segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A tolerância à corrupção....

A tolerância da nossa sociedade à corrupção é um tema quente, actual e quase desnorteante. Estamos em pleno apelo ao voto e numa campanha que poderia ser exemplar face aos escândalos que por aí vão, envolvendo candidatos que se supõe estarem envolvidos em crimes de corrupção, acaba por ser morna insonsa e quase estéril.
Parece que os políticos já interiorizaram que a denúncia da corrupção não é popular e em vez de trazer votos pode prejudicar. Esta conclusão é preocupante. Devo dizer que considero um sinal de grande fragilidade democrática. Digamos que esta abordagem de denúncia poderia significar existirem mecanismos auto-reguladores, mas, a aparente tolerância(?) da sociedade a esta questão anula esta auto-regulação (independentemente do papel dos tribunais).
Este tema merece uma significativa reflexão na Madeira onde, por exemplo, um Presidente da autarquia foi acusado pela tutela inspectiva de ter cometido mais de 100 ilegalidades mas os cidadãos demonstram uma passividade estonteante sobre esta circunstância e os políticos um silêncio absurdo e comprometedor. Porquê?

A desproporção de Albuquerque..

Albuquerque insultou de tudo (o que se pode imaginar) aqueles que "desenharam" a lei que impede a plantação de árvores nas rotundas! Não conheço os temos da lei mas o histerismo de Albuquerque é um bocadinho exagerado...Parece que este Senhor Presidente demonstra uma desproporção de reacção face aos problemas da cidade (sobretudo os criados por ele próprio!) e os seus comentários ou posições oficiais. Ou seja, grita para o insignificante (sobretudo, fora da sua órbita) e "mia" perante os escândalos governativos da sua responsabilidade...

domingo, 9 de agosto de 2009

A fragilidade da democracia traduz-se na sistemática pressão sobre candidatos da oposição

Nos últimos dias andam todos a tentar encontrar provas de que existem pressões sobre potenciais candidatos da oposição ( mais uma vez um tema antigo). Mas, esta é a falsa questão: é óbvio que o regime de AJJ é intimidatório e persecutório e isto não é especular: são factos. Todos sabem, pelo menos aqueles que já tiveram experiências na política na Madeira, jornalistas e pessoas atentas e informadas da nossa realidade. Mas o que me parece relevante discutir é porque razão acontece tudo isto? Porque razão o regime de AJJ é intimidatório? O que fazer para mudar tudo isto? Quem quer mudar? Como mudar? Enfim, para mim não restam dúvidas da fragilidade da democracia na Madeira. Também não tenho dúvidas que tudo isto tem piorado (nos últimos 10 anos estamos piores, menos livres, que nos primeiros anos após o 25 de Abril, e até antes de 74!) mas o que me aflige sinceramente é não sentir uma vaga de fundo para garantir que viveremos em mais liberdade. A vaga de fundo, do meu ponto de vista, implicava que todos os partidos da oposição encontrassem causas comuns para os quais lutariam em conjunto. Parece óbvio que, neste contexto, a defesa da democracia devia ser a principal.

sábado, 8 de agosto de 2009

Uma denúncia oportuna e relevante...

A denúncia do DN Madeira sobre a promiscuidade entre Governo Regional e PSD, feita com recurso a primeira página, é um importante contributo para o funcionamento da democracia na Madeira. É óbvio que nada disto é novo, mas é nova a tomada de consciência civica traduzida desta forma em informação mediática. Esta é porventura a noticia mais relevante: deixou de ser indiferente a utilização abusiva e inadmissível dos recursos do governo para fazer propaganda partidária. Esta situação há muito que ultrapassou todos os limites e ainda por cima tem como responsável alguém que gosta de desferir ataques à república por situações muito longe de se equipararem com estas: que são duradouras, sistemática e de uma profundidade onde poucos saberão identificar onde começa o governo e acaba o PSD...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Assim é que se fala!

Esta Senhora tem opções fantásticas. Em vez de se preocupar em criar condições para termos um porto competitivo, resolve antecipar medidas que podem tornar o Porto do Funchal num deserto...Isto é que é governação rasgadinha...

Outra vez um conflito?

Havia ou não acordo com o governo da república e a presidência da república para a recondução de Lobo Antunes no Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida? Aí está a próxima novela entre Sócrates e Cavaco...Vai dar bode!

Sorteio menos bom para Nacional

Acabou de sair: Nacional jogará com Zenit. O primeiro jogo é dia 20 na Rússia...

A qualidade das cidades...

A conceituada revista Monocle considera Lisboa a 25ª cidade com mais qualidade de vida no mundo. Zurique, Copenhaga e Toquio são as 3 primeiras.ver aqui

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Quando a violência se torna banal!

As agressões efectuadas a um deputado, depois das agressões aos jornalistas e do tiroteio a uma acção política de um partido da oposição merecia ou não a reacção de todos e, sobretudo, a intervenção do Presidente da República ou, em alternativa (dado que Cavaco não fala!) do Senhor Representante? Claro que sim, mas estamos na Madeira onde tudo isto é banal...Até quando?

O risco de ser empresário na Madeira

Conforme refere o DN Madeira, a nossa região tem a proporção mais elevada de empresas de alto risco (cerca de 1/3, mas deverá ser mais se excluirmos as da Zona Franca). Isto significa que o ambiente onde as empresas se movem é mau, arriscado e pouco propício ao investimento. De quem é a culpa? Do mercado? Não. Até porque a região com menos empresas de alto risco é os Açores (um mercado semelhante em dimensão). A responsabilidade é do governo que infelizmente não tem tido a competência necessária para criar as melhores condições para a dinamização de um sector privado sadio e preparado para a concorrência. Mais. Não foi capaz e cada dia que passa demonstra que não sabe o que fazer para dinamizar o sector empresarial e assim criar emprego e riqueza.
Vale a pena referir que neste contexto esperávamos um movimento associativo dinâmico e reinvidicativo (como existiu em tempos de uma ACIF não comprometida!), infelizmente temos associações comprometidas com o regime...Palavras para quê?

As borlas de Jardim

Aqui Ricardo Oliveira pergunta porque ninguém desmascara este disparate (mais um) de AJJ. Na verdade compreendo a indignação do Senhor jornalista mas também sei que Ricardo Oliveira sabe porque ninguém se indigna ou indignará!
Ora vamos lá ao discurso directo com AJJ: Diga lá outra vez? Consigo não há borlas? Então explique como conseguiu comprar uma sociedade civil e uma elite (sim porque mudanças só com elites mas as nossas é o que se sabe!) que hoje está totalmente castrada, censurada, à espera das borlas ( de toda a espécie) que lhe vão caindo nas mãos: são conselheiros, são negócios fáceis, são avenças escondidas para "lamber as botas" do regime; são favores de toda a espécie em troca de silêncios...Pois é, ninguém o desmascara porque muitos (mais do que parecem e alguns aparentemente insuspeitos) beneficiam das borlas e, obviamente, não querem que elas terminem. Digamos que estas boras são a sustentação do regime. Não tenho dúvidas. Como também sei que vai manter-se tudo caladinho com estas patetices de AJJ.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Foi encontrado o agressor...é do PSD!

O "pugilista" responsável pelo ataque absurdo e violento ao deputado Jaime Leandro chama-se José Isidoro Ornelas é fiscal da obra e, sem surpresa, é o Presidente da Assembleia de Freguesia do Jardim da Serra, do PSD!

Não tem perdão

Fiquei agora mesmo a saber das agressões ao deputado Jaime Leandro. Sinceramente esta situação é inadmissível e, não tenho dúvidas, é o resultado do clima de violência que AJJ instiga e difunde na Madeira. Não estou a ser precipitado. Todos sabemos que em situações limite as reacções podem ser inesperadas se o clima for propicio: AJJ cria o clima adequado e desafia o povo a fazer justiça...Não tem perdão!

Bom, bom, só se levar a mulher com ele...

O Director Geral Da TVI vai sair. Sinceramente, espero que leve a mulher consigo...

Encher farinheiras!

O que se passa? Numa fase critica onde a politica do GR é cada vez mais medíocre e demonstra mais fragilidades com consequências para todos vale a pena perguntar onde andam as oposições?
A continuar a encher farinheiras desta forma está visto que AJJ será o único a "comer" um cozido com todos!

Basta

Já decidi. Face às dificuldades, e tendo presente a circunstância das empresas com sede na Madeira não terem acesso a programas de apoio lançados pelo Governo da República e sabendo que, ainda por cima, estas pagam mais impostos que em muitas regiões em Portugal, vou surgir a mudança imediata de sede da Madeira. É este o resultado da politica económica do GR!

Hellooooooo

Quanto tempo vai demorar a Vice Presidência a decidir sobre a necessidade de implementar o programa de recuperação de empresas que o Minsitério das Finanças lançou e que, por culpa do PSD e da regionalização do QREN, as empresas da Madeira não têm acesso?

Dá vontade de rir...

Este fala quando não deve e quando pode dizer umas coisinhas diz que se manterá calado...Os critérios devem seguir a máxima de bom senso. Contudo, não é possível exigir esse esforço a quem nunca teve critério, bom senso ou ponderação nas suas intervenções públicas sobre deputados e partidos com actuação na ALRAM, local onde é funcionário. Nada de novo debaixo do Sol!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Para que ninguém se esqueça...

A Madeira perdeu 500 milhões de euros de fundos da União Europeia porque o Governo do PSD e AJJ escondeu um estudo (encomendado pelo PSD) que permitiria apresentar argumentos fortes para evitar este descalabro que ainda estamos a sofrer na pele. É bom não esquecer que esta irresponsabilidade protagonizada pelo PSD impediu uma discussão séria no quadro da LFR. Foi este facto (irresponsável e de pura traição aos madeirenses) que impediu demonstrar que a Madeira não era rica mas (apenas) tinha um PIB elevado à custas das imputações anómalas da Zona Franca. No fundo, o único critério que colocava a RAM fora da Região objectivo 1 era o PIB e mesmo assim AJJ insistiu em ficar caladinho....Se existissem dúvidas sobre isto, basta lembrar o que AJJ disse em Bruxelas este ano: "...eu consegui tirar a Madeira das regiões de objectivo 1..." Pois conseguiu e assim também tirou 500 milhões de euros aos madeirenses!

