condições para intervir de imediato. Não fazer nada, conforme parece ser a estratégia do PSD, é demonstrar incapacidade, falta de responsabilidade e, sobretudo, insensibilidade para com os madeirenses.   

Sejamos realistas...

A Madeira registou, em Fevereiro, o segundo maior aumento de desemprego do país, só atrás do Algarve, e neste momento já regista 14 984 desempregados. Nos Açores o desemprego baixa 2,5% e pouco passa dos 6 000 individuos. É a autonomia a favor das pessoas com atenção no bem estar e não na propaganda miserável como faz o PSD da Madeira que suporta o governo que ficará para a história como o que PRODUZIU mais desemprego... 

quarta-feira, 17 de março de 2010

O Bispo do Funchal

Estou certo que se impõe uma reflexão depois de ler este depoimento . A igreja não pode ser um apendice do PSD!

Sabem lá...

Os senhores de lá quando quiserem aprender como se violam regras essenciais da democracia só precisam conhecer um bocadinho melhor as práticas do PSD Madeira, como explica bem o jornalista Tolentino no Público.

Os abutres e a avestruz


A enxurrada varreu a cidade. Atropelou pontes, inundou casas, becos e estradas, arrastou carros e matou pessoas, deslumbrou-se por todo o lado onde passava. A cada metro que descia das encostas da cidade ria-se mais ainda, ganhava mais energia, mais força, mais intensidade. Ninguém conseguia pará-la. Pelo caminho, parecia agradecer efusivamente todos os contributos para ficar mais imponente, mais imparável: as pedras, os troncos, os lixos, as casas, as lamas. Há muito que abandonou o seu percurso original, não perdeu nenhuma das oportunidades oferecidas: nem aterros, ou pontes estreitas ou até os tubos que apertavam a sua lascívia destruidora. Encontrou caminhos mais apelativos. “Coisas novas” que desbravava com sofreguidão. Este passeio mortífero parecia não ter fim. O mar espreitava ao longe com uma paradoxa serenidade a força daquela água.  Ficou assustado, sabia que não estava preparado para um confronto tão desigual. Esperou e deixou-se invadir.
Há nesta descrição um desalento de quem não é capaz de descrever o sofrimento, a dor, a tristeza. De quem ficou distante da realidade da catástrofe. De quem tem a certeza que os instantes de medo nem sequer foram transcritos como deviam, não pela falta de vontade mas pela profundidade da tragédia.
É por isto que só posso estar ao lado de todos nós. Dos meus e dos vossos. Dos nossos. É por isso que choca-me a provocação gratuita, infeliz e insensata. É por isso que não entendo os medos obtusos, quase violentos, da procura de explicações. As vitimas, as que perderam a vida e as que perderam quase tudo, querem explicações. Querem saber se devem sentir medo de voltar ao local onde choraram desenfreadamente. Querem saber se podem ficar onde estavam.
As respostas existem e só podem ser clarificadas, esclarecendo as pessoas, com o apuramento das responsabilidades.  Ignorar tudo isto é aprofundar a insegurança e promover o pânico. Ignorar tudo isto é reconstruir o caminho fértil para outra enxurrada, talvez com mais mortos, mais fúria, mais destruição.
O tempo não pode ser de oportunismo político. De uma tentativa inadmissível de luta de poder. Da luta por um poder dentro do poder. Foi isso que assisti atónito: gente esgueirada na ribeira disputando conferencias de imprensa e debitando insultos silenciosos, mas ensurdecedores, com outra gente do mesmo poder. 
Reconstruir o que se estragou é muito mais que construir pontes e túneis: É reconstruir estados de espírito, arranjar consciências e sossegar as pessoas. É preciso ganhar esta oportunidade para garantir que somos capazes de corrigir os erros, de modo a devolver a serenidade e a segurança a todos, sem arrogância, sem insultos, sem provocações gratuitas.     
 É neste contexto que lamento profundamente a excitação singular que Jardim sente quando se esperneia e, ao mesmo tempo, expele altas quantidades de asneiras pela boca.
Jardim parece ficar deslumbrado quando sintetiza a reacção das pessoas, num natural exercício de cidadania e intervenção cívica, como abutres. Mas esquece-se que esse momento tirano esconde a sua verdadeira face: a da avestruz.
É óbvio que me interessa pouco os sobressaltos da alma de Jardim. É com ele. Mas não ignoro, nem esconderei, que perante esta liderança, o povo precisa de mais amparo e outra confiança. Precisa de conforto que ultrapassa o narcisismo grotesco deste Presidente do PSD. Conforto que garanta que as decisões sobre as opções de reconstrução não se esgotem nele próprio. Já não se trata apenas de uma atitude típica de um ditadorzinho saloio mas de um erro de governação com efeitos profundos na sociedade madeirense. Persistir no modus operandi do passado é meter a cabeça na areia e abrir caminho para mais catástrofes dentro da tragédia de 20 de Fevereiro.

Toda a verdade segundo o Chefe de Gabinete

Embora não seja nenhuma novidade não deixa de ser relevante que o militante do Dr. Jardim e que nas horas vagas é também Chefe de Gabinete da ALRAM venha sublinhar aqui que Passos Coelho está afrontar o seu estimado AJJ para ganhar votos junto das bases nacionais. Ou seja, o Chefe de Gabinete reconhece que em Lisboa, junto do PSD, ninguém quer saber de AJJ e, portanto, quem o afronta sai beneficiado. Boa análise. Um bocadinho contraditório ao seu pensamento mas mais honesta do que habitual!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Durão defende Sócrates

Para Durão Barroso o documento relativo ao PEC apresentado pelo PS é credível e deve ter o apoio de todos.

sexta-feira, 12 de março de 2010

O fim do subsidio de insularidade é um ataque miserável do PSD ao bem estar dos madeirenses.


Na Madeira é assim e alguns senhores ainda querem contenção. À custa de quê?

É assim o governo do PSD Madeira. Aproveita logo a desgraça dos madeirenses, não para arrepiar caminho às suas sofríveis opções de política económico-social mas para dar mais uma machada ao bem estar das populações. Pois é, temos o PIB mais elevado do país, só somos ultrapassados por Lisboa, mas vivemos bastante pior que a maioria dos portugueses. Ora, já para não falar nos os açorianos, um arquipélago ultraperiférico, com autonomia e um governo próprio que têm um PIB mais baixo mas, pasmem-se, têm susbsidio de insularida de 5% (na Madeira é de 2% e vai acabar) pagam menos 700 euros de impostos, os reformados têm complemento de reforma, os passes dos estudantes são altamente subsidiados, as deslocações inter-ilhas dos jovens custam 1 euro, têm transporte marítimos mais baixos, entre outras benesses. Tudo isto sem praticamente divida pública. MILAGRE? Não responsabilidade e ponderação na utilização dos dinheiros públicos.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Olha o desplante!

AJJ anda para aí a dizer que o tempo não é para partidarices!? Vale a pena perguntar há um tempo para isso? Foi isso que andou a fazer neste tempo todo que governa a Região? E, já agora, as eleições antecipadas de 2007 foi consequência ou não de um tempo de partidarice aguda do PSD? Mais. Quem pensa que é este Senhor (não se vê logo, um grande estadista!?) para condicionar  a agenda política? Eu compreendo, AJJ quer desviar atenções, não quer que se dê por ele e, sobretudo, pelo que fez mal e pelo que agora não faz!

As perguntas que ningém faz...

