Manuela Ferreira não tem condições para liderar o país. Esta Senhora tem lacunas indispensáveis para desempenhar com sucesso este papel: falta-lhe rasgo, criatividade e energia. A experiência governativa também não é famosa!
quinta-feira, 5 de junho de 2008
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Um líder de paróquia
Depois da manifestação clara de interesse, depois dos apoios obtidos dentro do partido (demonstrando o estado deplorável em que se encontra o PSD, conforme sublinharam todos os comentadores nacionais), AJJ hesita e perde a coragem. Conforme já desconfiava, este homem só vai à luta quando tem a certeza que ganha, nem que seja viciando o jogo, como faz há 30 anos na Madeira. AJJ, o homem das vitórias, tinha possibilidade de demonstrar que estas são o resultado do seu trabalho, da sua competência e de um projecto que supera todos os outros. Mas, como se viu, teve medo. Tem medo. Não passa de um líder de paróquia. Ganha na província onde (ou porque!) controla tudo o que mexe!
terça-feira, 22 de abril de 2008
AJJ será candidato
Ontem, ouvi e, principalmente vi (na RTP Madeira) AJJ a ler um discurso numa simples inauguração na Ribeira Brava. Estranhei! Até porque aquele discurso era mais do que isso: foi uma espécie de moção estratégica. É por isso que já não tenho dúvidas: AJJ será candidato a líder do PSD. Porquê? Porque sabemos, e ele sabe, que esta pode ser a última oportunidade para sair por cima. AJJ está refém da situação que ele próprio criou e, desta forma, abandona tudo e todos sem antes deixar o poder onde sempre quis: com João Cunha e Silva. Mas falta resolver a liderança do PSD Madeira. Provavelmente, esse é o maior problema de AJJ. Algo que pode condicionar a decisão de AJJ mas, sinceramente, o seu "egoísmo", fará procurar, e encontrar, a solução que melhor lhe convém. Não tenho a menor dúvida.
Mas não é só. Todos conhecemos AJJ. O seu feitio e a sua obstinação. Ganhando o PSD, tem a possibilidade de enfrentar o pior inimigo de todos os tempos: José Sócrates. Mais. AJJ quer, pelo menos, tirar a maioria absoluta do PS e de Sócrates e assim relançar a sua carreira política, daí ter avançado com a ideia de uma aliança pré-eleitoral com PP. Com esta, tudo fica mais fácil e o plano pode ser perfeitamente concretizável.
o justo paga pelo pecador

De uma forma não totalmente inesperada, o Jardinismo é hoje a principal força de bloqueio ao aprofundamento do processo autonómico. Há, nesta constatação, algo de, aparentemente, paradoxal: o Jardim da Autonomia é, nesta tese, a sua principal força de bloqueio.
Nada disto é verdadeiramente surpreendente . A maneira de fazer politica, orientada para objectivos meramente partidários, que por sua vez, são uma síntese de uma insuportável lógica de defesa, escandalosa, dos objectivos e interesses de uma elite, tornou a praxis politica do PSD atrofiada, egoísta e miserável.
É por isso que a linha politica de Jardim está presa a ele próprio: não existe sem ele e será destruída com ele. A defesa do aprofundamento da Autonomia, essa “vaca sagrada” do PSD, serve para quase tudo, mas principalmente como bode expiatório de uma incompetência sistemática e de uma clara incapacidade reformista e governativa. Mas, infelizmente, a Autonomia como potenciadora de melhores condições de vida para todos os madeirenses tem , com Jardim, uma irreverência insonsa e frágil.
A genuinidade da importância de uma Autonomia séria e consequente está, infelizmente, seriamente comprometida. Não pelo poderoso e inequívoco significado dela própria, mas pela perversa apropriação desta pelo PSD, para fins manifestamente maliciosos.
Na Madeira, o corolário mais evidente do processo autonómico tem sido a geração excessiva de tensões, conflitos e birras inconsequentes, no plano da relação estado/região, com prejuízo para os madeirenses.
É neste contexto que se situa a tese deste artigo.
Não existe em Portugal um politico, sério, rigoroso e defensor da democracia que possa admitir o aprofundamento de uma Autonomia que coloca no bolso, e espezinha, o essencial dos princípios democráticos, da elevação, da ética e da responsabilidade institucional. De uma Autonomia, para uso e abuso de quem há muito goza de uma incompreensível inimputabilidade social e politica!
Afirmo, por isso, e estou certo que não me engano, que as dúvidas que Cavaco demonstrou nos Açores sobre a autonomia são menos uma advertência a Carlos César e mais um aviso ao populismo de Jardim. Contudo, César já demonstrou que não permitirá que o aprofundamento da Autonomia dos Açores seja colocada em causa pelo “exotismo” da governação do PSD Madeira e pelo comportamento grosseiro de Jardim, remetendo responsabilidades para os órgãos de soberania, face à suspeita de tratar igual o que é diferente.
Assim, o que em teoria poderia querer significar a criação de bons ajustamentos, mais ou menos profundos, em áreas que vão desde a economia às questões sociais, estão hoje seriamente comprometidas porque, na prática, o nosso interlocutor regional transformou a Autonomia numa “arma mortífera” para com os princípios básicos do respeito institucional.
Os “fazedores de problemas” da política portuguesa, em que Jardim e os seus delfins se tornaram, remetendo a Região para um óbvio isolamento institucional, dão-lhes pouca, ou mesmo nenhuma, margem de manobra para serem bem sucedidos no aprofundamento da nossa Autonomia.
publicado no DN Madeira


