quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Aqui vamos

A noticia do DN Nacional, onde dá conta da "vinda" de Maria José Morgado para a Madeira, só pode ter uma leitura: o discurso sobre a situação do exercício da justiça da Madeira não é assim tão inócuo e parece que não se esgota no debate até onde deve ir a intervenção política, como alguns gostam de sublinhar. Goste-se ou não João Carlos Gouveia ganhou esta batalha.

Guilherme

Quero agradecer ao Senhor deputado Guilherme Silva os comentários feitos no programa da RTP Madeira, que não assisti, sobre o meu blogue e o seu conteúdo. De qualquer forma, como é óbvio, apesar do mal estar do Senhor deputado não retiro uma virgula à minha opinião já aqui veiculada. Aliás, acrescento que numa terra onde é muito difícil encontrar meios de expressar a opinião, sem qualquer tipo de barreiras e numa lógica, apenas, de informação, a blogosfera representa uma grande solução e deve ser convenientemente promovida.
Quanto ao ímpeto do Senhor deputado de andar à "caça" de quem diz algumas coisas que atingem o regime estou perplexo porque pode querer parecer que o Senhor Dr. Guilherme Silva está perturbado com o eco dos blogues da Madeira. Será?

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

O "horror" das iluminações


As iluminações de Natal no Funchal são um autêntico desastre. Uma ofensa ao bom gosto, um hino aos parâmetros estéticos de uma cidade moderna, actual, com pensamento no futuro e atenta ao turismo de qualidade (?). Sabem porquê? Porque o Senhor Governo Regional lançou um concurso há 4 anos atrás, para cinco anos, em que "ofereceu", por um valor inaceitável, mas sobretudo por um período atípico, a iluminação do Funchal à mesma empresa (deixo os leitores adivinharem quem?). Resultado: falta inovação, arrojo e exigência de qualidade. Digamos que a empresa limita-se a cumprir calendário porque está tudo ganho. Fantástico!

Sobre isto deixo três perguntas: falamos de negociatas? Falamos de incompetência? Falamos de irresponsabilidade?

domingo, 11 de novembro de 2007

Haja paciência


AJJ voltou, mais uma vez, de Bruxelas e para variar foi igual a si mesmo: delirante. Desta vez disse que o governo de Sócrates sofria de défice democrático. Além disso, ainda afirmou que quer mais autonomia. Já não há nenhuma "pachorra"!

Guilherme não sabe

Sérgio do Farpas deu a resposta que Guilherme Silva devia saber antes de fingir que sabe o que, na verdade, não sabe. O tema das provocações anónimas na blogosfera não se resolve com o ímpeto voluntarista, despropositado e desesperado do deputado do PSD.
http://farpasdamadeira.blogspot.com/2007/11/falar-do-que-no-sabe.html.

Afinal o que querem?


O diário digital escreve:
«Deputado do PSD-M defende independência da Madeira». Bom, este tipo de comentários, cheios de convicção, parecem patetices e, à primeira vista, deviam ser ignorados. Contudo, não foi qualquer um que disse: foi um deputado do PSD e Presidente de uma Associação, onde AJJ é sócio nº 1. Por isso era bom que tivessem consciência do lume que andam a mexer. Estão a pedi-las e parece que o contexto até pode ser muito oportuno para isso. Deixem-se de tontices inconsequentes e vão direitos ao assunto...

Caso esta observação do deputado de S. Vicente não faça sentido para o PSD e para AJJ então ponham o homem na ordem e parem de insinuar o que sabem que é um disparate sem limites...

Também?


Guilherme Silva escreveu uma "manta de retalhos" no DN Madeira de hoje.Com seu habitual estilo de sobranceria, sobre quem diz o que acha ( uma herança de AJJ), resolve atacar a blogosfera afirmando que, pelo menos foi o que entendi, processará todos os anónimos que falam dele. E os outros, também processa? E ele sabe do que fala? Consultou todos os blogues que fizeram comentários sobre ele? Estamos bem arranjados...

"Grande lata"!




A convocatória para a Assembleia Municipal Extraordinária ( a terceira - grande paródia!) sobre as negociatas está em incumprimento, isso mesmo escreve Cláudio Torres do blogue Farpas. Ora, afinal esta gente não faz nada direito? Parece não quererem seguir os conselhos de LFM e agora secundados pela referência parda do PSD, Virgílio Pereira. Esse Senhor, imagine-se, teve a distinta lata de afirmar que se fizessem uma inspecção à sua gestão também podiam encontrar "coisas daquelas". Resta-me dizer que se ele diz porque razão devo duvidar. Contudo fica a pergunta onde andava a fiscalização à sua gestão?


Pelo amor de Deus, dêem-se ao respeito. É o mínimo exigido face ao desastre em causa!!!

Falta de vergonha


Ontem ouvi Susana Fontinha, directora do Parque Natural da Madeira, falar de um plano de ordenamento do Parque Natural. É preciso ter falta de vergonha na cara: o Parque natural comemora 25 anos e ainda anunciam que vão ter um plano? Façam e depois apresentem. Ou será que a ideia é imitar Santos Costa que há mais de 5 anos que anuncia os POOC's na Madeira?

Efeitos da campanha IV

Eu disse e aí está: o DN Madeira de hoje, na revista, na secção arte de distorcer, desenterra o episódio do convite de João Cunha e Silva para a Loja do Cidadão e atira com comentários só compreensíveis num contexto de atirar lama à minha forma de estar de modo a descredibilizar. Já se esperava. Apesar de tudo penso, infelizmente, que isto é apenas um ensaio...

sábado, 10 de novembro de 2007

Suspeitas

Terminou o inquérito neste blogue com a pergunta "Existe um problema de transparência na administração pública regional e local?". O resultado foi esclarecedor: 67% dizem que sim contra 32% que considera que não. Ora esta sondagem vale muito pouco mas, pelo menos, a maior parte dos visitantes deste blogue não dúvida que muito há para fazer nesta matéria...
Da minha parte parece evidente que este problema tem de estar no centro das atenções da sociedade civil.

Mentira e má fé




O Senhor Vice Presidente do Governo Regional à margem de um congresso de qualidade, realizado na Madeira, acusou o Governo da República de não prever no orçamento de estado para 2008 verbas para o cumprimento do tarifário da electricidade. É muito grave esta declaração sobretudo pelo seguinte, conforme explicou o grupo parlamentar do PS:




1. É por demais conhecido que a gestão da convergência tarifária não compete ao OE, mas sim à ERSE (Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos) através da rubrica Custos de Interesse Económico Geral, ou Uso Global do Sistema (UGS) pago por todos os consumidores.



2. Assim, pelas afirmações vindas a público, o Sr. Vice-Presidente, que tutela a EEM, revela não conhecer a os termos das negociações efectuadas e sobretudo manifesta ou uma incompetência incompreensível ou uma má fé deliberada traduzida por esta inaceitável mentira.



3. Sendo assim, era bom alguém aconselhar o Senhor Vice Presidente a consultar o sítio http://www.erse.pt/, onde, por exemplo, poderá ver o Destaque de 2007.10.15: “Proposta de Tarifas e Preços de Energia Eléctrica e Outros Serviços a vigorarem em 2008”.




4. Na análise que poderá fazer do sitio da Internet sugerido, poderá confirmar que para a Madeira, o UGS atribui 2,5% dos custos das Tarifas de Venda a Clientes Finais (TVCF), 59 Milhões de Euros para a Madeira, como sobrecustos da convergência tarifária e que são, afinal, um custo extra para os consumidores do Continente.



5. Mais. Também se pode verificar que nos consumidores finais domésticos típicos a TVCF na Madeira ainda fica inferior (98 %) aos do Continente e que sem este esforço nacional da convergência tarifária o aumento médio da energia eléctrica no Continente seria de 0,6% em vez de 2,9%, enquanto, pelo contrário, esse aumento seria de 56,9% na Madeira.



6. Em alterantiva a este tipo de comentários, que, como se verifica, demonstram uma prática perversa, mentirosa e maldosa de fazer política, aconselho o Sr. Vice-Presidente a estar atento às dívidas de clientes à EEM, que, de acordo com a Conta de Gerência de 2005, eram de 114 milhões de Euros, que, seguramente, não serão de cidadãos anónimos eventualmente com fornecimento cortado, mas serão sim, essencialmente, dívidas do Governo Regional e das Câmaras Municipais. Só assim poderia, com alguma dignidade, arrogar-se de que: “Com muito esforço temos mantido o preço da energia nos valores iguais aos do continente”, como afirmou descaradamente no evento supra referido. Éste tipo de desonestidade demonstra a confiança que os governantes têm na comunicação social...

Nuno, o Vice do Tecnopolo


Conheço o Nuno Nunes há muito tempo. Foi meu colega de escola. Tenho a melhor das impressões das suas capacidades profissionais. É um jovem, da minha idade, ligado às novas tecnologias com um percurso sobretudo académico. A escolha para Vice Presidente do Tecnopolo é muito boa. O Governo Regional e o Vice Presidente fez bem e, sinceramente, não vejo outra opção melhor no contexto da Madeira. Devo dizer que, apesar de tudo, é indispensável garantir que o Tecnopolo não se reduza ao que fez até hoje ou, tão mau como isso, permita um domínio desproporcional da Universidade. O Nuno sabe disto e pode ser bastante útil a garantir que este Tecnopolo possa ser um contributo para o desenvolvimento da Madeira. Mas, ainda é cedo para apreciações desta natureza.

Quero antes registar o seguinte: o Nuno tem andado muito próximo do PS. Tem tido a frontalidade (rara na Madeira) de se envolver em matérias que acredita, sem "medo" de dar a cara (dentro das restrições adequadas) por projectos. Lembro que participou numa sessão de contributos para a minha candidatura à CMF, foi o mandatário, jovem, da candidatura de Mário Soares. Enfim o que é preocupante é que o PS não encontrou a fórmula para garantir que mantém próximo de si quadros com este nível de credibilidade. É pena porque é aí que reside um dos aspectos importantes da esperança de renovação. É óbvio que é muito difícil competir com o poder que oferece lugares e mais lugares. Mas existe outras fórmulas. O PS Madeira tem de saber utilizá-las.

A paródia


É incrível o debate entre Carlos Pereira (do marítimo) e Rui Alves. Ontem este acabou a dizer que o homem do marítimo acabará como Vale e Azevedo. Porquê? O que sabe Rui Alves? A gravidade destas afirmações implica um envolvimento objectivo do ministério público. Ou será que estou errado? Aliás estou à espera que Carlos Pereira diga que pretende processar Rui Alves, caso contrário isto ( a Madeira) é mesmo a paródia perversa onde há muito sinto estar a viver...