Quantas e quais as medidas da responsabilidade do Governo Regional que já foram implementadas para acudir à tragédia de 20 de Fevereiro?
Quais as alterações de prioridades em termos de investimentos e quais as alterações ao Orçamento sabendo que este foi feito num contexto totalmente diferente?

terça-feira, 9 de março de 2010

O Governo Regional a meter água

A situação do turismo na Madeira é GRAVÍSSIMA. Já o era antes de 20 de Fevereiro e agora piorou de forma substantiva. Ora, sendo esta a realidade como todos sabem, como se admite a Senhora Secretária, responsável pelo Turismo na Madeia diga que os hoteis estão cheios para a festa da flor. Ou seja, esta forma dissimulada de fazer política, mentido para o mercado e criando expectativas é perversa e não contribui para io estabelecimento de medidas adequadas para a recuperação do sector. Esperavam-se medidas extraordinárias do GRegional mas, lamentavelmente, apenas existem discursos ocos de oportunidade e consistência. Lembro que esta senhora é a mesma que disse, no inicio de 2009, que o turismo da Madeira iria passar ao lado da crise. Ninguém sabe com que fundamento mas também já percebemos que com este governo do PSD nada tem de ser justificado. O que sabemos é que 2009 foi um dos piores anos do turismo da Madeira...  

E o Governo Regional?

Todos os dias, e numa cadência impressionante, o Governo da República anuncia medidas de apoio aos madeirenses decorrente da tragédia de 20 de Fevereiro. Por exemplo, ainda hoje tomei conhecimento que o apoio ao abate de automóveis para a Madeira irá triplicar (3 000 euros em sede de imposto) para viaturas com qualquer idade (novas, velhas, assim-assim).
Ora, urge perguntar, com toda a clareza, o seguinte: temos ou não temos governo próprio? Temos ou não temos um orçamento da Região? Sendo assim, a ser positiva a resposta às perguntas anteriores, como parece óbvio, porque razão o Governo Regional ainda não apresentou uma única medida da sua autoria para apoiar a recontrução. Mais grave. Porque razão o Governo Regional ainda não propôs uma óbvia alteração do plano e orçamento de modo a contemplar a ajuda à calamidade que estamos a enfrentar? 
Ou será que a CONTENÇÃO que o PSD advoga não é por consideração às vitimas mas antes para garantir que ninguém se lembre que eles existem e, por isso, ninguém lhes pede o óbvio: Mudanças nas Políticas e Alterações nas Prioridades!

sexta-feira, 5 de março de 2010

Muito cuidadinho: tenham medo do futuro. Da minha parte, sempre que tiver oportunidade peço responsabilidades.

Assisto atónito a uma consolidação da pouca vergonha que é o regime da Madeira liderado pelo governo do PSD: falta de transparência, impunidade, desgoverno, regabofe e ausência de orientação estratégica para o desenvolvimento da RAM. Como diz o meu amigo Paulo Barata, parafraseando o povo: uma desgraça nunca vem só. De facto, não bastou a tragédia de 20 de Fevereiro que levou consigo dezenas de madeirenses, vitimas da incuria e da prevaricação sistemática de governo e autarquias, além de ter destruído parcialmente algumas infraestruturas da ilha, em particular no Funchal e Ribeira Brava. 

Mas, agora, é essa mesma tragédia que serve de argumento, sabiamente usado e abusado pelo poder jardinista, com a complacência de muitos (??), com destaque para alguma comunicação social e algumas estruturas da sociedade civil,  para justificar tudo o que pode vir a contribuir para enterrar ainda mais a esperança de podermos viver numa terra com democraica saudável garantindo principios básicos da população e assegurando uma governação em prol de um desenvolvimento a favor das pessoas. Em vez disso, a tragédia serve de argumento para:

1. a manutenção e REFORÇO dos interesses do regime, principalmente o lobie da construção civil que agora conta  com a ausência de qualquer controle e fiscalização  pelo tribunal de contas, numa lógica desprovida de critério, para permitir decidir em cima do joelho e a favor do interesse mais indicado;

2. a aprovação imediata de obras sem prévios estudos e racionalidade custo/beneficio garantida (como se as grandes obras não tivessem de ser repensadas de modo a minimizar riscos futuros);

3. manter e reforçar a perseguição, a todos os níveis, de todos aqueles que se opõem à gestão catastrófica dos recursos públicos e, ainda mais, ao reforço de procedimentos errados e discutiveis no quadro do contexto em que nos encontramos;

4. evitar falar dos custos do mau governo dos últimos anos;

5. esconder o drama do endividamento galopante e irresponsável;

6.ocultar as responsabilidades pelo crescimento do desemprego e pelo estado desolador do tecido empresarial regional face a um ambiente económico regional frágil, decorrente da incompetência desses mesmos governantes;

7.impedir a solicitação de responsabilidades, como se fosse esse o acto criminoso e não as consequências da tragédia cujas causas queremos e devemos avaliar;

8. retirar toda a responsabilidade do orçamento regional para com as pessoas afectadas: as medidas em curso são todas do Governo da República, demonstrando que a autonomia Jardinista é o maior bluff da política contemporânea. Na verdade, sem a república AJJ não passa de um governador e os madeirenses perdem mais com ele do sem ele!  

Resta-me dizer que da minha parte não embarco em melodramas virtuais à custa da tragédia de seres humanos que lamentavelmente servem de arma de arremesso do PSD e do Governo para colocar no terreno a mais nojenta e atípica estratégia de reconstrução alguma vez assistida. 

Uma estratégia sem mobilização assente em principios desonestos, sem humildade, com prevaricação à custa de interesses ocultos (veja-se que no dia a seguir à tragédia Santos Costa reuniu-se com três empresas de Construção a saber: AFA, Tecnovia e Tâmega - que têm a particuaridade de terem o envolvimento e interesse do líder parlamentar do PSD - e serão elas as responsáveis directas pela utilização do dinheiro da reconstrução confirmou o Senhor Santos Costa, os outros serão meros subcontratados) e com muito dinheiro cuja origem (legitima diga-se) é a mesma que supostamente queria mal aos madeirenses!? 

Por isso, tenham mas é VERGONHA porque não só demonstraram não estar à altura dos acontecimentos durante a tragédia (o GR só falou à população às 17 horas, quando toda a gente já estava no terreno; as conferências de imprensa serviram para a luta politica interna no PSD; a preocupação de AJJ foi pensar em garantir milhões (para ele até eram biliões) através de um comportamento "regabofiano" onde o valor dos prejuízos tem versões a mais e rigor a menos; as bocas entre responsáveis pelo poder do PSD degladiam-se na praça público num teatro lamentável mas demonstrador de um poder sem condições para levar este barco a bom porto), como comprovam que não aprenderam nada com a tragédia e não estão disponíveis para evoluir em direcção a um tempo novo. A demissão desta gente era o único caminho numa democracia minimamente madura onde o escrutínio seria contínuo e sistemático.

A pouca vergonha convive com os senhores do governo do PSD e o oportunismo miserável é a imagem de marca de um partido que ameaça transformar-se numa sociedade de malfeitores, sem escrúpulos, sem alma, sem sentimento, sem consciência! 

