domingo, 31 de agosto de 2008

Outra vez?

Na verdade tenho muito pouco a ver com as decisões do PS M, dado não ter nenhum cargo nos órgãos directivos, contudo, devo dizer que me surpreende o desplante e atrevimento ignorante, mas maldoso, de LFM sobre a vida interna do PS M. Esse sim, ultrapassa todas as marcas, procurando fazer de juiz, de policia, apontando o dedo, opinando que um é bom outro é mau, outro é inteligente, alguns são bonitos, outros têm ambições, alguns até são próximos dele... E por aí fora... Pelo amor de Deus tenha juízo. Já ninguém liga às suas supostas fontes de informação, quanto mais às suas preferências. Como se isso alguma vez pudesse contar para alguma coisa...
Mas, o que é verdadeiramente relevante, e volto a repetir, é o seguinte: um alto funcionário do parlamento (chefe de gabinete do Presidente) deve ter a capacidade de ser contido nas suas afirmações. É antes de mais uma questão de bom senso! Ainda por cima comenta quem poderá ser vice da ALRM pelo PS M? Mas afinal V. Exa. ainda não percebeu (estou mesmo a ver que vai ser preciso alguém lhe puxar as orelhas!) que enquanto chefe de gabinete do Presidente da ALRAM, não tem condições para opinar sobre essa matéria? Será que é difícil entender que estamos a falar de alguém que ocupará a mesa da ALRAM onde V. Exa. tem responsabilidades enquanto alto funcionário? Será que o LFM, sempre pronto a acusar os outros de estarem a ultrpassar limites, não consegue entender os seus?
Já agora que conversa é essa do PSD votar na competência para a vice presidência da ALRAM? Sem ofender Bernardo Martins (pessoa que tenho grande respeito pelo seu passado, pelas suas competências e pelo esforço político que tem oferecido ao PS e à Madeira), até parece que V. Exa. não tem espelhos no seu partido?

sábado, 30 de agosto de 2008

E esta II?

Será que AJJ sabe que ele próprio criou uma capital de risco com dinheiros do orçamento regional e que concedeu a sua gestão ao BANIF - a Madeira capital -? Será que ele sabe que, infelizmente, a actividade dessa entidade tem sido desastrada? Será que ele sabe que ao fim de mais de cinco anos (com dinheiro público da Madeira) apenas 4 empresas tiveram acesso, sendo que 3 estão falidas e 1 nem está presente na Madeira? São por estas e por outras que AJJ devia saber que perde por falar do que não sabe, do que nem sequer está em condições de defender, do que, infelizmente, a Madeira faz pior que muitas regiões do país, para mal dos nossos empresários!!!

Esperem...pelo absurdo

Um conhecido juiz espanhol pediu às autoridades portuguesas uma investigação ao off-shore da Madeira sobre lavagem de dinheiro das máfias russas. vão ver que AJJ ainda dirá que Baltasar Garzon está contra a Madeira!!!

Serviço público rasgadinho!



Depois da apresentação de muitos factos relevantes sobre a realidade social e económica da Madeira, apresentadas pelo DN M, através da rubrica "estado da região", a RTP e RDP Madeira continua a fazer exactamente o mesmo que AJJ, a assobiar para o lado como nada daquilo lhe dissesse respeito. É o jornalismo rasgadinho, conduzido por Leonel de Freitas.

LFM controla rede de informadores?

A retórica e o estilo Estalinista só sobrevive e tem condições de sucesso com informadores em tudo o que é relevante. Ora, a nota de LFM na Quinta Feira a anunciar as noticias do DN Madeira de Sexta Feira, demonstra que este militante activo e (muito) próximo de AJJ tem informadores naquele importante órgão de comunicação social madeirense. Além disso, anunciar daquela forma (numa espécie de provocação!) significa que se está a marimbar para as chefias do DN porque, concerteza, estas não gostaram daquela atitude...Interessante não acham?

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

E esta?!

Será que AJJ sabe que a SDEM é uma capital de risco criada pelo grupo pestana - através da SDM (portanto com participação da RAM) - por imposição da União Europeia que, depois de verificar o pouco impacto da SDM (zona franca) para o desenvolvimento regional, obrigou esta entidade a criar um mecanismo para apoiar as empresas regionais. A pergunta que AJJ já devia ter feito, há muitos anos, é quantas empresas madeirenses e que empresários da Madeira tiveram acesso a esse instrumento de capital de risco? Eu respondo: não chega a 5, violando o essencial da indicação comunitária!