A feira da discórdia

Será verdade que se mantém a ideia (absurda e inaceitável) de fazer uma feira no porto do Funchal? Bruno Pereira veio dizer que esta deverá encerrar às 24 horas. Será que este Senhor ainda não percebeu que não é, apenas, uma questão de ruído!? Parece mentira que alguém com seu passado profissional, ligado ao turismo, não tenha aprendido nada.
Deus nos valha!

Efeitos da campanha III

Tenho ouvido e lido ameaças de retaliação. Não me admira, não me mete medo. Aliás, já me constou que este contra-ataque do PSD não se resumirá a cartazes mas usará a comunicação social de modo a criar a habitual nebulosa sobre o essencial da questão. Estou habituado. Infelizmente, sei do que falo. Nesta terra, com este regime, as represálias são um meio, sem limites, ao serviço do poder. Esta campanha não lança acusações. Esta campanha é um meio de exigir respostas. É o nosso dever. Esta campanha não tem objectivos de ataque pessoal. Se existe dúvidas o melhor é questionar os jornalistas que escreveram as frases que sustentam as mensagens. Manteremos o nosso caminho: queremos respostas e não admitimos que a culpa morra solteira. Os eleitores esperam isso de nós.
Que venham as retaliações, que apareça a técnica do costume de dar eco à propaganda demagógica que tudo isto é um monte de nada, no fundo que se desvie as atenções de modo a descredibilizar aqueles que falam de forma clara do que consideram errado...Estamos à espera. Vamos manter o nosso rumo.
Nós ainda não esgotamos a nossa abordagem sobre o assunto...

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Efeitos da campanha II

O meu companheiro da blogosfera também não gostou da campanha. Segundo LFM trata-se de um ajuste de contas ou um acto criminoso. Pelo menos assim entendi. É preciso ser claro nesta matéria: quem tem responsabilidades políticas, como Miguel Albuquerque (MA) ,tem o dever de esclarecer as dúvidas em cima da mesa sobre o dossier das "negociatas". Este comportamento é o mínimo que se espera de um governante competente, corajoso e sério. Mais. A forma como o PSD e o MA tem lidado com este assunto é escandalosa. Mas até se compreende: o PSD sabe que quanto menos falar melhor e, para isso, conta com a complacência de muitos. Mas não contará com a nossa. Não é razoável e lamento dizer, Senhor LFM, este assunto ultrapassa muito as questões de ordem pessoal, como acredito que compreende.
Aliás permita que lhe diga o seguinte, sem afirmar nenhuma confidência: quando decidi não recorrer na questão da minha perda de mandato, a segunda reunião que tive ( a primeira foi com JCG) foi com Miguel Albuquerque e, nessa ocasião disse-lhe cara a cara e olhos nos olhos o que achava do seu comportamento e da sua gestão. Reafirmei-lhe que nenhuma questão pessoal me movia e que esperava que compreendesse, mas que não abdicaria das minhas convicções e considerava que ele não era o melhor para o Funchal. Não revelarei por razões óbvias o que me respondeu Albuquerque mas parece claro que este tipo de comportamento demonstra qual o meu papel neste desafio de intervenção cívica: contribuir para que se altere o modo de governação na CMF e ajudar a garantir o fim dos escândalos inadmissíveis que lá se passam. É claro que poucos compreendem esta postura. Sei que LFM compreenderá e da análise fina e cuidada que faz dos fenómenos e das pessoas já deverá ter entendido que eu estou-me nas tintas para as lógicas partidárias. Eu tenho convicções e vou lutar por elas. É óbvio que aqueles que demonstram solidariedade e que acreditam no que eu acredito terão da minha parte o mesmo comportamento.

Efeitos da campanha

A "campanha de esclarecimento" sobre as "negociatas do Funchal", como seria de esperar, não deixa ninguém indiferente. Mas permitam-me que sublinhe alguns reacções mais alarmadas e radicais: ontem, o Senhor jornalista António Jorge Pinto (AJP), num programa que participa regularmente na RTP Madeira, disse o seguinte "...se esta gente faz isto o que não fará se for governo...".
Ora, este comentário demonstra uma enorme coerência do Senhor jornalista: embora já se soubesse, agora temos a certeza, AJP apresenta-se publicamente como defensor incontestável de Miguel Albuquerque. Que fique claro: para mim isto não tem mal nenhum. Aliás, para mim, assim é que deve ser: expressar de forma clara e sem margem para dúvidas as suas orientações políticas e, neste caso, politico/pessoais. É nesta perspectiva, de uma linha anglo-saxónica, que se devia posicionar a imprensa regional. Aliás, se outros acompanhassem este comportamento deixaria de haver dúvidas sobre as razões de algumas coisas que vamos lendo, ouvindo e vendo na nossa imprensa regional. Agora só falta o Tribuna esclarecer os seus leitores se este posicionamento deliberado afecta ou não a sua linha editorial. Será que é por isso que Albuquerque nunca desceu no elevador da tribuna? Pode ser. Na verdade, assim é fácil compreender que para o Tribuna a postura do Presidente da CMF tem sido tão exemplar que não faz nenhum sentido ser criticado!!

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

BASTA


Jaime Ramos foi protagonista, mais uma vez, de uma cena triste no parlamento regional. É óbvio que não o fez sozinho, o Dr. Baltazar respondeu à provocação, não devia...

Mas era importante que esta matéria fosse tratada com a devida clareza. Quem está na Assembleia e procura defender as suas convicções e estratégia política, tem o direito de a fazer sem ter que ouvir desaforos pessoais. Infelizmente, esse Senhor, que ainda por cima é líder parlamentar do partido que sustenta o governo, há muito que ultrapassou todas as regras do razoável. É inadmissível o tipo de linguagem, é inqualificável o comportamento, é mal educado, é provocador de baixo nível, é uma espécie de bulldozer sem escrúpulos em que tudo vale, mas com muito mau gosto.

Normalmente só intervém para fazer balbúrdia ou para ensaiar o confronto pessoal com questões que nada têm que ver com a discussão política.

Os únicos argumentos, que ao fim de mais de 2 meses na Assembleia, ouvi deste "ilustre" Senhor foi um argumentário indescritível usado não para discutir os assuntos em cima da mesa mas que vai usa para provocar as pessoas que intervêm chamando os mais variados nomes (só para lembrar alguns: vadio, filho da..., o teu pai andou em África - acompanhando com sinais obscenos,...)

É tempo de colocar este senhor na ordem. Não é possível que isto aconteça, se repita, volte a acontecer e não se esclareça a opinião pública o mau comportamento, as palavras, as provocações maldosas, o mau gosto, a falta de educação e total ausência de respeito pelos outros que este deputado ostenta.
Não admito que seja tudo colocado no mesmo saco. É fundamental uma tomada de posição da oposição, mas também uma tomada consciência objectiva do PSD porque nem todos se comportam desta forma embora tendem a seguir os maus exemplos, de modo a isolar este tipo de coisas. É indispensável que quem tem responsabilidades na manutenção da ordem exija que provocações desta natureza não cheguem aos limites atingidos pelo Senhor Jaime Ramos.
Tudo isto é importante não apenas para o salutar debate democrático mas, sobretudo, para a sanidade mental de todos...

Campanha VI


A partir daqui podem ver toda a campanha que estará espalhada pelo Funchal. São cartazes gigantes. Toda a população tem de saber o que se passa...

Campanha V


Outro exemplo...

Campanha IV


Ainda mais um...

Campanha - agora III


Outro Exemplo

Campanha - agora II


Mais um exemplo.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Campanha - agora




(Lamento o ligeiro atraso decorrente do atraso da minha viagem mas aqui está)


Como já tinha anunciado publicamente e também sublinhado, por várias vezes, aqui neste blogue, daremos início esta semana à campanha de informação junto dos munícipes do Funchal sobre o dossier das "negociatas" na CMF.
O prosseguimento desta abordagem enquadra-se naquilo que são os deveres do maior partido da oposição na CMF: esclarecer e exigir respostas.
Tudo faremos para contribuir para o esclarecimento do que se passou e, de alguma forma ainda se passa, na maior autarquia da Madeira. É fundamental garantir que este processo não sofre o habitual branqueamento, típico da nossa Região onde a pressão do regime, assente no clima de medo e auto-censura, misturado com uma espécie de brando temperamento dos madeirenses, leva a um atípico comportamento de convivência absurda e inqualificável com fenómenos desta gravidade. Mais. Esta situação, aparentemente, nem choca grande parte da consciência cívica da Madeira, mesma algumas mais esclarecidas (se isto não é assim, quem é que me explica o silêncio em torno deste "escândalo"). O habitual é contribuir para passar uma "esponja" sobre o passado.
Não tenho nenhum problema em admitir que é um orgulho viver numa terra de brandos costumes, mas essa característica não pode ser confundida com tolerância sistemática a quem prevarica deliberadamente ou, quase tão grave, a quem foge ao esclarecimento cabal e integral dos acontecimentos, ou ainda, a quem usa os argumentos rasteiros e até indignos, num estado de direito, para defender o indefensável.
Na nossa opinião, nada pode voltar a ser como dantes: existem demasiadas evidências que o que se passou lesa o bem comum, prejudica a cidade e coloca em causa princípios básicos da democracia e de uma sociedade justa e equilibrada. Por isso, o povo, os funchalenses, têm de conhecer o que se passou. Têm de saber afinal qual o conteúdo essencial desse famigerado relatório da inspecção à actividade da CMF em 2003 e 2004.
Lembro ainda, a todos os que visitam este blogue, que as evidências da gravidade da situação têm sido oferecidas (de bandeja) à oposição pelo PSD na CMF. Por isso é bom recordar o que fez o PSD: recusaram, na vereação e na assembleia municipal, a extensão e aprofundamento da auditoria, votaram contra uma comissão de acompanhamento da implementação das recomendações do relatório, mentiram descaradamente na primeira Assembleia Extraordinária usando supostos relatórios do Tribunal de Contas que nunca existiram e, bastante mais grave, faltaram à reunião extraordinária que pretendia um aprofundamento dos esclarecimentos, tendo presente esta fraude detectada depois da primeira Assembleia Extraordinária.
Parece evidente que existe muita coisa no relatório que incomoda o PSD e cujas explicações são, no mínimo, bastante difíceis de apresentar.
Sendo assim, esta semana serão colocados 12 outdoors 8x3, na cidade do Funchal, onde se apresentam algumas das ilegalidades mais graves detectadas pelo relatório.
Já tinha dito e volto a repetir, isto não acabou não acaba nem acabará tão cedo. Teremos outras novidades...

