Era uma vez um senhora chamada Dona Maria que vive numa casa no centro da cidade. A casa, modesta, tem 3 pisos e ela vive sozinha com seus 70 anos, os filhos emigraram e ela já não tem idade nem posses para tratar de uma casa tão grande, que ainda por cima agora fica numa zona muito movimentada e com muito barulho. O que queria mesmo era um pequeno apartamento que não lhe desse muito trabalho. Por ironia do destino, já andava ela a pensar no caso há algum tempo, aparece-lhe um sujeito que lhe gostaria de comprar a casa. Entretanto ela pede ajuda a um advogado para lhe avaliar a casa. O advogado faz o seu trabalho indagando na Câmara qual é a capacidade construtiva do prédio, ao que lhe respondem que, estando situado na zona central a capacidade construtiva é definida pela empena dos edifícios confinantes e pela média da cércea que a rua tem, o que possibilitaria a construção de mais um piso do que actualmente. Ela vende a casa confiante, o que lhe permitiu comprar um apartamento simpático e ainda ficar com um pé de meia que ainda havia de sobrar para os seus filhos emigrantes. Decorrido um ano, passando pela sua rua descobre que a sua casa tinha sido demolida e substituída por uma construção com seis pisos, sobressaindo dois pisos relativamente à média da altura dos edifícios lá da rua e um piso relativamente ao mais alto que lá existia construído há pouco tempo. Então o que aconteceu, pergunta ela ao advogado. O advogado explica, meio atabalhoadamente, que o individuo que lhe comprou a casa conhecia bem os meandros da Câmara e conseguiu que lhe aprovassem aquela construção, até porque tinha contratado um arquitecto que tinha um sócio que era técnico da Câmara e que ele próprio tinha dado um parecer técnico sobre o projecto. Eh lá! Exclamou a Dona Maria, ali houve negociata. A Dona Maria tem razão, ali houve negociata. Não cabe no entanto a ela provar se o não cumprimento do PDM por parte da Câmara foi pelos bonitos olhos do fulano que lhe comprou o terreno, se houve incompetência dos serviços técnicos, se houve algum técnico que ganhou com a nova informação que permitiu alterar a capacidade construtiva do terreno, se houve luvas, se houve conluio com algum vereador, etc, etc. Para isso existe o ministério público, a polícia judiciária e finalmente os tribunais. Se neste país essas instituições funcionassem como deve ser provavelmente...
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Conto 2 “A minha alegra casinha tão modesta e bonitinha”
Era uma vez um senhora chamada Dona Maria que vive numa casa no centro da cidade. A casa, modesta, tem 3 pisos e ela vive sozinha com seus 70 anos, os filhos emigraram e ela já não tem idade nem posses para tratar de uma casa tão grande, que ainda por cima agora fica numa zona muito movimentada e com muito barulho. O que queria mesmo era um pequeno apartamento que não lhe desse muito trabalho. Por ironia do destino, já andava ela a pensar no caso há algum tempo, aparece-lhe um sujeito que lhe gostaria de comprar a casa. Entretanto ela pede ajuda a um advogado para lhe avaliar a casa. O advogado faz o seu trabalho indagando na Câmara qual é a capacidade construtiva do prédio, ao que lhe respondem que, estando situado na zona central a capacidade construtiva é definida pela empena dos edifícios confinantes e pela média da cércea que a rua tem, o que possibilitaria a construção de mais um piso do que actualmente. Ela vende a casa confiante, o que lhe permitiu comprar um apartamento simpático e ainda ficar com um pé de meia que ainda havia de sobrar para os seus filhos emigrantes. Decorrido um ano, passando pela sua rua descobre que a sua casa tinha sido demolida e substituída por uma construção com seis pisos, sobressaindo dois pisos relativamente à média da altura dos edifícios lá da rua e um piso relativamente ao mais alto que lá existia construído há pouco tempo. Então o que aconteceu, pergunta ela ao advogado. O advogado explica, meio atabalhoadamente, que o individuo que lhe comprou a casa conhecia bem os meandros da Câmara e conseguiu que lhe aprovassem aquela construção, até porque tinha contratado um arquitecto que tinha um sócio que era técnico da Câmara e que ele próprio tinha dado um parecer técnico sobre o projecto. Eh lá! Exclamou a Dona Maria, ali houve negociata. A Dona Maria tem razão, ali houve negociata. Não cabe no entanto a ela provar se o não cumprimento do PDM por parte da Câmara foi pelos bonitos olhos do fulano que lhe comprou o terreno, se houve incompetência dos serviços técnicos, se houve algum técnico que ganhou com a nova informação que permitiu alterar a capacidade construtiva do terreno, se houve luvas, se houve conluio com algum vereador, etc, etc. Para isso existe o ministério público, a polícia judiciária e finalmente os tribunais. Se neste país essas instituições funcionassem como deve ser provavelmente...
é preciso saber o que se diz...
Lamento discordar de quem acha que as propostas para a governação são essenciais para ganhar eleições na Madeira. Nada mais absurdo: AJJ ganha eleições sem programa, Albuquerque vence há anos com um álbum de fotografias; nas últimas eleições não se conhece uma única proposta feita pelos actuais vereadores do PSD na CMF. Pelo contrário, o PS tem um programa eleitoral que está disponível para quem quiser entender as propostas socialistas e a última campanha à autarquia do Funchal teve da parte do PS um conjunto significativo de propostas estruturantes para a cidade...
