quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Portas no melhor dos mundos!

Paulo Portas com os seus 21 deputados já preparou a "listinha de queijos" para apresentar a Sócrates quando este o contactar. Agora Portas pode esperar calmamente e fazer o que gosta: fingir que não é do sistema mas beneficiando dele, dar ideia de que o PP (com ele) tem postura de estado viabilizando o governo de Sócrates, contribuindo para a estabilidade governamental e, finalmente, mas não menos importante, remeter o PSD para uma posição insignificante, dado ser desnecessário. Palavras para quê!?

Cavaco cedeu o seu lugar a Sócrates

Cavaco antes da famigerada declaração de ontem era considerado (apesar de tudo) o garante da instabilidade institucional do país. Hoje, Cavaco cedeu o seu lugar a José Sócrates. É ele o garante da estabilidade e tem todas as condições para ser exigente junto do PR.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

A montanha pariu um rato. Mais uma vez

Cavaco endoideceu. A grande questão de segurança nacional que permitiu o PR alimentar a curiosidade dos portugueses durante mais de uma semana é que Cavaco não sabe se os seus mails são seguros! Isto dá vontade de rir...Para não chorar
Mais. Fernando Lima prevaricou, falou em nome dele sem autorização mas mesmo assim não o demitiu...Mudou-o para um "quarto distante do dele".
Mais ainda. Atirou suspeitas ao Governo, quebrando o laço de harmonia institucional que já era fraco mas agora é bastante pior! Num contexto de fragilidade politica Cavaco dá uma machadada na imprescindivel robustez institucional da nação.
Enfim, Cavaco deu um tiro muito sério na sua credibilidade...

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A pouca vergonha do director do Público

José Manuel Fernandes perdeu a cabeça e anda num desatino comportamental que ilustra bem o que tem sido o Público nestes últimos tempos. Na verdade este Senhor, imagine-se, apareceu na campanha do PSD em Santarém. Enfim, podia fazer dezenas de comentários sobre este facto mas não vale a pena, a pouca vergonha está aos olhos de todos!
Só tenho pena que um jornal de referência como o Público tenha descido tanto na sua credibilidade.

Onde anda esta consciência social?

Parece incrível mas é verdade. O Senhor Secretário da Educação anda num rodopio para o lançamento do seu livro (mais um). Onde vamos parar com esta verdadeira anormalidade. Está claro que este cavalheiro quer é escrever livrinhos para crianças. Mas governar nem ouvir falar...

Mentiroso

Parece ofensivo mas não há outra forma de responder a LFM, chefe de gabinete do Presidente da ALRAM, portanto funcionário da Assembleia que deveria exigir a si próprio descrição e imparcialidade (mas isso é uma questão de carácter!).Ora, LFM escreve no seu blogue mentiras inadmissíveis sobre a questão da perda de milhões decorrente da utilização do PIB enquanto indicador de análise do desenvolvimento da Madeira. Aquando a negociação do QREN 2007-2013, caso tivesse sido retirado as imputações anómalas do PIB da Madeira, a Região manter-se-ia em Região Objectivo 1. Esconder isto é mentir! quem procede assim é mentiroso.

Há medo na paróquia

Foi há quatro anos, numa paróquia da maior freguesia da Madeira. Vi, senti e percebi tudo. Um dia inteiro dentro de uma sala minúscula, cheia de gente nervosa. Cheia de gente do PSD. Ao lado, no mesmo edifício, uma sala maior, mas, comentava-se, sem condições para as eleições. Foi preterida. Assim ficou tudo amontoado, muito aconchegadinho. Estranho ambiente para um acto eleitoral de uma paróquia muito povoada.
Eram 9 horas da manhã e há muito que tinha decidido passar aquele domingo numa sala daquelas com aquela gente. Mal fora notada a minha presença multiplicaram-se os reforços. Era preciso mais gente de modo a manter tudo como programado: com pressão e intimidação.
Fiquei lá, resisti. Sempre pensei que poderia ser assim. Mas nunca supus que fosse mesmo daquela forma. Os delegados, indicados pela oposição, estavam lá para garantir procedimentos adequados. Mas, paradoxalmente, tremiam a cada ordem minha de “anulação de voto”. Eram votos acompanhados, eram votos sugeridos, eram votos “forçados”. Olhava com insistência para o delegado indicado pelo PS-M, incrédulo com o que estava a presenciar, procurando cooperação para garantir mais transparência e justiça na votação. Não conseguia sequer apanhar o seu olhar. Ao mesmo tempo, sugeria-lhe mais cuidado, mais atenção e menos compreensão nas evidentes fraudes, debaixo dos seus próprios olhos. Contudo, o restinho de esperança de controlo da mesa de voto, que aquele delegado representava, estava preso “por um fio”. Senti o medo nos seus olhos e nos gestos. O medo de quem não quer contrariar o cacique da freguesia, que enche a sala onde decorre as eleições de uma autoridade espampanante, mas ilegítima : o homem que lhe leva as telhas compradas com dinheiro público, que lhe garante cimentar-lhe o beco, que lhe promete mais ferro para a latada, ou pedra para a levada, que jura lhe assegurar a estrada ao pé de casa, que lhe parece garantir benesses várias e que ainda insinua poder tratar do emprego para a filha que está desempregada. O delegado sabia que talvez pudesse ter tudo isto ou nada disto e pior. Era melhor não dar nas vistas: meter a cabeça na mesa de voto e desistir de fiscalizar. Aquele cacique era o mesmo que se colocava à minha frente, que me empurrava e insultava entre dentes. Não sabia bem o que fazer, mas tinha a certeza que as eleições livres que consubstanciam uma democracia saudável não era aquilo. Não podia ser.
Ora, é verdade que o exercício do poder pelo PSD é a face mais visível do rombo democrático que se vive na Madeira. É também claro que esse exercício anti-democrático e prepotente tem resultados devastadores na governação, conduzindo a Madeira para um abismo do desenvolvimento. Mas, além disso, ninguém duvide que a forma como nesta democracia o sistema garante, para além do exercício autocrático do poder, sem riscos, a sua sobrevivência política, é resultado de violações graves no processo eleitoral, com corolário óbvio no dia das eleições. A expectativa do resultado eleitoral inerente a qualquer regime democrático não existe na Madeira. O resultado está sempre garantido e a forma como é garantida esse resultado é que não é democrática nem transparente.
Admita quem quiser, mas parece claro que o PSD da Madeira, em campanha eleitoral, não se transforma numa espécie de anjinho respeitador do princípios das eleições livres, depois de passar o tempo todo a pontapear a lógica democrática. Por isso, pelo que vi, pelo que vejo, pelo que sei, recuso-me a embarcar totalmente na ideia de que há uma expressão genuína da vontade livre e isenta do povo. Ao invés, há uma coação implícita, quando não explícita, num ambiente violento e perturbador. Não me peçam, a meio de todas estas palavras provas ou testemunhas. Não faço, nem quero fazer parte dos mecanismos para a garantia da transparência das eleições. Contudo, é preciso falar de coisas sérias de forma séria. A máquina do PSD não se esgota na campanha eleitoral, estende-se vergonhosamente até ao dia das eleições e retira todos os dividendos dos “gloriosos” dias de campanha, incluindo os abusos e prevaricações cometidas com o olhar atento das autoridades que aguardam serenamente os papeis, mais ou menos bem escritos, que formalizam as benditas queixas. Sem elas (e mesmo com elas, se juridicamente frágeis), nada feito.

publicado no DN Madeira

sábado, 19 de setembro de 2009

Desemprego aumenta 50% na Madeira

O aumento do desemprego é a prova do descalabro governativo e das politicas absurdas do PSD da Madeira. A Madeira foi a região do país onde o aumento foi maior demonstrando que as opções do PSD em matéria de política económica roçam a mediocridade. Na verdade continuamos à espera de um esforço do GR em criar o ambiente adequado de modo a motivar quem cria riqueza: transportes mais baratos, menos impostos, mais apoio às pequenas empresas, mais transparência no funcionamento do mercado,...

O telejornal e as inaugurações de AJJ

Na Madeira, e no telejornal, é mesmo assim. No entanto, numa altura em que se fala de jornalismo e a cumplicidade com a política, gostava que alguém me explicasse porque razão a jornalista do telejornal na apresentação da peça da inauguração de AJJ (não é a primeira vez que esta senhora tem este comportamento!) disse o seguinte: "...AJJ inaugurou 300 metros de estrada"...e continuou (mas não devia!)"...parece pouco mas o povo está satisfeito!". Isto não é jornalismo, faz-me até lembrar os textos do "Madeira Livre"...É assim. Há gente sem vergonha na cara ou então sem condições para fazer jornalismo. Qualquer uma das razões é grave.

A bronca de CAVACO

Sobre apolémica das escutas, Jardim, mais uma vez no seu melhor: solicita a intervenção da ERC quando ele próprio já afirmou que não reconhecia nenhuma credibilidade nesta instituição, além de outras acusações rasteiras, como é seu timbre! Mas Alberto é assim. Imaginem que ontem numa daquelas inaugurações eleitoralistas afirmou que "há pessoas neste país com problemas mentais". Pois, pois....

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

E agora Senhor Presidente?