Capital de Risco: Turismo Capital

Operações de participação no capital social de sociedades do sector do turismo, como forma de reforço financeiro associado aos respectivos negócios.
Entre os vários instrumentos hoje ao dispor dos empreendedores, o Capital de Risco assume-se como factor relevante de reforço financeiro associado aos negócios, promovendo empresas e investimentos, permitindo dar consistência e credibilidade a novos projectos, fomentando a competitividade e apoiando a inovação e diversificação.

Novos negócios e parceiros credíveis, assente em plataformas de confiança e de partilha do risco são determinantes para o sucesso dos projectos de capital de risco.

O Capital de Risco como participação de capital minoritária e temporária, tem carácter proactivo e dinamizador nos projectos com potencial de crescimento.

TC TURISMO CAPITAL - SCR, S.A.
A Turismo Capital realiza operações de capital de risco, através da participação no capital social de sociedades do sector do turismo, com perspectivas de valorização a médio prazo.

O capital social é de 5 milhões de Euros, com a seguinte distribuição:
• Turismo de Portugal, I.P. - 60%
• Banco BPI - 25%
• Banco Espírito Santo - 15%

A Turismo Capital é a sociedade gestora do Fundo de Capital de Risco para Investidores Qualificados, FCR - FIQ - F.Turismo, administrado, gerido e representado pela F. Turismo - Capital de Risco, S.A. com o número de pessoa colectiva 502755407, matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa (2ª Secção) sob o número 3023, com o capital social de 5.000.000 Euros, o qual se encontra com um capital de 49,8 milhões de euros.

Âmbito de Actuação
A decisão sobre as participações tem por base critérios objectivos de avaliação económica e financeira, tendo em conta, nomeadamente:
• o perfil dos promotores
• as características do projecto
• o risco do negócio
• as perspectivas de rentabilidade

Tendo sempre subjacente as políticas e estratégia definidas para o sector, a actuação da sociedade tende a centrar-se em projectos de:
• Animação turística
• Hotelaria com carácter inovador
• Cooperação Empresarial
• Consolidação Financeira
• Modernização e requalificação

Características das Operações
A participação caracteriza-se por ser:
• normalmente minoritária (20 a 40%)
• temporária (5 a 10 anos)
• não liderante, mas com participação na gestão

A Participação da TURISMO Capital permite
• Dar maior sustentabilidade ao negócio
• Acrescentar valor à gestão
• Melhorar a imagem empresarial
• Assegurar massa crítica empresarial
• Alavancar o negócio
• Redimensionar as empresas
• Maior notoriedade institucional

Eu já tinha dito...E agora?

Parabéns ao DN Madeira e ao excelente trabalho do jornalista Miguel Fernandes Luís. Há muito que alerto para uma realidade dura de aceitar: o nosso PIB é grande mas não tem correspondência directa no bem estar das populações. Esta verdade não pode ser esquecida por ninguém que queira o bem dos madeirenses e que não faça da propaganda o instrumento para manter as famílias e empresas madeirenses nos piores lugares do ranking nacional da regiões, em termos de bem estar. Contudo, quero ainda dizer o seguinte:
1) a divida da Madeira é superior àquela que o DN Madeira apresenta hoje. Além da dívida indirecta (1200 milhões, valores de 2006), a divida directa (perto de 500 milhões) ainda é preciso adicionar mais de 300 milhões de euros de encargos assumidos e não pagos (que no ano que vem passarão a ser divida directa por causa do programa pagar a tempo e horas) o que coloca a dívida da Madeira nos 2000 milhões de euros. Além disso, nunca deve ser esquecida a divida do SPE Regional não avalizado que ultrapassa os 1000 milhões de euros; 2) A perda de fundos da UE tem apenas um responsável - o governo regional do PSD - que não soube justificar/fazer lobby/campanhas/encontrar argumentos que permitissem demonstrar o efeito negativo (neste processo) das imputações anómalas no PIB decorrentes das actividades da Zona Franca. AJJ quis parecer rico, mesmo que isso prejudicasse (como veio a acontecer) os madeirenses; 3) finalmente, a LFR é o corolário desse erro (de consequências ainda totalmente imprevisíveis) político estrondoso que foi não esclarecer toda a opinião pública que PIB grande não significa riqueza e bem estar das populações. A questão de fundo é quem assume estas responsabilidades. Quem é traidor? Quem traiu os madeirenses por contrapartidas (não sabemos se só políticas porque ninguém explicou o que se passou...) injustificadas!?