A campanha - novidades hoje

Quem estiver interessado hoje, antes das 20 horas, colocarei uma informação sobre parte do que está previsto na campanha de esclarecimento anunciada...

A campanha vai começar

Na sequência do post anterior e de outros já aqui colocados informo os visitantes deste blogue que a campanha vai começar. O esclarecimento público sobre as "negociatas na CMF" terá início amanhã na cidade do Funchal e será visível a todos!
Garanto que ninguém ficará indiferente...

A fraude do PSD na CMF

Estou em viagem e fiquei agora mesmo a saber que, mais uma vez, o PSD boicotou a Assembleia Extraordinária. É impressionante esta forma de fazer política na Madeira! Como já disse antes, o PSD sabe o que faz. Sabe que ninguém exigirá publicamente este esclarecimento. Sabe que este comportamento anti-democrático e, que roça a provocação aos cidadãos da cidade, não tem consequências na accountability dos votos porque a sociedade civil pouco sabe desta situação, em virtude de uma censura eficaz e de uma comunicação social "adormecida" e "assustada".
Apesar de alguma comunicação social esclarecida e de alguma sociedade civil preocupada e responsável saber que é fundamental um esclarecimento adequado sobre as "negociatas" na CMF, saber que é indispensável aprofundar a investigação na CMF, tendo em conta a dimensão do problema, todos sabemos que as condições são propícias para que nada aconteça.

Mas, volto a repetir, mesmo neste difícil contexto farei tudo o que estiver ao meu alcance de modo a garantir um tratamento adequado a esta matéria.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Orçamento RAM 2008 V

Sobre o hospital. Nem pensar, não virá à luz do dia nos próximos 4 anos. Ainda não existe modelo de financiamento. Segundo parece está tudo em aberto. Porquê?
Não existem muitos segredos em termos de financiamento. Existem muitas empresas experts no aconselhamento a esta matéria. Porque espera tanto o GR?
A solução só pode ser uma parceria público/privada (ppp)...Ou será que o Governo irá tentar uma daquelas parcerias ao género da Via Litoral em que o Governo irá construir, com dinheiros públicos, e a exploração passa a ser privada, na sequência de convites dirigidos?!
Pelo amor de Deus, tenham juízo!

Orçamento RAM 2008 IV

Solicitamos ao Senhor secretário a criação de um plano adequado de apoio ao investimento privado. Não apenas no quadro dos incentivos mas também no plano fiscal, quer na redução de taxas, quer no quadro dos benefícios fiscais, designadamente em termos de reserva fiscal de investimento. Esperemos que pelo menos nesta matéria a receptividade seja adequada. Não é possível continuar a fazer o discurso da atracção de investimento privado sem criar o necessário ambiente facilitador...

Orçamento RAM 2008 III

Na audição prévia falamos, como não podia deixar de ser, no turismo. A pergunta parecia-me óbvia: qual o reforço das verbas para a promoção do turismo? A resposta foi a seguinte: não diminui!!
Ora estamos a brincar com coisas sérias: o principal sector produtivo da RAM observa uma tendência decrescente na maior parte dos indicadores disponíveis. O Governo Regional faz um estudo e confirma que investimos 4 vezes menos em promoção externa do que devíamos. Perante isto, a resposta é, obviamente, inadequada: não diminuiu????
Mas estamos a falar de uns míseros 4,5 milhões de euros, comparados com os muitos milhões já afectos a estradas e túneis de prioridade altamente duvidosa. É esta ausência de prioridades adequadas que "mata" a credibilidade de qualquer orçamento...

Orçamento RAM 2008 II

A lista de investimentos não foi apresentada mas pela conversa foi possível verificar que nada muda: obras, betão, cimento, túneis , estradas. A resposta à pergunta apresente um exemplo de investimento público que indicie uma reorientação do modelo de desenvolvimento, a resposta foi inesperada(?): este ano ainda não pode ser, mas depois, aos poucos, logo veremos!!!???

Eu pergunto:depois, quando? Aos poucos, porquê? um novo modelo, onde?

Orçamento 2008

Depois da audiência prévia com o Senhor Secretário Regional da Finanças só me resta uma frase para caracterizar o orçamento regional 2008: vai mudar tudo, para ficar tudo exactamente na mesma.

A CMF: o que acontecerá?


Para amanhã está confirmada a 2ª Assembleia Extraordinária para que Albuquerquer possa esclarecer as mentiras que avançou na última Assembleia sobre o Tribunal de Contas e as "negociatas". Mentiras essas que alguns deputados do PSD chamaram de "problema de semântica".
Ora, segundo parece, a decisão de faltar à Assembleia por parte dos deputados do PSD, não é unânime (parece que unanimidade é um conceito muito raro dentro do PSD - como diz o povo, não há fome que não dê em fartura). Aliás, parece que existem alguns deputados do PSD que não voltarão a colocar os pés naquela reunião, o que significa que se preparam para perder o mandato, de forma deliberada. Veremos o que acontecerá amanhã. Veremos quem estará presente. Veremos o que fará Albuquerque. Veremos se o "folhetim" continua...


Já agora, ninguém parece preocupado com esta incrível violação dos direitos dos cidadãos em serem esclarecidos. Aliás, a questão de fundo é saber se o PSD teria esta atitude se fosse obrigado pela sociedade civil, aquela que alguns achem que está de boa saúde, e por alguma imprensa local, a se pronunciar e a enfrentar este desastre de gestão danosa e os atropelos descarados à democracia?

domingo, 4 de novembro de 2007

Segurança social

A segurança Social Portuguesa saiu da situação de risco. Está de parabéns o Ministro Vieira da Silva.

Perdas de mandato: não há coincidências?

Segundo o Garajau o director regional das florestas, Rocha da Silva, não entrega a declaração obrigatória de património desde 1996. Bom, ao que parece não foi um esquecimento, foi, ao que parece, não entrega deliberada. O Tribunal Constitucional já sabe. Não sei se só ao fim de 11 anos...Tudo certo neste "reino de cumplicidades". Mais. O processo de perda de mandato do Senhor vereador Artur Andrade, também foi arquivado, confirmou o DN Madeira na sua edição de ontem. Resta ainda saber se haverá o "natural" recurso do Ministério Público. Tudo certo neste "reino de cumplicidades"

A reacção de João Cunha e Silva


O Dr. João Cunha e Silva (JCS) considera que eu fiz mal em dizer o que penso do comportamento de Alberto João Jardim. Muito bem eu compreendo as razões do Senhor Vice Presidente. Contudo, estou certo que ele também compreende que a liderança não permite muitos graus de liberdade para atirar responsabilidades para cima de outros. Se assim for a questão já não é de falta de liderança é de competência mesmo!

Naturalmente que para JCS seria muito mais interessante manter todo o foco em Miguel Albuquerque...

A 69ª posição IV

Os critérios que levaram à 69ª posição:

We asked panelists to evaluate just the islands with which they were familiar, using six criteria weighted according to importance: • Environmental and ecological quality • Social and cultural integrity • Condition of historic buildings and archaeological sites • Aesthetic appeal; quality of tourism management • Outlook for the future Experts first posted points of view on each destination—anonymously, to ensure objectivity. After reading each others' remarks—a variation of a research tool called the Delphi technique—panelists filed their final stewardship scores. For a list of panelists, click here.
(fonte: National Geographic)

A 69ª posição III

Penso que isto deve ser levado a sério. Se a estratégia é a consolidação de um turismo de qualidade. Se esta está assente numa pretensa sustentabilidade ambiental da nossa ilha. Então parece óbvio que temos vindo a trilhar o caminho errado. Confesso que nesta matéria preferia não ter razão...



"Os Açores ficaram atrás das ilhas Faroe, na Dinamarca, e logo à frente do arquipélago de Lofoten, na Noruega, das ilhas Shetland, na Escócia e do arquipélago de Chiloé, no Chile. O mesmo estudo colocou a Madeira na 69ª posição.
Ao todo, foram 111 os destinos analisados – arquipélagos ou ilhas únicas –, por 522 peritos em turismo sustentável. A pressão turística exagerada ou, por outro lado, o esforço em encontrar o equilíbrio para não prejudicar a natureza e as populações locais foram os principais pontos analisados pelo artigo Best Rated Islands.
Numa pontuação de zero a cem, os Açores obtiveram 84 pontos, sendo o arquipélago classificado como, «um sítio maravilhoso. Ambientalmente em boa forma. Os habitantes são muito sofisticados e a maioria já viveu fora». «Distantes e temperados os Açores permanecem levemente turísticos», continua o artigo que define os visitantes como «turistas independentes que ficam em regime de bed & breakfast».
Quanto ao ecossistema, «está em grande forma. As baleias são ainda uma visão comum. A cultura local é forte e vibrante. É comum ser convidado para a casa das pessoas para jantar, ou ser recebido com uma refeição comunal durante um festival».
Quanto à Madeira, que obteve 61 pontos, é apontada como um local a sofrer algumas dificuldades. «Apesar da reputação como um local de turismo de alta qualidade, jardins bonitos e um cenário paradisíaco para passeio, a Madeira tem sofrido com o desenvolvimento de hotéis para massas que se espalham a partir do Funchal», refere o artigo.
As ilhas com pior pontuação, apenas 37 pontos, referidas como «em sérias dificuldades», foram os destinos Ibiza e St. Thomas. A ilha americana é descrita como «uma confusão» e Ibiza «já não é Espanha, ou mesmo balear, é uma colónia da Europa e, às vezes, parece britânica apenas»."

(fonte: Sol)

A 69ª posição II

Já agora irá a televisão da Madeira fazer um debate sério sobre esta 69ª posição no quadro de um estudo do National Geographic. Se assim acontecer, convidará um dos principais responsáveis deste descalabro - João Carlos Abreu?

A 69ª posição

A análise da National Geographic é peremptória: A Madeira está na 69 posição no quadro das ilhas em termos de turismo sustentável. Se já é relevante esta posição, tão no fundo da tabela, mais critico e assustador é podermos comparar com um destino mesmo ao nosso lado, o vizinho arquipélago dos Açores, que ficou numa muito honrosa 2ª posição.

Sobre os Açores só espero, e já escrevi isto aqui, que tenham atenção ao desenvolvimento futuro do turismo. Devem estar preparados para uma estratégia sustentável, provavelmente mais lenta, mas a sua base de partida é manifestamente mais interessante.