Regabofe

De acordo com o DN Madeira de hoje o Senhor Secretário Regional das Finanças considera que não é preciso orçamento rectificativo. Ora bem, vamos lá ver se nos entendemos. Em primeiro lugar o que é que "obriga" à apresentação de um orçamento desta natureza? Basta existirem alterações relevantes nas receitas e nas despesas. Por isso, como todos sabemos, é obvio que existirão. Aliás iriam existir, antes de 20 de Fevereiro, com a alteração à LFR e, neste momento essas alterações no quadro das despesas e receitas ainda serão mais significativas. Por isso é óbvio que num registo de seriedade, planeamento adequado era exigível um orçamento rectificativo. Compreendo que o Secretário em causa, que tem demonstrado uma total falta de preparação para o cargo, tenha instruções para tornar tudo obscuro e oculto. O habitual. Contudo era bom que não se confundisse a opinião deste Senhor Secretário com a realidade... 

quinta-feira, 4 de março de 2010

Tenho dúvidas

A reconstrução da Madeira pós a tragédia de 20 de Fevereiro carece de planeamento e prudência. Isto não é um argumento com intenção política, é o único caminho sério para uma reconstrução competente que permita a utilização de recusros públicos de forma ponderada e transparente. Não estou certo que o Governo do PSD esteja disponível e preparado para este desafio. Receio que tudo ficará como dantes e ainda pior! Contudo, é do mais elementar bom senso que seja dado o beneficio da dúvida se bem que o tempo escasseia para que o PSD demonstre saber como cumprir este objectivo a bem dos madeirenses e não dos interesses partidários (beneficiando outros interesses privados), como tem sido habitual.

Onde param os apoios do Orçamento Regional às vitimas? Onde andam os governantes regionais que deviam dar esperança neste tempo novo com opções de politica mais consistente? Não contem comigo para branquear a pouca vergonha do PSD:a solidariedade sentida não é compatível com oportunismo! Em respeito pelas vitimas exige-se responsabilidades


O portunismo de Jardim

Concordância absoluta com este texto de Vicente Jorge Silva.

Sindicatos na Madeira: branco mais branco não há!

Estes sindicatos na Madeira não têm ponta por onde se pegue: então desconvocaram a greve em solidariedade ao Governo Regional???Nem vou discutir a bondade ou não desta greve, não é isso que quero subinhar. O que me parece relevante perguntar a esses senhores do sindicato na Madeira é que raio de argumento é este? Solidariedade ao Governo Regional em quê? Ao governo que procedeu de forma incompetente violando leis que acabou por se revelar fatal para várias dezenas de conterrâneos. Um governo que não governa ou que governa mal que endivida os madeirenses, que retira riqueza aos madeirenses? Está tudo dito, com estas intervenções apetece reagir de forma clara sugerindo que o melhor mesmo é acabar com sindicatos (peo menos os desta espécie!) na Madeira até porque em vez de actuarem em prol dos trabalhadores fazem-no a favor do governo. Um descalabro. Uma vergonha. Uma atitude miserável e a merecer explicações consistentes!

quarta-feira, 3 de março de 2010

O Chefe de Gabinete

O Chefe de Gabinete da ALRAM, o Senhor Luis Filipe Malheiro, não é apenas funcionário que interpreta mal o seu papel e que usa a sua condição priviligiada na ALRAM para fazer política (desde logo uma matéria onde a descrição é exigida)  rasteira e, ao mesmo tempo, demonstrar de forma ostensiva a sua total parcialidade, utilizando a informação priviligiada contra aqueles que elege como inimigos. Mas além disto, é preciso dizer de forma clara que LFM não passa de um senhor aparentemente amargurado, irrascível no confronto de ideias e, sobretudo, preocupado com a sua óbvia incapacidade, porventura por ausência de argumentos sólidos e consistentes, não concerteza por falta de inteligência e preparação académica, em responder com elevação às criticas ao seu comportamento profissional e à sua abordagem histriónica para com aqueles que abordam as questões de forma directa e com liberdade de pensamento. Obviamente que não cometo a insensatez de pensar que se tratam de disturbios de personalidade. Estou certo que não. Mas custa-me que na ALRAM um indivíduo com tamanhas responsabilidades se  oponha tão deliberadamente aos principios básicos do respeito pelas pessoas e que ignore de forma tão rude e violenta as suas obrigações profissionais e o seu dever de parcialidade no tratamento de assuntos de cariz político. Mas, também aqui, a minha alma cristã encontra justificações mais assertivas que ultrapassam, como não podia deixar de ser, a simples avaliação da pessoa. Caminho que me tenho recusado sistemáticamente, não por bondade mas por principio: não o conheço sequer para opinar objectivamente. Estou certo que o ambiente onde se move o Senhor Chefe de Gabinete, sobretudo no quadro da sua simpatia partidária (legitima diga-se) constitui um peso que lhe castra a serenidade e o pensamento coerente e, em consequência, fá-lo resvalar em absoluto para uma atitude que ultrapassa o sentido ético e responsável da discussão entre pessoas civilizadas. É pena que tenha de ser assim. Mas sendo assim, desejo uma sincera recuperação daquilo que são os motivos que o pressionam para contribuir tão negativamente para o estado geral da democracia da Madeira e, em particular, para o distúrbio sistemático que provocam as suas inadequadas intervenções na casa da democracia da Madeira: o parlamento.    

terça-feira, 2 de março de 2010

Desfaçatez...

Acham normal que o chefe de gabinete do Presidente (um funcionário com elevadas responsabilidadas)  da ALRAM faça títulos desta natureza.

O empolamento do Orçamento da Madeira

Parece ironia que a imprensa portuguesa tenha descoberto que as autarquias empolam receitas. Mas gostava de sublinhar que se observassem o que acontece na Madeira ficariam verdadeiramente surpreendidos. De facto, não é só o empolamento das receitas das autarquias da região que chegam (por vezes) a valores 1000% superiores á execução, em algumas rúbricas. O mais surpreendente, e a verdadeira noticia, devia ser o facto da própria Região Autónoma da Madeira (no seu orçamento) usar este expediente como regra por forma a poder gastar (despesa) bastante mais do que tem (como se sabe na adminstração pública é preciso cabimento orçamental para decidir uma despesa) e depois, como faz despesa sem receita efectiva, chuta tudo para encargos assumidos e não pagos que acaba por se transformar em divida directa. Enfim um descalabro cada vez mais consentido, até à próxima catástrofe financeira!

Com este nem pensar!

O deputado Guilherme congratulou-se com a maturidade do governo da república (penso que também do seu AJJ). O mesmo já não se pode dizer dele que em pleno momento de negociação e contenção entre governos, este Senhor provoca ostensivamente o Ministro da Finanças, dando mostras de uma baixaria cretina.

O governo da república faz o seu papel, mas não chega. Veremos como se comporta o governo do PSD

Do meu ponto de vista é insuficiente a comissão paritária criada pelo governo da república. Embora no curto-prazo a comissão resolva um dos problemas que já tinha alertado (neste mesmo blogue) que é a falta de rigor no levantamento dos prejuízos. Contudo, considero que toda a reconstrução devia ser entregue a uma entidade, com um plano pré-definido e aprovado por uma comissão técnico-cientifica e com o acompanhamento consistente (i.e. com uma comissão com poderes de acompanhamento e fiscalização a sério!). Não sendo assim, o risco de usar mal os dinheiros públicos, de falta de transparência e de desorientação no quadro das opções futuras de reconstrução são muito elevados.

segunda-feira, 1 de março de 2010

ALERTA

O problema da Madeira após o 20 de Fevereiro não é apenas uma questão de recursos financeiros. Preocupa-me seriamente a utilização dos recursos, o planeamento da recontrução, a ompetência nas opções de reconstrução, a transparência na utilização do dinheiro e o oportunismo político tão habitual com o poder Jardinista. Contudo, há formas de minimizar este ENORME problema, desde que haja seriedade e bom senso e não um aproveitamento miserável da tragédia, numa espécie de filme de uma qualquer série B em torno da intriga política, conformo temos assistido, embora ainda timidamente!

Como pensar na reconstrução?