Vale a pena ler...

O meu amigo Miguel Fonseca no seu blogue basta que sim foi directo, perspicaz e contundente. Como sempre fê-lo de forma subtil e superior. Veja aqui
e

O PGR tem razão...

Concordo em absoluto com a preocupação do PGR que disse esperar que "... o legislador proceda aos ajustamentos legais que se mostram necessários para combater a criminalidade violenta, tendo em consideração que o hiper-garantismo concedido aos arguidos colide com o direito das vítimas, com o prestígio das instituições e dificulta e impede muitas vezes o combate eficaz à criminalidade complexa..." e discordo da posição do governo que através do ministro da Justiça veio dizer não estarem previstas alterações...Parece-me uma posição pouco prudente e, até, pouco(?) ponderada!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Resposta a AJJ e outros..

Eu compreendo o mal estar do actual Presidente do Governo Regional. Infelizmente, nunca se habituou a um ambiente livre e de reflexão. Infelizmente, usa sistematicamente a mesma "cassete", um certo ar de suspeição, mesmo que apenas inventada, de modo a obter dois objectivos: afectar a credibilidade das pessoas visadas e introduzir o sentido persecutório do regime jardinista a todos os que ousam criticá-lo. Comigo não! Eu compreendo que lhe incomode ter de explicar negócios ruinosos da Região, da sua responsabilidade, como a Via Madeira, a Via litoral, a Via Expresso, o monopólio do Porto do Funchal, a entrega de infraestruturas públicas sem concurso público, entre outros. E assim, foge a estas importantes explicações, atirando areia para os olhos das pessoas, desviando a sua atenção, tentando passar a ideia de que somos todos iguais. Não somos e sei que o Presidente sabe disso. Só assim se compreende este mal estar e esta forma insólita de fugir às respostas que os madeirenses precisam ouvir. Repito, tenha a coragem de explicar estas e outras matérias envoltas em grande dúvidas e suspeitas. Essas questões são V. Exa. que tem de responder porque afectam o Orçamento Regional. Desafio-o a fazer isso de forma clara, sem subterfúgios. Lembro que alguns destes negócios beneficiam um limitado grupo de interesses empresariais que não corre riscos, esses assumimos nós, com pagamentos de dívidas galopantes sem mais valias para os madeirenses.
Este Presidente do Governo do PSD está convencido que os empresários madeirenses são um produto do seu regime. Não é verdade. Aqueles que procuram todos os dias criar riqueza estão confrontados com um clima de medo e injustiça e só com determinação, esforço e muito trabalho sobrevivem numa terra que lhes obriga a olhar só para um caminho. O caminho do PSD protagonizado por AJJ.
Eu sou empresário, corro riscos, todos sabem disso, nunca escondi, não dependo da política e é com naturalidade que a empresa onde tenho responsabilidades actua em todos os mercados onde tem oportunidades, de forma clara e transparente. Fico satisfeito com o reconhecimento da entrada do capital de risco na empresa, o que prova a sua credibilidade e sustentabilidade, que muito me orgulha. Como também acredito que ficaram satisfeitos todos os empresários madeirenses que tiveram acesso ao mecanismo de capital de risco do Governo da República, e são muitos, alguns bem conhecidos de todos os madeirenses e do Senhor Presidente AJJ. Não quero acreditar que AJJ não saiba o que é capital de risco, que o Presidente do Governo Regional não tenha noção que um dos instrumentos mais poderosos do tempos modernos para dinamizar as empresas é o capital de risco. Nem sequer me passa pela cabeça que AJJ não conheça os termos e as limitações de acesso a esse capital. Nem posso crer que um alto responsável governativo não tenha acesso, porque é público, dado que as capitais de risco tem obrigações junto de várias entidades, entre elas a CMVM, às centenas de empresas na Madeira e no continente que usufruem deste instrumento. Pelo amor de Deus. É preciso mais imaginação. A perseguição que AJJ tenta encetar à minha pessoa é frouxa e descabida, lamento mas se insistir nesta matéria, lançando laivos de suspeição sobre a minha pessoa, serei obrigado a entrar com uma queixa crime. Não quero fazê-lo mas poderá não me deixar alternativas.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Assim não vai lá!