O dia despertou com uma noticia que merece reflexão: Cavaco Silva encomendou ao Público uma peça sobre eventuais escutas do Governo. Como parece claro, foi tudo forjado por Belém! É esta a política de verdade e credibilidade que Cavaco patrocina? Estamos perante uma situação que é muito mais que embaraçosa para o Presidente da República. É um traço da forma de actuação dos cavaquistas, como aliás a Dra. MFL com a sua total inabilidade vinha demonstrando nos últimos dias.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

A política obscura do PSD M

Concordo com a aposta nas energias renováveis mas, mais uma vez, o GR do PSD faz tudo às escuras e com os protagonistas que entende, violando princípios básicos da transparência e do funcionamento do mercado. Eu explico. Marques Mendes, através de Silvio Santos, lança parque fotovoltaico no Porto Santo (nem vou voltar a referir os efeitos na paisagem deste investimento é caso para dizer que anda tudo louco!). Luis Miguel de Sousa arranca com um parque eólico. Pestana aumenta o seu parque eólico. Finalmente há entidades que têm quotas e não contretizaram investimentos, violando o principio deste processo ( a Madeira inertes por exemplo), além de ninguém perceber como lhe foi a autorização cair nas mãos. A pergunta que se impõe é quando foi feito, e em que termos, o concurso (sim, é preciso um procedimento concursal!) para atribuição destas quotas. Será que alguém explica?!

A MFL comprou votos?

A revista Sábado explica hoje aos portugueses qual o sentido da "asfixia democrática" no entender de Manuela Ferreira Leite. A Presidente do PSD conta com a colaboração preciosa do insuspeito António Preto e Helena Serra Lopes nesta tentativa de deixar claro o que é política de verdade e credibilidade: mais um tiro, mais um melro.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

MFL: cada tiro, cada melro

Acabei de ouvir MFL na rádio numa entrevista onde volta a insistir na ideia de uma saudável democracia na Madeira. Começa a parecer patetice até porque o argumento é que os madeirenses votaram em Jardim. Ora esse argumento tb serve para lembrar que os portugueses votaram em Sócrates (e provavelmente continuarão a dar-lhe a vitória!). Não será assim? Ora esta Senhora roça o ridículo porque faz um ar sério para afirmar que AJJ é um democrata só tem um problema de estilo e não de exercício de poder em clima de democracia. Apesar de tudo, persegue opositores, jornalistas, não participa em debates, despreza a ALRAM. Mas tudo isto é uma questão de estilo. Já Sócrates é o quê?

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

As PME's e a mentira de MFL

No debate com Sócrates a Dra. MFL fartou-se de debitar "postas de pescada" sobre as suas propostas para as PME's.

A resposta mais interessante veio de dentro do seu partido, logo no dia seguinte através de Mira Amaral no Expresso. Ora este antigo ministro do PSD disse o seguinte:

"Dez anos no governo e vinte anos de PSD levaram-me a perceber que o estado-maior do PSD assumia como assuntos importantes apenas as finanças públicas, o sistema financeiro e as funções de soberania".

E ainda escreveu:

"Não posso também deixar de sorrir quando vejo o actual PSD propor que a CGD se preocupe com as PME. Ao chegar à CGD em 2002 num governo PSD/PP, constatei com espanto que esta não integrava o Sistema de Garantia Mútua (SGM) que montei no PEDIP IIem 1991 e vocacionada para apoiar as PME, Sistema que o actual Governo veio e bem aproveitar para as linhas de crédito às PME." ....
"Bem tentei então recentrar a CGD nas PME e metê-la no SGM mas a então ministra das Finanças do PSD deixou-me a falar sozinho ..."

Há coisas fantásticas! E esta senhora ainda fala em credibilidade, verdade e outras coisas que cada vez mais escondem um mar de contradições e insuficiências!

domingo, 13 de setembro de 2009

Duas notas

1. Só agora li a análise da semana de Ricardo Oliveira no DN Madeira e não posso deixar de sublinhar que foi certeira e merece ser lida.
2. Merece reflexão, e sobretudo preocupação, a satisfação de pedidos (aceites e concretizados) para mudança de padres incómodos, efectuados junto do Senhor Bispo. Deixei outra vez de ter ilusões sobre o papel de uma certa Igreja na Madeira. É um mau contributo para o retorno dos fieis à igreja!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Com enorme significado

Até hoje ninguém soube responder há quanto tempo AJJ não participa num debate. Isto diz tudo da democracia de Jardim. Se na Madeira fosse possível os debates entre todos os líderes, os resultados eleitorais seriam outros, disso não tenho a menor dúvida. Como também me parece evidente, como lembrou Ricardo Oliveira, que os protagonistas também seriam outros e que o estado da Região seria menos negro. É por isso que é preciso mais democracia, são necessários compromissos alargados de modo a assumir a liberdade como valor consensual.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A governação de Jardim provoca asfixia social, económica empresarial, educativa e democrática

Uma empresa com sede na Madeira que quiser aproveitar as redes de desenvolvimento empresarial que se constituem em Portugal, no âmbito do Quadro de Referencia Estratégico, com objetivo de aproveitar sinergias, criar escala, dinamizar a I&D ou encontrar caminhos para o mercado internacional depara-se com uma descriminação negativa inaceitável: estão arredadas, pura e simplesmente, de beneficiarem de suporte financeiro que consolide os projectos e acções, comprometendo seriamente o seu sucesso. A alternativa é mudar a sua sede para o Continente.
Uma empresa com sede na Madeira que quiser aproveitar os financiamentos protocolados com a banca para reestruturar a sua dívida e assim permitir libertar meios para consolidar os investimentos e o desenvolvimento futuro, tem de mudar a sede para os Açores ou Continente porque o Governo Regional não criou nenhuma solução capaz de apoiar a reestruturação do endividamento, porventura um dos aspectos mais importantes, face à descapitalização das empresas regionais.
Uma empresa com sede na Madeira que queira beneficiar das vantagens fiscais que a autonomia encerra tem de mudar a sede para os Açores porque naquela Região o IRC é 20% inferior à Madeira. Mais. Se essa empresa estiver disponível para transferir a sede para o interior de Portugal Continental pode até beneficiar de taxas de IRC na ordem dos 10%, i.e., menos 7,5 pp que a taxa na RAM.
Uma empresa na Madeira que queira beneficiar de transportes marítimos mais baratos terá de transferir toda a sua operação para os Açores, onde a sensibilidade do Governo permitiu encontrar uma solução que reduz drasticamente este custo estrutural das empresas ultra-periféricas. Em alternativa, fixa-se no Continente.
Uma autarquia na Madeira que queira exercer o seu poder fiscal e tranferir, no quadro da nova lei das finanças locais, para os munícipes parte do IRS (pelo menos 5%) não o pode fazer, pela intransigência do Governo do PSD em legislar sobre esta matéria. Os munícipes do continente podem usufruir destas facilidades.
Um funcionário público ou um professor na Madeira que tenham a vontade legítima de verem o seu tempo de serviço entre 2004 e 2008 descongelado e o desejo de receber os respectivos retroactivos, têm de se mudar para a administração pública dos Açores, porque Alberto João Jardim não encontra razões objectivas para facilitar a vida aos madeirenses.
Um indivíduo que queira usufruir das vantagens fiscais decorrentes de viver numa região ultraperiférica tem de fixar a sua residência nos Açores porque aí pagará menos 17% de IRS do que se residir na Madeira.
A Madeira, apesar das sua condição ultraperiférica, apesar dos mais elevados índices de pobreza, apesar dos mais baixos índices de conforto das suas famílias, apesar dos rendimentos médios mais baixos do pais, acabou por perder 500 milhões de euros em fundos europeus decorrente de uma mentira do Governo PSD, traduzida num PIB empolado. Para beneficiar de mais apoios europeus os madeirenses têm de se mudar para o Norte do país, para os Açores ou mesmo para o Alentejo.
Finalmente, a Assembleia Legislativa da RAM é uma mera filial da Assembleia da República transformando a autonomia não numa possibilidade constitucional de viver melhor mas numa mera faculdade de adaptar. Constitucionalmente somos uma Região Autónoma; na prática transformamo-nos numa “Região adaptadora”: adapta tudo sem introduzir conteúdos específicos.
Ora, há no pressuposto da defesa da autonomia ideias firmes sobre o potencial que esta representa em acrescentar valor ao desenvolvimento, nunca ser um factor de desvalorização do potencial endógeno; em integrar oportunidades, nunca em canibalizá-las; em expandir as possibilidades, jamais reduzir o seu âmbito; em materializar melhores condições de vida, nunca piorar; em adicionar meios nunca subtraí-los...
É por isso que na autonomia da Madeira importa reflectir profundamente sobre os seus fundamentos e comparar a retórica dominante face aos efeitos práticos. Da minha parte, não tenho dúvidas que estamos perante um processo autonómico com demasiadas fragilidades: a sua evolução contradiz as exigências de um mundo global, encerra um perigo crescente de autocracia e está nas mãos de um déspota indiferente ao valor da subsidariedade mas atento ao aumento desmesurado do seu poder, usando de forma errada e perversa o valor efectivo da autonomia.
Em síntese: a Autonomia foi raptada pelo PSD, que a transformou em arma de protecção dos que vivem à custa do Orçamento, uns, os protegidos do sistema, e sonegou os direitos à maioria dos madeirenses, os outros. Les uns et les autres, eis a dicotomia que caracteriza o sistema laranja.

A Asfixia que MFL não quer ver...