Sobre os bons resultados da banca

A economia portuguesa está suportada num sistema financeiro onde a banca ocupa o lugar central. Acabar (ceteris paribus) com esta situação e com a preponderância da banca é colocar em causa a própria dinâmica da economia. Contudo, sou de opinião que são precisas regras claras da participação da banca na economia real, a bem da transparência e concorrência saudável. Além disso, os bons resultados da banca devem ser comentados com prudência mas firmeza. Ou seja é um sinal importante da robustez do sistema financeiro português mas também a constatação que é sempre a economia real a suportar e a acomodar o prejuízo da banca: enquanto a banca apresenta bons resultados as PME's portuguesas vivem momentos desesperantes. Hoje continua, de forma inadmissível, as dificuldades no acesso ao crédito das PME's, mesmo com todas as intervenções do estado, demonstrando que nem tudo está feito e que os resultados conhecidos da banca são a prova de que se pode, e deve, fazer muito mais.

As hortas de Albuquerque

As hortas do Albuquerque pode até ser uma boa ideia mas, sinceramente, não chega. É muito pouco para se falar tanto delas ainda por cima de uma forma tão arbitrária. Mais é impressionante que a candidatura de Albuquerque ainda tenha o desplante de as usar como "arma" de campanha (é o que dá quem não tem a mínima ideia do que quer da cidade!). Na verdade era preciso perceber o que quer a CMF com essas "hortinhas"? Onde as integra, em que modelo urbanístico, em que plano de desenvolvimento, em que estratégia...Nada disto tem resposta e ainda por cima ninguém pergunta!

É preciso reagir...

Esta política na Madeira está morna, parada, quase morta...O que se passa? Reflectindo no garrote governativo de AJJ e as suas consequências nefastas sobre as famílias e as empresas apetece "abanar" a sociedade e obrigá-la a reagir de modo a acreditarem na força da mudança...

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

A transparência e credibilidade são valores importantes na vida mas também nos negócios

Miguel de Sousa devia de ser mais contido nas observações empresariais onde tem responsabilidade sob pena de cair no ridiculo: a Autoridade da Concorrência vetou o negócio da ECM de aquisição da sucol por falta de robustez da ECM.

A Autoridade da Concorrência (AdC) chumbou a venda da marca Sucol à Empresa de Cervejas da Madeira, informou a Sucol+Compal ao mercado. Em causa estavam também as «formulações de Sumol 100% Sumo, Sumol Néctar e Sumol Néclight», refere a empresa.

As razões do chumbo têm a ver com o facto de «não estarem reunidas as condições necessárias que viabilizam a entrada de um operador capaz de garantir o restabelecimento de uma concorrência efectiva nos mercados onde deliberou não aprovar o adquirente proposto nem o contrato vinculativo de alienação das marcas e de formulações», refere a AdC.

No mundo dos negócios a sério (não o sistema controladinho e controleiro que MS está habituado!) a transparência é um valor e pode ser decisiva....

De qualquer forma lamento que esta empresa madeirense não tenha conseguido os seus objectivos!

A verdade dos factos...

A questão não é menos relevante, apesar de andar tudo a assobiar para o ar: o QREN Madeira devia ter executado em fundos europeus cerca de 192 milhões de euros (até final de 2009), ora, o último relatório disponível, aponta para uma execução na ordem dos 45 milhões. É incompreensível. Numa altura de necessidades financeiras, o governo condiciona a liquidez da economia, prejudicando seriamente as empresas regionais e o emprego. É preciso explicações sobre esta matéria, urgente...Já agora onde pára o Senhor Secretário Garcês? É ele o responsável por esta pasta...

domingo, 2 de agosto de 2009

A policia municipal....

O conspiração levantou uma questão relevante sobre o custo da policia municipal. Contudo, sendo essa uma proposta lançada pela primeira vez na Madeira numa campanha em que fui um dos responsáveis, quero esclarecer alguns aspectos relevantes: este corpo de policias pode ser constituído por pessoas afectas à autarquia noutras funções, designadamente de fiscalização. Essas pessoas são formadas e são incluídas numa carreira especifica. Por outro lado, essa polícia pode prestar serviços para o exterior (como faz hoje a PSP) e com isso auferir receitas. Além disso, a policia municipal intervirá em áreas, já de intervenção autárquica, mas com mais competência, como seja o combate à toxicodependência e prostituição, assim como o seu acompanhamento adequado. Mais. O estado tem responsabilidades com a autorização e respectivo apoio na sua implementação. Tudo somado estamos perante um investimento de custo muito controlado e de efeito claramente significativo. Isto claro se a intenção dos autarcas for contribuir para melhorar a vida dos cidadãos...

O que ganhamos com a visita dos reis?

O que é preciso entender é que a Madeira não pode perder oportunidades soberanas como uma visita de gente tão mediática como são os reis de Espanha. O que está em causa é que, pelo interesse da Madeira, esta importante visita devia ter consequências no plano da promoção turística. Estiveram muitos jornalistas na Madeira que deviam ter sido "brifados" de forma adequada e, sobretudo, era preciso trabalhar bastante antes da chegado destes ilustres visitantes. Esse trabalho prévio iria permitir um caudal de informação, troca de opiniões (através das redes sociais, por exemplo, onde a Madeira está ausente) que elevaria o grau de expectativa e conduziria a coberturas de imprensa bastante mais agressivas e proveitosas do ponto de vista do turismo. Nada disso foi feito....

sábado, 1 de agosto de 2009

Cada vez mais rasteiro...

Há para aí um senhor da blogosfera que infelizmente é tão bom a chatear os outros como a lançar argumentos convincentes: não acerta uma! Tristezas de um sociedade que ainda tolera coisinhas desta envergadura...

Vale a pena perceber os fundamentos...

Sobre a peça do DN Madeira a propósito da conta da RAM de 2008 e respectiva execução, sobretudo no plano dos investimentos, vale a pena fazer o seguinte comentário: a execução de 2008 tem como única explicação o pagamento de investimentos já concretizados. MTC devia saber que a RAM fez obras e deixou dividas. Como alguns desses investimentos beneficiaram de apoios comunitários do quadro anterior, era indispensável pagar efectivamente essas dívidas para encerrar o IIIQCA e assim receber o dinheiro que faltava. Aliás, em 2009 esses "cavalheiros competentes" secaram a economia da Madeira (o QREN está pela hora da morte, não há dinheiro derramado na economia) porque em vez de libertarem meios para executar o QREN (que já começou em 2007!) andam a gastar os "trocos" que têm a fechar o IIIQCA. Esta é a política económica rasgadinha (e atabalhoada) que eu aconselhava MTC a fazer uma peça.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

O garrote governativo do PSD dá nisto!

A cada dia que passa as coisas estão mais complicados para o sector privado da RAM mas, infelizmente, os que nos governam estão firmes na idiotice da revisão Constituição e igualmente irreverssíveis na apatia governamental, não criando as condições necessárias para melhorar o ambiente empresarial endógeno.
Se ainda existissem dúvidas, o barómetro empresarial da D&B, sublinha que no último ano, a Madeira é a região do país onde se observa uma percentagem maior de empresas (mais de 30%) com risco empresarial elevado. Surpreendidos?

A verdade...

Parece que anda tudo enganado relativamente às consequências do veto do tribunal constitucional ao estatuto dos Açores. Na minha opinião, sé evidente que um dos principais derrotados é a própria autonomia e assim o próprio AJJ. Este veto condicionará significativamente a evolução das autonomias e, por isso, agradeçam ao Senhor Professor Cavaco Silva. O silêncio de Jardim é sintomático da sua estratégia: está-se a marimbar apara a autonomia e o papel que esta pode oferecer à melhoria de vida dos madeirenses, o que este cavalheiro quer é manter o conflito e assim este veto vem mesmo a calhar!

As insuficiências da governação

Os reis de Espanha estão na Madeira e quem anda a organizar a visita, imaginem, é o Senhor Dr. Manuel António. Assim, os jornalistas espanhóis receberam informação em português sobre o vinho e bordado (mais nada!). Quanto ao turismo nem ver! Ninguém sabe onde anda a responsável do Governo por este sector, mesmo sabendo que o turismo espanhol não pára de diminuir na nossa região.
Mas o que vale a pena perguntar sobre esta matéria é quem teve a brilhante ideia de convidar os reis numa altura de rally. Quando, todos sabemos, é quase impossível circular na Madeira... Quando, todos sabemos, anda tudo distraído com as velocidades...

Fundamental uma mudança: as oposições têm responsabilidades

Concordo totalmente com o meu amigo André Escórcio: o que está em causa no parlamento da RAM não é mais ou menos horas de trabalho, até porque essa é uma avaliação de banda estreita porque a política não se esgota na actividade parlamentar. O que é bastante relevante e que deve ser seriamente ponderado por toda a oposição é se quer continuar a branquear um sistema baseado num parlamento anti-democrático, disfuncional, perverso, tendencioso e quase bacoco! O que a oposição deve ponderar neste período é se não deviam ser tomadas medidas conjuntas de modo a obrigar (a maioria) a uma reforma do parlamento regional que inclua as questões fundamentais de um parlamento democrático: o debate aberto sem restrições e sistemático. Para isso nem é necessário muito esforço basta observar o que se passa na Assembleia Regional dos Açores ou na Assembleia da República, conforme evidencia Escórcio.

Grave e merecendo reflexão

O Governo da república vai implementar medidas no sentido de favorecer a internacionalização das empresas. Nem vou comentar o teor das medidas, o que importa realçar é que a Madeira vai ficando distante e totalmente afastada desta abordagem com o mercado intencional dado que as medidas nacionais, pela irresponsabilidade do GR em construir uma autonomia "manca", não têm expressão na Madeira: é assim com o QREN, é assim com os polos de competitividade, é assim com os benefícios fiscais não adaptados, é assim com ....

quarta-feira, 29 de julho de 2009

defenderei até que a força me falte!