Como é que é possível uma resposta com este (mau) nível de argumentação?! Como é possível alguém que se diz democrata, que se diz disponível para o debate, que diz recusar a ofensa pessoal, que dá lições a todos, incluindo dentro do seu partido...Enfim, da minha parte lamento o registo, mas sublinho não conte comigo para se por em bicos de pés: comentarei sempre, quando quiser, quando entender, quando tiver paciência, todos temas que estiver em condições de o fazer (e claro sobre economia, finanças, dívidas, gestão não aceito lições de todos mas sou capaz de aceitar argumentos sólidos e sustentáveis...) . Mesmo aqueles que V. Exa. coloca de forma "manhosa" no se blogue procurando, de forma primária, iludir a opinião geral. Comigo não conta para o seu habitual festival de "...eu não sou o que pareço, sou diferente dos outros, por isso tenho mais credibilidade..." Quanto às ligações partidárias, pode ter a certeza que sei do que falo: não dependo de ninguém mas só da minha consciência. Sempre fui assim e sempre serei. Parece mentira não é?! Quanto ao PSD, conheço muitas pessoas ligadas ao partido do poder, por muitas delas tenho relações de amizade e, confesso, não me incomoda. Contudo, nada disto muda uma virgula da minha opinião sobre a governação: é má, incompetente e levanta demasiadas suspeitas para um regime que se quer aberto, saudável e sério. Ultrapassou todos os limites.
Finalmente, como é possível que LFM não tenha entendido (ou não queira entender) que estou-me nas tintas para o que faz na vida. Espero que corra tudo bem, sinceramente, não me move nenhum sentimento por alguém que nem conheço. O que é relevante para mim (e tenho a certeza que para todos os outros deputados na ALRAM) é que, não raras vezes LFM use a informação privilegiada que possuí, enquanto chefe de gabinete do Presidente, para "uso geral". Do meu ponto de vista não é ético e coloca em causa o próprio posicionamento do Presidente da ALRAM...Penso que compreende que nada disto pode continuar assim...Veremos!

domingo, 24 de agosto de 2008

Estado da cidade I: o urbanismo


Depois da euforia do dia da cidade, momento alto da comemoração dos 500 anos do Funchal, vale a pena iniciar um conjunto de comentários sobre o estado da nossa cidade e da sua governação.
Vou dividir por várias áreas e farei em vários posts...

Começamos pelo urbanismo (com alguns exemplos), um dos aspectos mais importantes da gestão da cidade e que tem sido sujeito a opções políticas bastante discutíveis:
PDM
Apesar das sucessivas acusações (insólitas) de Albuquerque que o PDM não serve e está desactualizado (é bom lembrar que foi ele que fez e aprovou o PDM em vigor e que podia – e devia - tê-lo actualizado) o mandato está a acabar e nem uma nota sobre a revisão (necessária) deste documento. Ou seja, não se compreende a formulação desenfreada de planos sem um PDM orientador. No fundo, é colocar a carroça à frente dos bois.
Os vereadores do PS Madeira realizaram um relatório (alternativo) à execução do PDM e as conclusões são desastrosas.
Plano de Urbanização da Ribeira de João Gomes: deixo parte da declaração de voto sobre esta matéria:
"...Consideramos positivo a entrada em vigor deste instrumento de planeamento para uma parte da cidade que o PDM, em vigor há mais de 8 anos, obrigava à existência de um Plano de Urbanização ou de Pormenor. Consideramos no entanto que este Plano não apresenta elementos e regras de intervenção necessários a uma real requalificação daquele Lugar e fica muito aquém do que merecia uma zona que constitui uma das principais entradas na cidade..."


Plano do amparo:
deixo parte da declaração de voto dos vereadores do PS.