MFL deixou na Madeira o que tinha de seriedade e honestidade. As suas observações relativamente à governação e à democracia de Jardim são de uma desfaçatez intolerável e demonstra que o PSD Nacional está refém de um homem do outro tempo. De um anti-democrata que usa a democracia a favor dos seus instintos ditatoriais. Entristece-me ver o país a falar da Madeira e dos madeirenses mas a pensar em Jardim: com desdém, sem respeito. Este cavalheiro envergonha a nossa Região e é, efectivamente, um problema para o nosso futuro. Estou certo que algum PSD se revê neste comentário e só uma sede doentia de manutenção do poder e das "borlas" é que impede uma mudança urgente no próprio PSD.
Como dizia Eça as pessoas actuam não de acordo com a consciência ética mas com a consciência de interesses. Sempre foi assim mas hoje torna-se quase insuportável este ambiente sinistro e cínico onde nos movimentamos. A mudança passa por diferentes protagonistas e por diferentes partidos, com outras ideias e propostas, mas só se alcança tudo isto com uma espécie de destruição criadora porque já não chega esconder o lixo, é preciso acabar com a podridão que absorve franjas significativas e determinantes da sociedade civil.

domingo, 6 de setembro de 2009

Há quanto tempo AJJ participou num debate?

Foi há tanto tempo que já ninguém se lembra. Na verdade, apetece-me perguntar se AJJ alguma vez participou num frente a frente. A sério!

AJJ a surfar no caso Manuela (a Guedes)

Esta dá vontade de rir. Mas é melhor não rir mas antes ficar preocupado. Muito preocupado. AJJ sabe o que faz: acusa a RTP M mas tem total consciência que o que diz é "treta da grossa" mas, estes ataques aos amigos da RTP M criam o ambiente ideal para desviar as atenções da asfixia democrática que promove e potencia. Por outro lado, já está a surfar no caso Manuela (a Guedes) esperando colocar-se (imaginem) num patamar de defensor da liberdade de expressão e dos princípios da democracia. Enfim, protagonistas velhos com truques decadentes num regime podre. É mau de mais!

sábado, 5 de setembro de 2009

Manuela inspira-se em Salazar

Assim compreendo a obsessão hipócrita pela asfixia democrática e o convívio sereno e pacifico com o regime de Alberto João Jardim!

AJUDA

Há quanto tempo Alberto João Jardim não participa num debate? Será asfixia democrática o que se vive na Madeira?

Manuela (a Guedes) como só ela sabe!


"Não tenho grande apreço pela classe jornalística actualmente. É muito má." disse Manuela Moura Guedes nesta entrevista. Vale a pena ler. Vale mesmo! Depois digam lá se esta Senhora é capaz de fazer jornalismo. Aquilo nem é informação, nem é comentário, é hardcore!

Mais um exemplo do caminho errado da autonomia de AJJ

A autonomia dos pressupostos errados de AJJ dá nisto

Não consigo, até porque detesto hipocrisia

O Freeport acalenta os desejos daqueles que vêem em Sócrates um mal para o país e querem-no, de qualquer forma, na rua! Seja por motivos efectivos e genuínos, seja por razões partidárias (esses até sabem que, apesar de tudo, Sócrates foi o melhor primeiro ministro de Portugal dos últimos 30 anos). Mas o que eu não consigo verdadeiramente perceber é porque essa mesma blogosfera e até alguma (muita) opinião publicada, perante casos graves de ilegalidades cometidas, por exemplo, pelo presidente da CMF e actual candidato do PSD (e que, contrariamente ao que se tem passado no caso freeport, a comunicação social madeirense ignorou ostensivamente) não reagiram, nem reagem, a favor da ética que tanto proclamam e da defesa da verdade que agora fartam-se de, hipocritamente, ostentar? Surpreende-me que aqui não comecem por se indignar que os processos adormeçam numa qualquer gaveta do ministério público. Que não clamem pelo esclarecimento efectivo e definitivo do denso fumo que paira em torno da governação da autarquia do Funchal (ou será que para estes o tempo cura prevaricações?). Que peçam explicações concretas pelo medo de aprofundar as investigações (PSD reprovou todas as propostas para alargar o período de inspecção). Que lembrem a ausência continuada da inspecção da tutela. Que perante tudo isto, a bem da honestidade intelectual, reconheçam que a fronteira da simples suspeita foi largamente ultrapassada. Infelizmente, esta situação não se esgota em Albuquerque, estende-se por um conjunto largo de figuras do PSD Madeira que transformaram o governo numa holding de interesses obscuros (a quinta do lorde é o mais recente exemplo, mas existem centenas!). Mas, enfim, estamos na Madeira: há uns cavalheiros que gostam de viver numa espécie de esquizofrenia, onde a opinião que têm para o que se passa no continente só serve para lá, mesmo que se trate do mesmo ou mais evidente que o mesmo. Aqui andam cegos, surdos e mudos. Conveniente!

Cavaco está calado quando não deve e fala quando deve estar calado

Cavaco passou a maior parte da sua insólita visita á Madeira a falar do tempo, mesmo depois de AJJ ter chamado loucos aos deputados e ter impedido a sua ida à Assembleia. Mais. Cavaco sabe que AJJ transformou a ALRAM numa fantochada sem limites, um facto inadmissível em democracia. O que se sabe hoje é que Cavaco ignora deliberadamente o rombo à democracia protagonizado pela maioria PSD na ALRAM. Não são suposições, são factos: não existem debates, as comissões não funcionam por interesse do PSD, os inquéritos (quando aprovados) são meros instrumentos de branqueamento do regime, a mesa da ALRAM não é plural, o regimento é inconstitucional. Mas na Madeira, Cavaco encolhe os ombros e chuta responsabilidades para o Representante da República. Para ele, quando o tema é asfixia democrática, liberdade de expressão e perseguição àqueles que enfrentam o regime de Jardim, o melhor é nem comentar?! Por isso, Cavaco Silva voltou a desiludir. Não é o Presidente dos portugueses. É só de alguns e a democracia para ele tem fronteiras e a da Madeira pode ser o que é: uma espécie de democracia...

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Lembram-se quem queria suspender a democracia?

jardim suja as listas do PSD

Segundo o PSD (e os outros) Portugal vive em asfixia democrática por causa dos "tiques de ditador" de Sócrates. Mas este PSD tem nas suas fileiras (em cabeça de lista no Funchal) um cavalheiro chamado Alberto que é governo de uma região autónoma com parlamento próprio que nunca põe os pés na Assembleia e impede que os Secretários Regionais façam o óbvio que é explicar aos deputados as diferentes propostas apresentadas.
Sócrates vai de 15 em 15 dias ao parlamento e os ministros passam por lá muitas vezes. Mais. É também nesta região autónoma, gerida pelo PSD onde pura e simplesmente nunca existem debates. É aqui aliás que a RTP Madeira tem o desplante de ir perguntar para saber se faz! No continente, Sócrates debate com todos. Mas na Madeira, a ordem é não haver debates e assim esconde-se a realidade e o líder. Mas é também na Madeira que existe um órgão de comunicação social pago pelos contribuintes com objectivo de fazer propaganda do governo e do do seu líder. É também na Madeira que as sociedades de desenvolvimento e empresas públicas estão ao serviço do partido e não da Região: nas alturas próprias são autênticos braços armados do PSD contra tudo o que mexe na oposição. É também na Madeira que jornalistas são apedrejados, despedidos, afastados, ameaçados, pressionados (todos sabemos desta realidade). Pode-se até dizer que é isto que o povo quer porque (afinal) não reage. Mas é isto democracia. A castração da sociedade civil que obriga ao seu silêncio é a vontade do povo?
Por isso, onde está a legitimidade do PSD para falar em asfixia democrática? Mais. Onde param os comentadores sobre estas matérias que ignoram sistemáticamente o caso da Madeira? Mais. Será que os comentadores gostam de fingir que Portugal esgota-se no continente. Mais. O alarido em torno de Manuela Moura Guedes serve para o PSD soltar a sua tónica da suposta falta de liberdade no país. Mas, vale a pena perguntar: pode um partido que se quer sério ignorar o que se passa na Madeira. Pode um país que se quer sério concentrar comentários e opiniões em torno de um qualquer António Preto e ignorar Alberto João Jardim. Se António Preto suja a lista do PSD (e suja) Alberto João Jardim deita uma nódoa incontornável. Mas o país já desistiu da Madeira. Agradeçam a AJJ e à sua paródia irresponsável.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Sócrates deu um tiro no pé ou é aproveitamento eleitoral do resto da oposição?


Com o fim do jornal de Sexta e da saída de cena de Manuela Moura Guedes, libertou-se, definitivamente, o demónio da ASFIXIA DEMOCRÁTICA. Anda tudo ao rubro...

Exportar "clautrofobia democrática" já!

Isto entrou definitivamente em moda. Até a CDU! O melhor é o regime de AJJ, que anda pela hora da morte, sem soluções para o modelo de desenvolvimento, iniciar um processo de exportação de "know how" nesta matéria. Como falhou a exportação de inteligência, esta pode ser uma boa alternativa. Recursos não faltam!

Assim não se credibiliza a política...