Quanto à Madeira era caso para perguntar quem tem razão? O que andamos a dizer há muito tempo a esta parte? quais as propostas do PS Madeira sobre esta matéria? Quem tem insistido na atenção ao descalabro da oferta, ao desordenamento territorial? para o efeito era interessante comparar as nossas propostas com as do empresário João Welsh que hoje no DN Madeira diz "...é preciso travar a construção e sobretudo o licenciamento de novas camas...". Pois é, quando é o PS a dizer ninguém quer saber ou colocar a matéria para reflexão. É política de "terra queimada", dizem os que querem manter tudo como está?!

Vou apresentar, em nome do PS Madeira, uma resolução que permita garantir uma travagem no licenciamento de novas camas de modo a obter 3 aspectos fundamentais: uma redefinição da estratégia assente num plano adequado e consistente par ao futuro do nosso turismo; a recuperação das taxas de ocupação e a melhoria dos termos de troca (aumento do rev par na hotelaria). Quero ver o que fará o PSD?

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Outra vez a RTP

A falta de seriedade da RTP Madeira ultrapassa os limites: como é possível dizer que o PS Madeira na Comissão de Economia não quis se pronunciar sobre a suposta perda de transferências para a Madeira, no quadro do OE 2008? Na verdade ninguém me perguntou absolutamente nada. Parece que resolveram fazer a noticia como que disse o PSD! Lamentável. Era útil que nos perguntassem duas coisas: porque razão nos abstivemos e, em segundo lugar, a nossa opinião sobre as transferências que é, obviamente, diferente do PSD...

Orçamento de Estado 2008

A indicação do Sol relativamente ao voto do PS Madeira na comissão de economia não está certa. Aliás que eu saiba o CDS nem votou porque não faz parte da Comissão. Quanto ao PS M absteve-se porque está em curso um processo de negociação, conforme é público. Já agora repito o que já escrevi: O que vai fazer o PSD Madeira na Assembleia da República se o Governo aceitar um compromisso de executar as obras que o PS Madeira apresentou e que são no essencial o que pede o PSD M. Já agora é preciso analisar o OE 2008 numa perspectiva da legalidade e nessa matéria cumpre na íntegra as transferências para a Madeira, sendo que as transferências da LFR mais as transferências da LFL são superiores em 600 mil euros ao ano passado.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Mais uma loucura


Alguém consegue me explicar a prioridade de um túnel que liga o porto do Funchal à via rápida?

Vivemos numa terra onde há muito que o bom senso foi ultrapassado. Não há seriedade em nada disto. Num contexto de recursos escassos, este governo só consegue projectar betão e cimento.

Sublinho que não sei como pensam compatibilizar esta necessidade de alimentar o lobby do betão com os novos desígnios...

Um debate sobre negociatas

No programa, supostamente pedagógico (vai-se lá saber o que isto é), entre Maximiano Martins e Guilherme Silva foi proposto, pelo deputado socialista à Assembleia da República, um debate na RTP Madeira e RDP sobre a situação da CMF. Obviamente que ninguém disse nada, não teve nenhum reflexo e o Senhor Leonel mantém-se caladinho como se não fosse nada com ele.
Sugiro, já agora, para ultrapassar este impasse e, eventualmente, "convencer" do director da RTP Madeira, que se tente sugerir um debate pedagógico sobre as negociatas na CMF. A ideia podia ser convidar aqueles que são responsáveis pelas ilegalidades encontradas através da auditoria para explicarem, numa perspectiva pedagógica, como concretizaram aqueles actos, que técnicas usaram, como foi possível fazer tudo aquilo sem o Presidente saber,...Seria interessante...

Mugabe - não!


Estou indignado com a insistência de Sócrates em querer Mugabe na cimeira de África. Este homem representa o pior da governação africana: corrupção, violação dos direitos humanos e incompetência. Não entendo, não concordo e fico decepcionado com a postura de Luís Amado.

Corrupção

O filme "Corrupção", baseado no livro da Carolina Salgado, a ex-companheira de Pinto da Costa, já estreou. Pode ser um contributo para alertar a sociedade para o necessário combate a este flagelo.

O circo

Quem teve aquela ideia magnífica de fazer um circo no Porto do Funchal? Era bom que levassem a sério João Welsh, Vice Presidente da APAVT que já veio avisar que esta opção pode ter consequências graves para o turismo de cruzeiro. Aliás é por estas e por outras que é possível afirmar, sem nos enganarmos, que não há estratégia alguma para o nosso turismo. é pena.

Res pública II


Sobre a sociedade civil e a opinião ( a segunda versão) de LFM a respeito da res pública queria sublinhar duas coisas:


a primeira é que a sociedade civil não é uma figura abstracta, de uma forma simplista, somos todos nós (políticos ou não) e são as entidades que, num plano supra partidário, procuram a defesa e também a salvaguarda de objectivos específicos, sendo que para isso contestam, opinam e propõem aos governantes alternativas de modo a que o resultado final seja melhorado. Por exemplo, desde associações empresariais, sindicatos, ordens profissionais, associações culturais, clubes, etc são todos parte da sociedade civil. Como é fácil de constatar, na Madeira, grande parte, das intervenções deste tipo de entidades está, por vontade, por sobrevivência, por falta de carácter, ou outras, submetida ao interesse de um poder avassalador e maldoso controlado pelo PSD. Obviamente que, volto a dizer, compreendo as palavras de LFM. Honestamente e com toda a frontalidade preferia que esta sociedade civil, com responsabilidades de "fiscalizar" a governação e o rumo da Madeira desse frutos, reagisse, interviesse de forma séria e sem amarras. Se isso acontecesse não era necessário que pessoas com ligações à politica tentassem, como é o caso, dinamizar entidades desta natureza. Mas, no contexto em que nos encontramos, nada disso vai acontecer. Estamos limitados à intervenção partidária com todos os seus males e toda a conotação que ela encerra, em termos da defesa dos interesses dos cidadãos. Também sou defensor dos partidos e parece claro que sem eles não é possível falar de democracia, mas a Madeira precisa bastante mais da sociedade civil activa e participativa como forma de ultrapassar este "rombo democrático" em que nos encontramos. Se ela existisse todos os partidos fariam melhor o seu papel... Confesso, sem qualquer problema, que teremos enorme dificuldade em mobilizar pessoas para esta iniciativa. Mas a razão não está no facto de existir pessoas ligadas a partidos da oposição. A razão é não aparecer pessoas ligadas ao PSD e ao poder.


a minha segunda observação vai para a linguagem utilizada na apresentação. Não partilho da opinião de LFM que tenha existido uma espécie apropriação dos direitos da sociedade ( as palavras são minhas) pelos responsáveis pela apresentação dos objectivos da entidade. Na verdade houve convicção e "paixão" na defesa de princípios que julgo muitos de nós defendemos, incluindo muito boa gente do PSD e obviamente o próprio LFM. Houve, eventualmente, uma tentativa de "evangelizar" os que ouviriam os objectivos desta instituição... Houve, insisto, muita determinação na defesa de uma sociedade civil interventora. Finalmente, quero sublinhar que tenho total consciência que nada disto é a panaceia para os males da nossa democracia. Mas, considero que tudo o que for feito para alertar as pessoas que vivem na Madeira que têm um papel que não estão a desempenhar, pdoe ser útil para o futuro da nossa Região. Assim, pelo menos da minha parte, não entendo ter ultrapassado os direitos legítimos da intervenção cívica. Ou seja, não fiz mais que outros não possam também fazer e, ainda por cima eu defendo que fizessem. Sei, por isso, que os que levam a sério o papel interventor de uma sociedade moderna e livre, compreendem este meu envolvimento e empenho. Mas, não me custa muito admitir que tudo o que faça ou que esteja envolvido pode não ser bem feito...Contudo, já me parece muito relevante, e se calhar mais importante, que eu possa continuar numa luta pelo que acredito. É isso que me mantém "vivo" e com a consciência tranquila. E esta matéria, posso assegurar, ultrapassa o foro partidário.

Res Pública

Concordo com a surpresa ( ou até indignação) de LFM expressa no seu blogue sobre a criação de uma associação que promove o estado de direito e, sobretudo, a salvaguarda das liberdade dos cidadãos apresentada por pessoas ligadas a partidos políticos. Esta observação faz sentido num contexto de normalidade democrática, num ambiente em que a sociedade civil faz o seu papel, não se autocensura nem esconde, por medo ( Às vezes terror) a sua opinião. O drama, caro LFM é que nada disso acontece na Madeira. O problema é que, na minha opinião, nos últimos tempos temos regredido significativamente na qualidade de intervenção das estruturas da sociedade civil que têm sido todas resgatadas pelo poder do PSD e do Governo do PSD. Um poder que im´põe um discurso único e que é implacável com quem pensa de forma diferente. Não tenho nenhum orgulho em dizer isto, tenho até uma profunda tristeza. Mas garanto que sei o que digo e queria afirmar de forma clara, e certo que os que me conhecem compreenderão, não tenho nenhuma vontade de protagonismo excessivo ou "doentio", mas também acho que o trabalho quando é feito com seriedade e na procura de soluções para a concretização dos objectivos que acreditamos deve ser relevado. Não tenho, por isso, nenhum complexo de excesso de modéstia. Ou um sentido desmesurado de alimentar o meu ego. E, obviamente, acredito que as pessoas que me desafiaram para este compromisso também não me parece que sofram de algum desses males.

O que fará o PSD?

Mas fica por esclarecer uma matéria muito importante: o que farão os deputados do PSD na Assembleia da República caso sejam obtidos os investimentos para a Madeira solicitados pelo PS Madeira? Vão votar contra o orçamento? Vão votar contra o investimento na Madeira? Estão contra este tipo de investimento? Era bom um esclarecimento objectivo e sem reservas.
Aliás, desafio a comunicação social a colocar a questão de forma clara. O povo precisa saber até onde vai a demagogia (ou não) do PSD e do Governo Regional.

A negociação

Para que não restem dúvidas o compromisso em cima da mesa que o PS Madeira espera obter do governo prende-se com matérias fundamentais no quadro da administração interna e da Justiça. Estas preocupações estão em linha de conta com o discurso em prol de mais qualidade na justiça, no quadro da RAM, e de melhores condições no quadro do apoio da segurança das populações.
Assim, esperamos que quer um quero outro ministro se comprometam com o rol de obras colocados para negociação ( porque é disso que se trata!) pelo PS Madeira.