"...Os principal motivo pelo qual não podemos apoiar a aprovação deste Plano é o facto de serem introduzidos parâmetros e ocupações de solo que não cumprem o que estava definido no PDM sem que para tal seja apresentada alguma justificação.
Apesar de, por mais que uma vez o Relatório do PUA mencionar que “subjacente às densidades propostas para o conjunto das zonas está a preocupação pelo respeito pelos índices consagrados no PDMF” (ponto 5.3 na pág. 35) e de no ponto 5.4 ser dito que “os índices e parâmetros urbanísticos definidos no Regulamento do PUA respeitam os do PDMF que define os parâmetros urbanísticos máximos (…)” e que “estes valores são orientadores para planos de urbanização ou de pormenor, nunca devendo nos mesmos ser ultrapassado os valores máximos permitidos.”, apesar disso, o Regulamento do PU estabelece um índice de 1,7 para zonas que de acordo com o PDM só poderiam ter 1,5 no máximo (Zona Mista Habitacional e Terciária), 0,6 (Zona Habitacional de Média Densidade) na parte Nascente do PU acima da Estrada Monumental, abrangendo igualmente as Zonas Turísticas de Média Densidade que no PDM tinham um índice de 0,6. Além do mais possibilita a ocupação de uma parte da Zona Verde de Protecção ao Pico da Cruz (Área non aedificandi), por moradias unifamiliares.
Incompreensivelmente o Regulamento do PU, além de definir um índice de construção bruto, superior ao que é admitido no PDM, admite nas Zonas Mistas (artº 30º do PU) índices de construção brutos entre 1,7 e 2,8 (?!) e cérceas máximas de 29m quando, de acordo com o PDM, só é possível 21m. Permite-se ainda que nas unidades de execução a cércea máxima de 29m possa ser ultrapassada por deliberação de Câmara.
No Relatório do PU não aparece uma vez sequer justificada a razão do aumento de índice relativo ao que foi definido no Plano Director.
Será certamente argumentado que um Plano de Urbanização serve para estudar e regulamentar o território de forma mais pormenorizada e que tal pode dar azo a alterações ao que estava definido no PDM. É certo que sim. Mas não servirão de certeza os PU’s para desvirtuar o que de uma forma global está conferido pelo PDM. Como não vemos que tivesse havido alguma dinâmica demográfica ou alterações de vulto no desenvolvimento económico e social que não estivessem já previstos no PDM em 1997, não vemos razões destas alterações. Antes pelo contrário, é sabido que actualmente tem havido uma quebra na procura de habitação nestas zonas do Funchal, há apartamentos vazios e outros que estão para venda há bastante tempo.
Tendo em consideração o que atrás foi descrito, votaremos contra a apresentação deste documento em Assembleia Municipal por estar em desconformidade com o Plano Director Municipal, sem que haja alguma justificação."


Plano de Urbanização do Infante ( Savoy) "...A Proposta de Plano para a zona do Infante que hoje aqui se apresenta, vem confirmar aquilo que já se adivinhava quando se deu inicio ao processo e que se veio a verificar quando se apresentou a primeira proposta de Plano. Ou seja, a elaboração de um documento que dê enquadramento legal às pretensões desmesuradas dos promotores da renovação do Hotel Savoy. Estas pretensões desmesuradas, tendo em consideração aquilo que estava definido no PDM têm, ainda por cima, efeitos colaterais, “arrastando” a capacidade construtiva da maior parte dos proprietários mais pequenos na sua envolvente, para índices muito acima do que o previsto no Plano Director e por isso descaracterizando os objectivos propostos no PDM.
Argumentar-se-á que os Planos de grau inferior ao PDM, como é o caso deste plano de urbanização, podem alterar o que está consignado no PDM. É certo que sim. No entanto essas alterações devem ser vistas como correcções, observadas a uma escala mais fina permitida pelos elementos que constituem um Plano de Urbanização (PU). No entanto a estratégia deste PU não é afinar o que estava previsto no PDM, reconsiderar requalificações de solo tendo em consideração a envolvente, nem alterar um erro grosseiro qualquer do PDM. Este PU pura e simplesmente eleva os índices médios previstos no PDM para mais do dobro e, escandalosamente, atribui à intervenção nos terrenos do Savoy/Santa Maria mais do dobro do índice permitido em PDM, sem qualquer justificação plausível,
Consideramos por isso esta Proposta de Plano inaceitável."