Considero se do mais elementar bom-senso que a reconstrução (absolutamente necessária) seja um processo integrado num modelo desenvolvimento (que ninguém conhece porque pura e simplesmente não existe modelo mas opções arbitrárias e até contraditórias). Mais importante, a reconstrução deve ser acompanhada por todos e, sobretudo, deve ser paralela ao Orçamento da Região para evitar oportunismos, baralhadas e confusões com os dinheiros que devem ser orientados e afectos aos objectivos para os quais foram obtidos. 
 

RTP Madeira: muito mal, sobretudo pelo que não faz!

Alguém entende porque razão a RTP  Madeira ainda não realizou um programa de informação para análise da situação referente à tragédia de 20 Fevereiro? Metereologistas, geólogos, ambientalistas, urbanistas, arquitectos... Afinal os responsáveis da RTP Madeira o que é que acham relevante: esclarecer, discutir para evitar futuras situações desta dimensão ou BRANQUEAR, ESCONDER!?

domingo, 28 de fevereiro de 2010

A minha preferência


Gostava muito que a escolha para o Banco de Portugal fosse a Dra. Teodora Cardoso. Uma mulher com uma grande reputação, com qualidade técnica e experiência.

Avaliação dos prejuízos deve ser feita com serenidade e rigor

Julgo ser do mais elementar bom senso criar um grupo de trabalho com peritos da Região e da República de modo a fazer o levantamento exaustivo dos prejuizos da tragédia de 20 de Fevereiro. Este trabalho independente é fundamental para que a solictação de ajuda necessária não se transforme numa espécie de paródia de mau gosto onde brotam números para todos os gostos e nas mais variadas dimensões. AJJ devia ter a noção que uma matéria tão séria deve ser apresentada com rigor e sustentação. Não é isso que se tem assistido e espero que nas próximas intervenções haja mais rigor e sustentação no balanço dos projuizos. E que não se verifiquem os atropelos que assistimos a semana passado que tornaram ridiculos os cálculos de Jardim. A começar por ele que passou de 1 000 milhões (que os senhores do  GR  continuam a achar que é 1 bilião) para 1,5 mil milhões em apenas 2 minutos e em directo.  

sábado, 27 de fevereiro de 2010

O oportunismo e as responsabilidades

Considero que está a chegar a altura para um balanço de responsabilidades.  Por isso não tenho qualquer restrição de principio em afirmar que existem culpas políticas e civis, quer no plano do Governo Regional, onde AJJ é a figura principal, quer no quadro autárquico, onde Miguel Albuquerque é o seu mais óbvio representante.


Numa sociedade moderna, livre e com uma democracia madura estas constactações seriam levadas até às últimas consequências. Não apenas no plano político, mas também no plano criminal, quer pelas consequências geradas ao povo, quer, num quadro mais individual, pela circunstância de muitas pessoas terem perdido a vida por opções erradas e ilegais. 
Além disso, e também muito relevante, considero que também não é possível ignorar que numa semana de sofrimento e tragédia, os principais protagonistas do poder regional demonstraram não estar à altura dos acontecimentos e, principalmente, provaram que na sua disputa interna de poder vale tudo, até levar ao extremo o oportunismo perverso e intolerável.
Na verdade, todos observamos o aproveitamento indigno da conjuntura de calamidade, numa autêntica representação teatral em busca de notoriedade pessoal, garantindo assim mais valias para futuros embates internos dentro do PSD. Só assim se compreende os atropelos das conferências de imprensa; os comunicados contraditórios; a insistência de AJJ que só há uma verdade oficial (que parece óbvio mas não deixa de ser estranho que Albuquerque tenha-a ignorado!); que os assessores do Vice Presidente tivessem andado que nem loucos a tentar "encomendar" entrevistas (de preferência no meio do teatro da tragédia) com João Cunha e Silva de forma a impedir o avanço de notoriedade (que fazia conf. de imprensa diárias) de outro Delfim, Miguel Albuquerque. 


Tudo isto aconteceu na Madeira num dos piores momentos da sua história. Onde esperávamos contenção, coordenação, harmonia e discurso de mobilização entre todos. Tivemos, oportunismo, confusão, descoordenação e disputa de poder interno.

Urgente alterar

O apoio financeiro aos empresários já foi apresentado com a rapidez que se exigia. É da mais elementar justiça agradecer ao contributo do ministério da economia. Cabe agora ao Governo Regional implementar e pelo que já li sobre a matéria julgo indispensável facilitar algumas variáveis designadamente:
as dividas à segurança social e às finanças podiam ser pagas na sequência do apoio, isto resolvia muita coisa;
por outro lado, a situação liquida devia ser reportado aos três anos anteriores à crise.


Esta mudança fará toda a diferença. Agora espera-se que o IDE dê instruções claras aos bancos para criar uma linha verde para desbloquear estas situações. Do que conheço do procedimento da banca dos últimos tempos tem sido catastrófico!

Um conselho...

Um conselho aos governantes da Madeira que andam desenfriados a contar prejuizos demonstrando uma aparente (esperemos que só) falta de rigor: espreitem este post de Miguel Fonseca. Pode ajudar a não fazer figuras tristes!?

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Um governo que é uma verdadeira calamidade

A falta de rigor na contabilização dos prejuizos pode ser o principal obstáculo à boa negociação de apoios à reconstrução. Esta falta de rigor fica demonstrada com  os números para todos os gostos apresentados pelas autarquias e sobretudo pela forma atabalhoada como AJJ apresentou o valor global das necessidades de reconstrução. Numa entrevista num canal nacional, AJJ passou de uma avaliação "rigorosa" (!!) de 1 000 milhões para 1500 milhões em menos de 2 minutos!!!! Enfim, é o habitual. Já nem comento a inadmissivel confusão entre bilião e mil milhões, constatada, mais uma vez hoje,  na conf. de imprensa de hoje. Um desastre que demonstra a confusão deste governo.

Para impedir que os abutres fiquem com o que é para os Madeirenses!

Li no público e concordo:

"Danilo Matos reforça que a reconstrução deve ser entregue "a quem sabe, pondo um ponto final no aproveitamento político e no oportunismo de alguns". Os políticos, acrescenta, devem distanciar-se e dar lugar a uma equipa técnica e científica, multidisciplinar, que agarre não apenas os trabalhos de reconstrução imediata mas, sobretudo, "prepare a Madeira para o futuro".

Esta é uma opinião que partilho, até porque, como já disse planeamento e transparência são matérias que o governo do PSD não conhece e ignora-as deliberadamente por isso acho muito bem que se siga este caminho. É preciso garantir, para bem da Madeira, os aproveitamentos miseráveis ( e aqui si de abutres) desta calamidade face aos meios que estarão disponíveis.

Ainda AJJ e Judite na RTP: a ameaça

AJJ ensaiou, como é seu hábito, uma ameaça a quem pedisse responsabilidade pela tragédia na Madeira. Pois bem: Senhor Presidente, considero convictamente que V. Exa. e algumas autarquias, e em particular a do Funchal, têm ENORMES responsabilidades na dimensão da tragédia. As suas opções de desordenamento e as prevaricações sistemáticas ao PDM, além do vosso (governo e autarquia) total desprezo aos alertas dos especialistas (insultando-os e chamando-os abutres!!!) demonstram uma total falta de preparação apra o lugar que ocupam, além de terem de responder perante a tragédia que os madeirenses viveram. 
Dir-me-ão que não é tempo para acusar ninguém. 


Concordo mas, seguramente, não é tempo para ameaçar aqueles que sentem e sentiram a ameaça decorrente de um governo irresponsável. O preço pago foi muito elevado e, na minha opinião, o apuramento de responsabilidade deve ser feito até às últimas consequências! Sobre esta matéria, no momento certo e no lugar certo não hesitarei. É uma convicção de cidadania!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Dificil acreditar...