Credibilidade

Há para aí uma vozes que garantem que João Carlos Gouveia perderá a face em matéria de orçamento de estado. Essas vozes partem de um princípio que o novo líder do PS Madeira não será capaz de impor a sua vontade ao Governo do PS. Só espero que no fim da próxima semana quanto se votar pela primeira vez o orçamento de estado 2008, na assembleia da república, tenham a frontalidade de dizer, no mesmo tom, com a mesma convicção, que se enganaram...Veremos.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Mais palavras para quê!

O artigo de Ricardo Vieira, no DN Madeira, que só agora tive oportunidade de ler, mete dó mas não surpreende! O senhor vereador tem interesse na matéria mas mesmo assim resolve opinar sobre um assunto que mais valia estar bem calado. É a política "rasgadinha".

Indigno

Estou na Assembleia há alguns meses, tenho efectuado algumas intervenções mas até hoje só apareço de costas para as câmaras da RTP Madeira. Acham isto razoável? Acham justo? Isto configura um tratamento igual? É digno de uma televisão que tem responsabilidades de serviço público? Da minha parte, não baixarei os braços enquanto esta miserável situação não acabar. De facto, apesar de muitos não quererem a oposição tem rosto...

A televisão e o debate na Assembleia

como tinha dito, o PSD sabe o que faz. Sabe que controla em absoluto a televisão da Madeira, garantindo que o que é relatado não corresponde ao essencial do que se passou. É como uma reportagem sobre um jogo e futebol onde apesar de uma equipa ganhar por 10 golos de diferença, o adversário tem o mesmo protagonismo e é apresentado da mesma forma. Lamentável, perverso e injusto. Assim é fácil ganhar eleições...Agradeçam à direcção da televisão.
É vergonhoso! Até parece que o PSD esteve à altura do debate. Assim não vale a pena ter ilusões...

Os desafios ao PSD

Hoje na discussão da conta de 2005 aproveitei para, em nome do PS Madeira, lançar alguns desafios ao PSD. Veremos o que acontecerá quando levarmos estas propostas para discussão.

Primeiro desafio

"...Aprovar, neste plenário, uma proposta de resolução onde se determina a realização de um estudo, por uma entidade independente, de modo a avaliar, de uma vez por todas, o que ganha a Madeira com a Zona Franca?"

Por isso, aproveito para lembrar o que disse o deputado do PSD, Coito Pita, sobre esta matéria, em 2005: “é esse estudo rigoroso que está por fazer. Era importante haver uma entidade imparcial, não sei se o Banco de Portugal, ou outra, que fizesse uma análise de tudo isto”.


O segundo desafio prende-se ainda com esta matéria e é o seguinte:

"...Aprovar uma proposta de resolução que permita alterar o modelo de governação do Centro Internacional de Negócios da Madeira, garantindo uma participação adequada do sector público e a obtenção da estratégia de diversificação da nossa economia, através do Investimento Directo Estrangeiro."

Excêntrico?


Hoje o parlamento discutiu a conta de 2005. Ou melhor fez a avaliação da execução do orçamento de 2005. Fizemos o que podíamos: lançamos o debate, introduzimos matérias novas, procuramos desafiar o PSD para novas propostas de governação que, acreditamos, dariam um contributo efectivo para a dinamização da nossa economia. O PSD optou, durante todo o período de debate, por uma única intervenção de encerramento. Não pediram esclarecimentos nem sequer fizeram a intervenção no início do debate. É óbvio que se o ambiente e as condições para fazer política na Madeira fossem adequadas, este comportamento seria altamente penalizado. Se assim fosse, esta podia ter sido a última vez que os Senhores deputados do PSD iriam decidir por esta estratégia. Apesar de tudo, como sabem que nada de surpreendente se dirá sobre esta matéria, estão sossegados e mantêm o essencial das suas esperteza saloia, com a certeza que esta é absolutamente eficaz, numa terra habituada aos episódios mais excêntricos e, ao mesmo tempo, menos surpreendentes.

domingo, 28 de outubro de 2007

Albuquerque

Estou com uma enorme curiosidade sobre o que vai escrever Albuquerque na sequência da iniciativa que está programada para o fim da próxima semana...
Vai ter de pedir ajuda porque pode "chegar a dentro"!!!!
Prometo anunciá-la em primeira mão neste blogue.

sábado, 27 de outubro de 2007

Está tudo doido?

Hoje o DN Madeira é só pérolas. Primeiro foi o Secretário Jardim Ramos que desmentiu Roque Martins no que respeita à pobreza. Segundo este governante, a percentagem de pobres é inferior a 20%. Pelo amor de Deus, será que este Senhor ainda não percebeu o quanto é "patético". Então diga quantos pobres são definitivamente e onde foi buscar esses dados. Quanto a Roque Martins foi, obviamente, um mau governante. Deve sair quanto antes. Além do Secretário que transformou a sua secretaria numa "caderneta de cromos".
Depois foi a praga de mosquitos que o Governo do PSD não consegue combater. Parece que não tem orçamento para o efeito. Entretanto, o Director Regional Mauríco Melim ( da Secretaria do Senhor anterior) vem alarmando a população para o que pode acontecer... Estes senhores esquecem-se que vivemos numa terra turística. O péssimo tratamento e a desastrada gestão deste fenómeno ainda vai dar asneira e da grossa. É já um problema de saúde pública... Sobre isto, imagine-se AJJ fez um comunicado a dizer que o DN Madeira é alarmista. (se calhar voltou a processá-lo!).
Mas não acaba aqui, Miguel Albuquerque diz, neste mesmo matutino, que não há comercio tradicional por isso é tudo ficção os "medos" dos comerciantes. Quanto às soluções? Não tem nem sabe e, pelos vistos, para ele está o assunto arrumado.
A ACIF, através da direcção do comércio, foi buscar aquela ideia que o Centro Comercial era uma ancora para o comercio tradicional. Assim resolve o seu dilema: apresenta uma solução e não "ofende" o regime.
O Ministério Público que como todos sabemos tem muito pouco trabalho na Madeira resolveu ser pro-activo na perda de mandato de um vereador do PS que não entregou a tempo a declaração de património...Nada de novo.
Sobrea Zona Franca que comemorou 20 anos tudo na mesma. Um sucesso, um sucesso, e com ela perdemos milhões para ganhar tostões...Até quando uma redefinição deste indesejável modelo de exploração?

Está tudo doido, tirem-me deste filme...

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Centros comerciais

O blogue bilhardeirada fez um esforço de identificar os centros comerciais no Funchal. Este trabalho dá uma ideia precisa da total ausência de planeamento comercial no Funchal. Uma das proposta do PS à CMF era a implementação e um Plano de Ordenamento Comercial. Albuquerque acha ridículo. Veja aqui: http://bilharda.blogspot.com/2007/10/centros-comerciais.html

Sócrates em apuros?

A descida de 10 pontos do PS e de Sócrates é relevante e deve ser apreciado de forma séria. Aliás, o Senhor Primeiro Ministro e o seu governo andou a brincar com o "fogo" e desconfio que tenha de ter golpe de rins para inverter esta tendência. Com isto não significa que eu tenha estado contra o essencial das políticas deste governo. Significa que a forma de gestão merece significativos reparos. A arrogância na governação tem limites e o sucesso desta prática depende dos resultados da governação e, sobre esta matéria, convenhamos que passou muito pouco tempo, não sendo expectável a recolha dos louros neste mandato. Assim, e neste contexto, não restam muitos graus de liberdade, tem de começar a pensar onde vai mexer no governo.

A "teoria do cobertor"

Ouvi, por várias vezes, alguém dizer na inauguração do Funchal Centrum que este empreendimento e, sobretudo, o Centro Comercial seria uma ancora para o comércio tradicional. Na verdade é possível dizer o que se quiser. Aliás até pode ser que numa estratégia adequada possa ser possível garantir que um empreendimento que adiciona mais 70 concorrentes na cidade do Funchal ( mantendo o mesmo nº de compradores) possa vir a ser útil para o comércio em contexto urbano. Contudo, sejamos realistas, "ceteris paribus" (i.e.,mantendo tudo constante, como acontecerá tendo presente a passividade da CMF e do Governo nesta matéria) é uma "enormidade" sem precedentes afirmar tal coisa. Aliás o Governo Regional através da ADRAM encomendou, em 2005, um estudo sobre o comércio. Está lá tudo o que deve ser feito. É óbvio que nada aconteceu e posso garantir que nas ancoras que os consultores do referido estudo sugeriram para dinamizar o comércio no Funchal, não estava nenhum centro comercial de 70 lojas.
Mas o que diz a ACIF sobre esta matéria? Foi mais um rombo na sociedade civil: desapareceu do mapa, passou a fazer parte de uma voz de comando que não governa, hostiliza quem dá opinião.

Obsessão

Quem não quer perceber jamais perceberá. Não é incompreensão. É obsessão.

Concordo

Concordo com a insistência de José Manuel Rodrigues relativamente ao esclarecimento na ALRAM do "caso da CMF", solicitando agora a presença do Vice Presidente. É uma atitude acertada do CDS-PP e um contributo para a manutenção do debate da transparência.

Então

O que diz Bruno Pereira ou Miguel Albuquerque ( quando não estiver a escrever os mini-artigos do JM) sobre a questão da falta de segurança no Funchal. Quais as soluções?

Tem de ser assim

Junto parte da noticia do DN Madeira de hoje reltivamente à conferência de imprensa de JCG. Realmente nesta matéria não pode haver "paninhos quentes".

"Gouveia disse que "quando este garante que vai processar os dirigentes regionais e todos os madeirenses que, publicamente, denunciem o flagelo social e económico da corrupção, desafiamos o presidente do PSD que, em primeiro lugar, acuse junto do Ministério Público" três personalidades ligados ao seu partido.E enumerou: "O vice-presidente do Governo Regional, João Cunha e Silva, que publicamente disse que o presidente da Câmara Municipal do Funchal fazia 'negociatas'; o antigo presidente da Assembleia Legislativa e militante do PSD, Emanuel Rodrigues, que disse que a corrupção é tão grande na Madeira que é necessário construir uma cadeia nova, caso houvesse na Região uma 'operação mãos limpas' e de combate efectivo à corrupção; e Raimundo Quintal que, publicamente, afirmou de forma metafórica, que havia 'formiga branca' na CMF".E acusa, ainda, Jardim de "querer subverter a ordem pública e constitucional, enquanto visado é o grande responsável político por aquilo que se passa cá, dá instruções ao parlamento regional para que levante a imunidade aos parlamentares", acrescentando que o governante e dirigente social-democrata "inverte os papéis, quando ele é que deveria ser fiscalizado por ter funções executivas, fazendo-se de senhor absoluto e dono da Madeira".