Hotel CS
Neste caso existem duas situações distintas: as obras na estrada monumental (ao qual eu próprio fiz uma queixa crime – que se espera julgamento) e as obras na zona marítima.
Incluo o link para o power point feito onde se explica todo o processo, do primeiro caso: http://members.netmadeira.com/lvilhena/FunchalParaTodos/FPT.html

Funchal Centrum
Nesta matéria podem ser identificados dois momentos: primeiro a providência cautelar que levou à suspensão das obras e que o PS M votou contra o levantamento por interesse público e o segundo momento de aprovação de um segundo licenciamento que continua a violar o PDM. Deixo parte das suas declarações de voto nos dois momentos:

1º momento:
"...Hoje, além do embaraço que a maior parte dos funchalenses sente pelo estado a que a cidade chegou, verifica-se um permanente e imparável movimento da sociedade na tentativa de reposição da legalidade, através da imposição de providências cautelares. Apesar de tudo, estamos conscientes das dificuldades criadas aos empresários que, na grande maioria das situações, pouca responsabilidade lhes pode ser imputada. O mesmo já não é verdade para as vereações anteriores e para o actual Presidente da CMF. Na verdade, em nosso entender, não nos parece adequado que sejam empresários a assumir totalmente os custos da irresponsabilidade e violações sucessivas á lei praticadas pelo Sr. Dr. Miguel Albuquerque.
Em nosso entender o interesse público tem sido posto em causa pelo actual Presidente da CMF ao ter contribuído, ao longo dos anos, para um desenvolvimento descontrolado do território e violações grosseiras de regras urbanísticas que conduziram a situações idênticas á que hoje analisamos.
É por estas razões que, sobre a resolução para prosseguimento das obras do Funchal Centrum por interesse público, o PS assume a seguinte posição:
Votará com abstenção, desde que sejam retirados alguns dos fundamentos apresentados para o interesse público, designadamente do direito á habitação e do direito ao uso da via pública, por considerarmos inadequados e constituírem apenas uma forma de branquear um comportamento lesivo do interesse público por parte do Presidente da CMF. Apenas vemos de eventual interesse público as questões indemnizatórias que podem decorrer da paragem da obra. Neste sentido poderíamos admitir que as obras continuassem a partir desta data, depois de uma medição da situação actual da obra e se o promotor assumisse total responsabilidade pela continuação da obra sem exigir qualquer indemnização da sua execução a partir desta data.
Em todo o caso e perante a situação a grave a que se chegou, tanto neste caso como em outros que recentemente vieram a público, exigimos a demissão do Dr. Miguel Albuquerque, assumindo assim a responsabilidade de uma gestão danosa para a cidade nos mandatos anteriores, com reflexo neste mandato e com consequência inestimáveis para o futuro do Funchal."

2º momento
"...Os vereadores pelo PS votam contra a aprovação do Projecto de Substituição do denominado “Funchal Centrum” tendo em consideração que, tratando-se de um projecto de substituição, deve ser analisado na sua globalidade enquanto intervenção de raiz, na Zona Central da cidade do Funchal, conforme zonamento do PDM em vigor.
Tendo em consideração os objectivos definidos para esta parte da cidade entendemos que as características morfológicas, arquitectónicas e ambientais que se pretende preservar, são contrariadas pela proposta apresentada..."

Além destes exemplos podíamos juntar o total desgoverno urbanístico das zonas altas (sem um plano estruturante e integrado, porventura financiado por fundos europeus), a aprovação de hotéis na zona marítima, violando o PDM e utilizando, para o efeito, cláusulas do POT... O hotel da rua da Carreira, como exemplo da trapalhada da gestão autárquica e da promiscuidade que a gestão da CMF promove, penalizando os munícipes. Além de outros prédios de habitação colectiva cuja violação do PDM tem levado a embargos e problemas de vária ordem. Se a tudo isto juntarmos os relatórios da tutela inspectiva que sugerem que a meia dúzia de casos inspeccionados sigam para o ministério público, por manifesta ilegalidade, fica claro o que tem sido a gestão de Albuquerque nesta matéria...

sábado, 23 de agosto de 2008

Sobre a evolução da economia portuguesa

Nicolau Santos, na sua crónica habitual no Expresso, confirma a criação de mais de 133 mil empregos desde 2005. Além disso, refere o que é evidente: a economia portuguesa cresce menos mas as suas congéneres europeias ainda estão com mais dificuldades: Espanha, França e Reino Unido, três colossos europeus, estão a passar sérias dificuldades. Não tivesse sido o sentido reformador do Eng. Sócrates e estaríamos numa situação catastrófica. Era só ter deixado o país nas mãos de Santana Lopes e Paulo Portas!