A entrevista de AJJ foi uma fantochada ofensiva. Sinceramente, nem Judite esteve à altura, demonstrando falta de preparação e ajudando ao branqueamento de um dos governantes mais ignorantes de Portugal. Mais. Não foi uma entrevista, foi um exercício de culto do seu próprio ego feito na primeira pessoa: eu,eu,eu, eu...


No fim de tudo isto, junta-se a angustia da tragédia à calamidade de termos um governo liderado por um egocêntrico esquizofrénico que ainda por cima de governação efectiva é uma miséria "franciscana". Resta-nos ter medo do futuro!  

Triste:mais uma vez está lançada a confusão

Este comunicado do Presidente do GR é insuficiente para esclarecer as populações e a imprensa sobre qual é comunicação oficial. Não podem existir dúvidas em matérias tão relevantes. Sabemos que Miguel Albuquerque faz uma conferência de imprensa diária e que, de acordo com este comunicado, não deve ser considerada. Será assim? Ora está lançada, mais uma vez a confusão. Concordo e subscrevo a concentração de informação. Uma boa comunicação sem contradições é indispensável para manter a confiança e mobilizar pessoas. Contudo, este comunicado não resolve nada, só adensa a tremenda baralhada nas comunicações oficiais. AJJ tem de ser mais claro e explicito e garantir, como é o seu dever, um único fluxo de informação nesta altura de crise. Fica o enorme lamento, reconhecido pelo próprio Presidente do Governo, do aproveitamento politico de certos sectores do PSD!

"Planeamento e Inteligência para obter os recursos necessários"

Espero sinceramente que as autoridades regionais reflictam sobre estas sábias e ponderadas palavras do Presidente da República lidas hoje no DN Madeira:  

Por outro lado, destacou o "planeamento para o futuro" que agora começa com os trabalhos de reconstrução das zonas afectadas pelo mau tempo. "Isto é o tempo de pôr os olhos no futuro, de fazer a avaliação dos prejuízos, não apenas para efeitos de diálogo com o Governo da República, mas também com as instituições da União Europeia", anotou, defendendo a importância de "haver inteligência para saber aproveitar todos os apoios expressos em relação à Madeira". 

Gostaria de sublinhar as duas mensagens fundamentais implicitas: Planeamento e Estratégia certeira para obter o máximo de apoios. Isto implica diplomacia com argumentos e com inteligência.
Espero, por isso, que o GR não volte a cometer os erros do passado. O preço de não seguir este caminho é demasiado elevado. 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Este blog está de luto


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

CALAMIDADE PÚBLICA A FAVOR DOS MADEIRENSES

Sinceramente, não entendo a decisão do governo regional do PSD de não declarar a calamidade pública. Não me convence a ideia de protecção do turismo. As noticias e as imagens da tragédia da Madeira já correram o mundo, incluindo os principais mercados de turismo. Fazer de conta que nada se passou é uma afronta a todos nós. Para AJJ só morreu uma pessoa: o inglês!!!
Não admito, não aceito, não compreendo. O PSD brinca com os madeirenses e fá-lo deliberadamente em alturas dramáticas e sem sentido de responsabilidade.
Exigo, enquanto madeirense, a calamidade pública. Não aceito as justificações deste governo fantoche do PSD, Quero mais do que um político que só pensa em sacar dinheiro e não atende aos interesses dos cidadãos...Estou revoltado! 

AJJ, outra vez sem convencer!

O que fez AJJ dizer: "a partir de agora passamos a ter um novo período político na Madeira. O que está para trás fica para trás!?"

AJJ: não se compreende!

AJJ diz que quem fala dos problemas das más construções feitas por ele é gente sem habilitações: um idiota é sempre um idiota!
Continuo a considerar que dá tempo para apurar responsabilidades, antes é preciso concentrar energias na recuperação da Madeira e no apoio às vitimas. Mas este tipo de comentário é política de baixo nível. É sacudir a água do capote de forma irresponsável. Não merece mais comentários!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Drama e tragédia

Ainda escrevo com um nó na garganta. É duro encarar o drama que caiu sobre a nossa cidade e, sobretudo, aceitar a morte de dezenas de pessoas que pagaram caro de mais os efeitos desta tragédia sem nome!

Mas é altura para reflectir. É preciso garantir 4 questões essenciais:
1. o apoio incndicional às vitimas deste temporal de modo a minimizar o seu sofrimento;
2. a garantia do apoio de meios externos (da república e da UE) para recontruir a cidade tendo presente a calamidade pública que vivemos; 
3. o apuramento de responsabilidades de modo a saber se a forte intervenção a que o Funchal foi sujeito nos últimos anos de forma descontrolada e as decisões de construção junto das ribeiras ou mesmo dentro delas foi ou não responsável pela gravidade dos factos. Esta questão é indispensável para salvaguardar o interesse comum e permitir actuar com responsabilidade. Face ao drama que vivemos se existem culpas elas devem ser apuradas e os seus actores responsabilizados.
4. preparação de uma carta geral de riscos construida de forma séria, de modo a garantir um futuro mais cauteloso face a fenómenos desta natureza. Esta deve ser uma prioridade absoluta, paralelamente à necessidade de estabelecer um plano de socorro da cidade. Apesar dos esforço das autoridades verificaram-se falhas e omissões lamentáveis que devem ser imputadas não a cada um dos intervenientes mas à ausência de uma estratégia séria e consolidada de defesa da cidade perante este tipo de fenómenos. Espero que agora todos percebam a importância desta matéria que há muito temos vindo a reclamar. Eu próprio enquanto vereador propus uma abordagem desta natureza que foi chumbada pelo executivo da autarquia do Funchal!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O trabalho duro do boy regional...

Este boy regional anda endiabrado a postar tudo o que mexa contra Sócrates e contra tudo o que considera ser útil para defender o seu tachinho! Não podemos levar a mal (!?). É preciso fazer pela vida!

Depois chorem!

O Eurostat pegou nas estatisticas do PIB per capita e concluíu que a Madeira tem o segundo maior poder de compra do país. Perante este facto o que fez o governo de Jardim? Nada, encolheu os ombros e deixou passar, mais uma vez, a ideia de que estão satisfeitos com os indicadores que avaliam o bem estar dos madeirenses. Mais um tiro no pé na perspectiva de encontrar soluções apra a perda de 500 milhões de fundos europeus. Depois vêem uns "apagadinhos" do governo dizer que a culpa do PIB é da república. Claro de quem havia de ser!

A manipulação de jardim e o controle da comunicação social

AJJ sabe que tem usado e abusado do seu poder para controle da comunicação social na Madeira. Todos sabemos que casos como a RTP/ RDP Madeira e o Jornal da Madeira são a expressão do regime. Obviamente que também todos sabemos que, no caso da RTP e RDP, a situação só não é mais grave porque ainda existem profissionais que se dão ao respeito e que têm brio profissional contrariando, à custa do seu próprio bem estar, a ânsia e o desejo manipulador de AJJ e dos seus. 
Mas tudo isto é mais do que claro para todos mesmo existindo uns que fingem que nada disto se passa. 
O que é particularmente insólito é a técnica de AJJ de atacar outros para evitar que o acusem do que ele sabe que faz sistemáticamente. Só assim se entende as acusações de AJJ ao controle da comunicação social nos Açores. É o mundo demencial de Jardim! 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Devia estar calado e ir embora. É só asneira...