Os políticos devem fazer um esforço por credibilizar a política. Como é possível que AJJ responda assim às questões relacionadas com a LFR. O quadro de critérios estabelecidos na revisão da lei são muito claros e integram matérias que permitem garantir maior justiça nas transferências do estado para as regiões. O problema é que a Madeira não teve competência para negociar os critérios adequados para a Madeira, desde logo ignorou deliberadamente o efeito perverso do critério PIB nas transferências para a Região. Já tinha sido assim com a União Europeia, em que a MAdeira perdeu 500 milhões. Mas o problema mantém-se: nos discursos e documentos oficiais o PSD de AJJ continua a manter o PIB elevado como uma conquista da sua governação. Fazer política de forma PIMBA tem os dias contados...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Eu sei o que fizeste no Verão passado

Sócrates acabou o debate como começou: lembrando que Portas já esteve no governo e nessa altura as soluções que agora preconiza (e os males que aponta ao país de Sócrates) não mereceram qualquer atenção. Portas sentiu a pressão e demonstrou muita agressividade!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A "palhaçada" voltou

Jaime Ramos lembra o episódio das finanças regionais, na sua habitual "palhaçada", para esconder os 500 milhões que o PSD retirou aos madeirenses de fundos europeus. Além disso, finge que não sabe que a LFR é o resultado dos critérios impostos pelo PSD para o enquadramento da RAM na política de coesão da UE. Ou seja, a mentira é a face mais relevante do PSD Madeira. Mentem para não terem de assumir o erro (ou incompetência) que levou ao descalabro das finanças regionais. Bem lembrou MFL que é perigoso hipotecar o futuro. Infelizmente, MFL não tem em AJJ um fiel seguidor: rigor e prudência são palavras que nada dizem ao cavalheiro que governa a Madeira!

domingo, 30 de agosto de 2009

MFL: A verdade ao sabor da mentira

A política de verdade que Manuela Ferreira Leite proclama é um descaramento só compreensível para quem tudo faz para ganhar eleições. Nem se pode dizer que é uma política da meia verdade porque a verdade não se mede aos palmos: ou é verdade ou não é. Ora, não é verdade que MFL possa proclamar a política de verdade. Confusos? A verdade de MFL é a verdade oposta a Sócrates. Não é uma verdade, é um cliché oportunista e descarado. A verdade de MFL aposta na suposta insatisfação do povo com algumas verdades de Sócrates, portanto é uma verdade sem espinhas e eleitoralista. Pode até ser mentira mas é o contrário do que diz o PS, por isso, é pouco para ser verdade! A verdade de MFL nem é a verdade de todo o PSD. É a sua verdade. Que é diferente da verdade de Marques Mendes, ou de Moita Flores, ou de Marcelo Rebelo de Sousa ou de Pedro Passos Coelho.
Mas MFL é tão segura da sua verdade que com a verdade efectiva do que se passa na governação do PSD madeirense (um regime em défice democrático) acusa o seu principal opositor, tarnsformando-se numa ilegítima dona da verdade, mesmo que fosse verdade!

RTP Madeira: a" manha" do costume

É o habitual: a RTP Madeira protege sistematicamente o poder fazendo o favor de não fazer debates e evitando assim o confronto, única forma do povo entender as diferenças de projecto e de "modus operandi". Não estou surpreendido com esta decisão da RTP Madeira, como também não estou com a decisão patética (mas também pode-se dizer comprometedora, ou ofensiva ao serviço público, ou oportuna para quem se recusa sistematicamente ao debate) de ouvir os partidos antes de avançar com óbvios frente a frente. É o costume: gente nova ideias velhas (outra coisa não seria de esperar quando estas são orientadas pelo director Leonel de Freitas que agora anda escondidinho!).

sábado, 29 de agosto de 2009

Olha a ética destes senhores...


Guilherme Silva recentemente disse que o PSD Madeira estaria disponível a apoiar o PS caso este partido ganhe eleições (sem maioria). Isto desde que os arranjinhos do costume sejam tratados a favor do poder Jardinista (nunca dos madeirenses!) . Ora, como é possível encaixar esta sonsice com a acusação violenta de traição que Jardim fez a Moita Flores? Não se encaixa, obviamente. Regista-se o carácter dos protagonistas!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

As borlas de Jardim II

Jardim quer acabar com as borlas mas no fundo é só falatório político até porque a ser assim devia acabar com as suas férias nas casas do Porto Santo, onde paga 10 euros. Na pousada da Juventude do Porto Santo, um jovem paga 14 euros. É justo não? O melhor é estar caladinho!

As borlas de Jardim I

As borlas que Jardim diz que devem acabar (obviamente) continuam. Mais. Como já referi aqui AJJ não quer, nem pode, acabar com as ditas borlas. São elas as responsáveis pela manutenção de um regime castrado, amorfo, autoritário e, por isso, incapaz de promover o desenvolvimento e a justiça social. Mas, mais grave, estas borlas violam aspectos essenciais da concorrência e prejudicam a economia: são as "borlas" ao monopólio dos transportes, ao transporte de pessoas entre Madeira e Porto Santo, ao Jornal da Madeira; aos "abusadores" do POSEIMA; aos interesses de uma Zona Franca quase inútil para os madeirenses pelo prejuízo que provocam,...

Proposta do PSD para as autonomias

O Programa do PSD para as autonomias roça o patético, sobretudo vindo de MFL, a senhora que impôs o endividamento zero e que, todos sabemos, tem urticária só de pensar no despesismo eleitoralista e insensato de AJJ.
Mas vejamos estes senhores dizem:
"Recuperaremos o clima de diálogo e de cooperação entre o Estado e as regiões autónomas."
Para concretizar isto é só afastar AJJ da governação. Sem este cavalheiro tudo será mais diplomático e proveitoso.De qualquer forma, se não passar por isto, não encontro nada de concreto que indicie vantagens objectivas
"Rejeitaremos terminantemente a instrumentalização política das relações entre regiões autónomas e órgãos de soberania, bem como o confronto com aquelas apenas por motivos político-partidários."
Mais uma vez afastem o dito cavalheiro porque são os motivos político partidários os únicos que lhe interessam, mesmo que prejudiquem os madeirenses. Tem sido sempre assim, a chicana política o confronto insultuoso sem vantagens concretas para a Madeira
"Continuaremos na linha de sempre do PSD, de solidariedade com as regiões autónomas, completando a regionalização de serviços."
A regionalização de serviços não é sinónimo de solidariedade. Até hoje tem sido desastrosa grande parte da regionalização liderada por AJJ, basta olhar para o QREN que isolou as empresas regionais e retirou apoios.
Apoiaremos as diligências das regiões autónomas junto dos órgãos da União Europeia, nomeadamente no quadro estabelecido nos Tratados para as regiões ultraperiféricas.

Será que MFL pretende refazer a asneira que fez em parceria miserável com AJJ e com isso retiraram 500 milhões de euros à Madeira? Ou será que quer confirmar, o que já fez AJJ, e retirar, definitivamente, a Madeira da Região objectivo 1? Parece que sim porque insistem em não calcular o PNB regionalizado e definir a bateria de indicadores adequada para justificar a fragilidade do desenvolvimento regional. No ano passado o PSD M votou contra duas propostas do PS M nesse sentido.
Recuperaremos um enquadramento das finanças das regiões autónomas que não prejudique indevidamente uma delas, sem prejuízo do disposto entretanto para a Região Autónoma dos Açores no regime actualmente vigente.
A revisão da lei das finanças regionais está prevista, o PSD M nada fez do ponto de vista de alteração de critérios, pelo contrário manteve o discurso que lhe valeu a perda de 500 milhões da UE. Esta intenção é demagogia da mais rasa e eleitoralista. O cerne da questão está colocado ao contrário: um confronto entre regiões e não um quadro de critérios justo e adequado. Miserável

Marítimo: a bajulação sem limites...

A controvérsia em torno do equipamento alternativo do Marítimo não tem a ver com as cores "de per si", apesar de existirem os senhores do costume a tentar minimizar (com insulto, claro!) as criticas efectuadas. Ora para esses, sobretudo esses, importa sublinhar que o que está em causa é a arbitrariedade da escolha e, principalmente, a bajulação inadmissível que ela encerra, fragilizando o nome de uma entidade centenária, transversal à sociedade madeirense. A tentativa frouxa, infeliz e ridícula de associar o Marítimo ao regime vigente e, por essa via, colar ostensivamente a um partido político merece a minha critica severa e intransigente. Mais. A gestão rasteira do clube, protagonizado por uma direcção castrada dos valores maritimistas, “agachada” ao poder de AJJ, (numa espécie de concurso: quem consegue ser mais “fantoche”) e imbuída de enormes interesses pessoais, explica, infelizmente, a escolha do equipamento alternativo do Marítimo. É gratuito, infeliz e demonstrador da profundidade da intimidação do PSD à sociedade madeirense. Essa obsessão do regime atinge todas as franjas da sociedade, incluindo o futebol profissional, transformando, assim os adeptos, de todos os quadrantes, religiões ou raças, em meras figuras menores.
Por tudo isto, as criticas seriam bastante menos relevantes se o equipamento fosse castanho com bolinhas brancas, ou verde com ondas a amarelo, ou mesmo cor-de-rosa...Esta arbitrariedade era suportável, apesar de discutível. A bajulação gratuita e interesseira é desprezível e quase insuportável!”

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Nem à gargalhada, há-de cair de podre!

AJJ dá instruções (parece mentira que assim seja!) à maioria PSD na assembleia legislativa da RAM para violar a constituição e o estatuto em matérias tão relevantes como a pluralidade da mesa da ALRAM ou mesmo a obrigação de cumprir o regimento, por exemplo, em matéria de debates mas, mesmo assim, tem o desplante de vir a "terreiro" exigir o cumprimento da constituição em matéria de serviço público. De contradição em contradição tudo isto há-de cair de podre...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Estratégia precisa-se como "pão para a boca"!