Concordo mas...

Concordo em absoluto com o blogue "terreiro da luta" que lamenta, desta forma, a oportunidade perdida nas comemorações dos 500 anos. Também reconheço a dificuldade de alertar uma sociedade civil para o que tudo isto significa. Para a supremacia sistemática da propaganda face à reflexão e ponderação séria e consistente para construir uma cidade de futuro. Desde 2005 que alerto para a forma absolutamente anormal, de cariz partidário, com que a autarquia comemora este importante evento. Mas, como o próprio autor do terreiro da luta deu a entender, poucos reagem a esta anormalidade (entre muitas outras) e aqueles que fazem num quadro de luta política (a única que conheço para provocar mudanças num contexto democrático!) são desconsiderados permanentemente com insultos, provocações e olhados com desdém por uma comunicação social demasiado comprometida com o regime. Sinceramente, gostava de uma sociedade civil mais participativa e com capacidade de intervenção mas não é fácil isso acontecer num regime que vive em absoluto rombo democrático. A prova é que o excelente blogue "terreiro da luta" tem um autor anónimo e ao lê-lo não se encontra nenhuma razão verdadeiramente relevante para tal acontecer. Mas todos compreendemos as dificuldades de expressar opinião numa terra em que o sentido persecutório do regime é o seu aspecto mais visível. Espero contudo que face à excelência do contributo reflexivo do "terreiro da luta" este se mantenha pela blogosfera...

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Resposta a LFM


Tenho pena (embora sem surpresa!) da violência verbal, do insulto, da grosseria, da ofensa profissional, usada pelo actual chefe de gabinete do Presidente da ALRAM. Estou certo que todos concordam comigo que não é normal dirigir-se daquela forma a um deputado de uma casa onde este senhor é funcionário de alto nível para garantir, não o bom funcionamento do PSD, mas do gabinete do Presidente da Assembleia, que tem por função liderar uma casa que é de todos os partidos. É óbvio que LFM tem direito a opinião mas o que não deve fazer é sustentar as suas intervenções com a informação privilegiada que tem, decorrente do cargo que ocupa na ALRAM. Já nem me refiro a esta matéria enquanto salvaguarda da sua própria imagem, porque parece que LFM se interessa pouco com essa matéria, mas enquanto garante da imagem do Presidente da ALRAM que apesar de não concordar com tudo, tenho compreensão pela sua árdua tarefa e pelo seu posicionamento institucional. Com este comportamento LFM coloca permanentemente em causa, de forma gratuita e incompreensível, o seu chefe, Presidente da ALRAM. Obviamente que, eu próprio, caso considerasse não existir limites nos debates da blogosfera usaria toda a informação privilegiada que tenho, de modo a "ganhar debates" com LFM. Recuso-me a actuar dessa maneira, mas sobre isto cada qual faz o que entender melhor.
Assim, não vale a pena dissertar muito mais porque ele próprio sabe que não deve fazer o que faz . Não tem condições profissionais para se pronunciar sobre determinadas matérias e de determinadas pessoas. Não, enquanto chefe de gabinete doo Presidente ALRAM. Deixemos esta questão para Miguel Mendonça que, na minha opinião, tem o dever de intervir neste anormal comportamento.
Sobre as sucessivas tentativas de LFM ofender a minha dignidade pessoal, profissional e política, apesar de tentar usar sistematicamente de uma hipócrita e infantil indiferença, usando para o efeito calúnias lamentáveis e disparates sem nenhuma sustentação, apenas reflecte o estado de espírito deste chefe de gabinete: não aceita uma opinião contrária à sua, rejeita tudo o que seja critica a AJJ (compreendo dívidas do passado mas podem ser pagas sem bajulação barata porque descredibiliza quem as faz!), fica fortemente incomodado com intervenções sólidas sustentáveis e "sem paninhos quentes" mas não é capaz de "contra-argumentar" num debate sadio embora, quando necessário, duro, consistente e implacável.
Por fim, as intervenções evangélicas que LFM promove no seu blogue sobre a Fundação Social Democrata (FSD) é um reflexo da ausência de credibilidade na sua intervenção: todos sabem o que é a FSD, para que serve, o que representa e o que encerra. Todos, incluindo LFM. A sua obsessão por explicar o inexplicável é quase doentia e fere definitivamente a credibilidade do seu blogue.
Quanto a desafios, pelo amor de Deus, ainda não percebeu que sou eu que os defino. Quem pensa que é V. Exa.? Não compreendeu que não tenho nenhuns complexos com o que fiz e com o que faço. Que tenho perfeita consciência das minhas competências, capacidades e limites e que tenho aversão a falsas modéstia. Por isso, não vale a pena manter o seu discurso. Comigo não funciona. Se calhar outros deixam-se envolver, mas isso é com os outros! Passe bem.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Porto Santo o quê?