Alguma blogosfera gosta de desafiar as minhas convicções procurando encontrar no meu percurso contradições, porventura à espera de detectar e sublinhar, insultuosamente, fragilidades de carácter. O habitual!
Para esses sublinho que na verdade sempre fui e sou social democrata, no sentido certo da social democracia, conforme definição que agora junto.
Social-Democracia: Concepção política (...), também designada de "socialismo democrático". Afirmou-se em finais do século XIX. Defende uma concepção menos interventiva do Estado. Aceita a propriedade privada, apostando numa política centrada em reformas sociais caracterizadas por uma grande preocupação com as pessoas mais carentes ou desprotegidas e uma distribuição mais equitativa da riqueza gerada.

Contra factos...

Segundo estudo do economista Ricardo Reis (professor na Universidade de Columbia): «O governo de José Sócrates apresenta a menor taxa de crescimento média anual dos gastos no PIB (apenas 0,11% contra os 0,65% de Barroso/Lopes)... Afinal o despesista foi Cavaco Silva (que o mesmo estudo refere), Durão Barroso e Santana enquanto Guterres e Sócrates foram mais "poupadinhos". E esta!?

Nota

Ainda há alguns leitores deste blogue que se indignam porque não faço referência à presença do CDS na discussão da suposta necessária revisão da constituição. Para esclarecimento de todos parece óbvio que entre CDS, MPT e PSD existem muito poucas diferenças: os dois primeiros aspiram uma consideração bacoca da maioria que prejudica as oposições ao regime. Mas o Senhor Deputado José Manuel Rodrigues, pessoa pela qual tenho simpatia pessoal, sabe que tenho razão, caso contrário não tinha necessidade de fazer uma declaração de voto na aprovação da proposta do PSD da revisão da constituição. Aliás da mesma forma que não tinha que comentar o absurdo de dizer que estava na comemoração do dia da Região em protesto(?). Há coisas que mais vale ficar calado...

terça-feira, 28 de julho de 2009

Vale tudo?

Fiquei à espera para ouvir uma reacção contundente das entidades regionais (com destaque especial para governantes!) relativamente aos tiros que ocorreram sobre uma iniciativa de um partido político da oposição. Infelizmente, ninguém se pronunciou sobre um acto desta gravidade fazendo parecer que tudo isto é normal e que na democracia madeirense os tiros passam a ser uma banalidade! Estou chocado e preocupado que um governo e uma certa força política permita passar a mensagem que na perseguição à oposição vale tudo...

O fundo do fundo, com convicção...

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Venham as férias...

Este foi um fim de semana quente: tiros, insultos, propaganda rasteira e mentiras. A política na Madeira está de "vento em popa" e o PSD desta terra sente-se como "peixe na água" na imensa podridão que assistimos todos os dias. Estou incomodado!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Vejam lá como isto anda!

O Governo da República lançou a 21 de Julho um dos melhores programas de apoio às PME's que conheço (programa de apoio à recuperação de PME's): adaptado à realidade das pequenas empresas portuguesas e, sobretudo, permite a reestruturação de divida (através de transformação de débitos bancários em capital) e suporte da tesouraria. Contudo, a autonomia que Jardim conseguiu para a Madeira é tão boa, tão boa que as empresas madeirenses não têm acesso porque AJJ não quer. Ora, como este cavalheiro não cria nada semelhante na Madeira (é para isso que serve a autonomia e não necessita de nenhuma revisão da constituição!) as empresas da Madeira ficam prejudicadas!
Já disse e repito, começa a fazer sentido mudar a sede das empresas da Madeira para o continente: têm mais vantagens e pagam menos impostos (se estiverem no interior...). E esta!

Alguém explica?

O desemprego voltou a aumentar mas as prioridades do Governo continuam na farsa da revisão da constituição. Vale a pena perguntar, a quem sabe bastante mais do que eu, o seguinte: se o PSD não governa, se o PSD governa mal, se o PSD ainda por cima coloca em cima da mesa prioridades completamente invertidas (revisão da constituição e não governação em prol da resolução dos problemas dos madeirenses) como se explica que o PSD deverá ter, mais uma vez, um resultado acima dos 50%?

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O absurdo e a RTP

Ontem o PSD Madeira concretizou o momento do absurdo: foi ao parlamento com AJJ (que nunca coloca lá os pés) para discutir uma hipotética revisão da constituição, que ninguém sabe se ocorrerá. Mais, o que todos sabem, conforme refere o DN Madeira de ontem, é que as preocupações dos madeirenses estão muito distantes da "lana caprina" de AJJ. As preocupações dos madeirenses dizem respeito a questões concretas da governação: desemprego e pobreza. Essas questões merecem debate reflexão, apuramento de responsabilidades de quem governa e medidas concretas. Ora para isto o GR não está disponível, ignora o sofrimento dos seus conterrâneos e transforma a política na Madeira numa farsa. Perante isto o que fez a RTP? O habitual. Deu a noticia da ridícula discussão e, como não bastasse, convida o deputado do PSD Coito Pita para explicar o que se passou no parlamento do PSD. Ora este cavalheiro, como não tinha contraditório, porque a RTP Madeira e a sua direcção considera pouco relevante (é o pluralismo conhecido em épocas eleitorais), resolveu aprofundar a demagogia. Foi mais um acontecimento ímpar na democracia madeirense!

terça-feira, 21 de julho de 2009

MTC esteve muito bem no comentário à Quinta do Lorde...

Ontem Miguel Torres Cunha esteve no registo certo sobre o empreendimento da Quinta do Lorde. Na verdade, o povo compreende mal a decisão do ministério público que, afinal, parece que não fez o trabalho de casa. MTC tem razão quando coloca as questões na matéria ambiental e, sobretudo, quando refere que o estudo de impacto ambiental que todos conhecemos é sobre um projecto diferente do que está implementado. Enfim, o contributo de MTC foi muito útil para que todos percebessem melhor o que se passa e não tentem dividendos políticos de uma matéria relevante para a Madeira e para a igualdade de oportunidades. Mais. Faltou os comentários sobre o impacto deste tipo de projectos no turismo.Não é menos relevante.

domingo, 19 de julho de 2009

Obrigatório ler...

Vale a pena ler aqui a esclarecida análise da semana de Luís Calisto que, sem papas na língua, denuncia a absurda discussão lançada (sabiamente) por AJJ como forma de desviar as atenções do garrote governativo que pratica. Além disso, Luís Calisto lembra bem ao Sr. Representante que não tem desculpas para não cumprir o seu papel (que de facto não cumpre) e, mais importante que isso, fica muito mal ao Sr. Representante explicitar que só se mostra agastado porque o PSD chateia-se com ele de vez em quando....

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Só o PSD está disponível para o impróprio e a demagogia!

No próximo dia 22 de Julho, num dos momentos mais cretinos e rocambolescos da democracia da Madeira, os madeirenses terão oportunidade de assistir a uma (não) discussão da (extemporânea) revisão da constituição onde apenas estarão presentes deputados afectos ao PSD.

Será o advento da estação onde as parvoíces (e as insignificâncias) são discutidadas como coisas sérias?

Ontem toda a imprensa portuguesa revelou o verdadeiro país que somos: um país de detalhes, sem profundidade intelectual, a roçar a "mariquice", com nuances de saloiada profunda. Todos quiseram discutir a "badalhoquice táctica" de AJJ (embora alguns otários viram naquilo um grande pensamento estratégico!) sobre o que colocar na constituição a respeito do comunismo, ou totalitarismo ou o que quer que seja. Tirem-me deste filme, porque ninguém ficou bem na fotografia. Só mesmo Paulo Portas que recusou (e bem, contrariamente aos seus pares na Madeira) a dar para um peditório sem pés nem cabeça...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

O mestre e os eternos estagiários

AJJ é mestre a desviar atenção e o mais grave é que jornalistas e políticos, em geral, e nalguns sectores em particular, são aprendizes a cair nesta estratégia badalhoca. Agora é a pretensa vontade de AJJ em extinguir o comunismo. Enfim, vou ali e já venho. Continuem a discutir os fundamentos da proposta enquanto o dito cujo despede altos funcionários, sem justa causa mas por sua incompetência e vontade partidária, adjudica produção de energia sem concurso, mantém os preços dos portos marítimos elevados, aprova projectos de hotéis ilegais...Enfim assim vamos longe!

As balelas do Vice

Ontem, num evento do BES, o Senhor Vice Presidente teve o desplante de dizer que o GR apostava nas energias renováveis. Ora a única coisa que sei sobre esta matéria é que a família Sousa teve ua licença sem concurso (fechando o mercado como é hábito neste governo e ainda por cima para a mesma família) para produzir energia eólica e, além disso, que no Porto Santo vão construir um "aborto" de um parque fotovoltaico que coloca em causa o equilíbrio paisagistico. Mas as balelas do governo do PSD não ficaram por aí. O cavalheiro em causa também disse que ia apostar na inovação. Meu Deus mas será que este Senhor sabe alguma coisa do que diz?!

Atenção...

Há partidos que só por acaso estão na oposição mas, no essencial, são parte integrante da grande força do PSD Madeira. Ou seja, todos sabemos que a discussão da constituição nesta altura é um embuste. Todos (incuindo eles) sabem que a revisão da constituição não acrescenta no curto e médio prazo nenhum valor à governação. Todos sabemos que temos défice de governação e não défice de constituição. Todos sabemos que a revisão de 2004, em que o PSD participou (e até liderou) activamente, ainda não foi transferida para o estatuto da RAM, demonstrando que o PSD está-se a marimbar para mais revisão. Todos sabem (mesmo os partidos que aceitam estar 3 minutos a discutir o impensável, e mais de 100 minutos a ouvir o absurdo) que um governo responsável aproveitava para apresentar propostas concretas para resolver problemas e não lançar rodriguinhos, apelidados de revisão da constituição. Todos sabem que o PSD não tem projecto alternativo e a constituição é uma excelente desculpa para desviar atenções.
Enfim,por tudo isto, está claro quem se interessa pelos madeirenses e quem quer uma mudança na Madeira. Sobre isto não tenho nenhuma dúvida mesmo que alguns se esforcem por justificar o injustificável. Imaginem que alguns desses cavalheiros, ditos da oposição, também usam a mesma expressão de AJJ: "quem não quer discutir a paródia da sua revisão (vinda do PSD) da constituição é anti-autonomista. Pelo amor de Deus, desamparem-me a loja. Deviam era de ter vergonha de se vergar a um dos momentos mais ridículos da governação PSD.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Uma questão de carácter...