O Senhor Secretário Regional Ventura Garcês não tem culpa. Pior. Além de não ter culpa, serve apenas para servir uma estratégia suicida da Madeira no que diz respeito aos recursos externos.
Contudo, como este Senhor já é crescidinho deve ser responsabilizado pelos seus disparates. Portanto, é bom que fique claro que tem sido durante a sua gestão que tem ocorrido os maiores atentados às finanças públicas regionais: divida galopante ( em 10 anos multiplicou por 10 - mais de 5 000 milhões - uma divida que foi paga por Guterres - 500 milhões - e tinha levado 24 anos a criar!), negociações com a república abusrdas e sem capacidade de argumentação, péssimos resultados na negociação com Bruxelas e perda de 500 milhões de euros. Pior é que tudo isto acontece e em vez de arrepiar caminho tentando encontrar a base séria, solida e coerente para negociar recursos com Bruxelas e Lisboa, através da contrução de novos indicadores, adequados à nossa realidade, mantém o discurso enquinado ao jeito do seu grande líder! 
Estamos conversados e, sobretudo, convencidos de que a incompetência aliada à bajulice ridicula resulta no pior dos resultados!

Investimento público na Madeira: um falhanço

Se há exemplos que demonstram o total desperdicio de recursos públicos por parte do governo do PSD, a operação das sociedades de desenvolvimento é, porventura, um dos mais evidentes. 
Naturalmente que as engenharias financeiras das vias litoral e expresso e a insensatez que elas representam são casos claros de desnorte governativo, má utilização de recursos e, sobretudo, de defesa de interesses distantes do interesse comum. 

Contudo, sendo as sociedades de desenvolvimento uma marca deste governo e sendo elas as principais geradoras de investimento público (absurdo, diga-se!) merecem uma análise fina, principalmente numa altura em que o seu principal responsável, Dr. João Cunha e Silva, prepara-se para voltar a endividar os madeirenses (em mais 100 milhões de euros) para aprofundar o disparate que tem acumulado ao longo dos últimos 8 anos com estas entidades.

Ora, em resumo, os resultados das Sociedades de Desenvolvimento são os seguintes:


500 milhões de investimento (assentes em endividamento) que geraram apenas 194 postos de trabalho.
Repare-se que com apenas 172 milhões de apoio à empresas (no quadro do III QCA, entre 2000 e 2006) foi possível alavancar 493 milhões de investimento privado e criar 5 200 postos de trabalho. (parece evidente a diferença na qualidade das opções tomadas) 

Mas mais:

a.    Não fixou populações nas zonas rurais (o norte perdeu 20% da população em 20 anos)

b.    Expulsou e não atraiu, como devia, o investimento privado até porque acabou por fazer investimentos tipicamente privados (foi responsável por mais de 70 restaurantes!)

c.     Provocará um impacto sem precedentes nas contas públicas. A partir de 2012 sairá do ORAM 60 milhões de euros, durante 10 anos (sem contar com o endividamento mais recente). Com a agravante desses investimentos não libertarem meios para pagar o serviço da dívida. Pelo contrário, ainda contribuirá para aumento das despesas correntes, conforme ficou claro com os contratos denunciados pelo Tribunal de Contas entre Governo e SD que além de ilegais servem para pagar despesas correntes!

d.    Finalmente, não aproveitou os fundos europeus. Como é do conhecimento de todos o argumento do governo para fazer divida através destas entidades era a necessidade de aproveitar fundos europeus. Nada mais falso. O Tribunal de Contas revela que nem 6% do investimento foi beneficiário do fundos europeus.

finalmente, mas não menos importante, um argumento microeconómico:
todas as sociedades de desenvolvimento estão falidas. O passivo é de 452 milhões e cresceu 50%, de 2004 até hoje. Quem tem dúvidas que consulte os últimos relatórios das entidades em causa.
Com estes resultados como é que o Governo do PSD pode dormir sossegado e com a cnsciência tranquila? Com estes resultados quem é que tem o descaramento de pedir investimento público na RAM? Com este resultado, não acham que o melhor era meter o "rabinho entre as pernas" e admitirem o falhanço governativo em toda a linha? Pensem bem... 

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Surpresa ou tendência?

A Madeira registou o maior aumento do país no desemprego. Estamos próximo de 14 500 desempregados. Eu diria que a barreira dos 15 000 é um valor psicológico que ao ser atingido ainda antes do fim do ano, conforme já tinha previsto neste blogue, deverá provocar reboliço e tensão no mercado de trabalho! Ora, este é o grande resultado da governação jardinista. Mas, entretanto o que faz o governo? Entretem-se a ocultar os números!

É urgente perceber o que se passa e saber se, afinal, alguém tem "mão" na gestão do hospital!?

Que tal solicitar ao Senhor Secretário dos Assuntos Sociais explicações claras sobre o que se passa no Hospital do Funchal? Diga-se em abono da verdade que este tipo de gestão (que tem sido praticado no hospital) contra tudo e contra todos não dá bons resultados e, no limite, perderão aqueles que precisarem de recorrer ao sistema regional de saúde!

Podia ser para rir mas...

Discute-se a liberdade de expressão na AR. É de rir, sobretudo sabendo que a proposta é do PSD. O mesmo que na Madeira exerce o poder usando tiques fascistas, métodos autoritários e procedimentos persecutórios: tudo variáveis dignas de uma democracia à maneira do jardinismo social democrata! Como dizia o brasileiro: "eu quero aplaudir!" 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

É preciso reagir. E a reacção devia ser em bloco. Se há causas comuns entre a oposição, estou certo que a defesa da liberdade é a principal...

No hospital do Funchal um médico foi "encostado à prateleira", proibido de trabalhar, foi humilhado na sua dignidade profissional porque criticou a política de uma administração PSD. Ora, este não é um facto menor. Este não é um caso de menos importância, independentemente da razão estar ou não ao lado do dito médico.  Este nem sequer, como todos sabemos, é um caso isolado!
O que este caso nos lembra a todos é a caracteristica persecutória de um regime que promove o medo para calar a opinião pública. O que este caso nos deve alertar é para o incentivo expresso (um método deliberado do jardinismo) à autocensura de milhares de pessoas que pensam diferente mas que calam-se porque têm medo que a sua qualidade de vida, a sua dignidade profissional seja afectada. Sei do que falo, por isso, urge um verdadeiro ataque a esta insólita e inadmissível situação. É urgente reagirmos perante esta atitude intolerante e anti-democrática que mina os principios básicos da vida em liberdade.
É preciso mais do que explicações. É necessário colocar os pontos nos i's desta democracia podre!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Onde pára Cavaco, Crespo e companhia. Ninguém se indigna. Têm uma indignação selectiva, não é verdade? Tudo bons rapazes!

Li aqui a análise da semana de Luis Calisto do DN Madeira. Não podia ser mais certeira: comparado com o que se passa na Madeira, aquilo no continente é um POLVINHO!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Onde pára o dinheiro que o governo do PSD recebe (emprestado, transferido,.. o que seja)?

Convém perguntar de forma clara: onde andam, onde ficam e quem beneficia dos milhões recebidos do exterior? Alguém dúvida que o dinheiro que entra na Madeira a título de transferências (e endividamento!) é desviado ostensivamente para interesses ocultos que prejudicam os madeirenses? Eu não! E, ainda por cima, estou disponível para dar exemplos. Assim o farei neste mesmo espaço. Só quem não quer ver é que pode acreditar na bondade da boa utilização dos recursos públicos que pertencem a todos os madeirenses...