Depois de ler o artigo de Jaime Filipe Ramos no DN Madeira, sobre o Porto Santo, apetece-me solicitar que alguém convença o Senhor deputado do PSD, filho de Jaime Ramos e administrador de várias empresas do seu pai a fazer uma longa viagem pela Europa para evitar dizer disparates desta natureza: "... Felizmente, graças à visão e determinação do Governo e da Câmara, temos hoje um Porto Santo moderno, com uma estratégia bem planeada e executada que tem permitido elaborar uma transformação radical, mas harmoniosa, desta ilha que hoje se posiciona como uma das regiões mais desenvolvidas do território nacional e europeu..."
Esta demagogia barata serve para quê? Na política costuma-se dizer que quando não é possível dizer bem, o melhor é estar calado. Neste caso, Jaime Filipe perdeu uma soberana oportunidade de se demarcar da absurda defesa sem limites, ou reservas de qualquer ordem, de uma forma de gerir a causa pública assente na propaganda...Assim nunca chegará onde há muito tempo ambiciona...

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Já não há pachorra!

Há muito que perdi a paciência para aturar as deambulações ridículas de AJJ. Até vejo com grande surpresa o aparato jornalístico em torno das tontices, quase consequentes, de AJJ . Contudo devo dizer que me surpreende , quase na mesma dimensão, a tentativa, aparentemente desesperada de LFM justificar todos os disparates do seu "grande chefe". Sinceramente, mais vale estar calado... Tudo o que diz AJJ tem para LFM uma explicação típica de uma grandioso pensamento, de uma exemplar estratégia política, de uma segura personalidade, de um singular e imparável percurso político, de uma certeza indubitável, de uma voz incontornável...Pelo amor de Deus, leve o homem para casa (para a sua!) de vez!

Vale a pena reflectir

Quer o artigo de João Carlos Gouveia, presidente do PS M, quer a reacção de Victor Freitas, presidente do grupo parlamentar do PS M, sobre a insólita situação do pais viver uma democracia em duas velocidades (a da Madeira e a do resto do país!), ambos publicados no DN Madeira de hoje, exigem uma reflexão ponderada de todos...

"Continhas lindas"!

É quase ofensivo que AJJ recorra a esquemas verbais como o que recentemente usou dizendo que os números de crescimento dos Açores foram forjados! Pelo amor de Deus, até onde pensa que é possível esconder a sua má governação? Que credibilidade tem um governante (um governo!) que usa e abusa deste "modus operandi"? Ainda por cima veio dizer que fizeram as contas? Quem fez? Que instituição? Não me digam que foi o PSD Madeira. Se calhar numa qualquer reunião entre o núcleo duro Miguel de Sousa, Miguel Albuquerque, Jaime Ramos, João Cunha e Silva e Alberto João Jardim numa qualquer sala da fundação social democrata, com o Senhor Machado a introduzir os dados na folha de excel de um computador da recente fundação, criada por João Carlos Abreu, com dinheiro do Pestana e com o apoio logístico do grupo sousa! Devem ter saído uma continhas lindas!