Manuel António fala e afunda-se ainda mais. Na verdade, o drama não é este Senhor dizer que assinou de cruz. O que é relevante é que este homem não é solidário com ninguém e este comportamento é demonstrador do carácter do cavalheiro...

Alberto vai ser o próximo nobel da ecomomia, não acham?

"...em seis meses resolvo o problema do desemprego com a revisão da constituição..."
AJJ in DN Madeira

terça-feira, 14 de julho de 2009

Última hora

Recebi informação que Humberto Vasconcelos sai da Câmara de S. Vicente para o IVBTM, substituindo o demitido Paulo Rodrigues. Veremos...

Qual plano qual "carapuça"!

Onde pára o plano de contingência da Madeira para o combate à gripe H1N1? Vai dar asneira...Vejam lá se aprendem com a Ana Jorge: oportuna, profissional,serena e com indicações precisas...Mas esta aprendizagem tem de ser rápida porque com a revisão da constituição este know how transferido da república esgota-se e aí... vai ser lindinho!

A pergunta para amanhã?

Com a suposta revisão da constituição engendrada pelo PSD seria possível a ENORME ajuda da Secretaria de Estado do Turismo à Madeira, conforme todos podem observar?

Dr. Nélio Mendonça

Sinceras e sentidas condolências à família do Dr. Nélio Mendonça. Não o conheci pessoalmente mas amigos e familiares próximos recordam a sua tolerância e serenidade na discussão das causas públicas ou privadas. Da minha parte presto, desta forma, sincera homenagem.

Ou é do malho ou do malhadeiro!


Com Manuel António vai tudo para a rua, menos ele próprio e no fundo o princiapl responsável pelo desastre governativo do seu pelouro. Como diz o povo "ou é do malho ou é do malhadeiro"!...

Madeira: A culpa deve ser da constituição...

O desemprego aumenta, o turismo está pela hora da morte, as falências ocorrem umas atrás das outras, a pobreza cresce sem parar, os apoios do QREN estão congelados na gaveta do Senhor Secretário Garcês, o investimento continua no sentido errado, o hospital continua por fazer, os impostos estão mais elevados que na maior parte das regiões portuguesas, os transportes marítimos são os mais caros do mundo, as taxas aeroportuárias são muito elevadas afastando novas companhias e mais turistas, o mundo rural vive momentos de agonia,...Vou ali e já venho!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

A escolha está à disposição de todos...

Parece que uma decisão do tribunal vai prejudicar os madeirenses e impedir que os preços de bens relevantes para os madeirenses voltem a aumentar (dado que impedem o ARAMAS de transportar mais barato!). Nesta altura o que faz o governo? Porque não diz nada? Porque razão AJJ não critica os tribunais (pq não os chama de colonialistas dado ter sido um tribunal em Lisboa e porque a justiça não está regionalizada!). Ora, é óbvio que a ausência de estratégia do governo do PSD para os transportes marítimos, que garanta que os preços baixem de forma substancial, só encontra explicação não na incompetência mas na falta de vontade.... Mas os madeirenses é que sabem o que querem: um governo de fantochada e de defesa de interesses promíscuos ou um governo que resolva problemas....

domingo, 12 de julho de 2009

A pergunta do mês

Alguém sabe o que aconteceu ao capital de risco da Madeira. Alguém sabe quantos projectos aprovou, quem geriu o processo, que projectos foram alvo de aprovação e qual a estratégia para o futuro? Ou será que o empreendedorismo do GR esgota-se na propaganda? Entretanto, não se esqueçam de adicionar na revisão da constituição um artigo para promover o empreendedorismo. Pode ser que ele apareça por decreto. É a política rasgadinha!

A indignação da semana!

Numa altura em que os fundos europeus do QREN deveriam estar a apoiar os mecanismos de intervenção para ultrapassar a crise na Madeira, verifica-se que por falta de planeamento e prioridades adequadas os dinheiros estão a ser desviados para fechar o quadro comunitário anterior, pagando obras e investimentos do passado com dinheiro do QREN 2007-2013. Ou seja, o GR tem evitado no ano 2008/2009, em plena crise, aprovar projectos no QREN porque não tem dinheiro disponível. Ora numa altura em que era indispensável aquecer economia com dinheiro público empregue de forma racional. Assim se faz política rasgadinha na Madeira...Há, é verdade, não se esqueçam de na revisão da constituição intercalar um artigo contra a propaganda e a mediocridade governativa, assim podíamos ter esperança na superação da crise. E esta!

Só mesmo com propaganda

O Secretário Manuel António já se sabia ser obcecado pela "opinião da imprensa" e pelo efeito que ela poderá ter na sua eventual (pensa ele!) ascenção na nomenclatura do PSD. Só assim se compreende os disparates que vem dizendo ultimamamente denunciando a sua total incapacidade de inverter a estratégia do mundo rural na Madeira que sofreu, com a sua liderança, o maior golpe de todos os tempos: reduziu-se a SAU, aumentou a idade média dos agricultores, diminuiu o nº de agricultores e reduziu a produção per capita. Assim, compreende-se que resta a propaganda!

É culpado quem defende e quem fica calado!

AJJ continua a sua absurda novela da revisão da constituição. Esta irresponsabilidade política deve ser denunciada e deve sê-lo por todos: imprensa e instituições da sociedade civil que têm responsabilidades óbvias de o fazer...Veremos...

Que desfaçatez!

Na verdade é bastante triste avaliar os comentários de blogues ligados ao PSD e em particular aquele (s) muito ligado(s) à ALRAM. É insultuosos e, sobretudo, intelectualmente desonesto, demonstrando uma fragilidade argumentativa típica da mediocridade do regime que esses cavalheiros ajudaram a construir reflectindo insuficiências de personalidade que são difíceis de esconder.
É óbvio que ao mesmo tempo que lamento esse infeliz comportamento que atira a vivência democrática na Madeira para um patamar intolerável de agressividade e de violência, a todos os níveis, não posso deixar de sublinhar que ele (o tal comportamento) indicia um desconforto sistemático e profundo com opiniões livres, soltas e desgarradas da pressão do regime. Essas só são possíveis em gente livre e liberta de amarras e dependências, coisa que esses cavalheiros jamais poderão sentir, dizer ou viver...Enfim é o resultado de um regime podre e perverso mas, curiosamente, essas mentes "brilhantes" preocupam-se e/ou sublinham isto e não a ausência total de discordância num partido à beira do ridículo e da insensatez liderados por alguém que há muito devia estar reformado!desfaçatez

domingo, 5 de julho de 2009

Helloooooooooooooooo...

Será preciso voltar a sublinhar que a revisão da constituição é o logro que AJJ quer oferecer aos madeirenses para ganhar eleições. Será que é preciso muita reflexão para desmontar a anormalidade discursiva de AJJ sobre a bondade da importância da revisão da constituição para a Madeira? Só um exemplo para mexer com algumas "cabecinhas". Aquele cavalheiro (AJJ) disse que com a (sua) revisão da constituição baixava o desemprego em 8 meses bastando para isso baixar impostos. Bom, em primeiro lugar esta é a demagogia da mais barata e perversa que conheço, roçando a ignorância indamissivel. Mesmo que coloque o IRC a 0% (diga-se que é um bocadinho absurdo) dificilmente tem o efeito pretendido de baixa do desemprego se a medida for isolada. Mas, o que é mais relevante neste discurso "curral de moinas" é a incoerência. Hoje AJJ pode baixar até 30% o IRC, face à república (só baixou 10%), e pode ainda, para empresas instaladas fora do Funchal ter IRC a 10% (é verdade, metade do que se pratica hoje). Ora a questão fundamental é porque não faz isto, porque não aplica estas medidas? Porque votou contra as propostas do PS que iam neste sentido? ...É mau demais!

sábado, 4 de julho de 2009

Há patetas e patetas

Depois de ter afirmado o que afirmou do comportamento e performance do ministro, agora escreve isto. Enfim é difícil ter dúvidas sobre quem é o pateta!

Não brinquem comigoi!

DN Madeira fez a pergunta óbvia: o que fazer com mais autonomia? Jardim não respondeu directamente, como diz o jornalista. Jardim pura e simplesmente não respondeu. Mascarou, enganou e fez propaganda. Responder a sério seria dizer que políticas implementaria? Como resolveria a necessidade de recursos externos da RAM com uma revisão da constituição? Baixava impostos (mas hoje pode baixar e não baixa)? E as receitas? aumentava o emprego na função pública (não é preciso rever a constituição)? E quem pagava? Dinamizava o sector privado (não é preciso rever a constituição)? Como? Em que sectores? Jardim tem um "jeitão" para iludir os eleitores mas é um desastre, um incompetente, nas soluções que são necessárias. Não apenas porque não as tem mas, sobretudo, quando diz que tem são de "fugir"!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Lindinho...

Jardim conseguiu acumular prejuízos de 33 milhões de euros no seu Jornal da Madeira. Aquele que ele usa para a sua propaganda miserável à custa de todos os contribuintes, mas onde nem todos estão representados. É esta a democracia de Jardim, são estas as prioridades de Jardim, é assim que este cavalheiro diz saber fazer melhor e com mais racionalidade que outros. Tenha mas é juízo e faça um favor a todos os madeirenses e...

Esteja mas é caladinho


AJJ devia era estar caladinho e ter vergonha para abrir a boca neste infeliz e inaceitável episódio Pinho. Na verdade, se parece evidente e justificada a demissão de Pinho para a manutenção da credibilidade das instituições, há muito que AJJ já devia ter sido "demitido" pelo Presidente da República bastando para o efeito lembrar os insultos inaceitáveis e lastimáveis aos orgãos de soberania do país e à honra pessoal de muitos detentores de elevadas responsabilidades, entre eles o actual primeiro-ministro.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Pois pois...