O relatório já está disponível

O site do PS Madeira já tem disponível o relatório da inspecção à CMF. Este contributo pela transparência e informação deve ser relevado. E apesar de ser justo o elogio ao PS Madeira e ao Sérgio, Oscar, entre outros ( que fizeram um trabalho "à unha") não posso deixar, sobretudo, de deixar claro a critica que todos os funchalenses deviam fazer à autarquia do Funchal ou a Vice Presidência que apesar de, quer um quer outro, terem o referido relatório em formato digital nunca o disponibilizaram a quem quisesse conhecer o seu conteúdo. Por um lado, Albuquerque tinha uma oportunidade de melhor justificar a sua indignação e, por outro, a Vice Presidência cumpria o seu papel de divulgar as inspecções que faz, como já ocorre no contexto nacional. Desafio, por isso, o PS a preparar uma divulgação exaustiva desta informação junto da imprensa e de todos aqueles que se interessam pelo bem estar da cidade do Funchal.
É lamentável que perante os resultados desta inspecção ( cuja gravidade é óbvia) Albuquerque se entretenha a ofender tudo e todos e, paradoxalmente, ou não, desate a chamar "personalidade rafeira" a pessoas que perseguem o bem comum... É mau de mais.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Resolvo o mistério

Caro LFM, não há qualquer mistério na minha ausência na discussão da proposta do PSD sobre a LFR. A LFR é um tema cujo impacto político ultrapassou, em demasia do meu ponto de vista, o seu próprio significado económico e financeiro. A discussão sobre esta matéria, infelizmente, ultrapassa os limites da análise técnica e do conteúdo que a questão encerra. Neste sentido, o líder parlamentar do PS Madeira assumiu, e bem, a discussão deste jogo político onde a responsabilidade do seu resultado deve ser colocado ao mais alto nível. Era assim que faria caso tivesse responsabilidades de liderança parlamentar. Aliás, a LFR é, como disse LFM, um assunto técnico mas a discussão está envolta, há muito, num clima de enorme criatividade que, confesso, sou incapaz de acompanhar. Por isso, permita-me que sublinhe que, na minha modesta opinião, este é um jogo que há muito está inquinado. É óbvio que para o PSD, e fazendo a leitura dos resultados eleitorais, esta constatação pouco importa. Mas numa análise séria e racional, assumindo a possibilidade de um debate alargado, que extravasasse a própria ALRAM e atraísse a imprensa para os todos os meandros da questão, os resultados teriam sido absolutamente diferentes e, provavelmente, todos os madeirenses teriam ganho bastante mais. Além disso, duvido que tivesse existido eleições antecipadas.
Na verdade simplificou-se a ideia de que a lei é boa se trouxer muito dinheiro e é má se restringir as transferências independentemente do seu mérito. É natural que gostaria de ter uma lei que garantisse as transferências financeiras a qualquer custo para a nossa Região. Contudo, é razoável aceitar que nada disso é possível nos tempos que correm.Mais. O que seria desejável todos ficarmos a saber, e é esse debate que nunca existiu mas que um dia terá de ser feito, nem que seja para a história apurar responsabilidades, é porque razão AJJ e o seu governo nada fez para contrariar a circunstância da Madeira sair, por pouco, das regiões de objectivo 1 aquando a negociação do quadro de transferências financeiras da UE 2007-2013 e, com isso, levar à perda ( ou melhor à não transferência) de muitos milhões de euros para a nossa Região? A gravidade desta decisão é bastante maior do que o quadro actual da LFR. Digamos, de forma clara, que este foi o grande erro histórico de AJJ. E ele sabe e tem consciência deste enorme disparate. Resta a dúvida se por incompetência da governação se por vaidade de querer ser líder de uma das regiões (supostamente) mais ricas da Europa? Mas foi esta a génese do problema da LFR. Como era possível depois desta festa de ricos (embora não tanto-quase menos 10%) discutir no quadro da LFR que afinal o PIB não era adequado para a medição do nosso desenvolvimento, apesar do estudo do Augusto Mateus já ter alertado para o seu empolamento e um risco claro de, por essa razão, sairmos da Região Objectivo 1. Como meter a cabeça na areia e dizer que não éramos tão desenvolvidos como dissemos na altura da negociação das verbas da UE? Quem leu as actas do grupo de trabalho que discutiu a lei, eu li, verificará que esta contradição está patente na fraca defesa dos representantes da Madeira.Limitaram-se a fazer uma guerra sobre o IVA que, curiosamente, também encerra uma enorme contradição: por um lado defendem, e bem do meu ponto de vista, que os impostos cobrados na Madeira devem ficar na Região, mas por outro defendem a baixa do IVA no pressuposto do incentivo à Zona Franca: um projecto onde já disse e reafirmo não persegue interesse públicos, como devia. A baixa do IVA de per si não adianta nada do ponto de vista do desenvolvimento da economia regional. Aliás teria o efeito no consumo fazendo crescer a economia pelo lado errado. O efeito positivo da Zona Franca só ocorrerá quando o governo assumir que este projecto deve ser parte integrante do desenvolvimento regional e, para nosso mal, ainda não o fez.

Mas, voltando à saída das regiões objectivo 1 era bom olhar para o caso de Canárias. O Sr. LFM que tem feito um esforço louvável de passar informação sobre o caso de Canárias, em variadíssimas vertentes, concerteza saberá que apesar deste arquipélago ter andado muito próximo de ultrapassar os 75% da média da UE no quadro das transferências anterior, a verdade é que, à última, acabaram por ficar nos 74% e assim não perderem a manutenção no clube que lhes permitia auferir os apoios máximos da UE. Será a pontaria afinada de Canárias? Ou antes astúcia politica e competência na defesa dos seus interesses? É preciso dizer com clareza: é comparável o desenvolvimento de Canárias com a Madeira? É comparável o seu mercado (quase 2 milhões de pessoas)? Claro que não, mas a verdade é que saíram do clube dos pobres na mesma altura que nós!!?? Além disso ainda existe o caso das ilhas italianas, conforme refere o estudo de Augusto Mateus, dando pistas para trabalhar várias hipóteses. Enfim, julgo ter sido suficientemente esclarecedor sobre a minha posição.

Hotel CS

Os vereadores do PS na CMF fizeram o que deviam ter feito: votaram contra o protocolo que permite legalizar as obras no hotel CS. O Vereador Ricardo Vieira não esteve na reunião porque, como todos sabemos, tem interesse na matéria.
Segundo sei existe algum mal estar, entre alguns vereadores, a queixa crime colocada contra Miguel Albuquerque, Bruno Pereira e João Rodrigues. Cada dia que passa tenho a certeza que esta posição era inevitável.

Lembrete e constatação

Como já referi, por várias vezes, e infelizmente tinha razão, a RTP Madeira anda desenfreada a inventar programas de informação, colocando aqui e ali alguns membros da oposição. Ora bem, esta é a política desonesta do actual director da RTP e RDP Leonel de Freitas. Faz uns programas antes da decisão relativa às nomeações para o conselho de administração da RTP e diz que é plural, procurando garantir a sua permanência neste importante lugar. Não contem comigo para branquear esta triste situação. Já agora, aproveitando a seu tímido e pontual, sentido de serviço público o que está à espera para fazer um debate alargado e profundo sobre a situação na CMF? Não acha que é actual? Não é relevante? Pelo amor de Deus tenha vergonha na cara!
Já agora porque num debate sobre pobreza realizado na RTP Madeira entre os convidados não consegui identificar ninguém da oposição? V. Exa. conhece, por exemplo, o trabalho de muitos anos do Dr. Edgar Silva sobre esta matéria? Não seria um convidado interessante para promover uma discussão consistente?
É por estas e por outras que V. Exa. não merece respeito institucional. Não tenho nada contra do ponto de vista pessoal, como parece óbvio, mas não posso admitir que um alto dirigente de um serviço público desta natureza se comporte desta maneira.

Em prol da discussão serena

LFM afirmou no seu blogue que se surpreende com o dialogo sereno que temos estabelecido nos últimos tempos. Pois LFM não se surpreenderia se me conhecesse melhor. No regime em que vivemos e na pressão permanente sobre quem tem opiniões diferentes do status quo e do poder leva, muitas vezes, à necessidade de extremar posições de modo a obter resultados. Mas, LFM permita-me que lhe pergunte quem é que na Madeira tem abusado desenfreadamente dessa forma radical de lançar o debate, ao longo dos anos, que não AJJ? O mesmo que LFM afirma ser incondicional? A diferença é que o poder está do lado de AJJ. A comunicação social habituou-se a apelidar a oposição de "pata rapada", seguindo orientações, na maior parte dos casos maldosas de AJJ. Para a opinião geral, AJJ é defensor da Madeira, e a oposição é radical.
Permita-me que lhe recordo um episódio: na campanha autárquica lancei o debate sobre a corrupção na CMF. Aliás todos os temas que constam do relatório da inspecção foram lançados pela minha candidatura. O que aconteceu? Eu digo: a comunicação social remeteu para uma espécie de "apanhados" e o Carlos Pereira foi o radical da campanha. Pois é. Agora existe um relatório, patrocinado pelo governo e vale a pena perguntar: quem é radical?
Caro LFM, estar na oposição na Madeira não é o mesmo que ser oposição num estado de direito. Eu sei que sabe do que falo. Aliás, gostava muito que o respeito que, sinceramente, tenho pela sua opinião e de outros quando procuram o bem comum, independentemente da estratégia política, fosse um apanágio da nossa democracia. Infelizmente não é assim. Se assim fosse tenho a certeza que ganharíamos todos. Não sei se o PSD ganharia tanto como tem ganho, mas não duvido que a sociedade beneficiaria muito mais. Sei que compreende o que digo.

João Carlos Gouveia II

Vejam o que diz Vital Moreira, conforme já sublinhou o farpas:

As questões colocadas pelo líder regional do PS da Madeira são inteiramente pertinentes. Primeiro, seria conveniente que o Estado, que transfere muitos milhões para o orçamento regional, dedicasse umas sobras ao devido investimento nos serviços do Estado na região. Segundo, não existe nenhuma razão para que o Governo da República abdique de dar visibilidade a esses mesmos investimentos, incluindo através da presença do PM ou de ministros na respectiva inauguração. O mesmo vale, de resto para os Açores.Por um lado, os açorianos e madeirenses têm direito a serviços públicos estaduais tão bons como os do Continente. Segundo, apesar do reduzido número de serviços do Estado que subsistem nas regiões autónomas (entre eles os tribunais, as forças armadas, as forças de segurança, as universidades), o Governo da República ainda não se tornou o governo apenas do Continente...