O problema da divida

Não é apenas o montante da divida que está em causa. É a prática irresponsável de eneidvidamento, é o objectivo da divida e são as consequências do impacto dessa divida na governação e na vida dos madeirenses. Não é um tema marginal. É central no regime jardinista. A divida caminha numa espécie de comboio em alta velocidade mas em perfeito descontrolo. Sem uma verdadeira reflexão sobre tudo isto. Sem um acompanhamento sério e responsável caíremos num dessastre económico-financeiro sem precedentes na história moderna da Madeira.
O Grupo Parlamentar do PS Madeira tem o dever de demonstrar aos madeirenses que governar bem é gerir com ponderação e responsabilidade os recursos públicos, com os olhos postos no futuro dos nossos filhos. O estado actual da governação jardinista indica que nada disto é cumprido. Bem pelo contrário....

Orçamento Rectificativo

Parece evidente que o PSD Madeira devia apresentar um orçamento rectificativo: temos novas receitas e um novo quadro de endividamento. Mais grave ainda, temos mais crise, mais desemprego, mais falências e tudo parece indicar que o governo do PSD quer continuar na mesma...Veremos até onde vai a pouca vergonha da governação PSD. Mesmo com mais dinheiro, temos menos esperança porque os recursos ficam presos na teia de interesses obscuros do PSD. Nao financia o combate à pobreza, o combate às empresas em risco, a luta contra o desemprego... Não, nada disso ocorrerá até porque o orçamento aprovado pelo PSD no final do ano não indica nenhum desses caminhos. O orçamento rectificativo (mas não um qualquer, faremos as exigências necessárias) é fundamental para devolver um bocadinho de esperança!

Estou de volta!

Depois de uma ausência mais prolongada do que estava à espera, estou de  volta à Madeira e aos comentários neste espaço de reflexão sem censura! Tentarei nos próximos dias recuperar os temas dos últimos 12 dias.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A revisão da LFR voltou a ser adiada...

Ora nesta altura vale a pena fazer os seguintes comentários:

1. O problema principal da RAM não é a LFR mas o regabofe governativo e o despesismo galopante de AJJ;

2. Mais. AJJ sabe disso por isso desvia todas as atenções do escândalo que é a sua miserável governação;

3. Para isso, este senhor que é Presidente(?) chega mesmo a mentir descaradamente afirmando que a divida da RAM não foi perdoada por Guterres em 2008. Mas, como a mentira tem perna curta, argumentou com a lei das privatizações (lei nº130/99 de 21 de Agosto) que entrou em vigor apenas um ano após o efectivo perdão- 1999;

4. Perante isto só existe uma forma de resolver a questão da LFR: o governo do PSD assumir a monumental mentira junto da UE (em 2002) e depois na república de que a Madeira era uma região desenvolvida, conforme reflecte o PIB;

5. Mas isto não chega, tem também de assumir uma governação mais ponderada na utilização dos recursos públicos e acabar, de uma vez por todas com o regabofe DEMOSNTRADO pela dívida de mais de 5 000 milhões de euros;

6.Mas, a verdade é que o impasse na Assembleia da República persiste, apesar de uma oposição em maioria que pode facilmente aprovar a lei (parece que todos se esquecem deste pequeno pormenor!), por três ordens de razão:

a. uma consicência alargada, em todos os partidos representados na AR, do desacerto governativo do PSD. Todos sabem que AJJ utiliza mal os dinheiros públicos e não canaliza para onde deve mas para interesses ocultos (vejam o que se passou com o programa pagar a tempo e horas)!

b. pela forma atabalhoada e, ainda por cima, insultuosa, como Guilherme Silva tem liderado as negociações, aparecendo como o rosto da vergonha do PSD M;

c. pela falta de preparação na apresentação de uma proposta coerente e adequada à RAM e não um "shopping list" sem pés nem cabeça e com pouca sustentabilidade técnica.

Vejam isto...

A equipa feminina do Ponta do Pargo derrotou ontem o KTS Forbet Tarnobrzeg, por 3-2, na primeira “mão” dos quartos-de-final da Taça ETTU de ténis de mesa.

Agora tenham em atenção o seguinte:

Equipa de ténis de mesa da Ponta do Pargo

Fun Yu- chinesa
Carina jonsson - sueca
Karen Opdencamp - belga


Não faço mais comentários!

Jardim criou um modelo que retira riqueza aos madeirenses...


O sinal mais claro do risco da gravidade económico-financeira da Região foi a manutenção, no final do ano de 2009, do Outlook negativo à economia regional da empresa de classificação de risco Moody’s, demonstrando que de 2008 para 2009 não existiram alterações significativas na probabilidade de risco de falência técnica da RAM que permitisse evoluir, por exemplo, para um outlook estável.
Razões de um rating em descida vertiginosa
Esta avaliação tem sobretudo a ver com a debilidade da economia madeirense, a dificuldade de gerar receitas e, principalmente, a dependência de recursos externos, em particular de endividamento excessivo.
Debilidade da economia
A debilidade da nossa economia é estrutural (mercado pequeno, distância dos centros de decisão,...) mas também é consequência da ausência de medidas concretas que alterem positivamente o ambiente empresarial que as nossas empresas se movimentam: quer no quadro fiscal, quer na transparência, quer nos custos de transporte, quer nos factores de competitividade onde o governo, pura e simplesmente, hibernou definitivamente para esta matéria. Mais grave é que a Madeira ostenta os famosos défices gémeos: orçamental e comercial.
A divida da RAM é anormal: para uma região com um orçamento de 1500 milhões a dívida, em todas as suas vertentes ultrapassa os 5 600 milhões de euros. O défice comercial demonstra a fragilidade do modelo económico de Jardim onde as nossas importações têm uma taxa de cobertura de apenas 15% (os Açores são 45%)  
Dificuldade de gerar receitas
A dificuldade de gerar receitas é uma das conseqüências mais óbvias da falência do modelo de Jardim. As opções de investimento público são uma autêntica árvore de natal cheia de custos e sem resultados líquidos para o desenvolvimento  do bem estar dos madeirenses. Verifica-se, com o PSD Madeira no governo, uma extrapolação grosseira entre crescimento conjuntural, pela via da adição de recursos financeiros externos (venham de onde vierem) traduzido em investimentos irrealistas (numa análise custo/beneficio), com o desenvolvimento sustentável onde esses recursos terão de ser pagos (sobretudo) com o resultado do investimento e ainda serem geradores de riqueza adicional.
Dependência de recursos externos
Finalmente, a incapacidade de gerar receitas e a necessidade de manter o monstro a andar (a frágil economia da Madeira e os interesses gerados em torno do regime) obriga a recursos externos, principalmente endividamento externo cujo efeito de médio e longo prazo é retirar riqueza aos madeirenses.
Dívida em crescimento sistemático
A observação estatística prova que o endividamento da RAM não pára de crescer de ano para ano. E para aqueles que se concentram na divida directa da RAM é preciso explicar (bem explicadinho) que passar o endividamento de uns agentes para outros não diminui a divida e, sobretudo, não a impede de aumentar. É o caso das engenharias PATRIRAM, Vias litoral e expresso e agora Via Madeira, entre outros (que ascendem a mais de 1 500 milhões de euros- um orçamento inteirinho!).
Um modelo que retira riqueza
O drama da madeira é que o governo regional do PSD estabeleceu um modelo que retira riqueza aos madeirenses.  É fácil de perceber, vejamos: o PIB cresceu em 2008 apenas 0,6% mas na prática nem cresceu, teve uma evolução negativa porque é preciso retirar o crescimento da componente de investimento da Zona Franca e os juros da divida; ou seja, desta forma, estamos mais pobres do que antes. É um modelo assente em investimento desproporcional à geração de rendimento, por isso, tem de recorrer ao endividamento para se financiar. Não há volta a dar porque o investimento proporcionado por esses meios não libertam meios financeiros nem para pagar os custos do investimento, muito menos para gerar riqueza adicional. O grande erro de concepção deste modelo jardinista é considerar que o beneficio de qualquer obra (estrada, marina, centro cívico) é todo o emprego e matérias primas que se utilizam aquando a sua construção. Nada mais falso porque isso é só o custo do projecto. Era expectável que essa obra gerasse meios para pagar o seu custo e criasse ainda riqueza adicional. Na maior parte dos casos não tem sido assim, mesmo admitindo que existem casos em que esta análise deve ser relativizada, infelizmente esta tem sido a regra do Jardinismo.
Mais uma vez importa sublinhar que quando o Governo de Jardim faz apologia de um PIB elevado esconde a verdadeira questão que é o nível de bem estar dos madeirenses que paradoxalmente está estagnado ou em recessão.
Por isso há uma razão adicional para abandonar o PIB enquanto indicador de desenvolvimento, além do efeito da Zona Franca, que é a taxa de endividamento da Região ao exterior, resultando assim no pagamento exacerbado de juros e comendo grande parte do bem estar dos madeirenses.
A região estará falida?
Sendo assim, com este enquadramento, o indicador PIB revela que a evolução da economia está baseada no endividamento e no investimento directo estrangeiro que passa pela Madeira mas que não fica cá!
Em conclusão, parece evidente que sem este endividamento era impossível a taxa de investimento que temos praticado e era impossível os níveis de consumo que auferimos. Por isso, só há um caminho: alterar o modelo de modo a que o investimento traduza uma efectiva criação de riqueza. Assumir que a Zona Franca provoca um empolamento no PIB que desvirtua a análise do crescimento económico e o seu impacto no bem estar. 