Se todos os patetas do governo regional do PSD se demitissem ou fossem demitidos deixávamos, pura e simplesmente, de ter Governo. Há coisas fantásticas não há!

O paradoxo de Jardim

Como é que AJJ e os seus PSD's encaixam um discurso de mais autonomia e portanto quase independência com um discurso de mão estendida a Lisboa (a mesma que lhes impede a independência, ou mais autonomia, para o caso é indiferente...). Ou seja, estes senhores do PSD das duas uma: ou são desprovidos de capacidade intelectual (coisa pouco provável e difícil de aceitar) ou são desonestos porque se o discurso é mais autonomia, esta implica mais responsabilidade menos dependência, mais capacidade de gerar receitas próprias, por isso, menos receitas externas e assim menos dinheiro de Lisboa no quadro da famosa Lei das Finanças Regionais. Como vêem é este pensamento "curral de moinas" que o PSD intoxica os madeirenses. Mas, cai quem quer!
Já agora o que pensa AJJ fazer para ter mais autonomia e mais dinheiro de Lisboa (ao mesmo tempo!)? Qual a sua proposta? berros, insultos, demagogia, arrogância, incompetência. Ou vai mudar tudo isto?

CIRCO!

O cavalheiro AJJ, tamém Presidente do GR da Madeira há mais de 30 anos, responsável por mais de 30 orçamentos para governar a Madeira, responsável pela (má) autonomia que temos, responsável pelas (desastrosas) negociações efectuadas nestes 30 anos, responsável pela (má) imagem e credibilidade da vivência na Madeira, responsável pela (má) qualidade da democracia na Madeira, responsável pelas (erráticas, oportunistas e tendenciosas) orientações económicas na Região nos últimos trinta anos, responsável pela castração da sociedade civil que hoje autocensura-se e encolhe os ombros com medo que a Quinta Vigia lhes faça mal, diz-se INCOMODADO com o desemprego...Este CAVALHEIRO só pode estar a brincar com os seus conterrâneos! E já agora, como se sente esta grandiosa personalidade com a revisão da constituição? O que pensa colocar nessa proposta da treta (da revisão da constituição) que lhe permite deixar de ficar incomodado (leia-se irritado) com o desemprego que ele próprio criou? Só vejo um caminho: dado que é o responsável por tudo (como se viu em cima!) proponha um artigo que o obriga (por incompetência comprovada e admitida) a demitir-se de continuar nas suas palhaçadas e trapalhadas habituais. E já agora sublinhe que exige-se que o seu braço direito, mais conhecido por JR, cumpra a promessa de ir junto...

Está decidido!

Não sei o que decidirá o PS Madeira, não faço ideia qual a estratégia para esta absurda discussão sobre a constituição. Mas, da minha parte, já sei o que vou fazer...

Desamparem-me a loja...

Ouvi uns cavalheiros afirmarem que foram à sessão comemorativa do dia da Região em protesto!? Digam lá outra vez?

Utopia maldosa

Foi uma vergonha sem limites as intervenções da sessão comemorativa do dia da Região. Parece mentira mas é verdade: o desemprego cresce, a pobreza, aumenta, as falências acontecem diariamente, o turismo prepara-se para ter o pior ano da sua história, a governação mantém o registo da mediocridade, falta de criatividade, soluções e novos caminhos mas, mesmo assim, nada disto interessa ou sequer é falado. É óbvio que assuntos difíceis mas reais e concretos só seriam comentados se a oposição pudesse intervir mas o "sabichão" que governa a Madeira sabe o que faz e proíbe discursos contrários à sua "utopia maldosa" e a sociedade civil encolhe os ombros...Estou certo que isto não vai acabar bem...

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Lembrete

Onde pára o gang que AJJ dizia que andava à solta na Madeira? AJJ sabia do que falava mas nunca mais disse nada. Encontrou o gang? Não gostou do que encontrou? Juntou-se ao gang? O gang mandou-o calar-se? Diga qualquer coisinha, não acha (m)?

Bons a "berrar" desastrosos a governar

O PSD Madeira falhou redondamente no seu anterior envolvimento na revisão da constituição. Todos sabemos disso, até o PSD sabe e demonstra que sabe porque nem sequer quis passar "essas supostas conquistas" para o estatuto da RAM. Mas nada disto é novo: este governo e este PSD é rápido, decidido e enfurecido na denúncia verbal dos seus propósitos mas é frágil, incompetente e hesitante na concretização dos anseios reais dos madeirenses (um outro exemplo que ninguém esquecerá é o desastre das negociações dos fundos da UE que levou à perda de 500 milhões aos madeirenses!). Assim, cabe aos madeirenses decidir se querem um governo espalhafatoso mas errático e prejudicial aos nossos objectivos ou um governo humilde, diplomata mas competente!

Para não dizerem que ninguém avisou...

Não é de estranhar (aliás, infelizmente é habitual!) que este governo e em particular os responsáveis pelo turismo andem cegos surdos e mudos sobre a questão da gripe H1N1 que promete ser uma ameaça não apenas à populações atingidas mas também à recuperação da actividade económica e em particular às zonas turísticas como é o caso da Madeira. Na verdade era útil saber qual o plano de contingência do governo para esta matéria? Ninguém sabe e ninguém vai saber. Mas, entretanto andam todos histéricos a discutir uma suposta importante revisão da constituição. Vai ser lindo!

terça-feira, 30 de junho de 2009

Cai quem quer!

Continuo a considerar, o que já disse dezenas de vezes, que um governo sério ia ao Parlamento as vezes que fosse preciso para explicar medidas (se as tivesse!) e para demonstrar que tem um projecto de desenvolvimento para a Madeira, disponibilizando-se para o discutir e debater numa perspectiva franca e aberta. Sublinho que a discussão em torno da revisão da constituição é uma não questão. Mais. Se existe alguém que não tem nenhuma legitimidade para colocar na ordem do dia a revisão da constituição na busca de mais autonomia (um autonomia esquizofrénica, persecutória e castradora de um desenvolvimento sustentável...) é este governo do PSD que ainda não verteu para a revisão do estatuto as supostas conquistas da anterior revisão. Assim, das duas três: ou fracassou na anterior revisão da constituição porque o que conseguiu deitou fora; ou quer encontrar uma razão que arraste toda a gente (leia-se oposição incluída) para falar de tudo menos dos problemas que criou à Madeira; ou pura e simplesmente não tem soluções para o futuro da Madeira e este é o bode expiatório ideal para se pavonear num discurso absolutamente inconsequente e oco de valor para o futuro dos madeirenses. É absurdo que estas eleições se tornem numa espécie de referendo à trapalhada discursiva de AJJ e do PSD sobre a revisão da constituição.
Da minha parte considero o seguinte: o tema da autonomia deve ser debatido de forma séria, ponderada e consequente, por isso o PS Madeira deve ter uma opinião clara e concreta sobre esta matéria, denunciando a autonomia que Jardim advoga, uma espécie de arma de arremesso político que serve para tudo (sobretudo para a sua defesa) menos para resolver o problema dos madeirenses; e por outro lado, não me parece adequado que o cavalheiro AJJ queira colocar todos a discutir o que entende, na altura errada e pelas razões distorcidas. Eu não dou para esse peditório. Tudo isto é muito mau e terá problemas graves no futuro dos madeirenses. Mas, é bom que fique claro que o problema não é apenas resultante de uma oposição frágil é também de uma sociedade civil amorfa, castrada e que se autocensura (que não estimula a criação de alternativas democráticas!) que permite que um governo se esconda, sistemáticamente, atrás de biombos e mais biombos que, aos poucos, liquidarão a dinâmica de desenvolvimento da nossa região...

sexta-feira, 26 de junho de 2009

A aldrabice de Jardim

Para que fique claro e para que não haja dúvidas importa esclarecer ainda melhor a má fé e aldrabice do PSD: AJJ diz que quer leis para, por exemplo, promover o desenvolvimento da Madeira como seja com mais capacidade fiscal. Ora sobre isto era bom que todos tivessem consciência que das duas uma: ou AJJ quer aumentar impostos ou anda a aldrabar os madeirenses. Sim, porque se a ideia é baixar impostos para tornar as empresas mais competitivas pode fazê-lo e não faz (pode reduzir até 30% e só reduziu 10%) Mais. Além disso, não utilizou o Estatuto de Benefícios Fiscais para ainda reduzir o IRC nas empresas que se fixam fora do centro urbano (se fizesse passariam a pagar IRC de 10%!) Portanto só se pode concluir que ou AJJ quer aumentar impostos ou aldraba os madeirenses porque não é preciso nenhuma revisão da constituição para baixar impostos ou mesmo criar outros...

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Eu volto!

Hoje fiquei a saber que alguns deputados da maioria sentiram a minha falta na ALRAM e demonstraram-na à sua maneira, em público ou em privado, usando e abusando do insulto, da brejeirice e da intriga saloia, mesmo com o visado ausente. Pois bem, resta-me dizer a esses senhores que podem estar descansados que eu volto e... tudo será como dantes!

o mesmo de sempe

Jaime Ramos, no seu melhor: voltou a abusar do seu estatuto (!?) querendo a defesa da honra de AJJ na ALRAM (a mesma que o cavalheiro nunca aparece!). Quem o atura que leve para casa...

é preciso ter lata...

Cunha e Silva é rápido a acusar o estado mas lento, muito lento mesmo, com a apresentação de soluções que fazem parte das suas responsabilidades...

O dissimulado

AJJ diz que Sócrates engana o povo porque promete fazer "coisas" quando não tem cabimento orçamental. Só pode ser alzheimer. Então senhor presidente do governo regional essa não é a sua prática habitual. Todos sabemos que é assim! Mais todos sabemos que até anda aí de banco embanco para viabilizar o negócio da Via Madeira porque a loucura dos empréstimos de e para coisas maluquinhas acabaram, sobretudo para uma região com um rating a descer...