Sócrates não pode, nem será, indiferente a esta constatação. é fundamental que o PS Madeira assuma esta liderança. Os outros objectivos da agenda política de JCG,a que Vital Moureira não se referiu, deverão ser concretizados rapidamente. Só dependem de Sócrates.

João Carlos Gouveia




Esta é a entrevista de João Carlos Gouveia (JCG) no DN Nacional de ontem: http://dn.sapo.pt/2007/10/24/nacional/o_poder_estado_e_cada_mais_fraco.html. A minha opinião é clara: não vejo mal nenhum. Além disso, nem sou o único a ter esta posição. Veja-se o que diz Vital Moreira. Mais, parece evidente que a relação do PS Madeira com Sócrates tem uma nova era: uma fase em que o PS Madeira deve impor a sua própria agenda e exigir solidariedade para os objectivos que persegue. Isto não é uma critica ao passado. É apenas aprender com ele. É óbvio que nunca tivemos, nem temos, condições para fazer política num clima adequado e com igualdade de oportunidades. O regime que está montado impede-nos que assim aconteça (já o disse mais do que uma vez). Mas o desafio está lançado. JCG colocou a fasquia lá no alto: ultrapassar as deficiências estruturantes que impedem que se coloque no terreno uma estratégia de governação alternativa, parece ser o primeiro desafio desta liderança. Se assim for eu estou totalmente de acordo. Sócrates tem dois caminhos ou entende a mensagem sendo por isso consequente ou não e...

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Semântica?

Há uns Senhores deputados do PSD na Assembleia Municipal que afirmam que a Assembleia Extraordinária não faz sentido porque o que está em causa é uma questão de "semântica". Imaginem? Vou ali e já volto. Já ouvi muita coisa, até um ilustre PSD que é Vice Presidente do Governo deu-lhe um nome mais estrondoso. Mas semântica????

Deus nos livre

Jaime Filipe, o delfim do pai Ramos, faz o seu papel com todos (as gentes PSD) a observar timidamente. Na Assembleia não se levanta para defender nem Miguel Albuquerque nem João Cunha e Silva. Dizem que as marés estão favoráveis para o seu desejo oculto....Deus nos livre.

Manipulação de LFM

LFM escreve repetidas vezes no seu blogue que o dossier entregue pelo PS Madeira ao PGR é um conjunto de recortes de jornais. Ora até podia ser verdade na medida em que, como lembrou Emanuel Rodrigues, uma das funções do ministério público é ser pro-activo ( isto é, com base em diversas informações o ministério público deve investigar). Sendo assim a quantidade de noticias que nos últimos anos, umas mais tímidas que outras, vieram a público e não tiveram a adequada investigação serviriam para colocar em cima da mesa a importância dessas matérias.Contudo, permita-me Senhor LFM que é manipulação falar do que não sabe como se fosse verdade!

Em defesa de AJJ

O Luís Filipe Malheiro (LFM) vem, como é o seu costume, (e atenção que não vejo mal nenhum nesta atitude) defender AJJ e falar em manipulação. A questão é quem manipula quem? Pelo amor de Deus!
Quanto a querer partidarizar as questões relacionadas com a transparência, prefiro lembrar ao LFM que são os políticos que devem criar condições para garantir que a democracia funcione de forma adequada e, para isso, é fundamental contribuir para que um dos pilares principais de um estado democrático dê o contributo adequado: a justiça. é nesse contexto que me coloco e não tenho nem reservas nem hesitações. É óbvio que AJJ tem responsabilidades políticas em tudo o que se passa na Região. Não é ele "dono e senhor" de (quase) tudo. Até das consciências de muito boa gente? Mas, no que respeita à circunstância da corrupção não estar toda no PSD e alguém querer fazer crer que nos outros partidos é tudo transparência e clareza, concordo com LFM: até porque a ética, a educação e a lisura não é uma matéria partidária mas de consciência. Contudo, é preciso reconhecer que neste sistema de 30 anos tem prevalecido princípios contrários a estes que acabei de referir. Digamos que aqueles que praticam e defendem estes princípios (além da liberdade de expressão, do direito à participação cívica...) no PSD têm perdido a batalha interna...
Também é verdade que esta temática é bem mais complexa do que parece e o LFM sabe disso.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

O Representante

Eu acredito que o Representante está atento. Sendo assim, fico a aguardar da sua parte um pedido de audiência com carácter de urgência para alertar o Senhor Presidente Cavaco Silva da anormalidade no comportamento da maioria PSD, que coloca em causa os princípios essenciais da democracia, além das conquistas da autonomia.

Vergonha e escândalo

É verdade. Mas parece mentira: o PSD na CMF faltou à Assembleia Extraordinária. É uma vergonha para a autonomia na Madeira, é mais uma machadada nesta democracia fantoche. Os PSD's resolveram faltar à chamada da Assembleia Municipal do Funchal: o órgão onde a vereação e o Presidente deviam estar a prestar contas e a esclarecer os deputados municipais (e os funchalenses) o escândalo da sua governação, na sequência da inspecção da tutela. Albuquerque mentiu ao longo destes últimos anos, escondeu as suas "trapaças" e mentiu descaradamente na última Assembleia Municipal Extraordinária. Agora está com dificuldades de enfrentar esta dura realidade. Hoje, depois da oposição no parlamento ter colocado em sentido todo o PSD demonstrando que estamos perante a ponta de um icebergue que pode colocar em causa a governabilidade do PSD, estes não tiveram coragem e meteram o rabinho entre as pernas chutando para Novembro esta inultrapassável discussão. Se faltarem três vezes podem perder o mandato. Portanto ainda têm duas para brincar à democracia e fazerem da governação a palhaçada que infelizmente todos assistimos.
Eu disse que isto não ficaria por aqui. Reafirmo: não ficou, não fica, nem ficará....

Estou à espera II


AJJ no seu estilo duro, feroz e alucinante informou a imprensa que iria me processar. De facto, "nada de novo debaixo deste Sol". Aliás, Senhor Presidente deixe-me que lhe diga, já que V. Exa. agora deu-lhe para ler blogues (como aliás já tinha tido oportunidade de referir anteriormente), que estou ATERRORIZADO! V. Exa., conforme me recordou um amigo, faz lembrar uma personagem de novela brasileira, algo histérica e inconsequente, que para qualquer coisa que seja suposto ferir o seu pseudo-orgulho para "inglês ver" resolve desatar a afirmar de forma categórica e frontal: eu processo você, eu processo você, eu processo você...O drama é que V. Exa. é Presidente do Governo e não uma qualquer figura de novela. Tenha dó!

Mas se assim quer, prove que eu não tenho razão e permita que seja levantado a sua dupla imunidade parlamentar enfrentando esta causa nos tribunais. Não se refugie num qualquer agente judicial que, normalmente, é pau para toda a obra. Demonstre que a força que normalmente apresenta não esconde uma enorme dose de cobardia. Venha aos tribunais dar a cara por estes assuntos: normalidade democrática, liberdade e o bom funcionamento da justiça. Esperávamos isto de um Presidente sério e rigoroso. Aliás V. Exa teve oportunidade de se colocar à margem deste debate. Como afirmou à chegada ao aeroporto ninguém se referiu a si. A questão é porque resolveu entrar em cena? Quem procura defender? V. Exa. sabe que basta uma intervenção sua para acabar com grande parte dos problemas de corrupção na Madeira. V. Exa. sabe disto. Eu sei que sabe. A não ser que já esteja refém do próprio sistema monstruoso que criou ao longo destes últimos anos.

Infelizmente, estamos perante um traço de governação habitual: acção psicológica para transformar esta democracia numa palhaçada sem graça nenhuma. Uma pressão sistemática, consolidando um clima de medo e dando a esta sociedade uma sensação colectiva de esquizofrenia.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

É já no dia 25..."Extravaganza"

Como vos disse este é o texto do convite produzido ( a azul estão as indicações que provam a minha indignação):

MADs - Madeira Amateur Dramatic Society apresenta

>no TEATRO MUNICIPAL BALTAZAR DIAS
>A MUSICAL EXTRAVAGANZA


>25 de Outubro 2007, às 21.00 horas
>west-end hits, swing, jazz e blues
>Músicos:
>Andras Hennel
>Duarte Andrade
>Miguel Albuquerque e o seu grupo
>música brasileira


>31 de Outubro 2007, às 21.00 horas
>west-end hits, swing, jazz e blues
>Músicos:
>Andras Hennel
>Duarte Andrade


>Com o apoio da Câmara Municipal do Funchal

Falta de vergonha

O Presidente da CMF, Miguel Albuquerque não vai às reuniões de vereação. Parece que já faltou 3 ou 4 seguidas. Segundo fontes (que não posso divulgar) o Senhor está a ensaiar, de forma desenfreada, para um concerto de Jazz que deverá ocorrer no Funchal muito brevemente ( alguns de vós receberão o convite apropriado além do que será largamente divulgado pela Saber...). Não tenho nada que ver com a vida de Albuquerque. Obviamente que o Senhor pode fazer o que quiser da sua vida privada. Mas importa reflectir sobre dois aspectos: colocar em primeiro lugar os seus interesses "artísticos" penalizando a actividade executiva da CMF, deve merecer um reparo convicto e público; em segundo lugar, fazer um espectáculo em que ele é o principal protagonista com o apoio da CMF é uma grande falta de vergonha na cara.
Bom, haverá quem achará que este tipo de comentário é exagerado. Do meu ponto de vista, este tipo de comportamento do Senhor Dr. Miguel Albuquerque define, de forma indiscutível, um determinado perfil de comportamento. Aliás como é do conhecimento público esta atitude não é pontual...

Sou contra

Sou contra o referendo ao tratado. Mais, sou absolutamente contra o oportunismo político de AJJ sobre esta matéria. Até parece que não sabemos que este Presidente do PSD só quer se aproveitar da circunstância de poder defender o que poucos defenderão. Assim pode ter protagonismo para dizer "enormidades" sobre uma matéria útil para a construção europeia e muito importante para a própria Madeira. Não lhe interessa o que defende o povo. Sabe que os referendos europeus, na maior parte dos casos, transformam-se em discussões sobre política interna. Quer aproveitar-se disso. Já está a aproveitar-se! Ele sabe que estes referendos acabam por não cumprir o seu papel. Também sabe que a Europa precisa de se revitalizar. O seu desenvolvimento depende disto mesmo. De um factor de confiança, de um novo fôlego. Levar o espaço europeu para um debate fútil e inconsequente é matar a possibilidade de uma Europa mais integrada contribuir para melhorar a vida de todos os europeus, como tem acontecido com os madeirenses.
Já agora, aqueles que defendem o referendo já o leram? Como diz Vital Moureira podia ser um bom exercício de modo a perceber que a construção europeia tem sido feita com voluntarismo e pragmatismo. Dificilmente um referendo poderá elucidar o povo sobre o que traz este novo tratado...