Como mudar de vida?
Para mudar tudo isto é preciso pensar numa séria e ponderada estratégia de diversificação da economia colocando no centro do desenvolvimento as empresas: único motor de desenvolvimento de qualquer região.  
Sabendo ainda que a acumulação de investimento físico está no limite máximo é indispensável que a Região coloque o acento tónico  na inovação na qualificação e I&D. Mas só se faz isto com estratégia e com vontade política. Precisamos de um compromisso com todos. Este governo não tem nem capacidade, nem visão estratégica, e, ainda por cima, está demasiado comprometido com interesses contrários aos exigidos para a dinamização de uma economia do conhecimento. Em jeito de brincadeira (mas muito séria), diria que se trocássemos Jaime Ramos por Steve Jobs  (em todos os sentidos) poderíamos ter um ciclo de crescimento económico com repercussões claras no bem estar das populações.
publicado no tribuna da Madeira

domingo, 31 de janeiro de 2010

José Manuel Rodrigues e o síndroma da traição criado pelo PSD!? Até quando?

Só é preciso saber que alteração à LFR vai José Manuel Rodrigues votar a favor. Não me parece que seja a que foi votada por unanimidade na ALRAM!

Vale ou não a pena discutir até à exaustão o tema do endividamento galopante da RAM e as suas consequência para os madeirenses? É ou não esta matéria bastante mais relevante que a famigerada LFR? Deve ou não existir um debate global, sistemático e com o governo a assumir todas as suas responsabilidades? A oposição na Madeira pouco pode fazer se esta legitima preocupação não se estender à sociedade, à imprensa...


Turismo: A degradação do destino Madeira

Segundo a AHP e através da ferramenta "Hotel Monitor" é possível concluir o seguinte:

ALGARVE
Sobre este destino no mês de Novembro e comparativamente ao período homólogo de 2008, a taxa de ocupação quarto fixou-se em 32,79% (valor que representa uma descida de 19,71% face ao mês de Novembro de 2008). O preço médio por quarto vendido subiu 8,73%.
Entretanto, relativamente aos meses Janeiro a Novembro de 2009 destaque na actividade hoteleira para a variação negativa na taxa de ocupação quarto (indicador fixou-se nos 57,46%), valor 14,86% inferior ao obtido no período homologo de 2008.

MADEIRA
No mês de Novembro e relativamente ao mesmo mês de 2008,a hotelaria deste destino turístico apresenta variações negativas nos seguintes indicadores: Preço Médio por quarto disponível (-13,09%) e preço médio por quarto vendido (-2,68%) .
Relativamente ao comportamento de Janeiro a Novembro de 2009, comparativamente ao mesmo período do ano transacto, registe-se a diminuição dos preços médio por quarto vendido (-2,36%) e disponível (-15,62%).

AÇORES
No mês de Novembro de 2009 a hotelaria deste destino turístico apresenta variação positiva no indicador preço médio por quarto vendido (+10,81%).
Relativamente ao comportamento de Janeiro a Novembro de 2009, destaque para o aumento no indicador preço médio por quarto vendido (3,63%) e á diminuição na taxa de ocupação quarto (valor 12,85% inferior ao obtido no período Janeiro-Novembro 2008).


Sobre isto vale a pena comentar o que tenho dito: um destino de qualidade não pode ostentar valores negativos de preço médio por quarto. E, quero sublinhar, que a dinâmica das low cost não tem ajudado. Bem pelo contrário, tem tornado mais evidente a falta de estratégia do destino por parte do Governo do PSD.

Ora bem!

Esta análise da semana de Luis Calisto (mais umavez) é um sinal  de que o jornalismo factual é um dos contributos mais relevantes para a pluralidade democrática. Luis Calisto faz uma análise sóbria e ponderada do estado da política na Região. Mais uma vez concordo com tudo e, permite-me (até) sublinhar que estou em total sintonia com as referências ao Presidente do PS Almeida Santos. Não escondo, porque também não estive calado em 2007 quando este Senhor afirmou pôr as mãos no fogo por Jardim a uma semana das eleições regionais, que com solidariedade desta o melhor é o PS M começar a arrepiar caminho rapidamente no que respeita à sua posição junto do PS nacional.

sábado, 30 de janeiro de 2010

É fundamental responsabilizar quem governa

A responsabilização política do governo regional do PSD é o único caminho adequado uma mudança no regabofe governativo que temos assistido. Naturalmente que neste percurso é preciso traçar estratégias robustas que impeçam cair nas armadilhas do PSD Madeira, como é o caso da LFR. Por isso este é um bom sinal da oposição. 

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Olha o desplante do homem

AJJ tem a distinta lata de pedir a demissão de Sócrates e Teixeira dos Santos mas ignora deliberadamente o descalabro da sua governação: divida, despesismo, pobreza...Ora, é caso para dizer que falta-lhe muito mais que um espelho: falta-lhe vergonha na cara.

O estudo do BPI sobre a divida da RAM peca por defeito

Sobre a divida da RAM o estudo do BPI peca por defeito porque não faz referência à divida directa prevista no orçamento da RAM (230 milhões) à divida indirecta (290 milhões) à dívida aprovada no orçamento rectificativo (70 milhões) à divida administrativa (ronda os 130 milhões). Tudo junto é mais 720 milhões. Agora imaginem que o Governo concretiza a operação Via Madeira aprovada na ALRAM (mais 500 milhões). Significa que a divida pode aumentar 1200 milhões (i.e., 5 800 milhões de euros). Pouca coisa, não é verdade?

O grande paradoxo da Madeira

Hoje sublinho com propriedade (disse-o várias vezes!) que a Região ostenta um falhanço económico-financeiro como constata aqui o DN mas, em contrapartida, o responsável por esta situação (o governo sustentado pelo PSD Madeira) goza de sucessos eleitoriais nunca vistos e anormais numa democracia madura. Há explicações óbvias mas, nesta altura, deixo para outros fazerem a reflexão necessária!