A treta habitual

A responsável pelo turismo, no seu estilo habitual de política doméstica disse: espero que a nova ligação entre Madeira e Canárias traga tantas pessoas de canárias à Madeira como tem levado madeirenses a Canárias. BRILHANTE. E, já agora, o que pensa esta mente avançada fazer para garantir esse objectivo...

Tendencioso

Cavaco Silva mostra-se preocupado com transparência e abre excepção para falar sobre esta questão no caso da PT. Concordo com a importância da transparência mas lamento que Cavaco Silva só fale dela nos temas que lhe interessam partidariamente.

A estratégia habitual: os culpados estão lá fora, é a constituição ou os soicalistas que nunca governaram a Madeira

Enquanto o desemprego cresce, a educação está pela hora da morte, a pobreza é a mais elevada do país, os índices de conforto colocam os madeirenses como aqueles que vivem pior, a distribuição de rendimento favorece os mais ricos, AJJ parte para a saga habitual: desviar a atenção para a revisão da constituição. Com esta estratégia pode falar de tudo menos dos problemas que criou na Madeira...

Brincar com coisas sérias. Será que foi só eu que ouvi?

A impunidade de AJJ é infinita. Agora resolve brincar com um dos mais sérios problemas da sua governação e dizer que o desemprego não é tão elevado porque há madeirenses que não querem trabalhar. Diga lá outra vez? Já agora diga quem são esses madeirenses. Isto é uma vergonha, é a fuga para a frente em busca de encontrar outros culpados e como tudo tem sido desmontado agora os culpados do desemprego a crescer são os mesmos desempregados. Há coisas fantásticas!

terça-feira, 23 de junho de 2009

CACAFONIA

Ainda não comentei os comentários dos comentadores da RTP Madeira (parece macarrónico mas é para ser compatível com aquele "curral de moinas") da última segunda feira. Na verdade, aquilo foi tão mau, tão mau, tão mau que até hoje não acredito que ouvi aquilo tudo: desde acusações à intromissão política de um pároco que se manifestou contra aqueles que têm responsabilidades e nada fazem para combater a pobreza (onde andam estes senhores comentadores e o que têm visto na Madeira nos últimos 30 anos. Será que deu-lhes para a dormência intelectual!?), até uma lenga, lenga, absurda, e quase non sense, sobre uma espécie de "economia social" em que vale tudo menos o essencial que é o apoio às empresas que, curiosamente, são as únicas que criam emprego. Pelo amor de Deus é tempo de haver mais seriedade nestas coisas. Será que nem a vergonha os inibe de dizer tontices? Naturalmente que nisto tudo há um culpado: quem mantém aquela direcção obtusa da RTP Madeira que tudo permite e que engendra alinhamentos cacafónicos!

Esperem para Outubro...

Com os catastróficos resultados do turismo na Madeira (os piores do país em Abril, apesar da senhora secretária ter dito em Fevereiro que a taxa de ocupação iria ser de 70% - mas afinal ficou pelos 35%!!!!) ainda não se repercutiram, na sua plenitude, no desemprego na RAM e como no Verão a actividade económica anima, provocando um amortecimento no crescimento do desemprego, lá para Setembro/Outubro os resultados do desemprego serão alarmantes....

Que imprudência...

O Secretário Manuel António disse ontem que tem a certeza que não haverá mais derrocadas. Como é possível um governante ser tão imprudente? Será que se ocorrerem (como parece evidente que acontecerá, face à trapalhada no planeamento das obras deste PSD empreiteiro de segunda qualidade!) o Senhor em causa actuará em conformidade e pedirá a demissão? Claro que não isto é tudo a fingir...

Os resultados não enganam...

O desemprego na Madeira cresceu bastante mais que a maior parte das regiões portuguesas. Na análise comparativa com o período homologo (Abril deste ano face a Abril de 2008) a subida foi superior a 40% enquanto nas restantes regiões (excepto o Agarve) as subidas situam-se na casa dos 20%.
Esta situação é quase dramática e as causas parecem óbvias: crise interna alavancada pela crise internacional. Ou seja foram as medidas (ou ausência delas) em sentido errado que impediram a criação de um ambiente empresarial propício à criação de emprego. Já ultrapassamos os 12 000 indivíduos desempregados e esse nº continuará a subir porque a capacidade da região de criar emprego é menor que a tendência para destruir. Na prática além das opções de política económica desastrada dos últimos anos que secou o potencial empresarial endógeno, contrariou os ímpetos empreendedores dos madeirenses há que juntar a inabilidade e incapacidade para a implementação de medidas de curto prazo com forte alcance e que permitiriam contrariar a actual situação. Assim, era importante uma atenção aos factores de competitividade das empresas que exercem uma influência na capacidade destas em gerar emprego sustentável. Nada disso tem acontecido e o PSD dá mostras de nem saber do que falamos: competitividade fiscal, internacionalização, eficiência, menos burocracia, mais IDE...

sábado, 20 de junho de 2009

Terá de responder em Tribunal

O Senhor Chefe de Gabinete do Presidente da ALRAM está a ultrapassar (há muito) os limites (de toda a espécie) demonstrando uma soberba inexplicável, tentando me atingir pessoalmente. Naturalmente que, no seu estilo habitual, vai dizendo que apenas faz perguntas. Vai fingindo que não se refere a mim próprio, ao mesmo tempo que sublinha que é mesmo de mim que fala, transformando o seu discurso e o seu comportamento numa espécie de pacote de insinuações ao meu carácter, à minha vida pessoal e à minha família. Para mim basta. Este Senhor ou deixa-se de insinuações maldosas e "porcas", retratando-se de todo este miserável folhetim que vem escrevendo no seu blogue pessoal há algum tempo, procurando contribuir para um ataque tenebroso à minha honra, credibilidade e, sobretudo, da minha família, ou terá de responder em tribunal por este sistemático comportamento que há muito ultrapassou o combate político.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Muito mau...

O PS Madeira apresentou uma proposta de decreto legislativo séria e concreta sobre a situação da Zona Franca. Nessa proposta pretende-se esclarecer várias coisas entre elas demonstrar que o PSD está-se a marimbar para o instrumento Zona Franca e apenas quer manter o interesse privado. Senão vejamos: aumentou as taxas de instalação em 33%, penalizando a capacidade de atracção de empresas num período muito difícil e mantém uma taxa inconstitucional sobre as SGPS penalizando a sua instalação. Mais. Escondem o contrato de concessão para ninguém saber o que está acordado e demonstram não querer mexer nos termos da estratégia da zona franca. Como sabem que tudo isto é verdade colocam um deputado "desbocado" mas com pouco conhecimento dos fundamentos do CINM a insultar o PS Madeira, e o autor da proposta, de modo a justificar a recusa da iniciativa.
Enfim, não há nada a fazer com esta má fé...

Meus Deus, onde vai parar esta alminha ressabiada!

O Senhor Chefe de Gabinete do Presidente da ALRAM anda de cabeça perdida. Os seus ódios, ressabianços e desatinos devem ter uma origem mas isso é um problema que alguma terapia pode resolver. Haja coragem para assumir que tem essa necessidade...

quinta-feira, 18 de junho de 2009

A intrujice do PSD da Madeira

Exmo. Senhor Presidente
Senhoras e Senhores deputados

A virtude da boa fé consiste em acreditar no que se diz e, dizer aquilo em que se acredita, naturalmente, quem está de má fé, mente deliberadamente, engana abusivamente e viola, sem qualquer indignação, princípios básicos da ética e convivência de forma descarada.
É aqui que reside a intrujice do PSD. É nisto que o governo do PSD sustenta a sua longevidade.
Actua de má fé e aposta, de forma decisiva, na boa fé dos madeirenses.
Quem está de má fé engana. Quem está de boa fé acredita.
É desta forma que o governo do PSD, sustentado pelo seu grupo parlamentar, aplica um garrote governativo deplorável, insinuando aos madeirenses que está para além das suas capacidades a resolução dos problemas das famílias e empresas da Madeira que enfrentam um quotidiano cada vez mais difícil e estão perante um futuro cada vez mais incerto.
Este mau principio do governo da Madeira do PSD, o da má fé, condiz com a nossa efectiva realidade mas não se esgota no governo: é uma patologia que alastra ao seu grupo parlamentar.
Ao longo de largos meses esta Assembleia foi o espelho de uma maioria com má fé para com os madeirenses. Foi o reflexo de sucessivas atitudes e comportamentos que resvalam para uma atitude de chinelo, típica de uma maioria arrogante mas apática nas soluções exigidas. O garrote governativo do PSD foi contínuo: votaram contra a baixo dos impostos,
votaram contra o aumento do subsidio de insularidade,
votaram contra as propostas de programas de apoio aos mais pobres,
votaram contra a redução do preço dos combustíveis,
votaram contra o controle do POSEIMA,
votaram contra a fiscalização do governo de forma sistemática e intolerável,
votaram contra a redução dos preços dos transportes marítimos
votaram contra a redução das taxas aeroportuárias,
votaram contra um plano de ordenamento comercial
votaram contra uma nova forma de relacionamento com a UE no quadro da politica de coesão
votaram contra a diversificação da economia da Madeira
votaram contra a dinamização dos factores de competitividade do sector privado regional
votaram contra o apoio à internacionalização da economia
votaram contra a concorrência
votaram contra o incentivo à criação de emprego
votaram contra a implementação de uma nova geração de politicas económicas no turismo, no comercio, no investimento directo estrangeiro.
Votaram sempre contra tudo e estiveram sempre favoráveis à chicana e à politica de confronto gratuito e, como se vê hoje, inconsequente e quase a roçar o absurdo, como se constatou com o último momento triste deste parlamento que ousou gastar o dinheiro dos contribuintes para solicitar um parecer a uma proposta do grupo parlamentar da maioria para saber se era possível, o impróprio, o insólito o impossível: um debate de Jardim com Sócrates no parlamento regional. Mais uma vez o PSD não queria coisa nenhuma. Actuou de má fé e com intenção trauliteira, como é habitual.