O Turismo passa por momentos difíceis na Madeira. Pode-se sempre dizer que a situação é geral mas também é preciso reconhecer que sendo o turismo um sector estrutural para o desenvolvimento da RAM é indispensável repensar problemas e definir estratégias. Os problemas hoje noticiados no DN Madeira sobre o Porto Santo é só uma parte do problema mas que demonstra a governação errática do governo de AJJ: não há estratégia, não há um rumo, ninguém sabe o que fazer e por isso as "coisas" vão acontecendo sem medidas estruturais. Na verdade, se a ideia é fechar hotéis no Inverno (não consensual entre governo e autarquia!) então é preciso criar todo o enquadramento necessário para isso, de modo a colocar todos os empresários em igualdade e garantir estabilidade aos trabalhadores. Mais. Se é para fechar no Inverno para que serviram os investimentos com objectivo de diversificação de oportunidades no sector, como é o caso do campo de golfe? Assim vai a governação jardinista...

terça-feira, 25 de agosto de 2009

MFL ao sabor de Cavaco

Se alguém ainda tinha dúvidas de que Cavaco anda com MFL ao colo, basta observar o veto às uniões de facto em período pré-eleitoral. Inadmissível.

Tem graça

O DN Madeira fez hoje uma primeira página que merece relevância dado estarmos a falar de um assunto muito importante em época de crise. Na verdade é impensável que a Madeira esteja numa crise profunda, que o desemprego não pare de aumentar, que as empresas estejam "aflitíssimas" e o governo de AJJ limita-se a "guardar" o dinheiro do QREN!?
O único aspecto que lamento no DN Madeira é que tenha ignorado este tema quando o PS Madeira na ALRAM denunciou por várias vezes esta questão. De qualquer forma mais vale tarde que nunca.

domingo, 23 de agosto de 2009

BANIF: caso de polícia?

A capa do caderno de economia do Expresso fala de um escândalo envolvendo o BANIF e Horácio Roque. Se o que diz a noticia é verdade, estamos perante um mais caso de policia envolvendo a banca nacional.

Onde foram desencantar esta Patrocinio?

O vídeo que circula na net de Carolina Patrocínio, mandatária da juventude para o PS não ajuda (nada) a convencer os portugueses a votar no PS. Quem se lembrou de convidar esta menina bonita não pode estar bom da cabeça. Compreendo que o PS queira uma cara bonita. Compreendo que o PS queira uma jovem determinada. Compreendo até que queira uma jovem "segura de si". Mas já não compreendo que o PS permita que a mandatária da juventude fale desta maneira minimizando valores indispensáveis para se viver em democracia, e sublinhando um modo de ser e de estar que até me arrepia...Por favor, alguém que faça alguma coisa nem que seja não deixá-la falar!

Concordo com Almada

Situações difíceis, medidas extraordinárias. Por isso concordo com a mensagem de Roberto Almada no desafio a uma união à esquerda para quebrar a hegemonia do PSD. Mais. Julgo ser possível encontrar causas comuns e nessa plataforma desenvolver um projecto consolidado em torno de matéria consensuais como a luta pela democracia, a luta pelo desenvolvimento social, o combate sério à corrupção e à promiscuidade intolerável. Nestas áreas estou certo existir consensos óbvios, basta olhar para o que se passa na ALRAM.

sábado, 22 de agosto de 2009

O cartaz turístico

Dentro de pouco tempo, no Porto Santo, deverá ter inicio o circo (como vem sendo habitual), com um número especial de palhaços: um autêntico cartaz turístico!

Disparate Jardinista

Em matéria de disparate é consensual que AJJ ganha com margem folgada sobre Sócrates, mais não seja porque leva uma avanço de quase 30 anos (com uma intensidade de tolices que é impossível acontecer num ambiente minimamente democrático). Estou certo que não aparecerá nos próximos tempos, em Portugal, uma figura que consiga bater o recorde do disparate que está nas mãos de Jardim. Isto , e por tudo o que acabei de escrever, é em si mesmo um disparate de Jardim, ficando a ideia que tenta envolver-se em tudo o que mexa, menos naquilo que tem responsabilidade que é governar Madeira...

Silly...

Dei uma vista de olhos na blogosfera madeirense e fui observar alguns blogues afectos ao PSD e outros, também da Madeira, em que altos funcionários usam o cargo que têm para fazer propaganda rasteira contra tudo o que não lhes cai no "goto". Depois do que vi, só me apetece lembrar o que diz o povo: "palavras loucas, orelhas moucas"

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Lembrar....


Mesmo sendo um retrato muito incompleto, porque a realidade é bastante mais complexa e com muitos mais interesses e cumplicidades envolvendo familias mas também negociatas e por aí fora...Um caso de polícia!

A Madeira é o melhor lugar do país para viver?

Desafio os madeirenses a reflectirem sobre a governação de AJJ e do PSD na Madeira mas comparando com o que se passa nas outras regiões do país. Pode ser que se surpreendam com as conquistas (?) miseráveis de AJJ para o nosso bem estar. Na verdade a autonomia devia servir para fazer melhor e dar mais e melhores condições de vida àqueles que vivem afastados dos centros de poder. Ora o resultado na Madeira não é nada assim. Pelo contrário criou-se um outro centro de poder cujos ganhos relativos foram obtidos a um custo que merece reflexão.veja aqui

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Sem surpresa mas inconformado...

Será que não é do interesse público explicações concretas sobre onde param os processos levantadas pela tutela inspectiva e que confirmaram mais de 100 ilegalidades em apenas 1,5 anos na CMF?
Já agora, onde anda a tutela inspectiva? Como é possível não ter continuado as inspecções na CMF? Como é possível encolher os ombros? É este o perigo da autonomia à maneira de Jardim: até as inspecções (que passaram a ser regionalizadas) são feitas por interesses políticos ou mesmo pessoais, não na defesa do interesse público. É assim o regime de Jardim...

Na Madeira Sócrates aumenta vantagem para PSD

Uma eventual sondagem após a visita à Madeira dará, estou certo, uma maior vantagem ao PS nas próximas eleições. Não por causa do Sócrates mas pelo insultuoso comportamento de AJJ que já chateia o país de "lés a lés". Assim, AJJ insulta Sócrates, este sobe nas sondagens!

O país de Cavaco

Parece mentira mas é verdade: o site do PSD esclarece que efectivamente são os assessores do PR e Eduardo Catroga que andam dar ideias ao PSD sobre um programa de Governo. Eduardo Catroga é aliás apontado como possível primeiro-ministro em caso de PS ou PSD ganharem sem maioria absoluta. Isto é um país fantástico. Quanto ao Senhor Presidente, este já revelou o suficiente para sabermos as suas reais intenções. O seu silêncio em torno de um polémica que o envolve directamente é esclarecedor...

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O desemprego em Portugal


Mas já agora vale a pena observar a figura e perceber o quanto são infundadas e exageradas as criticas de MFL, PSD e AJJ sobre o crescimento do desemprego em Portugal. Francamente bastante melhor que muitos países supostamente mais bem preparados. Naturalmente que o desemprego é um flagelo que tem de continuar a ser combatido com elevada prioridade mas, nada melhor que relativizar para entendermos a dimensão do fenómeno!

O aumento do desemprego e a conspiração

Sancho Gomes, do blogue conspiração, deixou uma mensagem acusando-me de não comentar o aumento do desemprego e mesmo assim ter acusado LFM de ter ignorado o crescimento do PIB. Sobre este assunto, gostaria de deixar três notas: em primeiro lugar, o meu blogue não é um repositório de estatísticas, venha de onde vierem, só porque podem ser favoráveis ao PS (portanto, bastante diferente do ultraperiferias!); em segundo lugar, contrariamente ao que diz o bloguer Sancho, fiz o comentário adequado sobre o crescimento do desemprego aqui revelando a razão fundamental para que um crescimento do produto poder não significar uma diminuição imediata do desemprego (além de publicamente, no DN Madeira de ontem, ter assumido que existem evidências que a crise não passou, onde o desemprego é a variável mais relevante); finalmente, em terceiro, registar a concordância de Sancho Gomes com o meu post da imparcialidade descarada de LFM que ainda por cima ,e sobretudo, é chefe de gabinete do Presidente da ALRAM. Termino dizendo que pode-se até dizer que o blogue de LFM é pessoal (antecipo assim uma resposta já gasta) mas, sinceramente, para quem quer ser respeitado tem de se dar ao respeito....

Grande descarado!

A actuação do Governo do PSD da Madeira é um caso de polícia. Todos sabem e este também bastando, para o efeito, ler alguns dos posts que coloca para desancar (com aquela linguagem "apropriada" a um alto funcionário da ALRAM) em membros ou simpatizantes do PSD que caem em desgraça na "cabecinha" de AJJ.
Mas, mesmo assim tem o desplante de chamar ladrões (isso mesmo) aos governos da república e em particular ao do PS, o único que até hoje perdoou mais de 100 milhões de contos de dívidas contraídas sem qualquer racionalidade pelo seu grande líder. É desagradável lembrar estas amarguras mas...

domingo, 16 de agosto de 2009

Um canil em vez de um hospital...

O Porto Santo ainda vai ter um canil primeiro que um hospital. É obra!

Mais do mesmo...Até quando?

Em Maio de 2009 o PS Madeira na ALRAM já alertava de forma concreta para as dificuldades que a Madeira estava a passar e que passaria e, sobretudo, pela incapacidade do governo regional e apresentar soluções, conforme se pode ler aqui. Apesar de tudo, o desemprego continua a crescer, as empresas continuam com problemas e impedidas de aceder aos apoios nacionais (curiosamente) mais adaptados à realidade empresarial, os pobres continuam à espera de soluções que minimize as suas dificuldades mas o PSD mantém o discurso ao lado dos problemas...