A diferença é enorme...


Mark Zuckerberg é o "dono" do site http://www.facebook.com/. Este Senhor tem apenas 23 anos e saltou para a ribalta quando a yahoo ofereceu 1000 milhões pelo negócio do estudante de Harvard. Mas o que eu gostaria de destacar nesta matéria é a circunstância deste jovem ter conseguido obter para a sua empresa cerca de 12 milhões de euros em capital de risco. A questão que se coloca é quantas capitais de risco em Portugal apostavam num projecto de um jovem de 23 anos e ainda por cima uma ideia apenas "mais ou menso inovadora"? Na verdade aqui reside a diferença. O contexto de negócios e empreendedorismo em Portugal não tem comparação com os EUA e outros locais mais empreendedores no mundo. Ninguém aposta verdadeiramente no empreendedorismo e usa o capital de risco de forma séria e inovadora.

Plataforma de consenso

Hoje o DN Madeira publica uma reportagem sobre uma questão fundamental: a reforma administrativa da Região. Na minha opinião, e já escrevi isso mesmo neste blogue, é um dos aspectos mais importantes, com impacto estruturante, para preparar o futuro da Madeira. É preciso coragem política mas parece-me absolutamente inultrapassável. São daquelas questões onde o PS Madeira devia propor uma plataforma alargada de consenso e, sobretudo, multipartidária.

sábado, 20 de outubro de 2007

Estou à espera...


Tendo presente que AJJ sabe o que escrevo ( eu sei que sabe!) sabendo que voltou do exterior com vontade de meter processos a toda a gente ( na sequência do dossier corrupção do PS Madeira) tendo em conta que este Presidente do PSD considerou que ninguém falou dele ou se dirigiu a ele próprio, resolvo eu esse problema ou essa lacuna, se preferirem. Assim para que o Presidente do Governo do PSD possa ter alguém para meter um processo, vou dizer de forma clara o seguinte: não tenho dúvidas que a situação de suspeita e anormalidade democrática que vivemos, e que o crescimento do fenómeno da corrupção a par da pressão sobre as magistraturas da região e as tentativas de as influenciar, tem um responsável e esse é Alberto João Jardim. Força Senhor Presidente. A sua habitual demonstração de força é a prova mais crua da sua imensa cobardia. Nada de novo.

Demasiado rasteiro

AJJ também disse que se "pegarem" com ele o homem mete um processo. Que medo!!! Mas o que de mais grave disse foi um incentivo óbvio às magistraturas para transformarem esta preocupação legitima dos madeirenses (60% segundo o DN Madeira) numa guerra de processos contra quem procura soluções que permitam o restabelecimento de uma normalidade há muito tempo perdida. AJJ gostava que os magistrados metessem processos a quem afirma que há falta de transparência. é o seu estilo ditatorial, de cultura do medo e de pressão...

A preocupação de AJJ

Alberto João Jardim também voltou à Região e, como sempre, ao seu estilo, disparou para tudo o que se mexia. Mas importa salientar o seguinte: AJJ está com a cabeça perdida com esta história da corrupção. De tal modo que resolveu dizer que o PS não tinha ideias. Ele que foi a eleições sem programa e sem uma única ideia. É preciso "ter lata".

Pois é...

Como já previa a conferência do Turismo, segundo o DN Madeira de hoje, serviu para elogiar a Secretária do Turismo e Transportes e o modelo implementado pelo governo do PSD na Madeira. Parece-me bem. Com este tipo de fóruns estou certo que algo mudará para ficar exactamente igual. Além disso, ninguém correu riscos...

O Representante voltou

O Representante voltou no mesmo avião que Alberto João Jardim. A sua reunião com Cavaco Silva parece ter sido uma tentativa de deitar "água na fervura". As suas palavras, apesar de cautelosas, demonstram algum incomodo do Representante mas quero sublinhar algo absolutamente fundamental: segundo o Juiz Monteiro Diniz um magistrado num meio pequeno está bastante mais condicionado que num contexto maior. Naturalmente que o Senhor Representante tentou generalizar não dizendo o que pensa sobre o regime de opressão da autoria de Alberto João Jardim e o efeito potenciador que esta situação provoca não apenas nos magistrados mas em todas as áreas de intervenção da soberania, e até no próprio Representante, contudo deixou escapar, indirectamente, que o que o PS Madeira tem dito não é despropositado. Espero sinceramente que no privado da reunião com Cavaco Silva, o Juíz que representa o Presidente da República, tem chamado a atenção para o clima que a Madeira vive e para a impunidade geral que todos observamos. Se não o fez, se procurou fazer o papel de um portador de "pseudo-ofendidos" ficou bastante aquém do seu papel. Mas, como já disse, se assim foi não estou surpreendido.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Só uma?!

"Conheço" uma pessoa que tem mostrado uma preocupação muito grande sobre a estratégia de João Carlos Gouveia junto da oposição, designadamente na identificação de causas comuns, principalmente aquelas que perturbam a democracia na Região. É verdade, é apenas uma pessoa mas que parece poder trazer problemas internos ao seu partido. Enfim, nada de novo debaixo do Sol!

Governem por favor


Os Senhores do PSD, como é habitual, já têm a desculpa que procuravam, esfarrapada obviamente, para a sua total incompetência na resolução dos problemas da Madeira. Como dizia o Presidente da República Cavaco Silva, "os grandes desafios que se colocam ao futuro das autonomias passa mais pelas políticas adoptadas do que pela consagração de mais poderes". É isto mesmo que os Senhores do PSD não querem que todos saibam: não têm soluções para os problemas que se coloca ao desenvolvimento da Madeira e as políticas que adoptam são, na maior parte dos casos, insuficientes e/ou desastradas, ou então apenas justificam a satisfação de interesses privados em detrimento do bem geral.

Agora a desculpa é o Orçamento de Estado. Para eles o orçamento prejudica a Madeira. Para eles vem pouco dinheiro para alimentar o orçamento regional mal gerido e vergonhosamente distribuído pelos senhores do governo do PSD. Alberto João Jardim fala num novo ciclo, mas é só conversa da treta. Conversa para inglês ouvir, porque de seguida afirma que está aí um novo ciclo de obras, de infraestruturas, de cimento. É isto que ele sabe fazer e por isso que quer dinheiro fácil, para alimentar o monstro que ele criou e assegurar a sua permanência à frente deste governo.

Caros Senhores do PSD, querem um conselho? Tratem mas é de governar. De olhar para dentro da RAM e encontrar soluções adequadas, de definir um conjunto de novas políticas que permitam que a Madeira respire vivacidade. .

Um dia, quando todos perceberem o que se está a passar, quando a RTP Madeira compreender que os 55000 pobres que a Madeira ainda tem é assunto muito importante para noticia de abertura do telejornal, quando a comunicação social da Região estiver livre para pedir responsabilidades públicas àqueles que não defendem o bem comum. Quando isso acontecer, e um dia acontecerá, só restará uma alternativa: meter o "rabinho entre as pernas" e sair pela falta de competência e idoneidade que demonstram.

Muito bem

Ontem, pela noite dentro, segundo o jornal o Público, Os governos da Europa chegaram a um acordo sobre o tratado. É bastante importante para a Europa e o seu progressivo movimento de integração e fundamental para o Governo de Sócrates tendo presente que apostou muito neste momento. Agora é preciso olhar para a rua: 200 000 manifestantes não podem ser ignorados!

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Recordar

A propósito de relatórios do TC, alguém se lembra daquele que avaliou a Associação de Municípios e as trapalhadas encontradas com a gestão de Albuquerque? Foi em 2002. Se calhar não, mas pode valer a pena recuperar porque apetece dizer: ou é do "malho ou do malhadeiro".

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Já está marcada


A Assembleia Municipal extraordinária onde Albuquerque deverá explicar porque mentiu relativamente às justificações sobre o relatório da inspecção à autarquia do Funchal já está marcada e ocorrerá no próximo dia 23 às 15 horas. Na última Assembleia Albuquerque usou como argumentos da sua defesa os relatórios do tribunal de contas. A oposição descobriu que estas justificações eram uma enorme fraude dado não terem existido auditorias do tribunal de contas para o ano de 2003 e 2004. E agora?

Ramos, o Secretário falador (?)

A toxicodependência aumenta a olhos vistos na Madeira. O Secretário Ramos que entrou de rompante na política madeirense, disparando patetices para tudo o que se mexesse e, por isso, obtendo exagerados e incompreensíveis tempos de antena, cala-se e ignora este tremendo flagelo. É capaz de não ter nada para dizer. Mas isso não é surpreendente. O que é grave é, neste contexto, não ter nada para fazer.

Pelo amor de Deus...


A RTP Madeira abriu o telejornal da seguinte forma:
Nove longos minutos de Makakula, Carlos Pereira (o Presidente do Marítimo) e António Henriques. A razão foi um golo marcado pelo jogador do marítimo no jogo de Portugal com o Cazaquistão. Foi "simpático" ouvir Carlos Pereira a afirmar que o nome da Madeira seria colocado no topo. Pelo amor de Deus haja paciência. Permitam-me: está tudo doido?!
Depois destes suculentos 9 minutos ficamos a saber que a Madeira tem mais de 50 000 pessoas a viver abaixo do limiar de pobreza. Há coisas fantásticas não há?

Mais rigor

O DN Madeira, na sua edição de hoje, resolveu misturar "alhos com bugalhos" ao colocar no mesmo plano, e aparentemente na mesma linha de gravidade, autarcas que não entregaram dentro do prazo uma declaração de património, com autarcas que são suspeitos de indícios graves de corrupção. Era de esperar um bocadinho mais de rigor.

Trapezista

O Secretário Regional do Equipamento Social não é um membro executivo do governo é antes um trapezista. Acabei de ouvir este Senhor dizer que os Planos da Orla Costeira estarão aprovados até ao final do ano. Alguém acredita? Este mesmo Senhor, há mais de 3 anos, disse que o monopólio da exploração portuária iria acabar rapidamente. É uma palhaçada. Quem quiser acreditar nestas enormidades que acredite, da minha parte resta-me rezar para que gente deste calibre abandone rapidamente estas responsabilidades.