Exmo. Senhor Presidente
Senhoras e Senhores deputados
Mas esta má fé da maioria PSD no parlamento, conforme acabei de comprovar, estende-se ao governo. É aliás um traço da governação Jardinista.
Ainda recentemente, a responsável do Governo da Madeira pelo turismo afirmou, de má fé, que a taxa de ocupação em Maio na Região seria de 70%. Tudo isto, depois de ter já ter dito que a Madeira passaria ao lado da crise. Mentiu e sabia que ensaiava uma mentira. Os madeirenses, gente de boa fé, acreditaram.
Os últimos dados já conhecidos desmascaram, sem dó nem piedade, esta leviana e insensata atitude e, sobretudo, a mediocridade governativa do PSD. Em 4 meses, a Madeira perdeu mais de 50 mil turistas e quase 15 milhões de euros. Alem disso, o Rev-par diminuiu 15% face ao mesmo período do ano anterior. Tudo junto, a Madeira registou em Abril os piores resultados do pais.
Ora, mesmo com a liberalização, com a entrada de companhias de low cost, com as ajudas da república à promoção, o PSD não foi capaz de contrariar os maus resultados.
Mas nada disto pode ser estranho porque, na verdade, a agenda do turismo deste governo é patética: são propostas de sambódromos, são hotéis a fechar sem soluções à vista, é o desemprego a crescer de forma desenfriada e imparável, sem qualquer proposta de controle adequado, são autorizações de mega projectos imobiliários que violam o essencial de um destino de qualidade, é uma ausência inexplicável de novos canais de comercialização, é a recusa de uma redefinição estratégica que coloque ordem na oferta, reestruture a procura e permita derramar mais valor acrescentado pelos outros sectores da economia da Madeira, é a incapacidade de requalificar a restauração, dinamizar a oferta de serviços, é a roleta dos transportes aéreos dada a incapacidade de definir prioridades, objectivos e enquadramento estratégico e é, finalmente, a insensibilidade pelo ordenamento do território que atira as perspectivas futuras do turismo de qualidade para uma improvável concretização.
Mas, como já disse, aquilo que parece ser um estilo pessoal é antes um traço característico de um governo de má fé. Só assim se compreende que esta atitude enganadora e dissimulada da governação tenha reflexos noutras áreas , por exemplo:
no debate sobre o desemprego: um flagelo que cresce, cresce, que afecta cada vez mais madeirenses que já ultrapassa as 12 000 pessoas, que em 4 anos passou de 3% para 8% e, mesmo assim, mesmo com dados apresentados por entidades externas, o Senhor governo, desta feita o Senhor Secretário Brazão de Castro, inventa análises criativas que pretendem esconder e enganar os madeirenses dos resultados d governação Jardinista;
ou, noutro exemplo, no debate sobre a pobreza: onde os mais variados estudos colocam a Madeira como a região do pais com mais pobreza e, mesmo assim, o Senhor Secretario Responsável tira da cartola uns “quase tão sinceros”, como desmiolados 7% , numa aproximação ridícula aos valores dos países mais desenvolvidos do mundo;
ou, ainda outro exemplo, que além da mentira junta a incapacidade governativa: quando o Senhor Vice Presidente que não tem agenda para a economia, pura e simplesmente não faz a mínima ideia do que quer fazer e para onde quer ir, mas lança desenfriadamente programas de apoio às empresas que nem formulários estão disponíveis, contribuindo para uma insignificante execução do Quadro de Referencia Estratégica da Madeira. Ou quando estoira por completo 4 milhões numa capital de risco, onde nenhuma empresa sobreviveu e ainda por cima, segundo se sabe, anda tudo em tribunal envolvendo bancos, empresas e governo. Ou quando alimenta o Madeira Tecnopolo que ignora as empresas, o sector privado e promove interesses particulares de gestores comprometidos com universidades estrangeiras e empresas externas, e onde ninguém ousa perguntar ao Sr. Dr. João Cunha e Silva, o que ganha a Madeira com os milhões entregues a uma tal Carnegie Mellon. Ou quando, mesmo em silêncio, mas também de má fé, mantém o estilo despesista nas suas sociedades de desenvolvimento onde o tribunal de contas já impediu os contratos paralelos com o Governo mas não evitou a continuidade do endividamento tresloucado pela aplicação em projectos absurdos e insustentáveis.
Mas,

Senhor Presidente
Senhoras e Senhores deputados,
é o próprio Presidente que se assume como o mais alegórico dos governantes do PSD: pede ajuda aos empresários para construir um hospital porque não tem dinheiro e, ao mesmo tempo, entrega mais de 30 milhões para construir um campo de futebol. Estranho sentido de prioridades deste governo que se diz preocupar com as pessoas.
Tudo isto até parece não estar a acontecer tal é o folclore e propaganda que preenche a agenda do governo. Tudo isto parece saído de uma aventura dos simpsons onde impera o non sense, o absurdo e o incrível.
Mas é tudo isto e muito mais. A crise que bate à porta não teve soluções do PSD. Não mereceu da parte deste governo a mínima preocupação. A abordagem do PSD foi toda para a politica trauliteira que bloqueou todos os canais de negociação com a república. O esforço do governo foi inteirinho para a esquizofrenia habitual à república, para a exaltação dos demónios habituais. Aprovaram um orçamento desadequado, sem instrumentos de combate social e de dinamização da economia, apesar do esforço do PS Madeira em contrariar esta irresponsabilidade. Não houve orçamento rectificativo, não existiram medidas anti-crise. Apesar das propostas do PS Madeira. No limite, ficamos todos com a consciência que não existe um governo mas uma espécie de comissão instaladora.

Senhor Presidente
Senhoras e Senhores deputados
Mas tudo isto foi análise de conjuntura. Tudo isto é a observação do presente. Mas vale a pena olhar para os resultados dos últimos 10 anos de Jardim.
A análise dos resultados permite-nos concluir que esta má fé da governação não é neutra no bem estar dos madeirenses.
Já é publico a caracterização do INE sobre o território português, entre 1997 e 2007. Uma análise que engloba 10 anos e que, INFELIZMENTE, demonstra que o PS Madeira tem razões consistentes para exigir e propor um novo estilo de governação, novas politicas e novas prioridades.
Dos dados analisados vale a pena sublinhar o feito notável do PSD da Madeira de ter sido capaz de colocar a nossa Região no primeiro lugar em termos de crescimento do PIB na análise dos últimos 10 anos.
Essa conquista permitiu à Madeira perder 500 milhões de euros no contexto da discussão dos fundos comunitários e até hoje persistem as dúvidas sobre a razoabilidade destas opções. Mas, ainda esta semana o grupo parlamentar do PSD chumbou uma comissão de inquérito que abria a porta a um pedido de desculpas do PSD aos madeirenses pela barbaridade cometida.
Os madeirenses não compreendem as razões pelo qual AJJ e o PSD nada fizeram para impedir este erro histórico que os acompanhará o até ao fim da sua actividade politica.
Da parte do PS Madeira não branquearemos responsabilidades. A falta de engenho ou a ganância da propaganda tem imposto dificuldades que não podem ser escamoteadas.
Os madeirenses não compreendem como podem ter mais pobres, pagar mais impostos, ter menos índices de conforto e mesmo assim o seu governo dar-se ao luxo de nada fazer (porque continua sem nada fazer!) para inverter este estado de coisas.
O objectivo do desenvolvimento é garantir o bem estar das pessoas. O PIB por si só não é condição suficiente para este objectivo. Nós sabemos e o PSD sabe: numa boa e equilibrada governação a produção de riqueza deve ser compatível com o nível de bem estar das pessoas. Nada disso se verifica na Madeira.
E o retrato da evolução dos principais indicadores na Madeira desta última década não deixam nenhuma margem para dúvidas. Mais grave é que os resultados já conhecidos indiciam um falhanço em toda a linha da própria agenda politica do PSD: pede autonomia para a educação e falha nos seus resultados, define uma estratégia de desenvolvimento assente no conhecimento, tão intensamente badalada pelo Plano Desenvolvimento Económico e Social e falha nos seus resultados, ensaia um discurso de sensibilidade pelas famílias, cria cenários de preocupação com a evolução social da Madeira mas falha no combate à pobreza, na distribuição de rendimentos, na criação de índices de conforto adequados à criação de riqueza.
Este campeão no crescimento do PIB em Portugal é também o primeiro no abandono escolar, na taxa de desistência do ensino regular, na pobreza e na taxa de aprendizagem ao longo da vida. Mas é ainda o último no índice de conforto das famílias, o penúltimo no nº de alunos no ensino superior e na taxa de escolaridade do secundário. O sonho de uma região como a Madeira em criar riqueza baseada no conhecimento fica desfeito por completo, apesar de discursos ocos e suspeitos, nos magros resultados da I&D em percentagem do PIB, a região é só a pior do pais. Mas também o penúltimo lugar no nº de trabalhadores com profissões intelectuais e cientificas. Em termos de valor acrescentado proveniente de actividades tecnológicas a Madeira ocupa uma posição claramente abaixo da média nacional que anda nos 12% e nós nos 3%. O mesmo acontece para a criação de empresas de base tecnológica que entre 2004 e 2006 até os Açores estiveram melhores que nós.
Exmo. Senhor Presidente
Senhoras e Senhores deputados
Se parece claro que o passado recente tem demonstrado um partido às aranhas com a governação: sem projecto, sem novas ideias e sem dinâmica. Um partido envergonhado de governar. Não é menos verdade que os últimos 10 anos demonstram uma verdadeira tragédia governativa com opções politicas penalizadoras para o bem estar dos madeirenses.
Com a boa fé habitual dos madeirenses, estes voltaram a acreditar na propaganda do PSD. Nas promessas de uma região com mais educação, mais conhecimento, mais diversificação da economia. Conforme se viu tudo isso está posto em causa e, sobretudo, não existe nenhum sinal de uma alteração consistente que permita à Madeira acompanhar de igual para igual os sinais dos tempos novos: com modernização e desenvolvimento económico a pensar nas pessoas.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Bandalheira assumida

Alguém me explica como é que a ALRAM paga um parecer (para uma proposta absurda e quase non-sense) para saber se aceita ou não uma proposta do PSD (aquela de querer trazer o Primeiro Ministro à ALRAM!!!)? Será que o cavalheiro que é chefe de gabinete do Presidente da Assembleia tem uma explicação sábia para este escândalo? Deve ter. Estou certo que tem...Verão!