Até onde vai o descaramento

LFM é funcionário da ALRAM (alto funcionário porque é chefe de gabinete do Presidente) mas nas horas vagas - que pelos vistos são mais que as ocupadas - gosta de fazer propaganda a favor do PSD M ou contra o PS nacional, às vezes a favor do PSD nacional outra vezes contra alguns PSD's Madeira, mas sempre na lógica de propaganda barata a favor do homem que mantém um regime persecutório e intimidatório AJJ.
Mas não deixa de ser curioso que este homem que passa os dias a "colar posts" retirados de jornais, INE, OCDE, ONU, Eurostat, tudo contra o governo da república, ficou estranhamente amorfo com a subida do PIB e resolveu não "colar o post" do crescimento do produto em portugal!
Compreendo, mas era mais fácil dizer de uma vez por todas que a sua função não é ser chefe de gabinete da ALRAM nem comentar com um mínimo sentido de razoabilidade mas sim papaguear tudo o que ver ou mexer desde que ajude AJJ a consolidar um sentido perverso de governar. Assim fica tudo mais claro.

sábado, 15 de agosto de 2009

Contributo para acabar com falatório político...

Para quem ainda não percebeu e gosta de fazer especulações insensatas ou mesmo hilariantes, gostaria de dar uma nota sobre uma aparente contradição entre o aumento do produto (no segundo trimestre de 2009) e, contrariamente ao que era de esperar, um aumento do desemprego no mesmo período de análise. Ora, o aumento ou diminuição do produto tem efeito mais ou menos imediato no mercado de trabalho decorrente da maior ou menor rigidez desse mercado. Ora, como é do conhecimento de todos (mesmo que superficial) o código do trabalho trouxe alguma flexibilidade mas não resolve a tradicional rigidez que impede que o mercado se adapte imediatamente à maior ou menor procura de trabalho consoante o crescimento ou diminuição do produto.

AJJ: o trauliteiro do costume

AJJ duvida do Banco de Portugal, duvida do INE, duvida do Ministério Público, duvida do Tribunal Constitucional...Desta forma ainda há-de duvidar de si próprio. Há quem diga que já aconteceu e eu não duvido!

Turismo: um sector sem orientação

O turismo na Madeira passa por maus momentos e, infelizmente, a situação não é conjuntural. O melhor indicador para provar este desacerto estrutural tem a ver com a sucessiva perda de receitas por quarto. A única certeza é que o ajustamento de preços, depois da crise, far-se-á em valores médios ainda mais baixos. Verão se não tenho razão...

Brazonices....

A RAM é a região do país onde o desemprego mais cresce mas mesmo assim Brazão de Castro ainda tem o desplante de fazer comunicados, procurando encontrar alguma coisa de positivo neste flagelo que assola a Madeira com enorme intensidade. Apetece perguntar: é falatório eleitoralista? Contudo, se a intenção é essa diga-se que é de mau gosto e sobretudo bacoco. De mau gosto porque brinca descaradamente com os mais de 12000 desempregados. Bacoco porque este governo nada fez para conter o aumento do desemprego. Pelo contrário, as suas acções têm proporcionado um terreno fértil para a destruição de emprego.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Lembrete

Onde pára o imenso dossier de ilegalidades da CMF, praticadas por Miguel Albuquerque? O domínio da arte do fingimento é uma coisa muito séria!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Desplante

Um governo regional com responsabilidades de governação devia ter atenção ao que diz para não dar tiros no pé. Desta vez foi a jovem Vânia que resolve atacar o governo da república por causa do desemprego...Tem graça. A Madeira goza de autonomia e tem um governo próprio que, por sinal, é do PSD e, curiosamente (ou não!) é a Região do país onde o desemprego mais cresceu (e cresce!). Valeria a pena encontrar responsáveis na Madeira e perceber porque destroi a economia madeirense tanto emprego e não cria alternativas consistentes.

Cá está ele ... Outra vez

O meu amigo Luis Vilhena voltou ao blogue e já está a "postar das suas" aqui

Ridiculo

Há uns que têm pena que empresas privadas com investimentos privados, de dinheiros privados, não sejam fiscalizados pelo Tribunal de Contas. Ora o que eu tenho pena é que algumas empresas privadas, com concessões públicas, favores públicos, dinheiros públicos não sejam severamente questionadas sobre como obtiveram tais regalias! Mais. É pena que o Tribunal de Contas não avalie, como foi solicitado pelo PS, o percurso do dinheiro público que o GR da Madeira concede a empresas privadas... O que determinados indivíduos gostam de fazer é atirar areia para os olhos de quem anda desatento: o mercado avalia e penaliza severamente a má utilização dos dinheiros privados, o tribunal de contas deve seguir e avaliar a utilização dos dinheiros públicos, sejam geridos por entidades públicas, sejam privadas. O que é assustador é ter pessoas responsáveis a espalhar ódios e ressabianços para com empresários que arriscam o seu dinheiro e são confrontados com concorrência desleal promovida e incentivada por um governo promíscuo e que trata os empresários de forma diferente consoante as contrapartidas obtidas, os silêncios e as amizades pessoais.

Acção popular ainda é o mal menor...

Há para aí uma esquizofrenia potencial de um dos promotores do mediático empreendimento Quinta do Lorde sobre possíveis acções populares sobre o mesmo. Ora, em boa verdade, se isso vier a ocorrer esse será o problema menor do empresário. Na verdade, sério, sério vai ser a rentabilidade de um empreendimento mal planeado, mal dimensionado, desadaptado à conjuntura actual e incompatível com as necessidades(?) do mercado.

Vergonha, incompetência e promiscuidade

Levar um carro para o Porto Santo, no Lobo Marinho, custa a módica quantia de 180 euros enquanto levar um carro para Portimão, através do ARMAS, incluindo passageiro, fica por 100 euros. Isto é de loucos. Como é que se compreende que o GR e o PSD teimem em não abrir o mercado de transporte marítimo entre Madeira e Porto Santo a outros operadores, penalizando madeirenses e porto-santenses, mesmo sabendo que o ARMAS está disponível para operar nesta linha e assim contribuir para baixar significativamente os preços??!!
Esta promiscuidade é inadmissível e tem efeitos graves na vida das empresas e famílias da Madeira.
Registo ainda, neste contexto, a insólita situação do Lobo Marinho gozar de uma prioridade estranha e atípica sobre o ARAMAS, obrigando este a esperar que o "Sr. Lobo Marinho" faça o que tem a fazer quando quer e como quer para, então depois, poder atracar no Porto do Funchal!...Assim vai a governação do PSD.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Quem esclarece e quando?

A edição do Sol desta semana é bastante clara e objectiva no que respeita às ilegalidades de Albuquerque:

"...a sindicância à CMF encontrou ajustos directos ilegais, concursos decididos após o serviço ter sido prestado, fraccionamento de despesas (...) pagamentos ilegais, obras que sistematicamente violam o PDM e ausência de pareceres técnicos obrigatórios (...) há concursos em que os júris incluem pessoas com interesses nas empresas candidatas, obras que ultrapassam sempre os índices legais de construção e que não são sujeitas a votação da vereação e milhares de euros pagos a empresas de familiares directos dos dirigentes da autarquia."

Quem ainda tem dúvidas que responda, em consciência, se considera que nada disto é grave e, além disso, se tudo isto pode ter sido feito sem "interesse"?

(publicado neste blogue a 22 de Agosto de 2007)

Em Setembro de 2008 era assim, assim continua e...pior!