Outros factores contribuem para a permanência do PSD no poder: são variáveis estruturantes que condicionam a democracia na Madeira. A seu tempo abordarei este assunto neste blogue.
domingo, 16 de setembro de 2007
Do outro mundo
Sem alternativa
Mimos II
Existem alguns comentários na blogosfera madeirense sobre a decisão do GR "dar" o estádio dos barreiros ao marítimo. O que achei mais surpreendente foi a tolerância, de alguns intolerantes com outros políticos de outras esferas, sobre esta matéria chegando ao cumulo de afirmar, com excessiva tolerância, que "mais vale tarde que nunca".
Ora esta terra tem sido gerida com uma dose tremenda de incompetência a vários níveis e para esses senhores, semi-tolerantes, é bom que saibam ( se é que não sabem!) que neste caso, como noutros, o problema está precisamente no "timing" da decisão: há 6 anos tudo teria sido diferente... Da mesma maneira que há 12 anos se a verdadeira aposta do desenvolvimento tivesse sido na formação e nas tecnologias de informação teria sido possível inverter, de forma drástica, o rumo da economia regional. Ou ainda se há 8 anos, com a perspectiva de um novo aeroporto, tivesse existido um reforço da promoção de modo a manter os níveis de procura de turismo, não estávamos com o sector nas "ruas da amargura". Enfim, podia dar um rol de exemplos mas penso que já chega...
Surpresa II?
Recebi alguns comentários relativamente ao post que se referia ao arquivo da perda de mandato relativa ao meu amigo Rui Caetano. Parece que nem todos perceberam o sentido do meu comentário. Sendo assim, para que não fiquem quaisquer dúvidas, vou ser mais explícito: não me surpreende absolutamente nada a decisão do Senhor Juiz, tendo presente que o que está em causa é uma questão de forma parece-me que não tinha outra alternativa.
Mas, dá-me a sensação que nem sempre foi assim! É pena...
sábado, 15 de setembro de 2007
Vale a pena
O antigo presidente dos EUA diz que teve "uma boa vida" e passou grande parte desta a "receber". Agora lidera uma fundação com fins humanitários. Vale a pena ler o seu último livro onde analisa, com emoção, a importância de dar. São exemplos de filantropia, não apenas na perspectiva financeira, capazes de mudar o que a política por vezes é incapaz. Bill Clinton, diz, encara hoje a vida de forma diferente. Pode ser que seja capaz de influenciar Hillary Clinton, para bem de todos nós...
Até tem razão, mas....
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Conto 1 - "Banana de Prata"
O Sr. José tem razão, ali houve negociata. Não cabe no entanto a ele provar se a alteração de critério da Câmara foi pelos bonitos olhos do fulano que lhe comprou o terreno, se houve incompetência dos serviços técnicos, se houve algum técnico que ganhou com a nova informação que permitiu alterar a capacidade construtiva do terreno, se houve luvas, se houve conluio com algum vereador, etc, etc. Para isso existe o ministério público, a polícia judiciária e finalmente os tribunais.
Mimos
Ministério Público
Este blogue lança hoje um inquérito para saber a opinião das pessoas sobre uma questão cada vez mais determinante para a nossa Região: a actuação do ministério público. Não se trata apenas de medir a sua eficácia mas, também, de tentar perceber qual o sentimento existente entre a maior parte dos cidadãos da Madeira sobre um dos pilares do estado de direito: o bom funcionamento da justiça.
Parabéns
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Uma "semi-escusa"
Bruno Ganhou a Albuquerque
Ajude-me a contar
Neste blog, durante os próximos dias, mostrarei aqui alguns excertos do livro “Histórias de encantar no País das Maravilhas”. Este livro contém várias histórias para crianças um pouco á maneira de La Fontaine, mas onde os adultos podem tirar alguns ensinamentos. Que bom proveito vos faça.
Tão importante como estas histórias é a possibilidade do leitor deste blogue contribuir com histórias semelhantes que nos ajude, a todos, a compreender melhor certos comportamentos de alguns adultos.
Para isso colocarei à disposição um mail para o envio destas "pequenas maravilhas" em que qualquer semelhança com a realidade deve ser pura coincidência.
Num dos próximos posts colocarei o mail adequado. e darei início às histórias anunciadas. Espero que gostem e que contribuam.
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Parcialidade
Relatório mentiu?
Pedro Calado disse ontem na Assembleia Municipal algo absolutamente inacreditável: o relatório contém mentiras???? Do que está à espera a tutela inspectiva para esclarecer esta situação? Quer manter a sua credibilidade ( que já não é muito devido à incapacidade demonstrada na fiscalização às autarquias da Madeira) e explicar aos cidadãos esta absoluta confusão.
Informo desde já que ainda esta semana enviaremos uma carta à vice- presidência a solicitar explicações concretas sobre esta matéria. Este comportamento do PSD (Câmara e Governo) é inacreditável.
Em apuros
O Bruno Pereira foi protagonista da conferência de imprensa para branquear a situação do hotel CS. Afinal é tudo areia do mesmo saco. Lamento, mas face a esta descarada mentira, não resta alternativa aos vereadores do PS na CMF senão criar todas as condições para demonstrar o baixo nível e o descaramento da actual vereação do PSD. Não existem limites: perante o sufoco tudo vale até mentir, encenar e enganar os munícipes.
Calma
Há para aí uns senhores muito preocupados com quem deve intervir em quê. Devo dizer, para sossegar essas pessoas, que os vereadores do PS têm perfeita consciência dos limites da intervenção política. Mas que fique claro que não deixaremos de alertar, com total frontalidade, quando considerarmos que exista quem não esteja a fazer o seu papel. Sobre esta questão em particular, concordarão comigo, que isso não é tão raro como parece...











