Correndo o risco de ser mal interpretado, não posso deixar de voltar ao assunto sobre a nova correspondente do Expresso na Madeira. Faço porque é habitual, discutir as incompatibilidades dos políticos (muitas vezes de forma exagerada e sem razão) e, nesta matéria, também me parece estar em causa incompatibilidades de jornalista. Ou seja, na minha opinião, o Expresso fez um enorme erro e tomou uma opção completamente errada e muito distante dos seus padrões de transparência, rigor e credibilidade. Porquê? Porque conforme é possível verificar aqui a jornalista escolhida para correspondente tem um compromisso (vínculo contratual) com uma empresa que, entre outras coisas, faz marketing político ( organizou a campanha de Albuquerque à CMF, curiosamente o primeiro entrevistado, por esta correspondente, ao Expresso!). Além disso, o gerente da empresa, como também é possível verificar, é Jaime Ramos (filho) cujos interesses políticos parecem-me óbvios.
é bom dizer, de forma clara, que o Expresso sabe de tudo isto...
terça-feira, 15 de abril de 2008
A bronca do Expresso
segunda-feira, 3 de março de 2008
Assim vamos...
Então está a decorrer, debaixo do nariz de toda a gente, uma partilha da publicidade entre dois órgãos de comunicação social, um deles propriedade do Governo do PSD, e reina um silêncio ensurdecedor? Afinal onde vamos parar? Deve ser por isso que apesar do KO da Secretária no parlamento, sobre o escândalo do Porto da Madeira, ainda houve quem tivesse conseguido observar uma prestação fora do comum, tendo esta acabado por ter honras de pódio"!?
domingo, 2 de março de 2008
Agenda política versus discussão geral
A noticia principal do telejornal das 21 horas foi a referência à necessidade da Madeira apostar na Inovação e Atracção de Investimento Estrangeiro, de acordo com uma entrevista à Comissária do desenvolvimento regional. Há muito que abordo a necessidade deste esforço que deve reflectir uma alteração de estratégia. Mas, o que anda a fazer o governo nestas matérias? A discussão do orçamento de 2008 deixou claro a timida (raquitica, miserável,....) aposta nesta àrea em contraponto com o reforço do investimento no betão...Sobre isto não é necessário que os políticos façam intervenções ou que ocupem tempos de antena, conforme se queixam alguns jornalistas. Aliás, também acho que a orientação editorial não deve ser a agenda política. Mas, para não ser assim era indispensável que o serviço público de televisão e rádio fizesse o seu trabalho: esclarecesse, por exemplo, a vergonha na utilização dos recursos públicos e a ausência de estratégia e orientação da economia regional. Como? Com factos e eles existem. Só um exemplo: a cota 500 encaixa nesta necessidade de um novo paradigma? Claro que não, mas onde pára a reflexão?
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Debate(s) sobre a CMF
O que se passa na CMF, desde há muito tempo a esta parte, deve ter uma análise política. Ou seja, é indispensável que no quadro da accountability dos votos as pessoas tenham consciência do que está em causa. Por isso, é dever da televisão e rádio pública fazer o seu papel e perante as mais do que evidências que algo de muito grave se passa na governação da autarquia e lançar o debate e a troca de argumentos, procurando contribuir para esclarecer as populações. Por isso, espero que o Senhor director da RTP e RDP Madeira crie todas as condições para que os debates ocorram, sem subterfúgios ou estratégias de branqueamento... Não vale cumprir os mínimos, pode dar demasiado nas vistas.
Quanto ao DN, fez o seu papel e apresentou os factos. Muito bem!
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Parabens
O Diário de Noticias da Madeira fez uma alteração à sua última página. Gostei da mudança. Parabens. Espero que se mantenha as duas linhas de Luis Calisto.