Há cerca de 4 anos atrás alertei para o escândalo que se vivia na CMF. Esse escândalo baseava-se em factos objectivos e concretos que muita gente conhecia.
O elenco camarário do PSD (a começar pelo seu Presidente, como é óbvio) tinha (e tem!) lodo até ao pescoço. As explicações requeridas eram mais que muitas e verifiquei uma espécie de branqueamento de tudo, como se a verdade e a transparência metessem nojo a alguns ilustres desta terra (uma elite cor-de-rosa - neste caso sem conotação política, embora importo-me muito pouco com quem queira colocar o barrete - mas sempre a puxar para o laranja, esquecendo sempre interesses superiores à mesquinhez e interesse pessoal do dia-a-dia!) e a alguns responsáveis da sociedade civil que, num clima de seriedade democrática e responsabilidade social (mesmo com serviços mínimos!) tinham evitado a continuação da pouca vergonha que assistimos e que vimos assistindo. Esses, em particular, têm responsabilidades enormes na accountability dos votos e na necessária mudança que a Madeira necessita. A democracia silenciosa, estranhamente medrosa, penalizará sempre a sua qualidade. Fica hoje ainda mais claro que era urgente ter acontecido um debate, mas, no fervor das eleições ( e dos interesses!) juntaram-se muitos (alguns, na altura, de forma estranha e surpreendente mas hoje, infelizmente, já se compreende e não se dúvida das razões) para evitar o fim do escândalo. A mudança quase total de todos os que acompanhavam o Presidente nem sequer foi suficiente para alertar aqueles que há muito deviam estar atentos. As eleições ocorreram num clima de frieza absoluta, de receios, de ameaças e de medo, mas a máquina laranja, persecutória e poderosa venceu e, perdoem-me, se fosse o papa, também vencia. É preciso compreender porquê!
Depois de tudo isto, (onde alguns destemidos acham que apenas resulta de ódios e ressabiamentos, numa expressão triste e desoladora daqueles que são os verdadeiros valores para a intervenção cívica) no auge da luta interna do PSD, o Vice Presidente decide atacar as bases do seu principal opositor e resolve (o que já devia ter feito há muito tempo, com outra intensidade e objectivo, e, portanto, não me venham com elogios baratos a este comportamento porque, na verdade, é repugnante perceber que a tutela inspectiva serviu interesses pessoais e não os interesses públicos de todos os madeirenses. Resta-nos agradecer (?) quase de forma insólita a briga do PSD porque sem ela aquele lixo continuaria debaixo do tapete) fazer sair os resultados de uma "simples" auditoria, com "casos ao acaso" e descobre mais de 100 ilegalidades, mandando tudo (ou quase tudo) para o ministério público. Do alarido em torno desta questão fica a incompetência (?) do ministério público que ousou mandar arquivar o que podia avançar para tribunal, num acto sem precedentes de duvidosa actuação. Depois, as Assembleias Municipais, que obrigaram à discussão do relatório, ficaram marcadas pelas recusas do PSD e do Presidente em assumir as suas responsabilidades e a dos seus pares. Num momento de enorme significado para o estado político da Madeira. Ele que era (e e´!) presidente tentou algumas vezes lavar as mãos, outras fingir que não sabia e outras ainda dizer o que diz sempre: é uma cabala! Até o Pedro Calado, que acabou por suceder ao vereador agora arguido, reafirmou (para todos ouvirem, e estou certo que ouviram!) que, no caso do Rui Marote, o que se dizia era mentira. O que estava no relatório era mentira. Chamou de mentiroso a quem fez perguntas sobre a matéria. E agora? A memória é curta e até parece que tudo está sereno e calmo. Não se passa nada! São tudo bons rapazes.
Agora que o espectáculo começou (será mesmo!), parafraseando o Senhor Bernardino da Purificação, será que ninguém vem dizer o que se passou? Ninguém sente necessidade de dar explicações. Ninguém, nem mesmo o homem que governa esta terra e que ameaça tudo e todos os que denunciam a corrupção na sua governação, mesmo com os factos debaixo dos olhos. Ninguém, nem mesmo aqueles que usam e abusam de informação priviligiada para sacrificar gente séria e honesta, num registo triste e desolador. Ninguém, nem mesmo (e só!) o Presidente da CMF que dirá, concerteza, que tudo isto é uma cabala!? Que ficará em silêncio com a certeza absoluta que ninguém lhe perguntará absolutamente nada (como também não perguntarão a tantos outros que deviam estar envolvidos num debate regional sobre esta questão!). Com a certeza que, por exemplo, à semelhança do que aconteceu no período negro do relatório da inspecção, a RTP Madeira, e o director Leonel de Freitas, fizeram o serviço certo: ignoraram, deliberadamente, um dos maiores escândalos vistos na Madeira que envolve directamente o Presidente da CMF e putativo candidato a Presidente do PSD. Isto merece reflexão e sobretudo deve-nos preocupar muito. Deve-nos preocupar que nada disto tenha consequências políticas. Deve-nos preocupar que no regime de AJJ, a corrupção, a incompetência, a prevaricação são neutras para a governação. É igual, basta reagir contra os outros da forma mais grosseira e violenta possível. Nada do que se sabe e do que se soube afecta a normal actuação daqueles que têm a primeira responsabilidade e preferem manter-se em funções sujando tudo à volta e não contribuindo para o esclarecimento da verdade.
Estamos mal. Muito mal. Podemos ficar ainda pior se não formos (toda a sociedade civil!) capazes de acabar com este regime de interesse duvidoso. Se não formos capazes de dizer que queremos mais seriedade, mais transparência, mais respeito, mais normalidade democrática.
Hoje estou (ainda) mais triste porque preocupa-me, sinceramente, ver crescer as minhas filhas neste ambiente impróprio que ofende quem quer mais democracia, mais justiça, mais igualdade de oportunidades... Nada disto se resume à CMF e ao actual Presidente. É muito mais que isso!
É preciso construir uma mudança. É impossível construí-la em cima de uma lixeira que não pára de crescer!
Não tenho dúvida que muitos concordam comigo, mesmo que não partilhem alguns dos meus pensamentos...

A 28 de Abril de 2008 era assim, mas assim continua!

A Madeira continua desgovernada: AJJ anda com a cabeça no ar, entretido com a liderança do PSD, alimentando um desejo que não teve coragem, não soube ou simplesmente nunca quis assumir. Os seus secretários e Vice Presidente andam a olhar para todo o lado, inactivos e "amorfos" mas muito ansiosos, não vá aparecer outro delfim, numa qualquer esquina, anunciado por um qualquer comentador, e voltar a introduzir mais entropia na sucessão (?) de Jardim...Em contrapartida, andamos aos "abanões" onde só uma fé do tamanho da incompetência governativa do PSD, nos pode alimentar alguma esperança!
(publicado neste blogue a 28 de Abril de 2008)

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A tolerância à corrupção....

A tolerância da nossa sociedade à corrupção é um tema quente, actual e quase desnorteante. Estamos em pleno apelo ao voto e numa campanha que poderia ser exemplar face aos escândalos que por aí vão, envolvendo candidatos que se supõe estarem envolvidos em crimes de corrupção, acaba por ser morna insonsa e quase estéril.
Parece que os políticos já interiorizaram que a denúncia da corrupção não é popular e em vez de trazer votos pode prejudicar. Esta conclusão é preocupante. Devo dizer que considero um sinal de grande fragilidade democrática. Digamos que esta abordagem de denúncia poderia significar existirem mecanismos auto-reguladores, mas, a aparente tolerância(?) da sociedade a esta questão anula esta auto-regulação (independentemente do papel dos tribunais).
Este tema merece uma significativa reflexão na Madeira onde, por exemplo, um Presidente da autarquia foi acusado pela tutela inspectiva de ter cometido mais de 100 ilegalidades mas os cidadãos demonstram uma passividade estonteante sobre esta circunstância e os políticos um silêncio absurdo e comprometedor. Porquê?

A desproporção de Albuquerque..

Albuquerque insultou de tudo (o que se pode imaginar) aqueles que "desenharam" a lei que impede a plantação de árvores nas rotundas! Não conheço os temos da lei mas o histerismo de Albuquerque é um bocadinho exagerado...Parece que este Senhor Presidente demonstra uma desproporção de reacção face aos problemas da cidade (sobretudo os criados por ele próprio!) e os seus comentários ou posições oficiais. Ou seja, grita para o insignificante (sobretudo, fora da sua órbita) e "mia" perante os escândalos governativos da sua responsabilidade...

domingo, 9 de agosto de 2009

A fragilidade da democracia traduz-se na sistemática pressão sobre candidatos da oposição

Nos últimos dias andam todos a tentar encontrar provas de que existem pressões sobre potenciais candidatos da oposição ( mais uma vez um tema antigo). Mas, esta é a falsa questão: é óbvio que o regime de AJJ é intimidatório e persecutório e isto não é especular: são factos. Todos sabem, pelo menos aqueles que já tiveram experiências na política na Madeira, jornalistas e pessoas atentas e informadas da nossa realidade. Mas o que me parece relevante discutir é porque razão acontece tudo isto? Porque razão o regime de AJJ é intimidatório? O que fazer para mudar tudo isto? Quem quer mudar? Como mudar? Enfim, para mim não restam dúvidas da fragilidade da democracia na Madeira. Também não tenho dúvidas que tudo isto tem piorado (nos últimos 10 anos estamos piores, menos livres, que nos primeiros anos após o 25 de Abril, e até antes de 74!) mas o que me aflige sinceramente é não sentir uma vaga de fundo para garantir que viveremos em mais liberdade. A vaga de fundo, do meu ponto de vista, implicava que todos os partidos da oposição encontrassem causas comuns para os quais lutariam em conjunto. Parece óbvio que, neste contexto, a defesa da democracia devia ser a principal.

sábado, 8 de agosto de 2009

Uma denúncia oportuna e relevante...

A denúncia do DN Madeira sobre a promiscuidade entre Governo Regional e PSD, feita com recurso a primeira página, é um importante contributo para o funcionamento da democracia na Madeira. É óbvio que nada disto é novo, mas é nova a tomada de consciência civica traduzida desta forma em informação mediática. Esta é porventura a noticia mais relevante: deixou de ser indiferente a utilização abusiva e inadmissível dos recursos do governo para fazer propaganda partidária. Esta situação há muito que ultrapassou todos os limites e ainda por cima tem como responsável alguém que gosta de desferir ataques à república por situações muito longe de se equipararem com estas: que são duradouras, sistemática e de uma profundidade onde poucos saberão identificar onde começa o governo e acaba o PSD...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Assim é que se fala!

Esta Senhora tem opções fantásticas. Em vez de se preocupar em criar condições para termos um porto competitivo, resolve antecipar medidas que podem tornar o Porto do Funchal num deserto...Isto é que é governação rasgadinha...

Outra vez um conflito?

Havia ou não acordo com o governo da república e a presidência da república para a recondução de Lobo Antunes no Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida? Aí está a próxima novela entre Sócrates e Cavaco...Vai dar bode!

Sorteio menos bom para Nacional

Acabou de sair: Nacional jogará com Zenit. O primeiro jogo é dia 20 na Rússia...

A qualidade das cidades...

A conceituada revista Monocle considera Lisboa a 25ª cidade com mais qualidade de vida no mundo. Zurique, Copenhaga e Toquio são as 3 primeiras.ver aqui

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Quando a violência se torna banal!

As agressões efectuadas a um deputado, depois das agressões aos jornalistas e do tiroteio a uma acção política de um partido da oposição merecia ou não a reacção de todos e, sobretudo, a intervenção do Presidente da República ou, em alternativa (dado que Cavaco não fala!) do Senhor Representante? Claro que sim, mas estamos na Madeira onde tudo isto é banal...Até quando?