Descaramento

Jaime Ramos (filho) veio à televisão dizer que estava indignado pela recusa da administração da SATA numa suposta audiência parlamentar...Isto só visto. Este Senhor é o principal protagonista das recusas sistemáticas de membros do GR da Madeira à Assembleia (onde têm o dever de explicar o que fazem!) e ainda tem a lata de mostrar indignação...Tenham vergonha!

Com que então a crise ia passar ao lado do turismo da Madeira?

Em abril, segundo os últimos dados do INE, a Madeira foi a região do país em que a procura de turistas mais diminuiu em relação ao mês homólogo. Aliás nos principais destinos concorrentes a procura aumentou, na Madeira diminuiu mais de 9%. E agora Senhora Secretária como fica a sua convicção (mais uma sem qualquer sentido!) de que a crise ia passar ao lado da Região e que em Maio teríamos taxa de ocupação de 70%. É melhor dedicar-se a outra coisa... 

Entre o limão e a bola...

Entre a festa do limão e um badalado almoço na Quinta Vigia com os senhores da bola passaram alguns dias. Poucos, na verdade. Entre estes episódios notáveis da vida do cavalheiro que dirige os destinos da Madeira aconteceram algumas coisas bastante mornas na perspectiva política. Irrelevantes, até. Mas, no mundo de Jardim o burburinho não é enfadonho nem irrelevante: é histérico e patológico. Por isso, o que quase parece irreverente é simplesmente abordoada governativa, simplória e paradoxal, num traço ignóbil de demagogia inaceitável.
Até por isso, sempre que me atrevo a escrever sobre a governação da Madeira deparo-me com uma inultrapassável dificuldade: a insuficiência da língua portuguesa para expressar tudo o que de relevante faz Jardim e a sua “trupe”. Não por culpa da língua portuguesa, mas pelo exagero do patético num governo que, ceteris paribus (mantendo tudo como está), acabará por liquidar a Região que governa.
Assim, mesmo sem querer, acabo por cair num eufemismo sistemático, atenuando uma verdade dura e penosa por falta de vocabulário proporcional ao disparate.
A origem de mais um rocambolesco episódio da vida política na região foi a visita de José Sócrates à Madeira. Mas, o palco principal da verdadeira noticia foi uma festa: a do limão. Aí Jardim desfere o golpe esperado a Sócrates, apesar de poucos perceberem porque razão não abriu a boca quando ficou a poucos centímetros do Primeiro Ministro, no bastante visível aperto de mão acompanhado com vénia profunda, executado magistralmente e sem qualquer hesitação, no aeroporto da Madeira.
Claramente o chefe do governo da Madeira não se dá com a frontalidade, clareza e debate aberto. Prefere o azedo da distância para propagar a mentira como forma enervante de branquear a sua incompetência.
Foi isso que fez lá na freguesia da ilha retomando os insultos e os impropérios suspensos por 7 horas.
Foi com isso que desatou um cata-vento de reacções do seu PSD: no parlamento da Madeira, depois da fuga em bando para o Porto Santo, receando terem de admitir estarem-se todos a marimbar para a normalidade institucional intergovernamental, o grupo Parlamentar do PSD pede um debate impossível: querem Jardim com Sócrates na ALRAM. Depois, tomando consciência que o absurdo não passava impune, distanciaram-se da ideia inicial e decidiram-se por um debate em qualquer lugar, se calhar na próxima festa do pero, ou da anona, ou da maçaroca, provavelmente com televisão, se calhar sem deputados e até porventura só com Jardim.
Ao mesmo tempo Jardim, ainda na ilha, na festa do limão, enciumava com a simpatia dos empresários da Madeira para com o Primeiro Ministro, durante um almoço que foi convidado mas que primou pela ausência. Sem se conter, desatou às ofensas e à desconsideração, desta vez aos empresários. O habitual. De seguida, antes do “almoço da bola” na Quinta vigia, e depois da festa do limão, num seminário de homenagem ao empresário madeirense, promovido pela ACIF, enjeitou um discurso “mal amanhado” para introduzir a sua imagem de marca: a contradição permanente, num hino á sua falta de credibilidade. Aí elogiou os empresários, os mesmos que havia criticado duramente. Mas, antes de tudo isto, pela calada, já tinha proposto, ao melhor estilo estatizante da economia, uma lei, não para a Madeira(?!) mas para o país, que proibe os despedimentos colectivos, numa machadada ao funcionamento do mercado, à mobilização do investimento privado e à sustentação do emprego. Numa palavra: um populismo perigoso e ofensivo. Mas Jardim é assim. Desfere tontices destas aqui e ali num único propósito: servir de arma de arremesso para uma política trauliteira e inconsequente. Nesta espalhafatosa acção governativa, Jardim ainda sublinhou outra decisão irreversível: dar de bandeja mais de 30 milhões para o estádio do marítimo (até porque também deu outros tantos milhões para o do Nacional!) e por cima do seu douto sentido de responsabilidade, depois de estoirar os milhões dos madeirenses na bola, desafiou os empresários a investirem num hospital, numa lógica de parcerias com o Governo?! Tudo, sem o mínimo de indignação.
Entretanto, com esta azáfema, não teve tempo de legislar a sua única medida anti-crise para apoiar os desempregados. Demorou tanto tempo que desde que a medida foi anunciada até hoje já são mais de 1 500 desempregados, num total de quase 12 000.
Assim, entre o limão e a bola sobra pouca coisa relevante, só mesmo o espelho de Jardim...
"publicado no DN Madeira"

sexta-feira, 12 de junho de 2009

O Risco e a Oportunidade

  nos resultados eleitorais de Domingo um risco e uma oportunidade implícita. Um risco do PS Madeira tornar-se num pequeno partido, sem expressão de poder e sem dimensão adequada para liderar uma alternativa. Um risco que afecta directamente o PS Madeira mas atinge fortemente a Madeira e os madeirenses que deixam de contar com uma alternativa sadia e construtiva, conforme é a escola deste partido da democracia portuguesa. Este risco não é uma ficção. Nem sequer me parece muito distante de acontecer caso nada se faça, caso tudo fique como está, caso não seja estimulada a massa critica que o PS Madeira gerou e que pode potenciar em prol de todos os madeirenses. Os socialistas da Madeira e aqueles que, como eu, desejam uma mudança, devem impedir que o PS M bata ainda mais no fundo. Pode muito bem acontecer. O estado a que tudo chegou merece reflexão mas exige iniciativa, coragem e determinação. Este risco que falo e que outros muito bem demonstraram noutras alturas (lembro a propósito os vários textos de Maximiano Martins sobre a situação do PS Madeira onde a resposta às suas questões traduzem hoje um amargo de boca) deve, em meu entender ser claramente assumido. Só com a consciência da realidade é possível traçar um rumo certo. Um caminho ganhador. Mas ganhar significa ir ao encontro dos interesses dos madeirenses. Provavelmente devemos mesmo começar por aí: o que querem os madeirenses? Com que se preocupam? O que os faz votar ao longo de 30 anos num partido que hoje apresenta desoladoras soluções para o desenvolvimento da Madeira. Porque razão cresce o desemprego, aumenta a pobreza, aumentam as falências, pioram as condições de competitividade das empresas regionais e o PSD continua a ganhar? Naturalmente que razões estruturais do regime imposto por AJJ explicam parte do problema. Muito se escreveu e continuará a escrever sobre isto. Mas, o PS Madeira tem o dever de começar pelo óbvio: por si próprio. Pelas suas óbvias fragilidades. Pelas suas actuais deficiências e pela total ausência de ligação à sociedade madeirense. Estamos fracos, temos uma liderança frágil e errática, temos ideias,  soluções e projectos mas não temos capacidade de fazer eco das nossas preocupações. A liderança do PS Madeira não tem a dimensão e o élan necessário para transformar boas ideias em soluções compreendidas pelos madeirenses. Sem “rodriguinhos”, é preciso fazer a leitura certa: os madeirenses deixaram de acreditar neste PS Madeira. Insistir nesta linha é cavar o fosso que separa o partido dos madeirenses mas que acaba por separar socialistas de socialistas.  Somos poucos, estamos desorganizados, não existe mobilização firme e definitiva em torno de um projecto. Por isso, é preciso frontalidade, coragem e menos sentido táctico que roça o absurdo dada a insignificância que todos cairemos se continuarmos como estamos.

   

Mas, aqueles resultados desoladores para o PS Madeira, no Domingo passado, trazem consigo uma oportunidade. Trazem consigo a definitiva sensação que o único factor mobilizador é o futuro. Nem sequer valerá a pena dissertar sobre este presente. É preciso acabar com ele de uma vez e sem rodeios. E desde já fica um aviso àqueles que possam entender estas palavras como ataque pessoal ou política de confronto interno. Não tenho paciência para intriga mas tenho ainda menos para hipocrisias inconsequentes e comportamentos mesquinhos e rasteiros. O PS Madeira tem pessoas capazes de contribuir para o rumo certo. Porventura as mesmas que contribuíram para o rumo actual. Não sei. Não interessa agora. Resta o desafio   Porventura a última oportunidade: um derradeiro desafio da renovação do PS Madeira. De reinvenção de um projecto que configure credibilidade política, técnica e social. Os madeirenses nunca estiveram tão preparados para novas ideias, novas soluções e novas pessoas. Os madeirenses querem um PS M forte e credível. Querem um PS M confiante e mobilizador. André Escórcio e Maximiano Martins, dois socialistas ilustres têm se posicionado de forma clara pela defesa de um PS Madeira alternativo para ser alternativa. Conheço os dois, sou amigo de ambos e as suas intervenções são neste momento factores de esperança que gostaria de ver aproveitado e potenciado. Faço um apelo aos socialistas: não se encolham, não tenham medo e não fingem que está tudo bem. Não está, e o caminho é ainda longo e penoso mas possível.