O risco de ser empresário na Madeira

Conforme refere o DN Madeira, a nossa região tem a proporção mais elevada de empresas de alto risco (cerca de 1/3, mas deverá ser mais se excluirmos as da Zona Franca). Isto significa que o ambiente onde as empresas se movem é mau, arriscado e pouco propício ao investimento. De quem é a culpa? Do mercado? Não. Até porque a região com menos empresas de alto risco é os Açores (um mercado semelhante em dimensão). A responsabilidade é do governo que infelizmente não tem tido a competência necessária para criar as melhores condições para a dinamização de um sector privado sadio e preparado para a concorrência. Mais. Não foi capaz e cada dia que passa demonstra que não sabe o que fazer para dinamizar o sector empresarial e assim criar emprego e riqueza.
Vale a pena referir que neste contexto esperávamos um movimento associativo dinâmico e reinvidicativo (como existiu em tempos de uma ACIF não comprometida!), infelizmente temos associações comprometidas com o regime...Palavras para quê?

As borlas de Jardim

Aqui Ricardo Oliveira pergunta porque ninguém desmascara este disparate (mais um) de AJJ. Na verdade compreendo a indignação do Senhor jornalista mas também sei que Ricardo Oliveira sabe porque ninguém se indigna ou indignará!
Ora vamos lá ao discurso directo com AJJ: Diga lá outra vez? Consigo não há borlas? Então explique como conseguiu comprar uma sociedade civil e uma elite (sim porque mudanças só com elites mas as nossas é o que se sabe!) que hoje está totalmente castrada, censurada, à espera das borlas ( de toda a espécie) que lhe vão caindo nas mãos: são conselheiros, são negócios fáceis, são avenças escondidas para "lamber as botas" do regime; são favores de toda a espécie em troca de silêncios...Pois é, ninguém o desmascara porque muitos (mais do que parecem e alguns aparentemente insuspeitos) beneficiam das borlas e, obviamente, não querem que elas terminem. Digamos que estas boras são a sustentação do regime. Não tenho dúvidas. Como também sei que vai manter-se tudo caladinho com estas patetices de AJJ.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Foi encontrado o agressor...é do PSD!

O "pugilista" responsável pelo ataque absurdo e violento ao deputado Jaime Leandro chama-se José Isidoro Ornelas é fiscal da obra e, sem surpresa, é o Presidente da Assembleia de Freguesia do Jardim da Serra, do PSD!

Não tem perdão

Fiquei agora mesmo a saber das agressões ao deputado Jaime Leandro. Sinceramente esta situação é inadmissível e, não tenho dúvidas, é o resultado do clima de violência que AJJ instiga e difunde na Madeira. Não estou a ser precipitado. Todos sabemos que em situações limite as reacções podem ser inesperadas se o clima for propicio: AJJ cria o clima adequado e desafia o povo a fazer justiça...Não tem perdão!

Bom, bom, só se levar a mulher com ele...

O Director Geral Da TVI vai sair. Sinceramente, espero que leve a mulher consigo...

Encher farinheiras!

O que se passa? Numa fase critica onde a politica do GR é cada vez mais medíocre e demonstra mais fragilidades com consequências para todos vale a pena perguntar onde andam as oposições?
A continuar a encher farinheiras desta forma está visto que AJJ será o único a "comer" um cozido com todos!

Basta

Já decidi. Face às dificuldades, e tendo presente a circunstância das empresas com sede na Madeira não terem acesso a programas de apoio lançados pelo Governo da República e sabendo que, ainda por cima, estas pagam mais impostos que em muitas regiões em Portugal, vou surgir a mudança imediata de sede da Madeira. É este o resultado da politica económica do GR!

Hellooooooo

Quanto tempo vai demorar a Vice Presidência a decidir sobre a necessidade de implementar o programa de recuperação de empresas que o Minsitério das Finanças lançou e que, por culpa do PSD e da regionalização do QREN, as empresas da Madeira não têm acesso?

Dá vontade de rir...

Este fala quando não deve e quando pode dizer umas coisinhas diz que se manterá calado...Os critérios devem seguir a máxima de bom senso. Contudo, não é possível exigir esse esforço a quem nunca teve critério, bom senso ou ponderação nas suas intervenções públicas sobre deputados e partidos com actuação na ALRAM, local onde é funcionário. Nada de novo debaixo do Sol!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Para que ninguém se esqueça...

A Madeira perdeu 500 milhões de euros de fundos da União Europeia porque o Governo do PSD e AJJ escondeu um estudo (encomendado pelo PSD) que permitiria apresentar argumentos fortes para evitar este descalabro que ainda estamos a sofrer na pele. É bom não esquecer que esta irresponsabilidade protagonizada pelo PSD impediu uma discussão séria no quadro da LFR. Foi este facto (irresponsável e de pura traição aos madeirenses) que impediu demonstrar que a Madeira não era rica mas (apenas) tinha um PIB elevado à custas das imputações anómalas da Zona Franca. No fundo, o único critério que colocava a RAM fora da Região objectivo 1 era o PIB e mesmo assim AJJ insistiu em ficar caladinho....Se existissem dúvidas sobre isto, basta lembrar o que AJJ disse em Bruxelas este ano: "...eu consegui tirar a Madeira das regiões de objectivo 1..." Pois conseguiu e assim também tirou 500 milhões de euros aos madeirenses!

Sobre os bons resultados da banca

A economia portuguesa está suportada num sistema financeiro onde a banca ocupa o lugar central. Acabar (ceteris paribus) com esta situação e com a preponderância da banca é colocar em causa a própria dinâmica da economia. Contudo, sou de opinião que são precisas regras claras da participação da banca na economia real, a bem da transparência e concorrência saudável. Além disso, os bons resultados da banca devem ser comentados com prudência mas firmeza. Ou seja é um sinal importante da robustez do sistema financeiro português mas também a constatação que é sempre a economia real a suportar e a acomodar o prejuízo da banca: enquanto a banca apresenta bons resultados as PME's portuguesas vivem momentos desesperantes. Hoje continua, de forma inadmissível, as dificuldades no acesso ao crédito das PME's, mesmo com todas as intervenções do estado, demonstrando que nem tudo está feito e que os resultados conhecidos da banca são a prova de que se pode, e deve, fazer muito mais.

As hortas de Albuquerque

As hortas do Albuquerque pode até ser uma boa ideia mas, sinceramente, não chega. É muito pouco para se falar tanto delas ainda por cima de uma forma tão arbitrária. Mais é impressionante que a candidatura de Albuquerque ainda tenha o desplante de as usar como "arma" de campanha (é o que dá quem não tem a mínima ideia do que quer da cidade!). Na verdade era preciso perceber o que quer a CMF com essas "hortinhas"? Onde as integra, em que modelo urbanístico, em que plano de desenvolvimento, em que estratégia...Nada disto tem resposta e ainda por cima ninguém pergunta!

É preciso reagir...

Esta política na Madeira está morna, parada, quase morta...O que se passa? Reflectindo no garrote governativo de AJJ e as suas consequências nefastas sobre as famílias e as empresas apetece "abanar" a sociedade e obrigá-la a reagir de modo a acreditarem na força da mudança...

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

A transparência e credibilidade são valores importantes na vida mas também nos negócios

Miguel de Sousa devia de ser mais contido nas observações empresariais onde tem responsabilidade sob pena de cair no ridiculo: a Autoridade da Concorrência vetou o negócio da ECM de aquisição da sucol por falta de robustez da ECM.

A Autoridade da Concorrência (AdC) chumbou a venda da marca Sucol à Empresa de Cervejas da Madeira, informou a Sucol+Compal ao mercado. Em causa estavam também as «formulações de Sumol 100% Sumo, Sumol Néctar e Sumol Néclight», refere a empresa.

As razões do chumbo têm a ver com o facto de «não estarem reunidas as condições necessárias que viabilizam a entrada de um operador capaz de garantir o restabelecimento de uma concorrência efectiva nos mercados onde deliberou não aprovar o adquirente proposto nem o contrato vinculativo de alienação das marcas e de formulações», refere a AdC.

No mundo dos negócios a sério (não o sistema controladinho e controleiro que MS está habituado!) a transparência é um valor e pode ser decisiva....

De qualquer forma lamento que esta empresa madeirense não tenha conseguido os seus objectivos!

A verdade dos factos...

A questão não é menos relevante, apesar de andar tudo a assobiar para o ar: o QREN Madeira devia ter executado em fundos europeus cerca de 192 milhões de euros (até final de 2009), ora, o último relatório disponível, aponta para uma execução na ordem dos 45 milhões. É incompreensível. Numa altura de necessidades financeiras, o governo condiciona a liquidez da economia, prejudicando seriamente as empresas regionais e o emprego. É preciso explicações sobre esta matéria, urgente...Já agora onde pára o Senhor Secretário Garcês? É ele o responsável por esta pasta...

domingo, 2 de agosto de 2009

A policia municipal....

O conspiração levantou uma questão relevante sobre o custo da policia municipal. Contudo, sendo essa uma proposta lançada pela primeira vez na Madeira numa campanha em que fui um dos responsáveis, quero esclarecer alguns aspectos relevantes: este corpo de policias pode ser constituído por pessoas afectas à autarquia noutras funções, designadamente de fiscalização. Essas pessoas são formadas e são incluídas numa carreira especifica. Por outro lado, essa polícia pode prestar serviços para o exterior (como faz hoje a PSP) e com isso auferir receitas. Além disso, a policia municipal intervirá em áreas, já de intervenção autárquica, mas com mais competência, como seja o combate à toxicodependência e prostituição, assim como o seu acompanhamento adequado. Mais. O estado tem responsabilidades com a autorização e respectivo apoio na sua implementação. Tudo somado estamos perante um investimento de custo muito controlado e de efeito claramente significativo. Isto claro se a intenção dos autarcas for contribuir para melhorar a vida dos cidadãos...